segunda-feira, 31 de agosto de 2009

A invalidação


Lembro-me como se hoje fosse. Encaminhei um e-mail a uma pessoa que nem palavras eu tenho para tentar explicar o quanto significa e significou pra mim sobre o tema acima. Por diversas vezes a vi sofrer em função de comportamentos de pessoas no ambiente em que trabalhava sobretudo de uma pessoa em particular que nem vale a pena revelar o nome, até porque em nada mudaria o conteúdo do texto. Pois bem, veja como determinadas lideranças doentias acabam por se revelar nos ambientes públicos e privados de suas empresas com a dita Invalidação.

Invalidar é o mesmo que tirar a validade de algo ou de alguém, é diminuir o outro, desprezá-lo, mostrá-lo como errado, incompleto, tolo, menor. Infelizmente, todos nós somos propagadores da invalidação. Como estudante da psicologia, tendo a reconhecer pelo pouco que observo em minhas parcas leituras que existem padrões de invalidação que vieram da infância, da escola, da educação familiar, cuja mensagem generalizada é de reduzir, tirar a validade, deslegitimar, diminuir o sujeito. Muitas das dificuldades dos adultos estão na proibição internalizada que eles carregam, nascidas de invalidações constantes ao longo da vida. Eu tive um grande amigo que as muitas vezes que freqüentei à sua casa me deparava constantemente com seus pais invalidando seus comportamentos a todo momento e, o pior, esse processo era reforçado até pela moça que trabalhava nos serviços domésticos. Ela também detinha um poder de recriminá-lo por qualquer coisa que julgasse errado na conduta daquela então criança. Mais tarde com o decorrer do tempo era perfeitamente previsível um adulto sem alto estima e completamente fragilizado em decidir as “grandes coisas da vida”, pois imagino que mediante alguma decisão supostamente errada lá viriam seus pais descarregando todo o processo juntamente com a moça – analfabeta – que trabalhava lavando roupas e fazendo comida (a scretária).

Voltando ao nosso caso podemos definir o termo invalidação ao descrever uma pessoa que machuca ou tenta machucar a outra. Uma invalidação pode ser livremente expressa por qualquer coisa entre um tapinha nas costas e um tsc tsc. Uma virada dos olhos com um leve suspiro desaprovado, também faz bem esse papel. Tanto quanto uma "torcida no nariz". No campo profissional, entretanto, o invalidador que é eficiente tecnicamente põe você na tempestade. Ele encontra os erros de todos, sutilmente manipula as percepções e procura manter todos sob seu controle. Ele invalida com metas, dados, informes, contabilidade, leis de marketing. Sua verdadeira intenção é exterminar o perigo de ser, ele mesmo, inferiorizado. Tudo isso às custas de reduzir o poder atrativo dos outros. Ele diz a verdade, e a verdade, como diz na música, é seu dom de iludir.

Normalmente é a invalidação sarcástica e mental, não aberta, que traz o efeito mais devastador. Um soco no nariz é uma forma óbvia de invalidação, que, após certo tempo, é curado. Já um ataque à auto-estima, se feito no momento "certo" e da forma "certa" pode se prolongar por toda a vida da pessoa atingida - é o caso daquele meu grande amigo de infância que falei ainda a pouco. Um soco no nariz pode muito bem receber um revide. E o responsável de certo vai ser punido. Mas um ataque mental, subjetivo, geralmente passa despercebido e funciona contra a vítima: a reduz, a impede, a enfraquece, a submete. Esse comportamento só persiste entre as gerações porque, simplesmente, "funciona".

Podemos falar muito mais sobre essa questão que está longe de acabar até porque faz parte de nossa natureza. Mas como o propósito aqui não é defender nenhuma tese a respeito sempre serei breve. O mais importante é que há caminhos para lutar contra esse mal. Estes seres perniciosos estão em todas as partes, e nos oferecem ótimas oportunidades de sermos mais seguros de nós mesmos, não permitindo que seus jogos nos invalidem.

A confrontação é uma forma de oferecer resistência. Você simplesmente olha nos olhos da pessoa que o invalidou de tal forma que deixe claro que você sabe exatamente o que ela está fazendo. Uma longa pausa, uma mão no queixo, ou inclinar-se para frente devagar pode deixá-la saber que é melhor pensar duas vezes antes de mexer com você novamente.
Outra forma de sustentar sua resistência é pedir que o invalidador repita a invalidação que acabou de fazer. Peça pra ele fazer várias vezes. Isso funciona bem no caso de insinuações e venenos encobertos.

É bom falar a verdade. Invalidadores são mestres em mensagens duplas, insinuações, inflexões de voz, tom e outras "dicas" atrás das palavras em si. Amplie tudo e diga simplesmente toda a verdade. Um exemplo: Carla mostra-se irritada e impaciente com uma apresentação que começou na sala de reuniões. Mike, o apresentador, percebe e pergunta se tem algo que ela queira dizer. Ela explode: "Sim! Não vejo sentido em nada disso!". Mike ouve e abre o jogo: "Carla, com o que eu apresentei até o momento, não há como termos uma opinião formada, menos ainda uma conclusão. Creio que haja outros interesses ou problemas atrás de sua insatisfação. Peço que respeite minha apresentação e ao final comunique-se sobre o que está necessitando".

Quando falar sobre seus sentimentos fale no “eu” e não no “você”. Existem casais que brigam no você. É um tal de "Você é isso, mas você é aquilo", e nada se resolve bem. Ao falar no "você", estamos colocando no outro o julgamento. Fale sobre seu sentimento. "Eu me sinto mal com sua atitude. Eu não gosto de gritos. Eu preciso de confiança na relação de trabalho". É muito difícil invalidar o que você está dizendo se é sobre o que você sente. Ninguém pode discutir isso: certo ou errado, é o seu sentimento.


Fale em particular. Pessoas que o embaraçam na frente de outros usam o grupo como poder. Se você as pegar a sós, vai descobrir que elas se afundam na cadeira e se tornam "desculposas". Elas passam a respeitar você, porque sabem que você as confrontará em vez de ficar se escondendo por trás de um grupo. Use primeiro a razão com essas pessoas. Se elas o embaraçarem novamente, ameace-as de fazer o mesmo: "Como você se sentiria se eu a embaraçasse na frente de todo o mundo? Faça isso novamente e terei uma surpresinha para você".

Bom, dito isso espero que possa contribuir um pouco mais em desfavor dessas pessoas que em nada se resolvem enquanto seres humanos e acima de tudo querem ferir o semelhante.

domingo, 30 de agosto de 2009

Má notícia


Por esses dias li uma reportagem que dizia o seguinte “Estudantes de medicina treinam como dar más notícias”.


Durante algum tempo fiquei refletindo sobre essa questão que me parece transcender a realidade médica e ir ao encontro de outras profissões. Claro que nesse contexto fica muito mais evidente a questão por se tratar de vidas humanas em jogo. Talvez, para muitos, o bem mais valioso. A reportagem mencionava a dificuldade da classe médica em dar más notícias aos seus pacientes. Essa dificuldade é perfeitamente explicável na medida que o principal papel da classe é “salvar vidas”.

Tento imaginar o quanto deve ser difícil essa tarefa. Mais difícil ainda é pra quem recebe. Aqui em casa já nos deparamos com situação semelhante em que na hora de sabermos o resultado de um exame muito importante que meu pai havia feito ficamos tão perplexos com a má notícia que pensávamos que ele iria morrer no outro dia. Não sei quantas notícias ruins aquele médico, que depois se tornou um amigo da família, já tinha dado naquela semana, porém acho que faltou à época um pouco mais de jeito na verbalização do resultado porque na escrita aí mesmo que não entendemos absolutamente nada. O troço se chama adenocarcinoma o que rapidamente nos fez correr para o Aurélio e tentar desvendar o enigma. Não descobrimos muita coisa a não ser a expressão maligna que vinha logo após a palavra neoplasia e que se origina em tercido glandular com características secretórias e que pode ocorrer em alguns mamíferos, inclusive em humanos. Por um instante eu fiquei me questionando se éramos ou não mamíferos ou mamíferos não humanos o quem sabe uma outra classificação. Eu não sabia mais de nada.

Pesquisando mais sobre o assunto descobri que muitos acadêmicos do Montefiore Medical Center, no Bronx, em Nova York, treinam com atores de como cumprir bem este papel, quando necessário e estão recebendo capacitação através de novas técnicas de identificação do perfil do paciente. Quem melhor recebe uma má notícia e quem tem o perfil de sofrer em silêncio. Com certeza o uso da psicologia se faz muito necessário a esse tipo de treinamento. Resta saber se na prática isso é possível. Se formos pensar em Brasil e todas as peculiaridades que cercam o nosso sistema de saúde é quase utópico imaginarmos que um médico que atende em um posto de saúde do bairro do Guamá em Belém do Pará faça isso.

domingo, 23 de agosto de 2009

Quando o sol...


Taí, esse é o Sol! Prazer em conhecer Senhor Sol! Obrigado por iluminar as nossas vidas e mostrar a verdadeira face do real sentido da nossa existência. Nunca pude pensar que o Senhor seu Sol pudesse brilhar nos olhos quase fechados dos meus heróis-campeões. A futura geração de homens-do-bem que o mundo necessita tanto, pois há tantos recordes a serem batidos. Há tantos limites a serem ultrapassados. Há tantas perguntas ainda sem respostas. Sr. Sol promete a mim que Você sempre brilhará nos olhos dessas criaturas? Por favor, é uma das poucas coisas que tenho coragem de pedir. Alias, pedir pra mim sempre foi uma barreira a ser vencida. Faço questão Sr. Sol de dar em troca o que quiseres. Podes me tirar o que quer que seja para que os pequenos olhos quase fechados combinem com os sorrisos e as medalhas de ouro desses campeões. Ao João Pedro Lima de Oliveira e ao Pedro Henrique também Lima de Oliveira um carinhos abraço do tio Gualter, sem reinar muito é claro. Amo Vocês! Ah!!! Obrigado seu Sol.

O sentido da vida


Essa me parece uma das maiores indagações do homem sobre o homem em nosso pequeno e grande mundo. Sabemos quase nada de onde viemos, quase nada também sabemos sobre o que estamos fazendo aqui agora e tão pouco sabemos pra onde vamos. Contei pelo menos 200 teorias que tentam explicação para tais perguntas. Umas de maneira mais rebuscadas e outras mais simplistas em suas teorias e metodologias. No entanto não há nada que comprove cientificamente o que dizem. Apenas respostas formuladas alinhadas com suas teorias e preceitos.


Enquanto muitos perdem em vão seu tempo pra encontrar respostas e se conformar com elas eu prefiro ficar com as perguntas, pois elas movem o sistema e causam inquietude. A inquietude por sua vez não faz você imaginar algo tipo “minha alma está salva porque cumpri com as minhas obrigações de bom cristão”. Eu prefiro ficar com um sentido mais real pra minha vida. Algo que eu tenho certeza que levarei para onde for em pensamentos, recordações e lembranças. Essas coisas só são possíveis porque onde estive e pra onde vou sempre encontrei o amor e o carinho. Sempre tive o respeito e a compreensão. Tai o meu sentido da vida. Aos meus Pais o sentido da vida sou eu. Aos meus Pais eu encontro o verdadeiro sentido da vida.

O começo

Finalmente descobri o mundo do blog. Andava um tanto quanto preguiçoso com minhas alternativas e possibilidades de melhor ver e ser visto pela internet. Apesar de não ter nehuma vocação para andar sendo perseguido por holofotes confesso que por aqui consigo exprimir melhor minhas idéias e opiniões acerca das coisas que vejo, sinto e sobretudo percebo. Creio que um mundo cada vez mais "globalizado" em que todos são vistos e querem ver esse seja um caminho, ou melhor, mais um caminho de contato entre as pessoas. Falta de comunicação jamais!