sexta-feira, 26 de abril de 2013

Mania de carrão

Por MARCIA TIBURI

O automóvel é para poucos um meio de transporte. Produto para a indústria e o mercado, ele deve surgir como fetiche na consciência coisificada dos usuários. É dessa coisificação que depende o sucesso das vendas e o aumento da produção. O aumento da produção gera emprego, dirão uns, gera capital, dirão outros. Que o carro seja central na economia política de uma sociedade marcada pelo descaso com o transporte público explica a supremacia do privado, o poder do dinheiro em detrimento da cidadania. O núcleo bárbaro de nosso estado social refere-se também ao declínio do espaço público ocupado pelos carros em uma sociedade motorizada quando já não há por onde seguir.

É evidente que o espaço social da rua, este espaço desvalorizado onde vivem excluídos e marginalizados, moradores sem casa, se tornaria o lugar onde o capitalista motorizado ostentaria seu poder automobilizado. O motorista realiza a ideia de que a racionalidade técnica é a racionalidade da dominação por meio de sua máquina impressionante. Andar a pé, uma prática totalmente antitecnológica, tornou-se um perigo, cujo risco é deixado ao despossuído. A posse é o espaço a ser percorrido. Os carros nas grandes cidades congestionadas surgem como marcadores de lugar: quem pode mais ocupa mais espaço em relação a quem pode menos. Assim é que a sociologia do trânsito de nossa época tem que se ocupar não apenas com a divisão do espaço, mas com a tradicional avareza do capitalismo aplicada ao movimento nas grandes cidades. Não se trata mais do simples direito de cada um à cova medida; o movimento lento dos carros nas ruas enfartadas lembra o funeral em que todos estão a caminho de um grande enterro.

Fetiche automobilístico

O carro faz parte da mitologia cotidiana. Ayrton Senna foi o deus maior sacrificado no ritual do automobilismo, ritual do qual participam as massas encantadas com seus brinquedinhos mais baratos.

Mas para entender o fenômeno do fetiche automobilístico de nossos tempos podemos pensar algo ainda mais elementar: quem compra um carro nunca compra apenas um carro, compra a ideia vendida pela propaganda do carro. A ideia é sempre a mesma, compra-se um poder. Com o poder na forma de um carro, o motorista pode transitar pela rua.

Um carro permite a ostentação fundamental que se tornou meio de sobrevivência em uma sociedade competitiva na qual, mesmo não sendo um vencedor, sempre se pode parecer um. A ostentação é parte essencial do sistema simbólico em que o reconhecimento deturpado diz quem somos e o que podemos ser dependendo do que possuímos.

Do mesmo modo que o menino rico ganha um carro dos pais assim que aprende a dirigir não porque o carro seja necessário, mas porque é sinônimo do tornar-se adulto ou pelo menos do parecer adulto, o menino pobre que trabalha como empacotador no supermercado economiza dinheiro para comprar um carro porque, também ele, entende que é o carro que o torna alguém numa sociedade de pilotos. Assim, ele não questiona seu trabalho escravizado, pois pode chegar ao fim da corrida alcançando o bem desejado por todos os que, na qualidade de vencedores ou vencidos, não se colocam a questão de parar a corrida.

Assim é que entendemos o caráter de máscara dos automóveis. A questão de ser quem se é define-se no meio de transporte que se usa. Da bicicleta ao carro blindado, do ônibus que sai da periferia à Ferrari, cada um é reduzido ao transporte que usa. Quem não tem carro, pois ele está ao alcance de todos independemente dos sacrifícios implicados em sua aquisição e manutenção, pratica um ateísmo. O dono do carrão expõe, como um exibicionista expõe seu sexo, uma verdade teológica.
 

 

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Consumo Colaborativo ganha corpo no Brasil. Conheça cases

O consumo colaborativo, também conhecido como compartilhado, ganha corpo no Brasil com a proposta de uma nova forma de consumir serviços e produtos, desde carros e brinquedos até roupas. A modalidade permite consumir sem necessariamente comprar. Este formato alia economia, consciência sustentável e estimula a criação de redes de interação social que facilitam o acesso a objetos para empréstimo ou aluguel. É possível encontrar serviços como aluguel compartilhado de carro, mensalidade de brinquedos rotativos, bicicletas comunitárias, sites de empréstimo gratuito e aluguel de objetos. Ao mesmo tempo, surgem as feiras de troca de roupas que ganham ares sofisticados, conquistando principalmente mulheres das classes altas e resgatando na era tecnológica os tempos do escambo.

A tendência pode parecer contraditória, uma vez que divide espaço com o crescimento econômico nacional que veio acompanhado de políticas de estímulo ao consumo, aumento de crédito e consequente aquecimento do varejo. Mas, na realidade, os dois modelos coexistem dentro da sociedade contemporânea. Em outros países, o consumo colaborativo já passou por um processo de amadurecimento. Na Europa e no mercado norte americano, esta modalidade cresce alimentada pelo ambiente de crise financeira, o que obriga a sociedade a andar na contra mão dos gastos impulsivos.

Isso se reflete também em um movimento global voltado para o consumo consciente. “Acredito que este seja o caminho para o futuro. Cada vez mais as pessoas vão sofisticar suas escolhas de consumo. Simplesmente não faz mais sentido acumular, basta olhar para os Estados Unidos: uma população endividada, mas que continua guardando coisas que provavelmente nunca mais vai utilizar. A causa disso são as compras impulsivas. A pessoa adquire uma máquina de pão, usa uma vez e volta a comprar na padaria, enquanto o aparelho fica esquecido”, comenta Rogério Gomes, Idealizador do evento de troca de roupas Desapegue, em entrevista ao Mundo do Marketing.

O mercado da moda e a troca de roupas
O vestuário está na lista de itens mais representativos do consumo do brasileiro. A expectativa de gastos no varejo de moda é de R$ 129 bilhões, com crescimento de 18% em relação a 2012, de acordo com um estudo do Pyxis consumo, ferramenta de dimensionamento de mercado do IBOPE Inteligência. Cada brasileiro deve gastar em média R$ 786,00 em roupas e o maior poder de consumo está nas mãos da classe média, somando R$ 52 bilhões.

Mesmo neste cenário, as feiras de troca de roupas começam a conquistar visibilidade se apropriando de características dos brechós e somando entretenimento, conceitos de moda, sem ser retrô. Nestes eventos, o poder de compra do consumidor é medido pela quantidade de peças que cada participante leva para contribuir com as trocas e não pelo quanto de dinheiro que ele tem a disposição para a compra. Os valores são medidos pela qualidade das roupas. Dinheiro, peças antiquadas ou desgastadas estão fora da negociação.

Em São Paulo, o modelo se tornou realidade com o projeto Desapegue que acontece mensalmente em um bar da capital paulista. Na ocasião, além de renovar o guarda-roupas, as clientes comem e bebem com as amigas e também participam de palestras sobre temas variados e consultorias de moda sobre as tendências do mercado. “Logo na entrada, as peças são avaliadas e selecionadas e as visitantes recebem créditos em botões para serem utilizados na escolha de novas roupas. Temos pessoas na faixa de 20 anos ingressando na vida profissional que vêm trocar roupas casuais por terninhos. Enquanto senhoras fazem o caminho inverso. Mulher ama novidade e outro incentivo é a possibilidade de ter peças novas sem gastar”, diz Rogério Gomes, em entrevista ao portal.

IPI reduzido X mobilidade compartilhada
Outro setor que teve suas vendas aquecidas foi o de automóveis que nos últimos anos experimentou facilitações como a redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) desta categoria, o que atraiu novos clientes. Mesmo assim, adquirir um carro isoladamente não resolve os problemas de transporte. As grandes cidades enfrentam questões como congestionamentos, poluição e dificuldades para estacionar, além dos gastos periódicos que um veículo próprio impõe entre impostos, manutenção e combustível. Para preencher essas lacunas, propostas como trocar o automóvel por bicicletas ou alugar um veículo de forma compartilhada vêm somando adeptos, seja por economia, praticidade ou ideologia.

No Rio de Janeiro, uma parceria entre a prefeitura e o Banco Itaú disponibiliza bicicletas em estações espalhadas por pontos públicos da cidade, como praças e a orla. Para utilizar o serviço, é necessário realizar um cadastro na internet e pagar uma taxa mensal. As bicicletas podem ser de retiradas em qualquer estação por meio da liberação via smartphone. Os passes custam R$ 10,00 para uso mensal ou R$ 5,00 para diária. Em São Paulo, a opção de mobilidade colaborativa é o aluguel compartilhado de carros. A empresa Zazcar atua desde 2009, contando com 60 veículos e mais de 2.000 pessoas cadastradas. A empresa oferece planos com adesão a partir de R$ 25,00 e R$ 0,71 por quilômetro rodado. O cliente tem direito ao combustível sem custo adicional e desconto de 30% em estacionamentos de redes parceiras.

A iniciativa veio do empresário Felipe Barroso, que administrava uma empresa de terceirização de frotas no Paraná e pretendia diversificar seu negócio. “Conheci o sistema de carsharing em uma viagem ao exterior e, levando em conta a realidade do trânsito de SP, tive certeza que o sistema de compartilhamento poderia ser muito útil por aqui também. É importante frisar que, aliado aos transportes públicos, o sistema de compartilhamento de carros é hoje uma das principais soluções de mobilidade dos grandes centros urbanos, não apenas para combater o trânsito, mas também na redução de emissões de gases nocivos”, comenta Felipe Barroso, CEO da Zazcar, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Condomínio colaborativo
A construtora Tecnisa passou a incluir em seus empreendimentos residenciais soluções de consumo compartilhado que vão desde alternativas de mobilidade e lazer até plataforma de trocas digitais. Com isso, a empresa pretende trazer para as áreas comuns dos condomínios um mix de serviços úteis a moradores e visitantes. Além das áreas tradicionais como brinquedoteca, churrasqueira e fitness, a empresa propõe espaços como o carsharing, uma vaga comum a todos para manutenção e limpeza do veículo e testa atualmente um modelo de compartilhamento de carros. O sistema disponibiliza um veículo para cada prédio, que poderá ser utilizado até três horas por dia pelos moradores que se cadastrarem no projeto.

Outra medida presente nos empreedimentos é o bikesharing, que seguindo o exemplo das bicicletas patrocinadas pelo banco Itaú, disponibiliza os equipamentos para moradores e seus convidados. “A proposta das bicicletas comunitárias vem para socializar o hábito de pedalar. Se chega uma visita, o morador pode propor um passeio sem que o convidado precise trazer a sua bicicleta de casa. Além disso, estimula o uso de um veículo que não produz poluição no dia a dia. Queremos que a bicicleta venha para as áreas comuns mais nobres do prédio, ganhando inclusive um espaço de pit-stop com equipamentos de manutenção que podem ser utilizados por todos”, diz Gisele de Luca, Gerente de Projetos da Tecnisa, em entrevista ao Mundo do Marketing.

A construtora expande ainda seus projetos de consumo colaborativo para os não clientes com uma plataforma de trocas de objetos no Facebook. “Qualquer pessoa que desejar pode entrar na fanpage da Tecnisa e baixar o aplicativo de trocas. Após fazer o download, ela cria grupos entre os seus amigos para promover trocas e empréstimos”, conta Marcelo Trevisani, Especialista de E-business e social media da Tecnisa, em entrevista ao Portal.

Brincadeira compartilhada
O público infantil é outro alvo do consumo colaborativo e a empresa Joanninha investe neste conceito com a locação rotativa de brinquedos entre associados. O projeto nasceu da parceria entre duas publicitárias, Alessandra Piu e Anna Fauaz, que pretendiam com seu projeto aliar pedagogia ao conceito de consumo colaborativo. Por meio de uma mensalidade, que varia de R$ 80,00 a R$ 150,00 de acordo com o plano escolhido, o cliente recebe brinquedos de um catálogo virtual que permanecem em seu poder por um mês.

O sistema incentiva o compartilhamento de objetos entre as crianças, além de permitir de forma mais barata o acesso a diferentes tipos de brinquedos mês a mês. A marca pretende promover a colaboração entre os clientes por meio de um diário que acompanha cada entrega, onde são registradas as experiências com o objeto e dicas de brincadeiras.

A ideia é que a criança possa ter a brincadeira sem necessariamente possuir o item. “Trabalhamos a noção do coletivo e do dividir desde a infância. Além disso, é muito mais interessante economicamente, porque muitas vezes a criança enjoa daquilo que ganha, antes mesmo dos pais terminarem de pagar”, diz Alessandra Piu, Sócia da Joanninha, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Rede de empréstimos de objetos
Ainda na internet, outro site nasceu focado no consumo colaborativo, o Descolai propõe a volta da prática de tomar e pedir emprestado. Com a vida agitada, o distanciamento interpessoal e a facilidade de comprar produtos em diferentes canais, o hábito de emprestar fica cada vez mais esquecido. O portal traz essa cultura para a era digital permitindo que os internautas criem cadastros com itens que possuem e se dispõem a emprestar.

O inverso também é possível: as pessoas podem informar os produtos os quais desejam receber emprestado. Todas as ofertas e pedidos ficam visíveis aos usuários do site e também aparecem nas buscas específicas. A plataforma pretende devolver a utilidade a produtos esquecidos no fundo do armário, além de evitar compras supérfluas de itens que seriam utilizados apenas uma vez. No site, o internauta encontra três módulos diferentes: serviços, onde pode anunciar ou buscar algum profissional; trocas, que permite o empréstimo de itens sem custos financeiros; e vendas que permite aos usuários exporem objetos usados e semi-novos para negociação.

URL desta notícia: http://www.mundodomarketing.com.br/reportagens/mercado/27328/consumo-colaborativo-ganha-corpo-no-brasil--conheca-cases.html

Bombas que dizem não à vida

Tudo o quê não promover a vida, a liberdade e o respeito a diversidade não merece atenção e nem os holofotes da mídia e nem de algum segmento social. As bombas de Boston são um infeliz acontecimento realizado por pessoas que possuem as mesmas raízes de pensamento e personalidade que outros que pelo lado daqui também possuem; e que permeiam suas presenças entre nós.

quarta-feira, 17 de abril de 2013

(In)Feliciano

“Conheça todas as teorias, domine todas as técnicas, mas ao tocar uma alma humana seja apenas outra alma humana”. Carl G. Jung

Contra o orgulho, a soberba, atitudes altivas, atrevimento descabido, presunção, preconceito, o falso moralismo, a intolerância, o ódio... Contra TODOS os inFELICIANOS da vida!!!

 

Mentes e corpos

Vivemos em um mundo complexo, que nos oferece inúmeras combinações de coisas que jamais vimos em algum outro momento de nossa existência. Saímos, em questão de um século, do lombo de um cavalo para as poltronas dos aviões a jato transoceânicos. Mudanças significativas houveram no seio do sistema social. Infra estrutura, tecnologia, ciências, comunicação, política, economia, etc, foram drasticamente alteradas em suas bases. A construção, a desconstrução e a nova construção de modelos parece ser a tônica do mundo novo. As verdades não são mais tão lineares como antes. Sofremos cortes initerruptos no sistema que não nos permite mais pensar com a lógica. As verdades de hoje não são tão verdades quanto aquelas do passado ou nem mesmo são mentiras, são apenas meias verdades.  Porém algumas verdades continuam como antes. Nossos corpos parecem tão ou mais produtivos do que antes e nossas mentes bastante gentis e dóceis como outrora.

Educação para Vida


Aprenda a conhecer...
Aprenda a fazer...

Aprenda a viver juntos...
Aprenda a ser...

Aprenda que internalização desses pilares pode lhe dar um mapa desse complexo e constante agitado mundo, que talvez permita ser a sua bússola de navegação...

 

Acabou

“Em um ambiente de inflação alta e economia enfraquecida, usar os gastos das famílias como alavanca para fazer o Produto Interno Bruto (PIB) crescer e desonerar setores de bens de consumo final é um modelo esgotado. Uma nova agenda deve ser colocada no lugar, na qual se possa deixar mais competitiva as bases da cadeia produtiva”.

Concordo em gênero, número e grau com o que disse Pedro Passos, um dos fundadores do Grupo Natura. Esse é um modelo de crescimento econômico esgotado e qualquer estudante mediano de economia que freqüenta regularmente seu curso sabe disso. O país não tem cadeia produtiva competitiva e nem agenda pra discutir o tema de forma efetiva. O Planalto concentra seus esforços apenas no modelo de estímulo ao consumo via crédito ao consumidor. Isso cansa...

segunda-feira, 15 de abril de 2013

1 ano e tanto!!!


A exatos 365 dias um novo cenário se delineou. Por uma combinação aleatória de fatores justificada apenas pela mão invisível de Deus se deu a possibilidade de uma união que não seria possível nem nos mais belos sonhos.

O batismo


Os olhares acima são de quem, pela primeira vez, nem sabem que estão fechando com a coisa certa. Mesmo que não saibam do futuro e nem possam advinhar quantas alegrias terão ao longo da vida por causa das preciosidades institucionais as quais batizei naquela quarta feira, dia 3 de abril. Faço o desconto natural dos olhares e sentimentos ainda que desconfiados por não terem bola de cristal, mas honestos porque de agora em diante nenhuma delas deixará mais de ser Remistas e Flamenguistas.

A leitura básica de processo organizacional - planejamento

A natureza básica da organização se baseia em quatro grandes pilares. Não que essa seja uma tarefa pronta e acabada. É mais pra efeito metodológico, pois as constantes alterações e visões diferenciadas de autores, estudiosos, professores, cientistas da área e, por ventura, alguns invencionistas que atuam na administração como “entrões” podem acabar confundindo noções e conceitos. Não que o estado de confusão seja ruim, pelo contrário, é bom. Mas é que precisamos de um mínimo de sistematização. Pois bem, o processo organização se dá em quatro etapas que são: O planejamento, a organização, direção e controle. Planejamento sempre está ligado a definição, estabelecimento, previsão, planejamento, antecipação, redução de incertezas e antecipação. No planejamento se conduz o diagnóstico e o prognóstico. Para isso utiliza-se a famosa análise de SWOT afim de identificar o cenário micro e macro e, posteriormente, com o objetivo de traçarmos estratégias realiza-se a combinação de variáveis controláveis e incontroláveis com a finalidade de saber qual estratégia (desenvolvimento, crescimento, manutenção e sobrevivência) se lançará mão para o caso em questão. A estratégia de desenvolvimento se dará se a organização possuir mais oportunidades e pontos fortes; a estratégia de crescimento só se fará jus quando o realce do cenário apontar oportunidades combinado com pontos fracos; se o cenário for de ameaças e pontos fortes aí a estratégia deve ser de manutenção e; caso as ameaças estiverem combinadas com pontos fracos, neste caso, a estratégia é de sobrevivência. Continuo depois falando de processo...

A leitura básica de uma organização

A começar pelos níveis podemos dizer que, de uma maneira geral, as organizações são compostas por níveis estratégicos, táticos e operacionais. O estratégico é o global, com visão de longo prazo e voltado ao macro ambiente. Também pode ser descrito como nível organizacional, corporativo e/ou institucional. O tático caminha para o lado funcional, departamentalizado e com foco no médio prazo. Já o operacional tem seu foco o curto prazo e é composta de tarefas bem específicas, divisão do trabalho e operações em geral. No estratégico é de onde parte toda noção de direção e comando e sua composição geralmente é feita por altos executivos, superintendentes, diretores gerais e gerentes gerais. No tático a coisa se reflete nas diretrizes departamentais e na gerência intermediária. E no operacional é onde se encontra os supervisores e operários com suas tarefas específicas. Alçar posições melhores na hierarquia organizacional requer o aumento de seu conjunto de conhecimentos e habilidades conceituais. A tomar por base a existência de três tipos básicos de habilidades gerenciais que são: habilidades conceituais, técnicas e humanas e a medida que você vai desenvolvendo qualidades centradas no aspecto cognitivo do pensamento, planejamento teórico-estratégico e holístico suas competências vão tendo mais aderência com o staf da instituição.

domingo, 14 de abril de 2013

Flamengo 3 x Fluminense 1

"Levanta sacode a poeira e dá a volta por cima"!!!

Feliciano - um ser inferior e descontrolado

Simplesmente não tenho forças e nem coloco minhas inteligências a opinar sobre o caso Feliciano. Não sei por que o Caetano ainda se presta a rebater as gritarias versadas por sujeitos como esse (coluna do Globo deste domingo). Sinto que Veloso se faz um pouco menor ao dialogar e vir se defender das acusações de um pastor. Em sua grande maioria tais pastores vivem arrecadando dinheiro do povo fazendo-os crer na existência arcaica, pré não dizer pré-histórica, da bipolaridade infantil tantas vezes colocada em jogo para ressalvar opiniões, ações, guerras, conflitos e tudo mais de horrível e nojento que possa ser, a tão velha ladainha da luta do bem contra o mal. Para um país de ignorantes, de pessoas simples sem as mínimas condições de buscar conhecimentos intelectuais a cerca de filosofia e antropologia é muito fácil capturar massas desesperadas por espetáculos e pirotecnias nos domingos a noite. Mal sabem que tudo não passa de um grande balcão de negócios

sábado, 13 de abril de 2013

Afabilidade econômica

O varejo que ano após ano ganha traços mais robustos em termos de participação na atividade econômica do país é mestre em criar rituais para presentear parceiros sexuais, amigos ou parentes, pois esses são responsáveis por uma porção bastante generosa das vendas anuais. Não duvide se grande parte desses mesmos varejistas fossem a falência se não houvesse em nossa cultura os ritos de celebração e feriados em nosso calendário anual. Dia dos pais, das mães, natal, férias, verão, dia das crianças, dia da sogra, dia da amante, formatura, aniversários, páscoa, dia do trabalhador, dia da secretária, dia do médico, do administrador, etc, etc, etc...

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Governabilidade ou Governança

O governo brasileiro não carece de "governabilidade", ou seja, de poder para governar, dada sua legitimidade democrática e o apoio com que conta na sociedade civil. Enfrenta, entretanto, um problema de governança, na medida em que sua capacidade de implementar as políticas é limitada pela rigidez e ineficiência da máquina administrativa. Talvez uma forma de se minimizar a questão gerencial pode ser a busca por filosofia e ferramentas de controles gerenciais e prestação de contas semelhantes aos instituídos na iniciativa privada, isto é, Accountability. Esse, por sinal, é um termo abrangente que vai além da prestação de contas, pura e simples, pelos gestores da coisa pública. Diz respeito à sensibilidade das autoridades públicas em relação ao que os cidadãos pensam, à existência de mecanismos institucionais efetivos, que permitam chamá-los à fala quando não cumprirem suas responsabilidades básicas. No âmbito da Secretaria Federal de Controle, o termo accountability é traduzido, por alguns, como “responsabilidade”. A busca da accountability passa também pela reforma da sociedade, ela precisa saber e querer cobrar, precisa interessar-se pela gestão pública, deve entender a relação da boa administração com a qualidade de vida; em suma, deve ser mais cidadã. É importante o papel do cidadão no processo, considerando que o verdadeiro controle do Governo, o controle efetivo, é conseqüência da cidadania organizada, já que a sociedade desmobilizada não será capaz de garantir a accountability.

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Deus e o diabo no teatro político

No Estado-espetáculo até Deus é usado como bengala de apoio aos representantes políticos. O ditador Francisco Franco, que governou a Espanha de 1939 a 1975, usava a Providência Divina para afirmar sua legitimidade: "Deus colocou em nossas mãos a vida de nossa pátria para que a governemos". Não satisfeito, mandou cunhar nas moedas "caudilho pela graça de Deus". Idi Amin Dada, o cabo que se tornou marechal em Uganda, sanguinário e paspalhão, dizia ao povo que falava com Deus nos sonhos. Um dia deparou com a pergunta de um jornalista: "O senhor tem com frequência esses sonhos? Conversa muito com Deus?" Lacônico, o cara de pau respondeu: "Sempre que necessário". A História é cheia de casos de atores políticos que organizam o próprio culto, ornando sua aura com atributos divinos. Nietzsche chegou a proclamar: "A apoteose da aventura humana é a glorificação do homem-Deus".
Mas o diabo também é avocado como protagonista do teatro da política fosforescente. A desastrada declaração do deputado pastor Marco Feliciano (PSC-SP) de que antes de presidir a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados ela era dominada por Satanás comprova a tese.
Nos últimos tempos, pelas nossas bandas, impulsionados por uma onda midiática que entra nas noites e madrugadas construindo um novo pentecostalismo, bispos, pastores e apóstolos não medem esforços para organizar exércitos do bem para enfrentarem as forças do mal. Do alto de uma montanha de dízimos, os comandantes da guerra contra as trevas estruturam impérios religiosos, ganham concessões do Estado (para execrar, frequentemente, o próprio Estado), locupletam cofres, organizam partidos e aumentam a fatia política com bancadas cada vez mais gordas. A expressão radical torna-se a arma de combate e de engajamento de milícias. Já a defesa de posições conservadoras funciona como escudo. A índole discriminatória explode. Essa é a composição que explica o imbróglio envolvendo o novo presidente daquela comissão.
Flagrado postando mensagens homofóbicas e racistas nas redes sociais, Feliciano arremata, em inflamado sermão, que "pela primeira vez na História desse país um pastor cheio de espírito santo" conquistou espaço dominado pelas tropas de Belzebu. Destemperado, o deputado jogou no fogo do inferno companheiros que já comandaram aquele território "satânico". E assim comete um pecado ético, deixando transparecer a ruptura do princípio republicano que estabelece a separação entre igreja e Estado. É evidente que o verbo messiânico tenta desenhar a figura de um "herói" sob proteção divina. Maquiavelismo. A linguagem cortante, claro, resultará em bacia cheia de votos em 2014.
Atente-se para o espírito do nosso tempo: culto da personalidade, competitividade entre igrejas, organicidade social, multiplicação de grupos de pressão, expansão da democracia participativa, abertura da locução social. Com o foguetório o pregador consegue chegar aos píncaros da visibilidade, meta ambicionada por qualquer parlamentar.
Vale lembrar que ele foi eleito pelos pares para comandar a Comissão de Direitos Humanos. Até aí, tudo bem. Inaceitável é o uso (e abuso) de peroração discriminatória dentro de um organismo criado exatamente para defender os postulados da igualdade e da pluralidade.
Resta observar que o "enviado dos céus" ultrapassou seus 15 minutos de fama. E parece querer mais, ampliando espaços midiáticos e sendo eleito como o bastião da resistência evangélica no Congresso Nacional. Multiplicará o rebanho e consolidará a imagem de "guerreiro do Espírito Santo"? Não há certeza. Mas a ambição desvairada pelo poder acabou turvando a visão do ator.
O deputado pastor caiu na tentação de ultrapassar os limites do bom senso. Ao trazer Satanás para a mesa da política e identificá-lo com seus pares, abriu caminho para ser examinado sob a lupa ética. A imbricação de política e religião, na forma espetacularizada como o fez, e logo dentro da comissão que espelha direitos humanos, pode ser motivo para seu afastamento.
Não é de hoje que objetos sagrados e profanos são embalados pelo celofane da política. No Brasil a amálgama tem sido rotineira, a partir das concessões na área de rádio e TV a grupos e igrejas. Os dois territórios se mesclam sob o olhar complacente de quem tem poder para evitá-lo.
Até se admite que a concorrência entre católicos e pentecostais estimule os contendores a aprofundar as relações com o Estado, como se vê na recente proposta do deputado evangélico João Campos (PSDB-GO) que garante às entidades religiosas o poder de contestar a constitucionalidade de leis no Supremo Tribunal Federal. (Por que não estender o privilégio aos ritos afro-brasileiros?) Mas deslocar a religião para o palco central da política no molde feliciano é pregar abertamente a ilicitude dentro da própria Casa que faz as leis e deve dar exemplo de disciplina.
Não se pretende defender postura apolítica de igrejas e credos. Seu papel missionário implica tomar partido, lutar por ideários e convicções, ações que inescapavelmente entram nos corredores do Parlamento. Podem até sugerir a eleição de perfis identificados com os valores da República. Constituem motivo de aplauso, igualmente, ações sociais pela elevação e promoção do ser humano, particularmente dos contingentes marginalizados. Essa é a visão abrangente da política que as igrejas podem perseguir.
Outra coisa é política partidária, usar a religião como instrumento de negócios lucrativos, ímã para atrair fiéis e incluí-los nas siglas. A invasão religiosa do espaço público ameaça manchar o escopo republicano, apesar de sabermos que o ativismo eleitoreiro de certas igrejas acabará acentuando tal tendência. Urge dar um basta na construção da "igreja-Estado".
Foram-se os tempos em que líderes religiosos coroavam e descoroavam reis e rainhas. O bom senso aconselha: srs. políticos, muito cuidado para não trombetearem dentro da politicagem o nome de Deus em vão.
 
Por Gaudêncio Torquato, jornalista e professor da USP.

Dos Anjos e de Deus! Feliz Aniversário Mãeeeeeee!!!!!


A indecifrável missão de ser mãe. Nem me atrevo a responder tal questão por que creio que nenhum homem por mais apto que seja também não poderá respondê-la a altura. As poucas coisas que posso responder estão relacionadas a incrível missão de ser filho de uma mãe  inimaginavelmente concebida como ideal pra mim. Hoje é dia do seu aniversário e como sempre (pra variar) estamos distantes fisicamente, no entanto isso não perde o brilho porque sei que você está com as melhores pessoas com quem você poderia estar nesse momento. Seu recato em procurar o seio de sua família original e passar seu natalício quer seja na sertaneja Goiânia ou no árido PA entre os rios Tocantins e Sono é o mesmo que me levará sempre onde quer que você esteja. Seu rastro de sabedoria, humildade, paciência e tolerância com as coisas deste mundo é uma escola que frenquentei e freqüento diariamente. Você me educou sobretudo na moral e no caráter e deu seu suor, sua dedicação, suas finanças (mesmo quando não havia), comprometimento e fidelidade máxima para que eu pudesse estar na melhores classes sendo  aperfeiçoado no intelecto. O que mais posso precisar? Falar em amor de mãe? Como posso falar disso? Não há palavra que nomine ou conceitue sua representatividade nesse campo. O que posso querer hoje e sempre é que Deus esteja eternamente lhe acompanhando por todos os cantos iluminado seu caminho como sol que ilumina a terra todos os dias e se recata a noite para dar espaço a lua que brilha porque tem a perfeição iluminar a noite com a luz que recebeu do sol e não deixar com que almas desavisadas se percam. Em nome da minha vida a qual te devo te agradeço por toda a sua generosidade e por sua existência.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

A ausência de estratégia como virtude

Tocar nesse assunto com algumas “cabeças” não abertas é como dizer que não há pressupostos que justifique a existência divina no universo. É tão impactante que chega a ser inimaginável pensar que possa existir alguma organização bem sucedida sem um processo formal de estratégia. Pois bem, a ausência dessa não precisa ser associada ao fracasso empresarial. A visão tradicional que emerge principalmente das três escolas de pensamento: desing, planejamento e posicionamento traduzem o processo como sendo algo de caráter racional e prescritivo. Muito do que se ensina atualmente na disciplina de Administração Estratégica nas universidades retrata esse olhar como sendo um processo quase em cascata que gira em torno de fases distintas de formulação, implementação e controle. Porém, as formas de se olhar para esse campo de estudo nos permite ampliar a visão periférica para fora da caixa. Não preciso me deter em números para relatar as centenas de casos de fracassos estratégicos em corporações. A realidade pensada em quatro paredes não necessariamente se configura como a mesma no dia-a-dia. O mundo tem se tornado cada vez mais líquido e imprevisível e as alterações de cenário trazem novas combinações de circunstâncias. A essência da estratégia permanece não-estruturada, não programada, não-rotineira e não repetitiva.

Conflitos: evitar, acomodar, competir, comprometer ou colaborar?

Em que pé está a funcionalidade ou a disfuncionalidade das guerras existentes em seu negócio. O quão substantivo ou o quão emocional ela se caracteriza? O conflito é evidente por um desenho errado de processo ou ele é baseado em sentimentos? Papéis ambíguos, recursos escassos, objetivos que não se coadunam, conflitos anteriores, medo, raiva, antipatia, etc. São tantos que nesse momento você se vê alçado a uma missão de mediar questões antagônicas que estão no seio das intermináveis relações humanas. Enquanto houve pessoas se relacionando entre si haverão de se ter desavenças. Até no convento alguns padres proclamam que são mais perto de Deus do que outros. O que dirá em outros ambientes em que a competição é o parâmetro norteador das relações? Gerir conflitos... Eis que a missão se coloca e não há como não responder a tais estímulos. Evitar, se acomodar ou ir pra guerra? Tudo depende do que se tem a ganhar ou a perder. Se o custo da derrota é alto e o assunto é trivial evite ao máximo. Se quer ganhar um “crédito para o futuro” e você está desejoso em cooperar, pois o tema do conflito é mais importante para outra parte se abstenha. Nos casos de decisão urgente, importante e necessária simplesmente faça! Suponhamos que a questão não se enquadre nos preceitos acima. Então pode-se adotar a estratégica saída de cada um ceder um pouco em nome de uma benefício maior. Essa abordagem pode apenas atenuar “e empurrar com a barriga” o conflito pra depois (essa é a contra-indicação). Ou quando as duas partes são fortes e quando o objetivo destas podem ser atingidos ao mesmo tempo senta-se na mesa de negociação e todos colaboram de forma assertiva. A questão é complexa é requer doses de subjetividade e experiência.

Resultados, sobrevivência e contribuição

O foco das empresas vem continuamente mudando em relação aos resultados que desejam obter dos mercados em que atuam. Muito se fala em Eficácia, Eficiência e Efetividade. Embora tudo seja um processo, que na melhor das hipóteses, seriam ideais se fossem totalmente interdependentes esses conceitos ainda são trabalhados de forma muito amadora por um conjunto de empresas regionais e nacionais. Eficácia é primordial e Eficiência é desejável. A primeira tem que acontecer e aparecer com os resultados gerados pelo trabalhado e produção. A segunda é uma questão de sobrevivência e quanto mais competitivo o mercado em que atua, mais desejável ela se torna. E a sociedade fica com o que? Daí surge a Efetividade, que se funda no grau de contribuição que uma organização estabelece com o seu meio.

terça-feira, 9 de abril de 2013

A relativa perspectiva da qualidade

A despeito de que muitos empresários ainda concebem o conceito de qualidade tendo como referência o seu ponto de vista, nunca é demais informá-los que o mesmo apresenta uma definição relativista e que para o consumidor final qualidade será sempre o que atender as suas expectativas e não o contrário. Tal premissa é igualmente válida ao universo público sendo que a ótica do crivo passa a ser a do usuário final do serviço prestado pelo Estado.

sexta-feira, 5 de abril de 2013

O Brasil e a Administração como função

Nos ócios criativos pessoais acabo por me deparar com uma aula sobre Administração Pública que me remete ao pensamento de como nasceu essa função em nosso país e como se deu tal processo em suas diferentes fases ao longo do tempo. Desde o patrimonialismos em que houve um destaque forte para a corrupção e o nepotimos – pragas que comumente são vistas até hoje, passando pela burocracia na qual se buscou o impessoalismo, o formalismo e o profissionalismo até a gerencial baseado na filosofia da iniciativa privada com seus conceitos de eficiência, eficácia, flexibilidade e controle entendo que, de certa forma, temos avançado a passos não largos, mas simplesmente avançado. A despeito de uma idéia negativista sobre o futuro da nação Canarinho o pensamento de se apegar a esse espírito nada motivador não irá contribuir com o que precisamos de fato. Sem enxergar o mundo cor-de-rosa e encontrar o meio termo entre o cinza e o mundo pink é a melhor alternativa.

Nossos irmãos europeus outrora muitos mais abastados do que hoje evoluíram em processos que duraram centenas de anos ou até milênios dependendo do ângulo que se observa. Ao olhar pra trás percebe-se que desde da forma de colonização até os dias atuais muitas das coisas foram planejadas (ou até mesmo não planejadas) de forma inconsistente e sem nenhuma noção no que diz respeito as funções da administração. Temos uma péssima mania de querer copiar o que dá certo sem cumprirmos passos básicos da referida função acima citada tais como: análise da situação, definição de metas e objetivos, estabelecimento de estratégias, alocação de recursos, lideranças e sistema de direção, gerenciamento de conflitos e controle.

O Brasil é um país fadado ao SUCESSO!!!
 
Gualter de Oliveira Rocha

quarta-feira, 3 de abril de 2013

"Tudo bem filho, todo mundo faz isso"

Johnny tinha seis anos de idade e estava em companhia do pai quando este foi flagrado em excesso de velocidade. O pai entregou ao guarda, junto à sua carteira de habilitação, uma nota de vinte dólares. "Está tudo bem, filho", disse ele, quando voltaram à estrada. "Todo mundo faz isso".

Quando tinha oito anos, deixaram que ele assistisse a uma reunião da família, dirigida pelo tio George, sobre as maneiras mais seguras de sonegar o imposto de renda. "Está tudo bem, garoto", disse o tio. "Todo mundo faz isso".

Aos nove, a mãe levou-o pela primeira vez ao teatro. O bilheteiro não conseguiu arranjar lugares até que a mãe de Johnny lhe deu, por fora, cinco dólares. "Está tudo bem, filho", disse ela. "Todo mundo faz isso".

Com doze anos, ele perdeu os óculos a caminha da escola. A tia Francine convenceu a companhia de seguros de que eles haviam sido roubados e recebeu uma indenização de 75 dólares. "Está tudo bem, garoto", disse ela. "Todo mundo faz isso".

Aos quinze, foi escolhido para jogar como lateral-direito no time de futebol da escola. Os treinadores o ensinaram como obstruir e, ao mesmo tempo, agarrar um atacante adversário pela camisa sem ser visto pelo juiz. "Tudo bem, garoto", disse o treinador. "Todo mundo faz isso".

Aos dezesseis, Johnny trabalhou num supermercado durante as férias de verão. Seu trabalho: colocar as frutas maduras demais ou estragadas no fundo das caixas e distribuir por cima as frutas mais bonitas, para ludibriar os fregueses. "Tudo bem, garoto", disse o gerente. "Todo mundo faz isso".

Na mesma época, Johnny e um vizinho candidataram-se a uma bolsa de estudos. O vizinho era o primeiro da classe, mas era órfão de pai. Johnny era um estudante medíocre, mas seu pai era presidente da associação dos ex-alunos do colégio. Johnny ganhou a bolsa. "Está tudo bem, filho", disseram os pais. "Todo mundo faz isso".

Quando tinha dezoito anos, um colega mais adiantado lhe ofereceu, por cinqüenta dólares, as questões que iam cair numa prova final. "Tudo bem, amigo", disse ele. "Todo mundo faz isso".

Flagrado colando, Johnny foi expulso da sala. Ameaçado de perder o ano, voltou para casa com o rabo entre as pernas. "Como foi que você pode fazer isso com sua mãe e comigo?", gritou o pai verdadeiramente possesso. "Você nunca aprendeu essas coisas em casa". O tio George e a tia Francine também ficaram envergonhados do sobrinho colador, e proibiram que sua filha continuasse saindo com a turma de Johnny.

Se há uma coisa que o mundo adulto não pode tolerar, é passar vergonha por causa de um garoto que cola nos exames...


(extraído do livro O poder da administração ética, de Kenneth Blanchard e Norman Vincent Peale - Ed. Record)