Tocar nesse assunto com algumas “cabeças”
não abertas é como dizer que não há pressupostos que justifique a existência
divina no universo. É tão impactante que chega a ser inimaginável pensar que
possa existir alguma organização bem sucedida sem um processo formal de
estratégia. Pois bem, a ausência dessa não precisa ser associada ao fracasso
empresarial. A visão tradicional que emerge principalmente das três escolas de
pensamento: desing, planejamento e
posicionamento traduzem o processo como sendo algo de caráter racional e
prescritivo. Muito do que se ensina atualmente na disciplina de Administração
Estratégica nas universidades retrata esse olhar como sendo um processo quase
em cascata que gira em torno de fases distintas de formulação, implementação e
controle. Porém, as formas de se olhar para esse campo de estudo nos permite
ampliar a visão periférica para fora da caixa. Não preciso me deter em números
para relatar as centenas de casos de fracassos estratégicos em corporações. A
realidade pensada em quatro paredes não necessariamente se configura como a
mesma no dia-a-dia. O mundo tem se tornado cada vez mais líquido e imprevisível
e as alterações de cenário trazem novas combinações de circunstâncias. A essência
da estratégia permanece não-estruturada, não programada, não-rotineira e não
repetitiva.
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