quarta-feira, 10 de abril de 2013

A ausência de estratégia como virtude

Tocar nesse assunto com algumas “cabeças” não abertas é como dizer que não há pressupostos que justifique a existência divina no universo. É tão impactante que chega a ser inimaginável pensar que possa existir alguma organização bem sucedida sem um processo formal de estratégia. Pois bem, a ausência dessa não precisa ser associada ao fracasso empresarial. A visão tradicional que emerge principalmente das três escolas de pensamento: desing, planejamento e posicionamento traduzem o processo como sendo algo de caráter racional e prescritivo. Muito do que se ensina atualmente na disciplina de Administração Estratégica nas universidades retrata esse olhar como sendo um processo quase em cascata que gira em torno de fases distintas de formulação, implementação e controle. Porém, as formas de se olhar para esse campo de estudo nos permite ampliar a visão periférica para fora da caixa. Não preciso me deter em números para relatar as centenas de casos de fracassos estratégicos em corporações. A realidade pensada em quatro paredes não necessariamente se configura como a mesma no dia-a-dia. O mundo tem se tornado cada vez mais líquido e imprevisível e as alterações de cenário trazem novas combinações de circunstâncias. A essência da estratégia permanece não-estruturada, não programada, não-rotineira e não repetitiva.

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