quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Uipe, Sau, estórias de ardor e amor

Eis que de repente, no meio do nada me aparece uma costa. Um costa baiana ensolarada e queimada de um verão initerrupto de ano inteiro. Dos orixás, afoxés, mandingas e acarajés, dos santos que lá habitam, das estórias e histórias, do início e do fim, da primeira missa e da primeira macumba. Das danças e dos corpos suados e pigmentados. De Jorge mais que amado, de Dorival... De versos e prosas, poesias e alegorias. Do embrião do carnaval e da bossa, do toque inigualável de João... e do grão do Gilberto. Do nosso amor é como um grão, sendo que a ilusão é tudo que os olhos não veem e o coração experimenta. Deixo um amor, pensativo e imaginativo, indo e já querendo voltar!

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Preferidas do público não são as marcas mais lembradas

Ter a marca entre as mais lembradas do país é o sonho de executivos de muitas empresas. Fazer com que o nome fique na ponta da língua dos consumidores, porém, nem sempre é sinônimo de sucesso. “Ser muito lembrado não significa ser muito querido”, afirma Marcos Machado, sócio da Top Brands, consultoria especializada na gestão de marca. “Em alguns casos, a lembrança do consumidor está associada justamente à má fama da empresa.” A diferença apontada por Machado fica clara quando se analisa os resultados da nona edição da Pesquisa ABA/Top Brands 2012, antecipada pelo BRASIL ECONÔMICO. O levantamento, que será divulgado hoje na abertura do Fórum Internacional de Branding, promovido pela Associação Brasileira de Anunciantes (ABA), mostra que em apenas uma das categorias pesquisadas (saúde, com Unimed) houve coincidência entre a marca mais lembrada e a mais querida dos consumidores. “Quando a marca gera uma grande lembrança, mas não cria identificação com os clientes, isso normalmente é reflexo de falhas de comunicação ou de promessas não cumpridas”, diz Machado. Enquanto a Tim (punida recentemente pela Anatel) é a mais lembrada em telefonia móvel, a Vivo é a mais querida. Normalmente, pesquisas sobre o impacto das marcas junto aos consumidores se atém apenas à lembrança do nome da empresa. Ao determinar a metodologia do estudo que realizam conjuntamente, a ABA e a Top Brands acharam importante incluir também a percepção que o consumidor tem sobre as empresas. Presidida por João Batista Ciaco, a ABA tem investido há algum tempo no incentivo para que as empresas brasileiras busquem a construção demarcas mais fortes. “Infelizmente, ainda se fala muito desse assunto, mas se faz pouco efetivamente”, afirma Rafael Sampaio, vice-presidente executivo da instituição. Segundo ele, apesar do atraso, muito já se evoluiu nesse assunto, com algumas empresas começando a notar que ser famosa não é sinônimo de fechar negócios melhores. “Pesquisas como essa que realizamos são importantes para demonstrar o peso que o investimento bem feito em marketing pode ter na construção de uma marca”, diz. Hoje, ao investir em seus nomes, o que muitas empresas buscam é criar uma rela- ção emocional com os clientes. “Marcas sentimentais costumam ser as mais faladas e queridas pelas pessoas, mesmo que não sejam as líderes do mercado”, afirma Marc Gobé, presidente da Emotional Branding, consultoria americana de construção de marcas. No Brasil, os investimentos em “marcas emocionais” tem se tornado mais forte nos últimos anos. “Com a ascensão da classe C, esse público também tem se permitido a ser mais fiel a uma marca do que ao preço, criando um envolvimento cada vez maior”, diz Machado. Metodologia Realizada em oito das principais capitais brasileiras, a pesquisa da ABA e da Top Brands ouviu 2020 consumidores entre os meses de julho e agosto. Os questionários se dividiam em duas etapas. Na primeira, os entrevistados eram incentivados a dizer o nome da marca que viesse a cabeçamais rapidamente em cada um dos setores pesquisados. Depois, as pessoas tinham que dar nota de 1 a 5 a diversas empresas em quesitos como grau de satisfação com a marca e desejo de voltar a adquirir produtos dela. “Essa era a parte mais importante, porque foi com essa média que conseguimos determinar o grau de ‘defensores' de cada uma das marcas”, diz Machado. Segundo ele, a metodologia é parecida com a que costuma ser aplicada em pesquisas realizadas para consumo interno das grandes empresas. “Mas é a única pesquisa desse tipo no Brasil que fica aberta a consulta pública.”


22/08/2012   - Brasil Econômico - SP





Genérico avança com preço baixo

A produção e o consumo de cópias de medicamentos cujas patentes já expiraram - também conhecidos como genéricos - crescem de forma consistente no Brasil. Por trás da expansão das vendas acima de dois dígitos nos últimos anos há uma combinação de fatores, com destaque para o aumento da renda da população e perdas de patentes de produtos importantes. Analistas também observam maior prescrição por parte dos médicos e diminuição da resistência de camadas da sociedade que inicialmente duvidaram da eficácia e segurança dessa categoria de medicamentos.
Outro fator que contribui para a popularização do genérico é o programa federal Farmácia Popular. De acordo com a Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos (Pró Genéricos), que representa as 12 maiores indústrias desse segmento, de todos os medicamentos dispensados por meio desse programa, 65% são genéricos.
Mas é no preço que está o motor que impulsiona esses fármacos. Por lei, o genérico deve custar ao consumidor no mínimo 35% a menos do que o produto de marca com a mesma substância ativa. Essa diferença pode chegar a 85% em alguns casos, mas a redução média é de 50%.
A categoria de genéricos respondia no Brasil, em junho último, por 21,67% em faturamento e 25,87% em unidades do setor farmacêutico como um todo, segundo a consultoria IMS Health. "Estimamos que os genéricos crescem quatro pontos percentuais sobre a média de mercado no país, e que eles já são 32 de cada 100 unidades vendidas aqui", diz o diretor da IMS Health, Marcello Albuquerque. Estatísticas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) revelam que o número de registros de genéricos no país cresceu mais de 450% nos últimos dez anos, chegando a 3.330 em abril último.
Cerca de 120 classes terapêuticas, 400 substâncias ativas, 19.327 apresentações comerciais registradas e 101 laboratórios fabricantes (não chegavam a 30 em 2002) completam um escopo capaz de cobrir as doenças mais frequentes da população, incluindo algumas crônicas.
Esse universo gerou vendas de 321 milhões de unidades e R$ 5,1 bilhões em receitas no primeiro semestre deste ano, o que representa saltos de 21,7% e 33,1%, respectivamente, em relação ao mesmo período do ano passado. Os números mantêm o setor otimista quanto à meta que traçou para 2013: 30% do bolo total de medicamentos no país.
A IMS Health calcula em R$ 1 bilhão as vendas de produtos que perderão suas patentes nos próximos quatro anos. "Quando o detentor de uma patente lança um genérico, ele perde com a redução obrigatória do preço, mas preserva o seu mercado e de quebra ainda estimula e eficiência, a competição e a queda dos preços. O final é positivo, principalmente para o consumidor", diz Telma Salles, presidente da Pró Genéricos. Segundo ela, "as estratégias dos laboratórios para crescimento por aquisições, além dos investimentos parques fabris e centros de pesquisa" reforçam a percepção de que a expansão do setor vai se manter. Ela reconhece, porém, que ainda falta muito para o Brasil alcançar o mesmo patamar de mercados como Alemanha e Estados Unidos.


22/08/2012 - Valor Econômico - SP





Varejo de farmácias passa por fase de consolidação

Renda e emprego em alta, juros em queda, envelhecimento da população e um sistema de saúde que deixa com as famílias a responsabilidade pela compra de medicamentos criam um cenário perfeito para o crescimento das redes de farmácias. Por conta disso, o mercado de drogarias mais que dobrou nos últimos cinco anos. Em 2011, segundo a consultoria IMS Health, o setor faturou R$ 40 bilhões, com crescimento de 18%. De acordo com previsões da Abrafarma (entidade que representa grandes redes de farmácias), neste ano a previsão é de expansão de 15%. A instituição espera que os negócios dobrem outra vez nos próximos cinco anos.


"Junto do aumento do emprego formal vem o aumento nos beneficiários de planos de saúde. Mais gente vai ao médico, o que leva o consumidor a comprar mais remédios", diz Priscila Tambelli, analista do setor no Banco do Brasil.

De acordo com o presidente da Abrafarma, Sérgio Mena Barreto, esse crescimento é puxado principalmente pelas grandes redes do setor, como as gigantes criadas por meio de fusões como RaiaDrogasil e DPSP (junção da Drogaria Pacheco com a Drogaria SP). As cinco maiores redes têm cerca de 30% do mercado, com receitas de R$ 12 bilhões.

Segundo ele, as grandes redes perceberam mais cedo que os consumidores estavam interessados em buscar nas redes de farmácias produtos de higiene pessoal e cosméticos e adaptaram seu funcionamento para esse fim.

Priscila Tambelli concorda. "Antes elas só vendiam medicamentos. A diferença de preços para supermercados era muito grande. Hoje os preços são bem compatíveis. Alguns até com preços mais baixos. Isso é um fator que faz com que o mercado de drogarias cresça. Tem a praticidade para comprar coisas pequenas que é mais rápido e prático", diz.

Apesar do otimismo, Mena Barreto não vê um crescimento homogêneo. "Há um crescimento forte nas grandes redes. As pequenas estão sofrendo. Estão perdendo espaço ao longo do tempo. As grandes estão tomando espaço das pequenas", diz.

De acordo com o presidente da entidade, as drogarias pequenas e independentes ficaram para trás em questões como gestão e escala. "As pequenas encolhem porque não mudaram a maneira de ver o consumidor. Esse consumidor busca algo que não encontra no supermercado. Muitas vezes essas empresas não dispõem de caixa suficiente para manter um estoque completo", diz.

Edison Tamascia, presidente da Febrafar, entidade que representa 36 redes com mais de 6 mil lojas pelo Brasil, discorda da avaliação da Abrafarma. Para ele, ainda há espaço para farmácias independentes ou grupos menores.

"O mercado é de oportunidade. As médias e pequenas vão sobreviver. Elas têm o desafio da profissionalização. As empresas que mudarem para se modernizar, melhorando a administração vão sobreviver", diz.

Depois das grandes fusões envolvendo grandes grupos, é esperada uma fase de acomodação do mercado. Para Tamascia, a consolidação é uma realidade mundial e deve prosseguir, mas com ímpeto menor nos próximos anos.

De acordo com o analista do Bradesco, Ricardo Boiati, as empresas formadas pelas recentes fusões ainda estão em processo de integração, como a RaiaDrogasil. Segundo ele, essas empresas, antes de pensarem em novas aquisições podem crescer organicamente, ocupando espaços em regiões como o Nordeste.

"Não vejo uma grande onda de fusões. Temos quatro grandes grupos: Pague Menos, RaiaDrogasil, Pacheco SP e Brazil Pharma. Essas quatro podem crescer organicamente", diz.

Segundo ele, a Brazil Pharma tem uma particularidade que é um desafio maior pelo fato de ser formada pela junção de diversos grupos. "A integração é mais difícil porque são muitas empresas. Por ser mais complexo, pode chegar a um resultado melhor na redução de custos e de ineficiências."

Boiati acredita que a fusão da líder RaiaDrogasil tenha criado muitas oportunidades de sinergia, especialmente em logística. "A concentração é forte em São Paulo, então a empresa pode ganhar implementando melhores práticas de logística. É um processo que deve ficar mais claro até o fim do ano que vem", diz.
22/08/2012   - Valor Econômico - SP








terça-feira, 21 de agosto de 2012

Nem tudo é questão de preço

Pesquisa feita pela consultoria GS&MD — Gouvêa de Souza aponta que dois em cada três consumidores que comparam atributos antes da compra examinam as marcas disponíveis antes de optar pelo produto ou o serviço a ser adquirido. O preço, é verdade, continua o principal fator de decisão: nove entre dez consumidores dizem ser este o item mais importante na hora do confronto entre as opções no ambiente de varejo.


Em estudos desta natureza e com este público feitos há dez anos, as marcas apareciam com muito menos importância, diz sócio sênior da GS&MD, Luiz Goés. “As pessoas entravam nas lojas onde tinham a possibilidade de conseguir crédito e escolhiam um produto que coubesse no bolso delas. Hoje já comparam os benefícios de cada uma das marcas”, avalia Góes. Segundo ele, isso é um indicador de que o mercado passa por um momento de transição, no qual o velho binômio produto-preço utilizado pela comunicação de varejo tem que migrar para um trinômio produto-preço-marca.

O cartão de crédito é um dos cinco principais serviços que a nova classe média estudada pela Gouvêa de Souza passou a consumir nos últimos dois anos. O vice-presidente de novos negócios da Mastercard para Brasil e Cone Sul, Alexandre Magnani, ressalta que o crescimento da participação do público nos negócios da empresa é vigoroso. “Hoje, praticamente um terço dos cartões que emitimos com a nossa bandeira são distribuídos por meio de varejistas, independentemente de parceria com bancos. Este produto está diretamente ligado à população de classe C”, relata.

Realizado em junho deste ano, na cidade de São Paulo, o estudo ouviu 360 consumidores, homens e mulheres, que migraram de classe social D/C2 para B2/C nos últimos cinco anos. Em 2007, 50% destes entrevistados pertenciam à classe D, 21%, à C2, e 29%, à C1. Atualmente, a metade deles está dentro da classe B2; 29%, na C1 e; 21%, na C2. “O desafio para as marcas e os comerciantes é aproveitar a presença do consumidor no ambiente de varejo e seduzi-lo a converter a atração em compra naquele momento, para a sua marca”, acredita Góes.

21/08/2012   - Meio e Mensagem on-line - SP





segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Eu não sou playboy

Você pode nem se lembrar, mas em um passado não muito distante a calça jeans era muito utilizada para trabalho pesado, bem longe do glamour. Os tempos mudaram. O tecido, que já foi conhecido como uniforme de operários ou símbolo de rebeldia, ganhou status (e preço) de luxo. Bom para empresários como o italiano Renzo Rosso, fundador e CEO da Diesel, que apostou no estilo despojado desde o início. “O jeans é a minha paixão”, afirma ele, que ainda pequeno pegava a máquina de costura da mãe para produzir peças com o tecido. Mas é claro que não foi apenas o talento de Rosso com a linha e agulha que fez da Diesel uma grife cujos consumidores no País paguem, sem titubear, até R$ 1 mil por um par de seus jeans.


O italiano soube aliar a sua vocação para a moda ao tino para os negócios, fazendo da marca – hoje com 34 anos de história – uma referência em jeanswear de alto padrão. O que Rosso não previa é que no Brasil – onde a carga tributária chega a triplicar os preços ao consumidor –, sua marca pudesse ficar conhecida como “grife de playboy”. Segundo a italiana Daniela Riccardi, CEO da empresa, o alto preço não é uma estratégia de posicionamento de marca da Diesel. “Inclusive, as discrepâncias de valores estão bem menores do que há dois anos”, diz ela, sem citar diretamente as quantias exorbitantes cobradas pelo primeiro parceiro da grife no País, o empresário paulistano Esber Hajli, com o intuito de dar ares de exclusividade às peças.

Para Silvio Passarelli, diretor do MBA em Gestão do Luxo da Faap, a imagem da marca lá fora é distinta da construída no País. “A Diesel é uma grife jovem, inovadora e que não segue tendências”, afirma. “No Brasil ela teve uma entrada careta e acabou atingindo um público diferente do esperado.” Tanto Rosso quanto Daniela são discretos quanto ao suposto descontentamento com Hajli. “Foi bom para o negócio, na época, mas agora temos planos mais ambiciosos para o País”, afirma a executiva. Porém, eles deixam claro que o ano em que as operações da marca no Brasil ficaram paradas serviu de respiro importante para a Diesel.

Agora, a grife volta com fôlego total, disposta a priorizar o mercado brasileiro, desta vez sob comando do Grupo Aste – que já detém por aqui a representação da americana North Face e da belga Kipling. “Queremos crescer do jeito certo e nos lugares certos”, diz Daniela. “E o Brasil é esse lugar.” O retorno acontece com a inauguração de duas lojas, em São Paulo, uma no bairro dos Jardins e outra no shopping JK Iguatemi, nova meca do luxo na cidade. A estratégia vai além: até o fim do ano mais três lojas da grife abrirão as portas, inclusive no Rio de Janeiro. “Nos próximos cinco anos serão mais 20 butiques”, diz. Experiência para colocar o plano em ação, Renzo tem.

Afinal, montou uma rede de 500 lojas, espalhadas por mais de 80 países. Para aumentar a presença aqui, precisa investir na reconquista dos consumidores brasileiros. “Não é apenas o modelo de negócio que precisava ser reformulado”, afirma Passarelli. “Toda a comunicação de imagem precisa ser pensada para o público certo.” Mas não é só no Brasil que a Diesel está de olho. A China também está na sua mira para aumentar o faturamento de US$ 2 bilhões da holding Only The Brave – controlada por Renzo, que inclui, além da Diesel, a 55DSL, a Martin Margiela, a Vikt or & Rolf, DSquared e Vivienne Westwood, entre outras. Trata-se de um crescimento de 18% em relação a 2010.

Hábil para os negócios, Rosso vê oportunidade até mesmo durante entrevista exclusiva para DINHEIRO no restaurante D.O.M, do chef Alex Atala. “Será que conseguimos vender nosso vinho aqui?”, pergunta o empresário, que também comanda a produção de vinhos, grappa e azeite da fazenda da Diesel, em Vicenza, no Nordeste da Itália. Simpático e expansivo, o empresário fez questão de posar para fotografias com Atala. Além dos vinhos, a grife aposta também em parcerias como a celebrada com a fabricante de motos Ducati. “Somos uma marca de lifestyle”, diz Rosso. “E lifestyle vai muito além do que você veste.” Apesar de trabalhar mais de 12 horas por dia, Rosso insiste em dizer que os números do negócio não são com ele.

“Eu só falo sobre paixão”, afirma. “Quer saber de números? Fale com a Daniela.” É com esse fervor que o empresário segue construindo a sua marca, usando a polêmica como uma aliada. “Fomos a primeira grife a fazer propaganda em revista gay”, diz, ao citar a controvertida foto que mostra dois marinheiros se beijando, clicada em 1994 pelo renomado fotógrafo David LaChapelle. Segundo Rosso, é essa a cara de sua marca. “A Diesel é para pessoas de mente aberta, que não ligam para nada, exceto serem livres”, afirma Rosso, ao se despedir e sair acelerando uma GranTurismo Maserati – supercarro de R$ 750 mil – pelas ruas do bairro dos Jardins, em São Paulo.
20/08/2012   - Revista IstoÉ Dinheiro - SP

Brasil é líder mundial em tributação de remédio

Entre 38 países, produto nacional tem a maior alíquota, de 28%


Sem subsídios do governo para comprar medicamentos, o brasileiro sofre com o impacto da taxação

Entre 38 países, o Brasil é hoje recordista no nível de tributação sobre os medicamentos vendidos nas farmácias sob prescrição.

A somatória das alíquotas de impostos federais e estaduais incidentes sobre o produto, de 28%, é três vezes maior que a média obtida entre os países do estudo.

Alguns, como Canadá, México e Reino Unido, têm alíquota zero sobre os remédios.

A constatação é de um estudo inédito elaborado pelo pesquisador Nick Bosanquet, professor de políticas de saúde do Imperial College, em Londres, que considerou os impostos sobre consumo em cada um dos países.

No Brasil, foram contabilizados o ICMS, imposto cobrado pelos governos dos Estados, e o PIS/Cofins, cobrado pelo governo federal.

O ranking faz parte de uma publicação da Interfarma (Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa), que será divulgada amanhã.

GASTOS PESSOAIS

O nível recorde de tributação tem impacto direto no bolso dos consumidores, uma vez que, no mercado brasileiro, os gastos com remédios não são reembolsados pelo Estado ou pelos planos de saúde, como ocorre em países desenvolvidos.

No mercado farmacêutico brasileiro, cujo faturamento somou R$ 42,8 bilhões em 2011, segundo dados do instituto IMS Health, 71,4% do desembolso é realizado diretamente pela população.

Nos países europeus, de 10% a 15% dos gastos são assumidos pelo consumidor.

"O consumidor tira do próprio bolso para financiar seu tratamento e ainda paga o maior tributo do mundo", diz Antonio Brito, presidente da Interfarma. "A soma das duas situações é explosiva."

A eliminação de tributos sobre medicamentos prescritos pode aumentar as vendas em 2,5% a 5%, diz o estudo.

Esse impacto ocorreria sobretudo entre os consumidores de menor renda.

Dados do IBGE mostram que o desembolso das famílias de classe E em medicamentos é de R$ 7 por mês.

Os mais ricos gastam por mês R$ 97, enquanto a média nacional é de R$ 38,60.

"Esses números mostram que o acesso aos medicamentos depende exclusivamente da renda do brasileiro", afirma Brito.

ICMS

Segundo o tributarista Bruno Coutinho de Aguiar, do escritório Rayes e Fagundes, o grande vilão da tributação no setor farmacêutico é o ICMS. A alíquota do imposto dos Estados é de, em média, 17%.

"Um produto essencial como o medicamento tem uma alíquota maior que a de automóveis, por exemplo."

Marcelo Liebhard, diretor de assuntos econômicos da Interfarma, diz que, em muitos Estados, o valor arrecadado com o ICMS sobre medicamentos é superior à quantia gasta pelo governo na distribuição de medicamentos.

"Isso ocorre em São Paulo, onde são recolhidos R$ 3 bilhões de imposto."

Segundo os especialistas, o preço impeditivo faz com que cresçam as demandas na Justiça pedindo o fornecimento de medicamentos pelo governo. Estima-se que existam 200 mil processos na Justiça brasileira com esse tipo de solicitação.

19/08/2012 - Folha de S. Paulo - SP

Farmácias poderão ser obrigadas a instalar gerador de energia

A Câmara analisa o Projeto de Lei 3843/12, do deputado Edmar Arruda (PSC-PR), que condiciona o licenciamento de farmácias à instalação de gerador elétrico nesses estabelecimentos. O objetivo é, em caso de falta de energia, garantir a refrigeração dos medicamentos que devem ser guardados em geladeiras.


“Alguns medicamentos devem ser mantidos em temperaturas específicas para não perder sua atividade farmacológica. Eles devem ser armazenados em refrigeradores ou câmaras frias, com controle da temperatura, para que possam manter suas características”, explica o autor do projeto.

A proposta altera a Lei de Vigilância Sanitária sobre Produtos Farmacêuticos (6.360/76). Atualmente, o licenciamento de farmácias depende de autorização do funcionamento da empresa pelo Ministério da Saúde. Cada estabelecimento deve possuir licença específica e independente, ainda que exista mais de um na mesma localidade pertencente à mesma empresa.

Tramitação

O projeto, que tramita em caráter conclusivo, será analisado pelas comissões de Seguridade Social e Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.







Farmácias

CVS e Walgreens estão chegando


Duas das maiores redes de farmácias dos Estados Unidos, a CVS, que faturou US$ 107 bilhões em 2011, e a Walgreens, com receita de US$ 72 bilhões, estão concluindo aquisições no Brasil. A CVS está em fase adiantada de negociação com uma rede de porte médio. A Walgreens, por sua vez, deve bater o martelo e adquirir cinco redes pequenas de uma tacada só. Competirão com a RaiaDrogasil, Drogaria São Paulo/Pacheco e BR Pharma.










sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Varejo brasileiro investe pouco no atendimento ao consumidor

Os varejistas do País têm focado os investimentos na abertura de lojas e em tecnologia da informação. Em contrapartida, dá menor atenção ao atendimento ao consumidor. É o que aponta uma pesquisa da consultoria GS&MD Gouvêa de Souza com 360 consumidores das classes B e C.

No levantamento, os entrevistados foram perguntados sobre fatores que os levaram a deixar de comprar em algum estabelecimento. Entre os 33% que admitiram ter mudado o local de compra nos últimos 5 anos, 54% afirmaram que problemas no atendimento na loja motivaram a mudança. A reclamação fica acima até mesmo do aumento dos preços, apontado por 30% dos respondentes.

Segundo Luiz Góes, sócio diretor da GS&MD, o setor investe muito em novas lojas, mas não prioriza o atendimento, porque acha que vai treinar o profissional e perdê-lo depois. Com isso, há cada vez mais unidades espalhadas pelo País, mas os antigos pontos de venda acabam apresentando uma série de deficiências. Entre elas estão poucos funcionários por loja, longas filas no caixa e empregados mal treinados.

Fonte: Valor Econômico

Nem tudo é permitido na hora da cobrança de dívidas

Não conseguir quitar algumas dívidas durante o mês faz parte da rotina de muitos brasileiros. As entidades de defesa do consumidor chamam isso de superendividamento, ou seja, o consumidor compra mais do que realmente seu bolso pode pagar impulsionado pelo crédito farto, mas não barato. O endividamento dos brasileiros vem crescendo a um ritmo de 20% ao ano segundo o economista Fundação Getulio Vargas, Daniel Plá, conforme divulgou recentemente a Band. O financiamento de automóveis é o principal “vilão”.

No entanto, quem vendeu quer receber e tem todo direito de cobrar a dívida. Mas há limites para essa cobrança. O credor é livre, por exemplo, para cadastrar o nome do inadimplente nos cadastros do SPC e Serasa – onde ficam por 5 anos caso a dívida não seja quitada -, pode enviar cartas e até ligar para “avisar” o consumidor sobre sua situação de inadimplência.

Quando o credor extrapola é hora de o consumidor “gritar”. Mas quando o credor extrapola é hora de o consumidor “gritar”. Só que para fazer isso é fundamental saber o que está certo e o que está errado no ato da cobrança. A informação correta e o conhecimento das leis fazem muita diferença no trato com o credor.

Nenhuma cobrança, por exemplo, pode ser feita no ambiente de trabalho, a não ser que o credor ligue diretamente no celular do inadimplente. Há um porém: as ligações não podem ser várias vezes ao dia.

Não se pode falar com parentes e vizinhos sobre a dívida de terceiros nem mesmo colocar banda de música na porta do devedor, ação que, por incrível que pareça, já foi bem utilizada no passado. O consumidor não pode também ser cobrado em seu horário de descanso, seja nos fins de semana, nos feriados e à noite. Tudo isso tem como base o artigo 42 do Código de Defesa do Consumidor (CDC), que diz: “Na cobrança de débitos, o consumidor inadimplente não será exposto a ridículo, nem será submetido a qualquer tipo de constrangimento ou ameaça.”

Quem faz a cobrança se aproveita do desconhecimento do cidadão para dizer inverdades. Uma delas é que o seu nome ficará “para sempre” nos cadastros de restrições ao crédito. O parágrafo 1º do artigo 43 do CDC estabelece o prazo máximo de cinco anos a contar da data de vencimento da dívida e não da inclusão no SPC ou Serasa.

Outra inverdade é que o salário poderá ser penhorado caso não haja a quitação da dívida. Pura balela. Ninguém tem o direito de mexer em qualquer tipo de rendimento do cidadão.

Há os que dizem que a dívida pode ser cobrada em qualquer tempo, mesmo após 20 anos do vencimento. As regras de temporalidade (ou prescrição) estão definidas no artigo 206, parágrafo 5º do Novo Código Civil – “prescreve em 5 anos a pretensão de cobrança de dívidas líquidas constantes de instrumento público ou particular”. Nesse item é bom ficar atento que a empresa pode cobrar a dívida judicialmente e, a partir do momento em que entra com cobrança judicial, a dívida não caduca mais, mesmo que o tempo para a conclusão do processo seja maior que o da prescrição do débito.

Por fim, se a cobrança for abusiva, com ameaças, coação, constrangimento físico ou moral ou qualquer outro procedimento que exponha o inadimplente, o artigo 71 do CDC determina detenção de três meses a um ano e multa. Para tanto, o consumidor deve denunciar o cobrador e isso pode ser feito na Delegacia. Junte provas, como testemunhas, gravações de ligações, etc. Depois, procure o Procon ou a própria Justiça e abra ação contra a empresa – pode ser contra a de cobrança ou a da dívida original, ou ambas.

* Ângela Crespo é jornalista especializada em defesa do consumidor, ouvidora do Ipem-SP, escreve a coluna Dos dois lados do balcão, no Diário do Comércio e é editora de conteúdo do site Consumo em Pauta



URL desta notícia: http://consumidormoderno.uol.com.br/hot-news/nem-tudo-e-permitido-na-hora-da-cobranca-de-dividas

17/08/2012   - Revista Consumidor Moderno on-line - SP

Geração Y é um desafio para grandes empresas

Uma das principais preocupações atuais em grandes companhias é a adaptação de novos funcionários da geração Y que tendem a ser mais ansiosos e desejam, muitas vezes, conseguir juntar grande parte de seu dinheiro antes dos 30 anos. Décio Sonohara, CIO da Magazine Luiza, explica que a empresa possui algumas áreas de perfil mais tradicionais como o backoffice e outras não, como o call center e, por isso, é necessário que haja equilíbrio ao lidar com o choque cultural. Marcos Teixeira, CIO da TAM, complementa dizendo que a Tecnologia da Informação pode ser utilizada para controlar as regras da instituição mas, ao mesmo tempo, pode ajudar na flexibilidade das mesmas regras. Pedro Praxedes, CIO da Farmácias Pague Menos, concorda afirmando que o controle faz parte da cultura das empresas, mas que quanto mais maduro o controle, mais abertura pode-se dar. O Painel de CIOs realizado no IBM Fórum abordou, também, a nova maneira de se relacionar com os clientes que, agora, deve ter tratamento individual. Ao falar do mercado varejista, Pedro Praxedes cita que a relação pessoal seria perfeito para o varejo e essa cultura deve começar com o vendedor, que é seu cliente interno, para que ele passe para o ambiente externo. O uso da tecnologia pode ajudar desenvolvendo infraestrutura para auxiliar em pontos como a facilidade de informação de cada pessoa, identificação do cliente que está no estabelecimento e uso de mídias sociais para aproximação. Os serviços de aviação, apesar de terem problemas comuns para todos os clientes, como o call center e filas de check in, podem ser melhor ajustados individualmente, por exemplo realizando um check in e mandando para um cliente que sempre faz voos e prefere um assento específico, ou mandando promoções específicas para uma pessoa que sempre faz viagens para Fortaleza. Já o quesito de colaboração pode ser explorado de diversas maneiras. André Schneiter, CIO da Odebrecht, enfatiza que a empresa, que está presente em, aproximadamente, 18 países e possui mais de 170 mil funcionários, tem muita dificuldade na gestão de comunicação e, apesar de utilizar ferramentas tradicionais (email e portal), está modificando toda a sua estrutura, utilizando recursos de colaboração (para enviar documentos, fotos, gravações, etc), redes sociais e uma TV inspirada na TV Luiza, da Magazine Luiza. A Tam usa de diversas ferramentas para a comunicação, como portais, fóruns, lista de discussão de inovações, redes sociais, chats e emails, enquanto a Magazine Luiza, além de usar as ferramentas tradicionais, possui uma TV que tem um programa no ar todas as quintas onde o presidente e superintendentes falam de assuntos relacionados à companhia.


URL desta notícia: http://www.executivosfinanceiros.com.br/tecnologia-da-informacao/geracao-y-e-um-desafio-para-grandes-empresas

17/08/2012   - Revista Executivos Financ. on-line - SP

Análise: Vendas do comércio em junho sinalizam que consumo das famílias seguirá em alta

O volume de vendas no varejo restrito (que exclui as vendas de veículos e motos, partes e peças e de material de construção) registrou avanço de 1,5% na margem em junho, já descontados os efeitos sazonais, segundo a Pesquisa Mensal de Comércio, divulgada hoje pelo IBGE. O resultado veio em direção oposta às projeções, que apontavam para ligeiro recuo (Bradesco: -0,3%; Mercado: -0,2%, segundo coleta da Agência Estado). Na comparação com o mesmo período de 2011, o indicador avançou 9,5%, também acima tanto da nossa estimativa (6,5%), quanto da mediana do mercado (6,55%).

Em relação ao índice ampliado (que considera todas as atividades), o avanço chegou a 6,1% na margem e 12,3% na comparação interanual, puxado pelo resultado forte da venda de veículos no mês, sob efeito da redução do IPI. Esperávamos, respectivamente, altas de 4,3% e de 10,5%, enquanto o mercado apontava para elevações de 3,5% e de 9,2%.

A nossa maior surpresa ocorreu no item hiper e supermercados, alimentos, bebidas e fumo, cuja alta de 0,8% na margem veio em direção oposta ao recuo de 4,1% estimado por nós a partir dos dados da ABRAS, divulgado há poucas semanas. Cabe destacar, porém que as metodologias são diferentes. Ao mesmo tempo, os dados da Fenabrave já apontavam para um avanço expressivo nas vendas de veículos, o que de fato se concretizou nesta PMC, com um resultado de +16,4% em junho contra maio) – esta foi a maior alta mensal desde setembro de 2009, influenciada pela redução de IPI para compra de carros.

É importante, entretanto, dizer que o avanço do varejo não esteve concentrado neste setor: 9 das 10 categorias acompanhadas pela pesquisa mostraram evolução positiva. A única exceção, conforme ilustrado na tabela abaixo, ficou por conta do segmento de equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação, cujas vendas registraram recuo de 8,9% na margem (foi o maior recuo desde julho do ano passado). Este último segmento também mostrou recuo do volume de vendas na comparação com o mesmo período do ano anterior: a queda de 14,6% nessa base de comparação chamou a atenção porque as vendas vinham registrando alta média de 29% (interanual) até maio e também porque foi o maior recuo desde janeiro de 2005.

Entendemos que a surpresa positiva com a PMC de junho não deve ser lido como sinal inequívoco de retomada exagerada do consumo das famílias, ainda que trabalhemos com uma recuperação desse indicador. De fato, o dado reportado hoje pelo IBGE aponta para um consumo das famílias crescendo 1,1% entre o primeiro e o segundo trimestres, ligeiramente acima do 1% verificado no período anterior. De qualquer forma, o resultado das vendas do comércio varejista reforçam a percepção de que os estímulos adotados têm surtido efeito, o que fica potencializado por um quadro no qual a renda continua crescendo em ritmo elevado.

Vale observar que os indicadores de atividade referentes a junho reforçam a nossa percepção de recuperação moderada no mês: a produção industrial avançou 0,23% (após queda de 1% em maio) e a Sondagem de Serviços da FGV trouxe -1,81% (depois de mostrar -2,15% no mês anterior). Ao lado desses dados, as vendas no varejo em junho sugerem avanço de 0,8% na margem do IBC-Br (proxy mensal do PIB estimada pelo Banco Central), que deve ser divulgado amanhã ou na segunda-feira.


URL desta notícia: http://www.advillage.com.br/conteudo_detalhes.asp?id=61980

17/08/2012   - Advillage/Cidade Biz - SP

Setor sentiu perda pois esperava crescer mais

A diretora presidente da rede Magazine Luiza, Luiza Trajano, comentou ontem, em evento em São Paulo, as dificuldades que o setor tem enfrentando para equilibrar a relação entre margem de lucro e volume vendido - assunto que tem sido debatido pelo setor nas últimas semanas. Luiza afirmou que o segmento sentiu pressão maior nos custos e perda de rentabilidade na operação. Mas ela acredita que essa situação tende a se normalizar em 2013.

"As empresas se prepararam para um crescimento maior, isso não aconteceu e o custo operacional acabou aumentando", disse a empresária, durante o 15º Fórum de Varejo da América Latina, promovido pela consultoria GS&MD. Se as empresas investem e isso gera despesas maiores, a venda tem que acontecer num ritmo acelerado para conseguir reduzir o impacto desses gastos maiores.

Luiza informou que o setor busca uma redução permanente do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para máquina de lavar roupa. A reivindicação, segundo ela, está sendo discutido com o governo. "No fogão, isso [a redução do IPI] existe há anos. Agora, estamos pedindo na máquina [de lavar roupa]. Antes, era a classe alta que comprava o produto, agora é a classe C. O imposto tem que cair".

A respeito do crescimento da inadimplência no Varejo neste ano, Luiza disse que o indicador avançou no comércio, mas a situação está se normalizando. "Para o povo, ter nome limpo é muito importante. Ninguém quer ficar devendo". De acordo com ela, a taxa de inadimplência no Magazine Luiza está em níveis mais baixos do que no ano passado. (AM)


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17/08/2012   - Valor Econômico - SP

Castigo do Velho Testamento

Antes de se transformar num Deus de Misericórdia no Evangelho, Jeová andou castigando severamente os humanos, em episódios bem conhecidos do Velho Testamento. As sete pragas do Egito são apenas uma dessas narrativas em que o povo inocente paga tanto quanto os pecadores quando a ira divina baixa sobre a Terra. Parece que a doutrina do Velho Testamento retornou para fazer os justos pagarem pelos pecadores, punindo os excessos financeiros de alguns banqueiros através do sofrimento de milhões de consumidores. Nos Estados Unidos, uma seca extrema derruba a safra de grãos e aperta o orçamento alimentar dos mais pobres, mundo afora. O anêmico PIB americano definha diante da conjuntura de poucos estímulos ao gasto em novos investimentos pelas empresas, enquanto o consumo das famílias — já bastante comprometido — recua em função do custo crescente dos alimentos. Tudo começou em 2008, noutro episódio de escassez alimentar, que então se alegava ter origem no programa de energia verde do Brasil, cujas áreas de grãos estariam sendo desviadas para lavouras gigantescas de cana, na produção do etanol. Pura maledicência de quem não queria ver o programa de energia limpa decolar. Agora é diferente. É uma seca monstruosa — a maior em pelo menos 50 anos — nas regiões de plantio de verão nos EUA que ceifou parte da futura colheita, principalmente no meio-oeste. O USDA, Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, acaba de corrigir para baixo suas estimativas do mês de julho. Divulgou novos números para as colheitas de milho e soja. No milho, o USDA cortou nada menos que 45 milhões toneladas de oferta e, em relação à soja, 10 milhões. Ao lado da queda americana, o USDA também calcula a contribuição positiva de regiões como Brasil e Argentina, cujo avanço, somado, em grande parte compensaria o resultado negativo americano. Se não estamos diante de uma catástrofe de preços é porque se esperam recordes de produção por aqui em 2012/13. Por enquanto, os pre- ços sobem mais por conta da seca. Mas os especuladores já estavam puxando as cotações antes disso, por conta da mesma especulação que ocorreu nos mercados de commodities em 2008. Os estoques de passagem estão muito justos, ensejando movimento especulativo altista que pode ter maior elevação decorrente do eventual agravamento do déficit hídrico. Falta chuva, mas sobra liquidez no sistema bancário americano para seguir comprando contratos de entrega futura nas bolsas, na expectativa de obterem um ganho fácil. Os preços, portanto, refletem mais os remédios cavalares adotados pelos bancos centrais para equilibrar as finanças de uma minoria, do que as condições de efetiva escassez, por piores que sejam. É a classe média americana e a classe C mundial tendo de enfrentar preços estufados em toda a cadeia de grãos e carnes para endossar a forma equivocada de relaxamento monetário praticado pelos governos em benefício de uns poucos. A conclusão provisória é que o nosso Deus de misericórdia não mudou de humor. A grande seca americana apenas agravou os efeitos deletérios de políticas monetá- rias que nada têm de divinas.

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Obrigado pela eternidade

Nada tira a nossa a paz, ninguém será capaz de dizer que não fomos e não somos felizes!

Meus eternos Dindos!!!

Obrigado por vocês existirem em minha vida. Vocês trouxeram e são fonte de luz em nossas vidas. Tudo vale a pena quando existe amor e paixão, mesmo que dure pouco, mesmo que seja num piscar de olhos, mesmo que seja apenas um sopro de vida ao longo da existência de todos nós. Eu amo de amor e paixão cada um de vocês seus bigulitos!

A infância dos mortos de José Louzeiro, 1977 - o melhor resumo

"Pixote - Infância dos Mortos, de José Louzeiro
Meninos de rua, sem família, sem estudo e sem perspectiva de uma vida mais digna. São crianças que têm a infância obscurecida pelo mundo das drogas e do crime. Vivem à mercê da sorte. Não vão à escola, mas as ruas se incubem de ensinar-lhes as lições. Desconhecem onde vão dormir ou o que comer, mas sabem o que fazer para resolver esse problema. Em algum momento até sonham em mudar de vida, mas os sonhos acabam se convertendo em esperança de se tornar conhecido no mundo do crime.
Esse é exatamente o cenário de Pixote - Infância dos Mortos, livro escrito pelo jornalista José Louzeiro em 1977. A trama descreve a trajetória de um grupo de meninos que se conhecem na rua e se tornam amigos. Pixote é o menor deles, tem apenas 9 anos de idade. Seus companheiros são Dito, Fumaça e Manguito. A rua não é o único ponto em comum entre eles; o destino será cruel com todos. A obra é realista, pesada, crua. Choca e escandaliza ao descrever a realidade das ruas.
Diferente do que muitos pensam, o personagem principal do livro acaba sendo Dito. Dos amigos de Pixote, ele é o mais velho. É o que dita as regras, que luta contra a polícia, que faz as transações com os traficantes, que diz quem deve matar ou morrer. É também o protetor do grupo e na maioria das vezes o mais sensato. Por ser o mais forte, Dito acompanha o fim de todos, um por um, até se encontrar só, lutando pela sobrevivência.
O personagem Pixote, mesmo tendo uma breve participação no livro de Louzeiro, foi inspiração para que, quatro anos mais tarde, o diretor Hector Babenco lançasse o filme Pixote - A Lei do Mais Fraco (1981). Neste, o menino Pixote é abandonado por seus pais e acaba caindo nas ruas. Tem somente 11 anos de idade, mas já conhece tudo o que diz respeito às drogas, ao crime, à marginalidade, à violência, à indiferença. O filme de Babenco recebeu vários prêmios e marcou o cinema da época ao abordar o polêmico assunto.
A história do menino Pixote poderia ter parado por aí. No entanto a ficção ganhou contornos mais reais do que se imaginava. Escolhido para interpretar Pixote, Fernando da Silva Ramos, menino pobre da periferia, experimentou, mesmo que instantaneamente, o gosto da fama. Esta não durou muito tempo. Fernando até tentou seguir carreira, mas as oportunidades não apareceram. Envolve-se com o crime e vai preso. Anos mais tarde foi morto pela polícia. Sua história inspirou o livro Pixote Nunca Mais, de Cida Venâncio, e o filme Quem Matou Pixote?, de José Joffily.
Pixote fez parte de histórias diferentes, mas que de uma forma ou outra foram muito iguais. O imaginário e o real. Um pobre menino de rua, que viveu a realidade de uma vida baseada no crime, nas drogas e na falta de expectativas."

"Onde posso contribuir para deixar de atrapalhar o Brasil?"

A revista Veja desta semana é uma excelente oportunidade de se conhecer quais são os "nós" que estão amarrando o nosso país do ponto de vista do desenvolvimento econômico. Enfim, o governo trata a questão de uma meneira séria.

Mundança de perfil

Este blog a partir de então passar a ter não só informações de mercado, reportagens, notícias, etc, como também depoimentos pessoas, opiniões, reclamações, sugestões, denúncias e outras "cositas" mais que julgar interessantes.

Lembrança aos gestores organizacionais

E por falar do mundo corporativo lembro os gestores que as pessoas necessitam ser frequentemente treinadas e capacitadas. O desenvolvimento, neste mundo, requer o comprometimento constante com a excelência, muito planejamento, senso de direção, controle firme dos custos e das ações e uma boa dose de organização.

"TIM" enganei!!!

Só hoje foram mais de 15 vezes tentando falar com outro aparelho tim na região metropolitana de Belém e nada! Precisamos de empresas mais honestas, mais preocupadas com uma relação de longo prazo com seus clientes, menos imediatistas e com mais qualidade.

Eu reclamo...mas não faço nada para mudar

O consumidor reclama das tarifas bancárias e dos altos juros cobrados pelos empréstimos feitos com as instituições financeiras, mas é acomodado e faz pouco esforço para tentar pagar menos. Os dados fazem parte de levantamento da Proteste Associação de Consumidores, que ouviu 5,09 mil pessoas no país. O estudo mostra que os clientes dos bancos costumam ser leais, mas não se informam sobre o custo para manter a conta ou outros tipos de crédito. Apesar da possibilidade de portabilidade, o levantamento constatou que 74% dos clientes mantêm a principal conta-corrente no mesmo banco em que recebem o salário ou pensão. Mais da metade (52%) não troca de instituição financeira há pelo menos 10 anos.

Cerca de 39% dos entrevistados não sabiam informar quanto pagam pela sua conta-corrente. Entre os que sabem, o valor médio gasto por mês é de R$ 54,93. A pesquisa mostra ainda que os bancos deixaram a desejar no valor dos juros e tarifas (muito altos) e na transparência das informações. “Mas o consumidor também não conhece bem o seu perfil para poder contratar os serviços e pagar menos. Ele precisa definir as prioridades como cliente do banco para não ter o ônus do produto que não precisa”, avalia Maria Inês Dolci, coordenadora institucional da Proteste.

Um programa de aconselhamento ao crédito poderia ajudar o consumidor brasileiro, segundo avaliação da Proteste. O programa orientaria sobre qual crédito escolher e qual a melhor forma de pagamento, evitando assim que voltasse a pedir empréstimo com a finalidade de pagar o primeiro débito. Os entrevistados possuem, em sua maioria, dois cartões de crédito (60%) e pagam anuidade média de R$ 61 para cada um. Cada cartão apresenta limite médio de R$ 2.984,20. “Se a pessoa gasta muito, é recomendado que tenha um só cartão, pois tem controle maior do débito”, observa Maria Inês.

O crédito rotativo é prática comum de percentual considerável (20,5%) de entrevistados que não consegue pagar o total da fatura. Dos consumidores que têm um segundo empréstimo pessoal, 26,3% afirmaram que solicitaram o crédito para pagar outras dívidas. “Isso demonstra uma falta de planejamento e a incapacidade de pagar o débito com o salário que ganha”, diz Maria Inês.

O médico Vicente de Paula retrata bem o perfil médio do consumidor detectado pela pesquisa. Ele é cliente de três instituições bancárias: Itaú, Sistema de Cooperativas de Crédito do Brasil (Sicoob) e Bradesco.

No Itaú, ele é cliente há 40 anos, no Bradesco há 12 anos, e no Sicoob há 13. “Não posso fazer a opção de um único banco, pois recebo os honorários em instituições diferentes”, afirma. Na sua opinião, os bancos poderiam remunerar melhor o dinheiro do consumidor. “Eles (os bancos) deveriam remunerar a nossa conta- corrente por pelo menos a metade da taxa de juros que empresta”, observa.

A empresária Fernanda Grossi é cliente há mais de 10 anos do Santander. A sua conta de empresa é no Banco do Brasil. Ela conta que já pensou em sair, mas o que define a sua escolha é o tratamento do gerente da instituição. “Escolho pelo gerente. Já teve vez que cheguei a mudar de banco em função dele”, diz.

ENDIVIDAMENTO FAMILIAR A facilidade de obtenção de crédito, a falta de planejamento familiar e as altas taxas de juros cobradas pelo mercado impulsionam o endividamento dos consumidores, segundo outro levantamento divulgado ontem pela Proteste. A pesquisa ouviu 200 pessoas e constatou que, quando uma família assume uma dívida, paga em média 189% a mais por ano do que o valor real do bem financiado.

As famílias que participaram do estudo têm renda média de R$ 2.401 e declararam pagamentos de dívidas de R$ 1.009,45, em média, o que resulta em comprometimento de 42% da renda para pagamento de débitos. O estudo mostrou que as famílias têm em média três dívidas ativas. Entretanto, 23% das famílias têm cinco dívidas ou mais.


URL desta notícia: http://impresso.em.com.br/app/noticia/cadernos/economia/2012/08/15/interna_economia,47139/eu-reclamo-mas-nao-faco-nada-para-mudar.shtml

16/08/2012   - O Estado de Minas on-line - MG

"Dar bom exemplo" é atributo mais valorizado em celebridades

Isis Valverde, Luciano Huck, Cauã Reymond, etc. A lista de celebridades que estrelam peças publicitárias é enorme. Mas quais critérios uma marca deve buscar para escolher um rosto famoso? Bom comportamento? Aparência? Pensando em mensurar tais indicadores, a CONTIGO! apresentou na manhã de hoje, dia 14 de agosto, uma pesquisa inédita, realizada com 6 mil mulheres. Este perfil da classe A, B e C, de 18 a 50 anos, representa 60% da população feminina brasileira e o público com maior poder de consumo entre as mulheres. Foram seis meses de pesquisa, com três mil horas de entrevistas e resultados reveladores: “A maior parte das entrevistadas, 73%, espera que a celebridade dê um bom exemplo para a sociedade, contra 44% que acham que ela deve ser um exemplo só de beleza”, diz o diretor do Núcleo Celebridade e Cultura da Abril Mídia, Felix Fassone. Ter valores e princípios admiráveis (67%), estar sempre em evidência (57%), sempre combinar com os produtos que anuncia (48%) e ditar moda e tendências (48%) são outros dos atributos mais valorizados pelas brasileiras em relação às celebridades. A pesquisa, realizada pelo Instituto Ipsos, também identificou mais de 500 nomes entre as celebridades mais lembradas pelas entrevistadas. “Nenhuma menção teve freqüência maior que 8%, mostrando que o top of mind é extremamente pulverizado”, diz Fassone. O estudo também mostra um ótimo índice de aderência à publicidade com pessoas famosas, pois 72% das brasileiras são envolvidas com o universo de celebridades. A análise da relação das celebridades com as categorias de produtos mostra que os de Limpeza, Saúde e Alimentos estão altamente relacionados com as celebridades que chamam atenção por seu bom comportamento e equilíbrio entre vida pessoal e pública. Os ídolos mais valorizados por sua beleza têm mais credibilidade para endossar produtos de moda íntima, maquiagem e para pele, cabelo e corpo. Produtos de maior valor agregado (relógios, jóias, eletrodomésticos, móveis etc.) são melhor chancelados por celebridades mais associadas ao sucesso de suas carreiras e imagem profissional. E em todos os casos, o carisma atua como um suporte e é sempre um complemento ao endosso que a celebridade proporciona.
As celebridades mais queridas
Filtrando o estudo por classe social, entre as classes A, B e C, Luciano Huck e Ivete Sangalo foram eleitos os mais queridos. O marido da apresentadora Angélica também é o preferido das entrevistadas do sudeste, sul, norte e centro-oeste. A cantora baiana vence apenas no nordeste. Nomes como Silvio Santos e Reynaldo Ginachenini também foram lembrados, mas com menores porcentagens.

Tecnologia é fator-chave para 73% dos executivos

SÃO PAULO - Líderes de corporações apontaram que o uso da tecnologia da informação (TI) é fundamental para o desenvolvimento das empresas. A informação faz parte do estudo bienal Global CEOs Study 2012, divulgado no fórum IBM 2012, ontem, em São Paulo. No mundo, a tecnologia lidera o interesse dos executivos pela primeira vez na história, segundo a IBM. A área é tida como peça-chave por 73% dos executivos, seguida de fatores do mercado (68%) e qualificação de recursos humanos (69%).

No Brasil, porém, a tecnologia ocupa o terceiro lugar (71%), atrás da qualificação de recursos humanos (87%) e fatores do mercado (74%). "A tecnologia tem impulsionado a mudança organizacional, sendo quesito fundamental para as empresas manterem a competitividade e agregarem valor ao negócio. Este aspecto pode ser observado no aumento de 44 pontos percentuais no índice nacional em relação a penúltima edição (2010), quando a média foi 29%", apontou Jesus Mantas, líder de consultoria da IBM para América Latina.

Para o especialista, a principal preocupação dos CEOs do Brasil ainda é qualificação. "A tecnologia não funciona sozinha. As empresas que desejam ter alto desempenho devem combina-la com as necessidades do negócio e a gestão de pessoas", disse Mantas. Para os CEOs brasileiros colaboração e flexibilidade são as características mais importantes dos colaboradores.

16/08/2012   - DCI - SP

Varejo dá mais atenção à abertura de lojas do que ao atendimento

O varejo no Brasil tem focado os investimentos na abertura de lojas e em tecnologia da informação e, com isso, as redes têm dado menor atenção a outras áreas sensíveis, especialmente o atendimento ao consumidor. Com isso, há cada vez mais lojas novas espalhadas pelo país, mas os antigos pontos de venda, abertos há anos, acabam apresentando uma série de deficiências - como poucos funcionários por loja, longas filas no caixa e empregados mal treinados.

A conclusão faz parte de relatório que será apresentado na manhã de hoje no 15º Forum de varejo da América Latina, realizado em São Paulo pela consultoria GS&MD Gouvêa de Souza, fundada por Marcos Gouvêa de Souza. No estudo, 360 pessoas das classes C e B2 ouvidas foram questionadas sobre mudanças em seu comportamento de compra nos últimos cinco anos. Os entrevistados foram perguntados sobre fatores que o levaram a deixar de comprar em algum estabelecimento.

Entre os 33% que admitiram ter mudado o local de compra nos últimos cinco anos, 54% afirmaram que problemas no atendimento na loja motivaram a mudança. A questão afeta mais essa decisão do que o aumento de preço, citado por 30% dos entrevistados. "O setor investe muito mais em novas lojas, em reformas e na área de tecnologia. Não se prioriza o atendimento porque a loja acha que vai treinar e depois, perder esse funcionário, porque o giro é alto no setor. Ele acha que não vale a pena", diz Luiz Góes, sócio diretor da GS&MD.

Em compras feitas em farmácia e lojas de roupas, o atendimento tem papel mais importante na hora da compra do que em supermercados e lojas de eletrônicos.

Outro levantamento com 500 pessoas recém finalizado pela SAX, consultoria especializada em consumo, a respeito do atendimento no varejo, mostra que os consumidores sentem o despreparo e a falta de transparência nas informações dos vendedores nas lojas. Segundo a pesquisa, a feira livre, a padaria e a farmácia são melhores percebidas quanto ao atendimento. No outro extremo estão os bancos e as operadoras de telefonia.

Além disso, segundo o estudo, as lojas de roupas e os shopping centers adotam uma postura mais "preconceituosa" em relação aos frequentadores (59% e 60% respectivamente). As farmácias são identificadas com a melhor atitude para resolver problemas e dúvidas (63%). (AM)


16/08/2012   - Valor Econômico - SP

Brazil Pharma tem lucro líquido de R$13,7 mi no 2o tri

Brazil Pharma tem lucro líquido de R$13,7 mi no 2o tri
quarta-feira, 15 de agosto de 2012

15 Ago (Reuters) - A companhia de redes de drogarias Brazil Pharma registrou lucro líquido de 13,7 milhões de reais no segundo trimestre, queda de 36 por cento sobre resultado obtido no mesmo período de um ano antes, em termos comparáveis.

A empresa divulgou receita bruta de 746,9 milhões de reais no período, crescimento de 21,9 por cento na mesma base de comparação.

Já o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) totalizou de 41,3 milhões de reais de abril a junho, alta anual de cerca de 7 por cento.

URL desta notícia: http://br.reuters.com/article/businessNews/idBRSPE87E00Z20120815

16/08/2012   - Agência Reuters - SP

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Brasil pode ser líder em minério de ferro

País deve ocupar posto perdido para Austrália em minério de ferro com operações da Vale.

O Brasil poderá recuperar a liderança global em participação de mercado de minério de ferro em 2017, depois de perder a posição para a Austrália há alguns anos, disse ontem o diretor de Relações com Investidores da Vale, Roberto Castello Branco. A liderança poderá vir com a entrada em operação de novos projetos da Vale, que já é líder em produção e vendas de minério. A companhia deverá aumentar expressivamente sua presen- ça no mercado a partir da opera- ção de Serra Sul, no Pará, projeto gigante que vai se somar à produção de Carajás e de outras minas da companhia. “Nós, brasileiros, perdemos participação para Austrália, mas vamos recuperar mercado e continuar sendo o líder seja por reserva, produção e qualidade”, disse ele. A Vale prevê elevar sua produ- ção de minério de ferro para 460 milhões de toneladas até 2017, crescimento de mais de 40%ante os níveis do ano passado, com grande parte do volume adicional vindo do bilioná- rio projeto localizado na serra sul de Carajás, com capacidade para 90 milhões de toneladas. Um dos motivos para a perda de espaço no mercado internacional pelo Brasil é a demora na concessão de licenças para a execução dos projetos, segundo o executivo. Mas Castello Branco salientou que a empresa vem se empenhando para agilizar a liberação das autorizações. “Nós não gostamos de culpar os outros (o governo) pelo nosso fracasso em não obter as licenças. Temos equipes altamente preparadas, proativas e com disposição maior”, disse ele. Realismo sobre a China O executivo afirmou que a companhia tem hoje uma visão mais realista sobre a demanda chinesa, o principal mercado da companhia. “Não sou pessimista, sou mais realista. Em vez de crescerem 11% vão crescer 7% ou 8%. Isso ainda é muito bom”, declarou a jornalistas. “Temos de nos adaptar ao novo tempo”, disse. Segundo ele, comuma economia mais madura, o PIB da China não deve ser mais de dois dí- gitos, mas o crescimento chinês vai continuar robusto. “O crescimento chinês vem desacelerando devido à normalização da política macroeconô- mica para enfrentar o choque global de 2008. A economia chinesa chegou a 7% de crescimento e não sabemos o que vai acontecer. Pode ser um alarme falso”, avaliou. “Não acredito que a China vai ter recessão e a recuperação começa no fim deste ano. Não vamos ver o crescimento espetacular de 10%, 11% ao ano. Será um crescimento robusto liderado pelos emergentes. A China vai continuar comsuas transformações estruturais e com sua demanda por metais. Não somos pessimistas com relação a eles.” - Reuters

URL desta notícia: http://www.brasileconomico.ig.com.br/epaper/contents/paper134499672215.pdf

15/08/2012   - Brasil Econômico - SP

A tese de mestrado que rendeu uma fortuna de US$ 11,8 bilhões

Jim Goodnight,fundador do SAS Institute, conseguiu transformar um trabalho de conclusão de curso em um negócio dos mais lucrativos e agora espera conquistar clientes no Brasil com software de cálculos. 

Jim Goodnight pode não ser tão popular quanto o jovem Mark Zuckerberg, mas já está à frente do fundador do Facebook na lista dos dez homens mais ricos do mundo da tecnologia, de acordo com ranking feito pela Bloomberg. A fonte da fortuna de US$ 11,8 bilhões que fez o executivo ultrapassar o criador da rede social na lista atende pelo nome de SAS Institute, uma empresa de software criada em 1976 que tem faturamento anual de cerca de US$ 2,8 bilhões. Ao contrário da maioria dos nomes da lista, como o número um Bill Gates, o negócio de Goodnight não é conhecido do grande público. O criador do SAS montou seu império tecnológico sendo pioneiro no que hoje é conhecido como inteligência analítica, ou seja, sistemas voltados para análise de dados de empresas. O negócio começou a partir da tese de doutorado de Goodnight na Universidade Estadual da Carolina do Norte e hoje tem clientes em 134 países, algo inimaginável para o estudante de estatística. Agora, aos 70 anos, o executivo bilionário ainda encontra energia para fazer algo fora do usual para ele: um road show mundo afora para mostrar pessoalmente aos clientes as últimas apostas do SAS. Uma das paradas escolhidas por Goodnight foi São Paulo. Isso porque o Brasil é o sexto maior mercado do SAS, e é considerado o mais importante entre os emergentes.

Aqui, clientes como Petrobras, Vivo, Banco do Brasil utilizam os sistemas de inteligência analítica para tentar prever o futuro e definir os próximos passos do negócio. Explosão de dados Agora, a aposta de Goodnight é em um novo produto, que acelera as análises e é capaz de lidar com um maior volume de informações. A empresa tem a seu favor a explosão de dados digitais que precisamser analisados e armazenados hoje pelas companhias. Segundo Goodnight, a nova tecnologia chamado de High Performance Analytics, foi desenvolvida a partir da demanda de um cliente de Cingapura. O executivo explica que o sistema deste cliente operava duzentos trilhões de operações em oito horas. “Agora tudo é feito em quinze minutos”, conta Goodnight, com voz extremamente baixa, suamarca registrada. Amudança foi possível a partir do uso da nova tecnologia criada pelo SAS, em que vários processadores podem trabalhar em paralelo e gerar trilhões de cálculos em poucos minutos.

G o o d n i g h t apresentou ontem o produto para clientes em São Paulo e afirma que “as expectativas são altas”. De acordo com Márcio Dobal, presidente do SAS para a região do Cone Sul, já há conversas com três clientes interessados na tecnologia no Brasil, sendo dois da área de finanças e uma operadora. “Acredito que o contrato com a operadora deve fechar neste ano. Os outros ficam para o ano que vem”, diz Dobal. Segundo ele, no primeiro semestre deste ano a empresa sentiu os impactos da desacelera- ção da economia no Brasil e aumentou a venda de novas licen- ças entre 5% e 10%. O número é baixo se comparado ao feito do ano passado, quando o nú- mero foi 30%. “Acredito que até o final do ano o crescimento será de 15%. O ano passado foi explosivo e é difícil crescer em cima disso”, explica. A empresa não diz qual é a receita proveniente do Brasil, mas afirma que a região das Américas foi responsável por 46%da receita de 2011, o que significa US$ 1,25 bilhões. O faturamento total de US$ 2,8 bilhões faz do SAS uma das maiores companhias de software do mundo que ainda mantém o capital fechado.

15/08/2012   - Brasil Econômico - SP

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Classe C preocupada com a beleza

Nos últimos anos, frequentar o salão de beleza passou a ser rotina para a dona de casa Ana Marilda Costa. A sensação de autoestima e bem estar são alguns dos fatores que a levam semanalmente ao cabeleireiro. Mais do que isso, cuidar de si e, em consequência, dos gastos acarretados com as compras dos produtos, passa a ser para muitas mulheres sinal de pertencimento a uma nova classe social. Dados da pesquisa da Data Popular, realizada no primeiro trimestre deste ano, revelam que do total de 98,6 milhões de brasileiras, 56% pertencem à nova classe média, ou seja, 55,2 milhões de mulheres.


Segundo o sócio diretor da Data Popular, Wagner Sarnelli, os gastos com produtos de beleza são reflexo da atual conjuntura da classe C. “As mulheres estão indo mais para o mercado de trabalho. Logo, elas estão precisando melhorar a aparência para se inserir em determinado grupo”, analisa. Em 2002, do total da população feminina, 20,6% estava trabalhando com carteira assinada. Já em 2012, esse percentual chegou a 31,5%. Houve aumento de 81,8%.

A cabeleireira Maria do Car­mo Carvalho, conhecida entre as clientes como Menininha, diz que “a maioria das freguesas gasta mais de 50% do orçamento mensal no salão de beleza”. Assim como as clientes, Maria do Carmo também passa a ocupar outro patamar financeiro. “Se minhas cli­entes gastam mais no meu sa­lão, com certeza terei mais dinhei­ro para investir nele”, comple­menta. Atualmente, a renda de­la, que é bastante variável, fi­ca em torno de R$ 5 mil por mês.

Ainda de acordo com a pesquisa, no primeiro trimestre de 2012, os gastos com cuidados pessoais e de beleza totalizaram R$ 53,5 bilhões. Itens como esses ainda são os principais propulsores da economia feminina. Comparado aos anos anteriores, as mulheres dão mais importância aos produtos de beleza (52%) do que aos sapatos (38,2%) e roupas (30,9%). “Em cada dez mulheres cinco dão mais importância a itens de beleza. Quando a pergunta é feita em relação aos sapatos, de dez mulheres, apenas quatro os escolhem. Para o item vestuário, apenas três”, comenta Wagner Sarnelli.

Engana-se quem pensa que a classe C se preocupa mais com o preço do que com a qualidade. A pesquisa diz que “63,7% dão mais atenção à qualidade em relação ao fator preço quando vão realizar compras de produtos de beleza”. “A classe C tem mais preocupação com isso, porque não pode errar na compra. Tem que comprar o que é bom para não desperdiçar”, esclarece o diretor. Embora não sejam as únicas responsáveis pelos gastos com produtos e serviços de beleza, 93,2% costumam comprar cosméticos para os companheiros. “Sou eu quem compro e escolho os itens para ele (marido), apesar de ser o básico”, diz Marilda.

2012 prometia, mas até agora não entregou

A cinco meses do fim do ano, a tão esperada recuperação da eco­­nomia no segundo semestre parece cada vez mais difícil. A indústria não consegue retomar o ritmo de investimentos, o comércio dá si­­nais de perda de fôlego, o con­­sumidor está mais cautelo­­so na hora de comprar e as exportações, embora favorecidas pelo dólar mais caro, ainda precisam driblar a desacele­­ração da demanda internacional. Estimativas do mercado dão conta de que o Produto In­­terno Bruto (PIB) deve crescer entre 1,5% e 2% – contra uma previsão, no início do ano, de 4,5%. A sensação geral para indústria, comércio e con­­sumidores é de que a economia de 2012 está entregando menos que prometeu.


A taxa de desemprego continua baixa, a renda continua a crescer, ainda que em ritmo menor, mas a economia não deslanchou, influenciada pela crise internacional e por condições internas, como o endividamento das famílias e a falta de investimentos públicos e privados.

Os analistas de mercado apontam para um crescimento da economia da ordem de 1,9%, contra os 2,7% registrado no ano passado. Sem contar com a queda de 0,33% em 2009, essa seria a pior taxa desde 2003, quando a economia cresceu 1,15%. E pela primeira vez a economia brasileira terá baixo crescimento aliado a baixa taxa de desemprego, de juros e inflação controlada.

Depois de andar de lado no pri­­meiro semestre, a expectativa era de que uma arrancada na segunda metade do ano pu­­desse pelo menos fazer o país repetir o crescimento de 2011. O ministro da Fazenda, Gui­­do Mantega, chegou a se ir­­ritar, em junho, com a previ­­são do banco Credit Suisse de um avanço de 1,5% para 2012 e atribuiu a análise ao fato de a instituição ser europeia. Mas a indústria e o comércio vêm revisando para baixo suas estimativas para esse ano.

Consumo não basta

Para Julio Suzuki, dire­­tor­­­­ de pesquisa do Ins­­titu­­to­­ Paranaense de Desen­­vol­­vi­­­­mento Econômico Social (Ipardes), um sinal preocupan­­te é que a demanda interna co­­meça a recuar e afetar o co­­mércio, até então relativamente protegido da crise.

“Não dá para sobreviver só de consumo. O setor terciá­­rio começa a sentir os efeitos do endividamento das famílias, que já bate no teto”, afirma. Segundo ele, o Brasil é, de certa forma, vítima do seu próprio modelo econômico de cres­­cimento, sustentado nos últimos anos pelo crédito e pelo consumo. Com o aumento da inadimplência, o crédito ficou mais difícil e escasso, o que ajuda a inibir o consumo.

Para reativar a economia, o governo lançou mão de um ar­­senal de medidas, que incluíram desonerações, corte­­ de impostos, queda na taxa­­ de juros e aumento de linhas de financiamento para­­ empresas, mas a recuperação­­ será mais lenta do que se esperava, segundo Thais Marzola Zara, economista-chefe da Rosenberg Consultores Associados. “Te­­re­­mos uma ligeira melhora no­­ fim do ano, mas não será mui­­to expressiva. Haverá uma pio­­ra no mercado de trabalho, o que deve influenciar também o início de 2013”, afirma.­­ A Rosenberg prevê um crescimento do PIB de 1,7% em 2012.

Crise lá fora

“O mar está revolto e o Bra­­sil não é uma ilha”, diz o pro­­fessor de Economia José Guilherme Silva Viei­­ra, da Universidade Fe­­deral do Paraná, ao se referir aos efeitos da crise internacional. Para ele, o Brasil conseguiu crescer em bases fortes no passado principalmente em razão de um cenário internacional mais favorável. “Agora o país apresenta um dinamismo econômico inferior ao de outros emergentes”, diz.

A desaceleração da economia também limita a capacidade de o governo apostar em novas desonerações, já que já há um impacto na arrecadação que pode vir a ameaçar a meta de superávit fiscal.

URL desta notícia: http://www.gazetadopovo.com.br/economia/conteudo.phtml?tl=1&id=1285854&tit=2012-prometia-mas-ate-agora-nao-entregou


13/08/2012 - Gazeta do Povo - PR

Países emergentes puxam resultado da Nestlé no 1º semestre

Essa reportagem vai direta para o meu irmão Kleber de Oliveira Rocha, atualmente como coordenador da Nestlé.

Nestes mercados, as vendas da companhia aumentaram 12,9% de janeiro a junho. No grupo dos Bric, composto por Brasil, Rússia, Índia e China, a alta foi de 12,1%. Enquanto isso, nos países desenvolvidos, o desempenho foi mais tímido, com variação positiva de apenas 2,6%.


A Nestlé ressaltou o desempenho no Brasil, juntamente do México, nas vendas na América Latina. Segundo a empresa, praticamente todos os segmentos tiveram alta de dois dígitos na região, no primeiro semestre. Destaque especial para os segmentos e chocolate e pet food (alimentos para animais).

Em seu resultado global, a Nestlé apresentou lucro líquido de US$ 4,74 bilhões nos primeiros seis meses do ano, alta de 8,9% em relação ao mesmo período do ano passado. O faturamento aumentou 7,5%, atingindo US$ 40,96 bilhões. A taxa de crescimento orgânico no mundo todo foi de 6,6%.

Fonte: Valor Econômico





R$ 8,3 bilhões

R$ 8,3 bilhões, é quanto os brasileiros vão gastar com livros e publicações impressas em 2012. De acordo o levantamento do Pyxis Consumo, ferramenta do Ibope Inteligência, haverá aumento de 14,5% no setor em comparação a 2011. O maior potencial está na classe B, que deve responder por 51,85% desses gastos.

O design como um recurso inovador

Dos colonizadores aos imigrantes que o país recebeu ao longo de sua recente história, muitas nações contribuíram para a rica cultura brasileira, com referências que se refletem na moral, na ética, nas manifestações da arte, no estilo do brasileiro. Essa multiplicidade é um inesgotável manancial de inspiração e criatividade, com condições de ser aplicada para fomentar negó- cios. O “pense globalmente e aja localmente”, usado há mais de 20 anos, tornou-se “pense na cultura local e gere produtos internacionais”. Isso justifica a alta aceitação da marca Brasil no mundo. Nosso desenvolvimento econômico na era industrial se deu imerso em um modelo de substituição de importações. O capital estrangeiro foi ao mesmo tempo importante e perverso, já que trouxe ao país ativos de produção já obsoletos nos respectivos países de origem. Como resultado desse molde temos, ainda hoje, produtos caros e defasados. Dentro do regime de substituição de importações, falar em diferenciação amparada no design sempre foi encarado como artifício passageiro para gerar distin- ção estética. Empresários brasileiros não confiavam no recurso como diferencial, pois acreditavam na facilidade de copiá-lo. Com o mercado protegido, o estí- mulo à inovação fica sempre em segundo plano. Afinal, um ambiente fechado garante o escoamento da produção a preços mais convidativos. Se inovar é sinô- nimo de correr riscos, mercado resguardado significa exatamente o oposto. Em janeiro de 2006, o Fó- rum Econômico Mundial, em Davos, encontrou espa- ço na agenda de forte apelo econômico para debater três temas então inéditos: Criatividade, Design e Inovação. A grande maioria das empresas internacionais presentes no encontro, a essa altura, já tinha feito o dever de casa terceirizando a produção para a China e os serviços para a Índia. Do ponto de vista da competitividade, as empresas tinham se tornado muito parecidas. A preocupação no mundo era com ações simultâneas para rentabilizar os empreendimentos e atacar os graves problemas sociais, como fome, educação, saúde e habitação. Assim, os conceitos de design e inovação estavam sendo revistos para garantir que os entraves usuais das corporações, relativos ao crescimento e à competitividade, seriam tratados simultaneamente às penúrias sociais. O conceito “design thinking” surgia, então, como método investigativo para solucionar problemas e atender necessidades humanas de maneira participativa e colaborativa, preferencialmente com a vivência, lado a lado, de empresas e consumidores. A metodologia passou a ser aplicada em países ou regiões de baixa renda, assegurando a utilização sustentável de recursos e a geração de trabalho e renda. O design deixou de centrar no produto para, de maneira ampliada, endereçar necessidades e carências humanas com insights criativos e observação antropológica, resultando em produtos e serviços mais adequados, com maior percepção de valor e, também, socialmente justos e ambientalmente responsáveis.


URL desta notícia: http://www.brasileconomico.ig.com.br/epaper/contents/paper134481638993.pdf

13/08/2012 - Brasil Econômico - SP

Seis mercados que adoram o Dia dos Pais

O Dia dos Pais, a ser festejado no domingo 12, perde em apelo comercial para outras datas comemorativas exploradas pelo varejo, como o Natal, o Dia das Mães e o Dia das Crianças. Com isso, as marcas têm que se desdobrar ainda mais para fazer os consumidores sacarem carteiras e cartões e dedicarem tempo nas lojas à procura do agrado ideal ao seu perfil de pai. A depender das previsões da Associação Brasileira dos Lojistas de Shopping (Alshop) não será tão fácil. A entidade prevê crescimento de apenas 4% nas vendas em relação a 2011 - as do ano passado sobre 2010 haviam sido 8% superiores.

Segundo a entidade, a projeção reflete a desaceleração da economia. De toda forma, a Alshop espera que o ticket médio para a data permaneça os mesmos R$ 90 do ano passado. E as categorias de produtos mais demandadas devem ser vestuário, calçados, eletroeletrônicos, relógios, perfumes e itens de higiene pessoal. As marcas de bebidas, todavia, também se empenham para atrair consumidores, especialmente, seduzindo com formatos e embalagens inovadores.

A Diageo, por exemplo, criou embalagens especiais dos uísques Johnnie Walker (Black e Red Label), White Horse e Old Parr, em que os filhos maiores de 18 anos poderão personalizar um vídeo-base, com mensagem e foto para o seu pai. Para isso, as garrafas terão sobrecapa com um código de acesso a um vídeo (QR Code); ao acessá-lo o filho faz a personalização com palavras e foto que marquem sua relação com o pai. O código pode ser acessado via smartphone, fotografando a imagem, ou via internet com a digitação do código da embalagem. Para assistir ao vídeo-homenagem, o pai acessa o mesmo site e digita esse código.

Já a Heineken criou uma capa térmica que envolve o barril de cinco litros, a Heineken Jacket. A marca afirma que essa capa tem tecnologia exclusiva produzida pela Polímeris, que usa polímeros de alta absorção, o que a torna mais leve e mantém o produto frio por mais tempo. A promessa é de cerveja geladinha por até cinco horas. Um kit incluindo o barril de cinco litros, com a capa térmica e uma embalagem estilizada, com encarte explicativo, sai por R$ 99 no site da Flores Online. Desde a semana passada, está no ar um aplicativo criado pela Wieden+Kennedy São Paulo para o Facebook. O “Eu curto meu pai” é para os filhos que “não têm vergonha do seu pai”, porque tudo que o pai postar será compartilhado na timeline do filho. Os autores dos 30 posts mais criativos ganharão um kit Heineken.

A marca Casillero del Diablo, da vinícola chilena Concha y Toro, vai sortear uma mala de vinhos no Dia dos Pais, para quem participar do concurso “Meu pai merece uma Wine Case”, no Facebook. O vencedor ganha a mala especial para transporte de vinhos e duas garrafas – Casillero del Diabo Reserva Privada e Casillero del Diabo Cabernet Sauvignon.

Confira abaixo, o impacto da data nas vendas e as estratégias de representantes de outras categorias-chave para animar o varejo neste Dia dos Pais:

vestuário

Um dos setores mais movimentados no Dia dos Pais, segundo os dados da própria Alshop, o de vestuário é também um dos mais competitivos e motiva as marcas a buscar diferenciação. As lojas Renner prepararam para a data um concurso cultural no seu perfil no Facebook, para atrair os pais fãs da Fórmula 1. Criado pela 3YZ, o concurso envolve um quiz diário que começou dia 01 de agosto e permanece por 12 dias consecutivos em que os participantes devem responder perguntas sobre o esporte. Quanto mais rápido e corretamente o participante responder às questões, mais metros o seu carrinho anda no circuito e quem fizer o maior número de pontos vence. O melhor “piloto” ganha um par de ingressos para o Grande Prêmio do Brasil, que acontecerá em novembro, em São Paulo, passagens aéreas, hospedagem, além de dois perfumes da Scuderia Ferrari e dois kits com mochila, boné e chaveiro Ferrari. A Renner divulgará o vencedor em sua página do Facebook dia 21. Por ser de capital aberto, a empresa não divulga em quanto espera incrementar as vendas no Dia dos Pais.

Perfumes

Historicamente, a venda do Dia dos Pais representa algo em torno de 10% das vendas anuais da indústria de perfumes e a expectativa para 2012 é ficar entre 10% e 11%. Para Barbara Kern, vice-presidente de marketing e novos negócios da RR Perfumes e Passion Perfumes e Cosméticos, quem dá esse tipo de presente busca diferenciação, elegância e tem muito bom gosto. A estratégia para atraí-los, é trazer lançamentos com as atuais tendências olfativas mundiais. Os destaques da distribuidora para a data incluem os perfumes “L'Eau D'Issey”, de Issey Miyake; “Bang Bang”, de Marc Jacobs; “Instinct Sport”, de David Beckham; “Green”, da Puma; “Kokorico” Jean Paul Gaultier; e Joop!Home, que pela segunda vez tem uma celebridade brasileira como garoto-propaganda, caso do ator Julio Rocha. “Desta forma, haverá um alto investimento no varejo para a divulgação deste marco”, diz Barbara.

vinhos

Os vinhos ganham terreno no mercado brasileiro de bebidas brasileiro e as vinícolas e distribuidoras se esforçam cada vez mais para explorar as datas de varejo. “Hoje, como mais gente aprecia vinhos, o produto se tornou um ótimo presente para os pais. Além do consumo durante a celebração”, avalia Otávio Lilla, vice-presidente da Mistral. A empresa possui lojas em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Brasília. Para os consumidores finais, o departamento de marketing preparou uma newsletter com sugestões e com os restaurantes a Mistral fez parceria para presentear os clientes com um mini-decanter no Dia dos Pais (o mimo é vinculado ao consumo de vinhos sugeridos por cada restaurante, de acordo com suas cartas).

Cine/Foto/Informática

O Walmart levou ao ar em julho um hotsite especial com opções de produtos para o Dia dos Pais, divididas por “planos”: projeto diversão, investindo nas profissões, seguro vaidade, esporte para todos, tecnologia de ponta ou conforto para o lar. Mas as apostas mais fortes da rede estão concentradas em cine&foto, televisores de Led, notebooks e netbooks além de algumas linhas que ganham força na data, como barbeadores, artigos esportivos e lazer e smartphones. Com o hotsite “Vote Paizão”, a rede ofereceu um sortimento diferenciado com preços competitivos. Como resultado das iniciativas, o Walmart espera elevar em 60% as vendas em relação ao mesmo período de 2011.

Eletro

Quem associa a Electrolux somente ao universo feminino está sendo convidado pela marca a rever sua posição neste Dia dos Pais. A empresa selecionou produtos como aspiradores de pó para carro, cafeteiras e até mesmo uma adega climatizada com capacidade para 12 garrafas de vinho. Isso para filhos que pretendam superar e muito o ticket médio para a data, uma vez que a adega tem preço sugerido de R$ 799. "Nos dois últimos anos, surgiram novos consumidores e apreciadores de vinho. Este novo público também está em busca de uma adega de baixa capacidade, pois, pelo fato de terem tomado gosto pela degustação de vinhos recentemente, não precisam armazenar grande quantidade da bebida", afirma Fabio Machado, gerente de produtos - Food Preservation da Electrolux. A expectativa da categoria é elevar as vendas em 30% neste Dia dos Pais. Para cumprir a meta, a Electrolux costuma realizar ações de ponto-de-venda, que, neste caso, são as lojas Fast Shop, Americanas.com, Submarino.com e Casa Electrolux, showroom da marca localizado na capital paulista.

Artigos esportivos

A Centauro está repetindo a estratégia de marketing do ano passado, com o modelo “compre e concorra”. Em parceria com a Adidas, a rede sorteará cinco pacotes turísticos, cada um deles atrelado a uma experiência esportiva. Os sorteados, com acompanhantes, irão para Nova Zelândia, Las Vegas, Los Angeles, México e Mônaco. “Se o destino escolhido for Nova Zelândia, por exemplo, ele poderá fazer um passeio de rafting na cidade de Rotorua e realizar um salto de bungee jump na cidade de Queenstown”, afirma Ana Paula Grimaldi Roso, diretora de marketing do Grupo SBF. A promoção também vale para o e-commerce; toda a divulgação, a propósito, será feita online e nas redes sociais, além do ponto-de-venda. Como em 2011, os itens mais vendidos (resultados até 7 de agosto) devem ser tênis, chuteiras e camisas de times. A marca se preparou para oferecer ofertas agressivas nos itens citados, assim como em camisas polo e equipamentos esportivos. A expectativa é incrementar as vendas em 8%, dada a afinidade do público masculino, especialmente entre 20 e 40 anos, com o segmento. Presentes das lojas da rede estão associados a realização pessoal e qualidade de vida.

URL desta notícia: http://www.meioemensagem.com.br/home/marketing/noticias/2012/08/10/Varejo-tenta-animar-Dia-dos-Pais.html

13/08/2012 - Meio e Mensagem on-line - SP

Equatorial avalia comprar a Celpa

SÃO PAULO - A Equatorial Energia analisa a possibilidade de aumentar o seu capital por meio da emissão de ações para viabilizar a compra da Celpa, disseram à agência Reuters duas fontes que participam nas negociações. Segundo uma das fontes, a capitalização por meio da emissão de ações para os sócios é uma possibilidade, assim como a captação de recursos no mercado por meio de empréstimo-ponte junto a bancos. Alguns bancos, segundo a fonte, já chegaram inclusive a oferecer empréstimos à Equatorial para essa finalidade.Uma das fontes ressaltou que a Equatorial está com baixa alavancagem o que dá a ela espaço para novos endividamentos. "Mas não há nada decidido", disse o negociador. A Equatorial está em um período de exclusividade para negociar a aquisição da Celpa, empresa cujo plano de recuperação judicial prevê o aporte de R$ 650 milhões por parte de um investidor externo. A capitalização da Equatorial teria de ser aberta a todos os acionistas, como mandam as regras do Novo Mercado, salientou uma das fontes. Na quarta-feira, uma outra fonte que participa das negociações disse que a Equatorial teria disponíveis R$ 500 milhões para aportar na empresa de distribuição de energia do Pará, e que contava com a Eletrobras e com BNDES para completar o volume de R$ 700 milhões a R$ 1 bilhão tido como necessário para viabilizar a recuperação da empresa. Essa mesma fonte já havia mencionado que a Equatorial poderia ir a mercado buscar mais recursos. O plano de recuperação judicial da Celpa tem que ser aprovado até o dia 29 de agosto para que os credores da companhia - cuja dívida chega a R$ 3,4 bilhões - não executem as suas dívidas. 13/08/2012 - DCI - SP

Estratégia de competição

O professor de telecomunicações da Universidade de São Paulo (USP) Cristiano Panazio considera que os entraves para compartilhamento de torres não estão na tecnologia, mas sim nos interesses econômicos do setor: – Cada antena é direcionada a um contâiner onde estão os equipamentos da operadora, que precisam estar refrigerados. Esse espaço e a manutenção têm um custo. Terá de ser decidido como a empresa que chegou primeiro será compensada. O presidente da Anatel, João Batista de Rezende, em visita a Porto Alegre na última sexta-feira, confirma que, antes de atacar o problema técnico, é preciso muita negociação. – É natural que as empresas tenham dificuldade em aceitar esse compartilhamento porque a disputa da infraestrutura faz parte da competição. Quem chega primeiro não quer compartilhar – diz Rezende.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Confusão de canais no varejo

Agilidade e atendimento. Essas duas palavras nunca estiveram tão em evidência no varejo como hoje. O shopper exigente, e muitas vezes sem tempo e paciência, busca no ponto de venda serviços de conveniência que auxiliem sua rotina e minimizem o tempo disponibilizado para as compras. O novo cenário e perfil do consumidor abrem espaço para algo que cresce significativamente no varejo, o chamado channel blurring, ou em português, “confusão de canais”. A expressão em inglês define a prática utilizada pela indústria e pelo varejo, de variar e ampliar o mix de produtos oferecidos ao shopper, com o objetivo de atender seus desejos e expectativas com conveniência e agilidade. O problema é que, em alguns casos, esta ampliação do mix pode fazer com que o PDV fuja de seu posicionamento e de sua proposta de segmentação. Ou seja, o estabelecimento passa a oferecer produtos muito diferentes da estratégia e posicionamento, que não fazem parte de sua lista inicial. Em termos práticos, é o caso da farmácia que passa a disponibilizar ração para cachorro ou bebidas alcoólicas, por exemplo. Embora a prática tenha o objetivo de atender ao consumidor, há pontos que inspiram atenção, para que o investimento realizado tenha, de fato, o retorno esperado. A princípio, a diversidade do mix é positiva, pois para ser conveniente, o varejo agrega novos serviços e produtos ao cliente que frequenta tal estabelecimento. Porém, a dissonância de mensagem passada ao consumidor pode ser um ponto negativo na construção de imagem e posicionamento da loja. Para o dono do varejo, esta confusão de canais nem sempre é positiva. O conceito do estabelecimento fica confuso e a loja não adquire consistência, personalidade ou fidelização de clientes. Por isso, é necessário um esforço maior para manutenção da frequência de shoppers. A comodidade pode agradar o consumidor por um período, ou em um momento de necessidade. Por exemplo, se é possível comprar um vinho de qualidade em uma loja de roupas, o shopper o fará. Porém, não voltará à loja para fazer uma nova compra do produto. Certamente, buscará um estabelecimento especializado em vinhos onde possa comparar, degustar e conhecer outros rótulos que o agrade. O varejo pode e deve combinar produtos e categorias que atendam às necessidades e hábitos de consumo do shopper. Isto é, se uma loja vende saudabilidade – o conceito de “ser saudável”, o mix de produtos pode ser ampliado dentro da mesma proposta. Mas alterar a proposta destino do estabelecimento e oferecer produtos que fujam da essência resulta em desvalorização da loja, perda de posicionamento e queda da fidelidade. É importante ressaltar que o channel blurring é diferente da expansão do mix de produtos de determinada segmentação. A prática adiciona novas categorias ao varejo. Ou seja, o mix de produto é ampliado e desvia da proposta de valor e posicionamento inicial do estabelecimento. Sem estratégia e entendimento, o channel blurring, pode comprometer o share of mind, ou a participação da marca na mente do shopper. Se não há personalidade, o ponto de venda fica vulnerável. Assim, o que antes era facilidade e comodidade para o shopper, transforma-se em prejuízo e perda de vendas para o varejo. Romano Pansera é presidente do POPAI Brasil para o biênio 2011/2012 e graduado em Ciências Jurídicas e Sociais pela Unisinos. Possui MBA em Estratégia e Gestão de Supermercados pela EAESP/FGV. Também é presidente da agência Promovisão e conselheiro da ADVB - Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil.

Venda de livros impressos deve crescer 14% em 2012, prevê Ibope

A compra de livros e publicações impressas deve movimentar R$ 8,23 bilhões em 2012 no país. O valor representa um aumento de 14,5% sobre a receita registrada em 2011. Na média, isso significa que cada brasileiro gasta R$ 50,46 na compra de livros, revistas e jornais em um ano. As previsões foram feitas pelo Pixis Consumo, ferramenta de dimensionamento de mercado do instituto Ibope Inteligência. Segundo o levantamento, é a classe B quem está liderando a leitura --o segmento representa 24,4% dos domicílios do país, mas responde por 51,5% dos gastos com livros. A classe A, embora esteja em apenas 2,6% dos domicílios, responde por outros 20,7%. Praticamente o oposto, o consumo vindo das classes D e E fica na faixa de apenas 3,7% do total, embora representem 20,5% dos domicílios. A classe C, maioria no país, responde por 52,3% dos domicílios e por 23,7% dos gastos com produtos editoriais. Na distribuição por região, o Sudeste lidera, com 54,7% das compras e uma média de gasto acima da faixa nacional, de R$ 59,60 ao ano por pessoa. É seguida pela região Sul, onde as pessoas gastam em média R$ 56,50 com livros ao ano e respondem por 16,1% do mercado nacional. Na outra ponta estão os nordestinos, que gastam R$ 32,83 ao ano e levam 15,7% do mercado, e os nortistas, com média de R$ 35,54 e participação de apenas 5,1%. No Centro-Oeste, onde estão 8,3% das vendas de produtos editoriais do país, a média de gasto anual por pessoa é de R$ 53,61.

Telefonia celular: desafio para empresas e consumidor

A telefonia celular é um assunto sempre polêmico para o consumidor brasileiro. A qualidade do sinal é sempre motivo de reclamações, bem como o atendimento não satisfatório. Durante o mês de julho e início de agosto, a má qualidade das empresas de telefonia celular ficou em maior evidência, com a suspensão das vendas em diversos estados de aparelhos da Oi, Claro e TIM. A satisfação do consumidor brasileiro com as operadoras de telefonia celular atingiu, em julho, seu pior índice e vem registrando quedas há 10 meses, apenas com ligeira oscilação positiva em maio deste ano, de 1,4 ponto percentual. Neste período, a avaliação do consumidor com o setor caiu 16,6 pontos percentuais, passando de 48% em outubro/2011 para 31,4% em julho deste ano. No primeiro semestre, houve aproximadamente 78,6 mil reclamações das operadoras, de acordo com o levantamento do Sindec (Sindicato Nacional de Informação de Defesa do Consumidor). As queixas, pela ordem, envolvem as seguintes operadoras: 37,56% - Claro; 15,19% - Vivo; 14,55% - TIM; e 14,44% - Oi. As reclamações estão relacionadas a cobranças indevidas ou abusivas (54,98%); alternação unilateral de contrato (11,28%) e serviços não fornecidos e vícios de qualidade (6,94%). Em julho, a redução é reflexo direto da suspensão, pela Anatel, das vendas de novas linhas por três das quatro operadoras. As informações são do Índice Nacional de Satisfação do Consumidor (INSC), medido pela ESPM e criado pelo professor pesquisador da escola e global chief digital officer da Rapp, Ricardo Pomeranz. As empresas do setor de telecom analisadas são Oi, Claro, Vivo e TIM Celular. Mas para a presidente do Sindicato Nacional das Empresas de Prestação de Serviços em Telecomunicações (Sinstal), Vivien Mello Suruagy, a atitude da Anatel pode trazer mais problemas do que soluções. “Não se defende aqui a omissão diante das falhas que têm colocado as operadoras de telefonia entre as empresas que mais geram insatisfação ao consumidor brasileiro. O que é inaceitável é tomar uma decisão de paralisação de tamanho radicalismo sem considerar os reflexos sobre o conjunto do sistema. Sequer temos uma lei específica para a instalação de antenas, o que melhoraria consideravelmente a qualidade dos serviços oferecidos aos 260 milhões de consumidores. O setor clama por ajustes, por respeito aos contratos firmados com as operadoras, além de uma planilha mínima de custos que torne viável a sustentabilidade dos negócios de todos os parceiros da cadeia”, afirma Vivien. “No Brasil, a exploração das empresas de telefonia celular, sejam de voz ou de dados, vem demonstrando que a sua condição na prestação de serviços extrapolou sua capacidade produtiva no atendimento às necessidades dos consumidores. Essa situação é identificada pelo excesso de reclamações inerentes às companhias que exploram as linhas, de acordo com levantamento do Procon, Idec e a própria Anatel. De acordo esta, mais de 253 milhões de celulares estavam nas mãos de brasileiros até abril de 2012. Somente em um mês, ocorreram mais de 2,2 milhões de aquisições”. Esta é a opinião do coordenador do curso de Ciências Contábeis da Faculdade Santa Marcelina, Reginaldo Gonçalves. E qual é o papel do consumidor neste panorama? Nos últimos anos, as vitórias do consumidor vêm crescendo, sua voz está cada vez mais audível para as empresas e seu papel social não apenas como receptor, mas como parte do processo de produção e fornecimento de produtos e serviços está sendo reconhecido, inclusive por parte do próprio cliente. O diretor do IBEDEC, José Geraldo Tardin afirma que os números confirmam que o consumidor está reagindo contra a incapacidade do fornecedor de entregar o serviço contratado sem vício, de cumprir os prazos acertados e a qualidade anunciada. URL desta notícia: http://consumidormoderno.uol.com.br/hot-news/telefonia-celular-desafio-para-empresas-e-consumidor 10/08/2012 - Revista Consumidor Moderno on-line - SP

Presença de genéricos no mercado de medicamentos cresce quatro vezes em dez anos

A todos os nossos gerentes de loja. A participação dos genéricos no mercado de medicamentos praticamente quadruplicou nos últimos dez anos. Com preços até 65% menores que os dos produtos de referência, os genéricos são responsáveis por 24% das vendas por unidade atualmente, segundo o Ministério da Saúde. Há dez anos, esse percentual era de 5,7%. Para o coordenador do Programa Farmácia Popular do ministério, Marco Aurélio Pereira, o aumento vem ocorrendo desde o lançamento da política de medicamento genéricos em 1999. “Com a quebra de patentes, o mercado brasileiro de genéricos tem crescido ano a ano e isso significa que a sociedade tem acesso a um medicamento com a mesma qualidade e segurança do medicamento que surgiu primeiro e com custo muito menor”, afirma Pereira. A aquisição de medicamentos a preços mais acessíveis gera, para o ministério, economia no orçamento, o que facilita a ampliação da quantidade de produtos da lista de medicamentos. Para as farmácias particulares, que tem convênio com o SUS, a ampliação do leque de opções atrai um número maior de consumidores e aumenta o lucro dos estabelecimentos. Segundo o coordenador, a economia de recursos gerada com a compra de genéricos pelo ministério tem permitido a ampliação significativa de medicamentos ofertados de forma gratuita pelo SUS e também nas farmácias privadas por meio do Programa Aqui Tem Farmácia Popular. Desde o início do programa, em 2006, o número de medicamentos ofertados cresceu de oito para 25 itens para combater especificamente diabetes, problemas de pressão e asma.