País deve ocupar posto perdido para Austrália em minério de ferro com operações da Vale.
O Brasil poderá recuperar a liderança global em participação de mercado de minério de ferro em 2017, depois de perder a posição para a Austrália há alguns anos, disse ontem o diretor de Relações com Investidores da Vale, Roberto Castello Branco. A liderança poderá vir com a entrada em operação de novos projetos da Vale, que já é líder em produção e vendas de minério. A companhia deverá aumentar expressivamente sua presen- ça no mercado a partir da opera- ção de Serra Sul, no Pará, projeto gigante que vai se somar à produção de Carajás e de outras minas da companhia. “Nós, brasileiros, perdemos participação para Austrália, mas vamos recuperar mercado e continuar sendo o líder seja por reserva, produção e qualidade”, disse ele. A Vale prevê elevar sua produ- ção de minério de ferro para 460 milhões de toneladas até 2017, crescimento de mais de 40%ante os níveis do ano passado, com grande parte do volume adicional vindo do bilioná- rio projeto localizado na serra sul de Carajás, com capacidade para 90 milhões de toneladas. Um dos motivos para a perda de espaço no mercado internacional pelo Brasil é a demora na concessão de licenças para a execução dos projetos, segundo o executivo. Mas Castello Branco salientou que a empresa vem se empenhando para agilizar a liberação das autorizações. “Nós não gostamos de culpar os outros (o governo) pelo nosso fracasso em não obter as licenças. Temos equipes altamente preparadas, proativas e com disposição maior”, disse ele. Realismo sobre a China O executivo afirmou que a companhia tem hoje uma visão mais realista sobre a demanda chinesa, o principal mercado da companhia. “Não sou pessimista, sou mais realista. Em vez de crescerem 11% vão crescer 7% ou 8%. Isso ainda é muito bom”, declarou a jornalistas. “Temos de nos adaptar ao novo tempo”, disse. Segundo ele, comuma economia mais madura, o PIB da China não deve ser mais de dois dí- gitos, mas o crescimento chinês vai continuar robusto. “O crescimento chinês vem desacelerando devido à normalização da política macroeconô- mica para enfrentar o choque global de 2008. A economia chinesa chegou a 7% de crescimento e não sabemos o que vai acontecer. Pode ser um alarme falso”, avaliou. “Não acredito que a China vai ter recessão e a recuperação começa no fim deste ano. Não vamos ver o crescimento espetacular de 10%, 11% ao ano. Será um crescimento robusto liderado pelos emergentes. A China vai continuar comsuas transformações estruturais e com sua demanda por metais. Não somos pessimistas com relação a eles.” - Reuters
O Brasil poderá recuperar a liderança global em participação de mercado de minério de ferro em 2017, depois de perder a posição para a Austrália há alguns anos, disse ontem o diretor de Relações com Investidores da Vale, Roberto Castello Branco. A liderança poderá vir com a entrada em operação de novos projetos da Vale, que já é líder em produção e vendas de minério. A companhia deverá aumentar expressivamente sua presen- ça no mercado a partir da opera- ção de Serra Sul, no Pará, projeto gigante que vai se somar à produção de Carajás e de outras minas da companhia. “Nós, brasileiros, perdemos participação para Austrália, mas vamos recuperar mercado e continuar sendo o líder seja por reserva, produção e qualidade”, disse ele. A Vale prevê elevar sua produ- ção de minério de ferro para 460 milhões de toneladas até 2017, crescimento de mais de 40%ante os níveis do ano passado, com grande parte do volume adicional vindo do bilioná- rio projeto localizado na serra sul de Carajás, com capacidade para 90 milhões de toneladas. Um dos motivos para a perda de espaço no mercado internacional pelo Brasil é a demora na concessão de licenças para a execução dos projetos, segundo o executivo. Mas Castello Branco salientou que a empresa vem se empenhando para agilizar a liberação das autorizações. “Nós não gostamos de culpar os outros (o governo) pelo nosso fracasso em não obter as licenças. Temos equipes altamente preparadas, proativas e com disposição maior”, disse ele. Realismo sobre a China O executivo afirmou que a companhia tem hoje uma visão mais realista sobre a demanda chinesa, o principal mercado da companhia. “Não sou pessimista, sou mais realista. Em vez de crescerem 11% vão crescer 7% ou 8%. Isso ainda é muito bom”, declarou a jornalistas. “Temos de nos adaptar ao novo tempo”, disse. Segundo ele, comuma economia mais madura, o PIB da China não deve ser mais de dois dí- gitos, mas o crescimento chinês vai continuar robusto. “O crescimento chinês vem desacelerando devido à normalização da política macroeconô- mica para enfrentar o choque global de 2008. A economia chinesa chegou a 7% de crescimento e não sabemos o que vai acontecer. Pode ser um alarme falso”, avaliou. “Não acredito que a China vai ter recessão e a recuperação começa no fim deste ano. Não vamos ver o crescimento espetacular de 10%, 11% ao ano. Será um crescimento robusto liderado pelos emergentes. A China vai continuar comsuas transformações estruturais e com sua demanda por metais. Não somos pessimistas com relação a eles.” - Reuters
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15/08/2012 - Brasil Econômico - SP
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