domingo, 18 de outubro de 2009

Dessa vez foi um helicóptero...

Parece que as coisas estão tomando um rumo cada vez pior na cidade do Rio de Janeiro. É impressionante a capacidade de operação que o tráfico é capaz de fazer. Fica evidente que algo deve ser feito pelas nossas autoridades. Algo muito mais profundo do que simplesmente o revide da PM ou a revolta do comandante da operação por ter perdido dois de seus policiais de elite queimados juntos com as ferragens do helicóptero. Esse é um problema em que a sua causa ta na raiz da estrutura sócio-econômica de exclusão que vem de décadas sendo relegado dos interesses maiores ou pelo menos não sendo tratado de forma adequada. Particularmente acho que o Brasil precisa resolver problemas mais cruciais em sua estrutura social antes de se preocupar e/ou gastar de milhões de reais para trazer copas do mundo ou olimpíadas com dinheiro público. Quem conhece e já viveu esses esquemas de se propagandear eventos como estes causando emoção e furor na sociedade sabe que tudo isso é uma tremenda balela porque “atrás da fama” de eventos esportivos como esses tem um “mar” de corrupções de desvios de dinheiro público sem precedentes. Se levarmos em conta a nossa experiência com o PAN (olimpíadas) de 2007 aí é que a coisa fica mais explícita ainda. Não quero aqui fazer coro em dizer que o Brasil não deve pleitear grandes eventos. O que quero dizer é que existem prioridades a serem resolvidas com orçamento público e que da forma como o nosso país articulou a vinda da copa e das olimpíadas para cá um dos legados mais pesados que ficaremos para resolver como dever de casa será o de cobrir os milhões ou bilhões de reais em dívidas. Perguntem aos cidadão de Chigado que fizeram até sites na internet para que as olimpíadas não fossem pra lá.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

E por falar em conveniência...




E por falar em conveniência no texto abaixo, retratando exatamente um comportamento conseqüente da grande parte da nova geração, listo aqui outras tendências as quais estamos em busca freqüentemente em nossas relações, principalmente as de compra.
Como minha especialidade acadêmica também contempla o cenário varejista aproveito para colocar em questão alguns caminhos que o setor varejista vislumbra passar em futuro próximo. Não quero dizer que muitas empresas mais profissionalizadas já não vivam isso no seu dia-a-dia, porém a maioria dos varejistas ainda não. Vejam só.

Conveniência

A regra agora é pensar na conveniência dos clientes, não da empresa. Clientes com pouco tempo buscam facilidades, por isso, comprar em sua loja deve ser algo: fácil, rápido, simples, prazeroso, interativo e personalizado. As vendas via internet são mais uma conveniência. Não seja o último a disponibilizar esse canal de acesso. Mais do que um canal de vendas, um site é uma excelente ferramenta para divulgação e demonstração de produtos, além de facilitar relacionamentos.

Customização

Com a massificação da produção e distribuição em alta escala, as pessoas querem se sentir diferentes e únicas.

Indulgência

Na corrida para ter mais, as pessoas com frequência trabalham e estudam até a exaustão, se privando muitas vezes do lazer e do convívio familiar. Neste contexto, estão dispostas a pagar mais por produtos e serviços que ofereçam algum tipo de recompensa emocional, que sem dúvida é uma alavanca para o crescimento do mercado de luxo.

Inovação

As pessoas estão atrás de novidades e consomem constantemente itens que já possuem. A realidade de hoje é mudanças, mudanças e mudanças. As empresas precisam aprender a conviver com elas e também a se reinventar e a se recriar, se não perderão espaço para os mais adaptáveis.

Varejo Sensorial

A experiência de compra tem que ser marcante. A preocupação agora é entender as necessidades e anseios dos clientes, antes e melhor do que os concorrentes, para proporcionar-lhes uma melhor experiência de compra antes que a concorrência o faça. Diante do fato de que o varejo está se tornando cada vez mais sensorial, como aumentar as vendas, a produtividade e a lucratividade? Os produtos devem ser expostos ao alcance dos clientes, dentro de condições que eles possam manuseá-los, buscando-se envolver todos os sentidos: visão, audição, tato, olfato e paladar no processo de compra.

Foco Obsessivo nos Clientes

A alta gerência deve orientar a equipe a colocar-se a serviço dos consumidores. Os consumidores, na maioria das vezes, sabem o que precisam, mas diante de tantas opções não sabem o que melhor satisfaz as suas necessidades e, para isso, precisam da ajuda de competentes consultores. E você, caro empresário, diante destas novas tendências, já despertou para a necessidade das mudanças?

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Palavras da Pitty

Um dia desses li uma entrevista da cantora Pitty que se diz cansada de tanta preguiça mental. Diz também que as pessoas preferem ou querem tudo mastigado porque preferem não ter trabalho de pensar. A roqueira se diz decepcionada com a superficialidade do público na internet. Comentários adicionais com a Megazine a cantora diz que as “pessoas” só querem saber de Orkut, MSN e sites de fofocas...
Concordo com a maneira da Pitty tem de pensar acerca de uma percepção do comportamento de grande parte da nova geração, porém isso é apenas um reflexo do atual ambiente vivido por todos nós. De certa forma o “mundo da conveniência” nos invade de tal forma que abdicamos das coisas que nos exigem um pouco mais de complexidade. Na empresa, nas lojas, nas escolas, enfim em praticamente tudo que encontramos pela frente a essência das coisas não são mais tão procuradas quanto antes. O mundo perdeu em essência e ganhou muito em aparência. Isso se traduz na prática quando perdemos o nosso tempo precioso e ficamos por horas ou dias a frente da televisão acompanhando um big brother desses da vida. A televisão brasileira aberta parece que institucionalizou de vez a intriga e a fofoca nas telinhas. Plin plin!!!

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Questão de Competência


Um dia desses me deparei com um texto do professor Eugênio Mussak da Fundação Instituto de Administração da Universidade de São Paulo que relatava os mitos e verdades na questão da promoção no emprego e cita que o candidato deve possuir competências múltiplas que o diferencie dos demais e que tais competências sejam visíveis e estejam alinhadas ao projeto da empresa.
Pra começo de conversa quero fique bem claro que essa questão de competência, nesses casos, é bastante relativa. Nem sempre o mais competente é o que leva vantagem, isso se nós tomarmos como base a conceituação de competência tradicional que os periódicos da administração sempre relatam. Quem disse que jogar tênis com chefe não é questão de competência?
Mas afinal o que é Competência? Bom, segundo um grande professor que tive chamado Ricardo Guterres em uma de nossas aulas no famoso MBA da FIA-USP ele classificou competência como sendo a composição de três atributos básicos: Conhecimentos, Habilidades e Atitudes.
Quando falo em composição de atributos estou me referindo a capacidade que cada candidato tem em somá-los produzindo ao final um conjunto de competências únicas como um produto de sua força de trabalho e que possa ser oferecido não só a empresa que você está atualmente empregado, mas sim ao conjunto de empresas atuantes no mercado tornando-o empregável.
Aí você poderia me questionar. Como posso desenvolver na prática esses atributos? Bom, aí veremos o seguinte. Em relação ao primeiro atributo que é Conhecimento você pode começar a se perguntar. O quanto eu conheço do mercado em que minha organização atua? Conheço a Missão, Visão e Valores Organizacionais? Eu conheço efetivamente a minha organização por inteiro? Sei quais são os principais negócios dela? Sei que são as pessoas-chaves? O quanto eu conheço dos produtos que a minha empresa vende? O quanto eu conheço dos produtos da concorrência? Conheço meus clientes? Será que sou um bom conhecedor da minha atividade dentro da organização? Qual a minha formação atual? Procuro estudar uma outra língua como o inglês, espanhol, francês? Essas são perguntas relativas ao atributo Conhecimento.
Quanto ao atributo Habilidade essa tem relação com capacidades de comunicação, vendas, liderança, negociação ou até mesmo habilidade de trabalhar em equipe. Se você souber se comunicar já é um grande passo em busca das outras habilidades. Lembre-se que no processo de comunicação mais de 50% está concentrado na postura corporal. Não esqueça! O corpo “fala”.
Por último, o atributo relacionado à Atitude. Essa capacidade tem ligação com aspectos relacionados à organização pessoal, a consciência ambiental e responsabilidade social, transparência e honestidade, auto-motivação, iniciativa, ética, gostar de pessoas e ser pró-ativo.
Colocar isso em prática na vida corporativa nem sempre é fácil, porém com treino e persistência aos poucos seu comportamento começa a se modelar dentro dessa perspectiva. Isso não quer dizer que o aprimoramento desses atributos seja uma uma condição certa de promoção, contudo já é um grande passo em busca dela.
Abraços!!!