terça-feira, 15 de dezembro de 2009
2012
Fui assistir ao filme ontem e, particularmente, achei patético esse final do mundo preconizado por Roland Emerich e Harald Kloser. Sinceramente, achei que o final dos tempos poderia ser mais glamuroso. A mensagem principal dos 158 minutos de produção foi a de que só um cataclisma como esse de esfera global pode salvar um casamento (rsrsrs). Nesse caso, o casamento salvo faz parte do elenco principal John Cusack (Jackson Curtis), Amanda Peet (Kate Curtis). Ademais essas superproduções, que alcançam volumes consideráveis em centenas de milhares de dólares, só servem pra mostrar o quanto a pirotecnia da destruição o dinheiro pode criar. Explosões sob e sobre outras explosões, boings sendo levados pelas ondas como brinquedos, pontes se quebrando com milhares de carros em cima, vulcões, maremotos, tsunamis e toda sorte de quebradeira que você possa imaginar. Enfim, um filme sem algo a mais no que tange a construção de uma estória lógica do porque as coisas se processam dessa forma. Não estou aqui desdenhando do final dos tempos, até acredito que em uma hora dessas qualquer tudo pode ir pro espaço mesmo. Porém como esse filme mostra as coisas e as relações de dependência entre elas a produção fica pobre. Mas quem sou eu pra atacar de crítico de cinema uma hora dessas. Alias, façam melhor: assistam ao filme. É claro, que por outro lado, serei facilmente desmentido pelos recordes de bilheteria que fatalmente 2012 atingirá. No entanto ressalto que a força do marketing projetada na sociedade é muito forte, cria-se uma expectativa bem acima do normal sobre o fim do mundo e a forma como será contada. As pessoas são alçadas a ir conferir o que é propagado. Agora, o que vi ontem, ficou bem claro que se fizermos uma pesquisa de opinião com aqueles que viram a produção a coisa pode ser bem diferente. Ontem, pelo menos mais de uma dezena de pessoas saíram antes do término. Ninguém ou quase ninguém suportou o exagero e a redundância de tantas cenas de destruição.
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