sábado, 31 de agosto de 2013
As classes "E's"
As operadoras de telefonia móvel continuam crescendo suas
bases a todo o vapor. São mais ou menos 268 milhões de acessos com algo em
torno de 1,26 milhões de novos acessos a cada mês conforme os dados da Anatel
de julho do corrente ano. Eis aí uma incoerência de lógica que para qualquer
país do mundo seria uma proposição falsa. A exceção, obviamente, é o Brasil que
mesmo em condições precárias de ofertas de serviços de todas as operadoras (sem
desvio a regra) ainda sim captam mais e mais clientes; esses sempre interessados
nas novidades tecnológicas do setor, ou seja, o aparelho puro e simplesmente e
apenas isso! Tal fato abraça todas as classes da E a “elite caipira”. Os “novos
índios” são vistos a torto e a direita com suas bugigangas telefônicas de
última geração num espaço de solidão coletiva.
quinta-feira, 29 de agosto de 2013
Risco Segundo o BACEN e Seus Efeitos no Banco da Amazônia S/A.
Como a maioria de nós bancários não é versada em risco, penso ser melhor, para o entendimento de todos, vamos começar pelo que diz o Banco Central do Brasil no § 1º do Art. 2º da Resolução BACEN nº 3.380 de 29/06/2006.
As instituições que usam práticas administrativas, típicas de regimes de exceção podem atender políticas de curto prazo, mas constituem grandes passivos de longo prazo. Para dar apenas um exemplo, vou me referir à lateralidade que foi aprovada pela diretoria, apresentada e vendida ao Conselho de Administração como sendo a oportunidade de ouro que a instituição teria de promover a capacitação difusa dos gestores pela acumulação/substituição dos mesmos no caso de ausências motivadas por afastamentos a trabalho ou férias e que agregado a isso traria na esteira uma economicidade de R$ 10 milhões no orçamento anual de despesas com pessoal, mas, não me lembro de ter visto um diagnóstico de avaliação dos riscos e prejuízos financeiros que poderia trazer durante um exercício fiscal. Fenômenos estes aos quais ficam expostas as unidades, em decorrência da fragilização dos processos em função do acúmulo de atividades e responsabilidades daqueles gestores.
Ou porque o modelo está errado e por isso as decisões causam tantos estragos ao patrimônio da instituição?
Se a primeira hipótese não se aplica então o que está errado na segunda hipótese?
“A definição de que trata o caput inclui o risco legal associado à inadequação ou deficiência em contratos firmados pela instituição, bem como a sanções em razão de descumprimento de dispositivos legais e a indenizações por danos a terceiros decorrentes das atividades desenvolvidas pela instituição”.
No § 2º do mesmo Artigo, estão descritos em oito tópicos os tipos de riscos legais que podem afetar as instituições financeiras sujeitas à fiscalização do BACEN, entre os quais há o que se refere ao pessoal, “III - demandas trabalhistas e segurança deficiente do local de trabalho” grifo nosso.
De todos os riscos legais relacionados pelo BACEN, o referente ao pessoal, se não mitigados, pode trazer os maiores danos a empresa que, dependendo do grau de desgaste entre a alta gestão e o pessoal operativo, o mesmo pode alastrar-se por todos os outros tipos de risco que são: I - fraudes internas; II - fraudes externas; IV - práticas inadequadas relativas a clientes, produtos e serviços; V - danos a ativos físicos próprios ou em uso pela instituição; VI - aqueles que acarretem a interrupção das atividades da instituição; VII - falhas em sistemas de tecnologia da informação; VIII - falhas na execução, cumprimento de prazos e gerenciamento das atividades na instituição.
Portanto, a alta gestão tem que ser capaz de desenvolver políticas mitigadoras de conflitos, gerenciá-los quando houver, ter alçada para negociar demandas justas e promover mudanças que alterem práticas anacrônicas na gestão do quadro de pessoal. Sem estas competências, a governança corporativa fica apenas nos normativos e no discurso daqueles que acreditam que, em sendo os manuais concebidos e aplicados em linhas totalitárias, a ordem está estabelecida e preservada. No entanto, comportamentos gerenciais desta natureza servem somente para cavar cada vez mais fundo o fosso entre os gestores e o quadro operativo, fosso esse motivado pela prática do constrangimento, assédio moral, abuso de poder hierárquico e outras práticas inadequadas de gestão que acabam tendo como resultado, demandas judiciais seja na esfera da justiça comum seja na justiça especial do trabalho, trazendo como conseqüência a ampliação do passivo jurídico da instituição.
As instituições que usam práticas administrativas, típicas de regimes de exceção podem atender políticas de curto prazo, mas constituem grandes passivos de longo prazo. Para dar apenas um exemplo, vou me referir à lateralidade que foi aprovada pela diretoria, apresentada e vendida ao Conselho de Administração como sendo a oportunidade de ouro que a instituição teria de promover a capacitação difusa dos gestores pela acumulação/substituição dos mesmos no caso de ausências motivadas por afastamentos a trabalho ou férias e que agregado a isso traria na esteira uma economicidade de R$ 10 milhões no orçamento anual de despesas com pessoal, mas, não me lembro de ter visto um diagnóstico de avaliação dos riscos e prejuízos financeiros que poderia trazer durante um exercício fiscal. Fenômenos estes aos quais ficam expostas as unidades, em decorrência da fragilização dos processos em função do acúmulo de atividades e responsabilidades daqueles gestores.
Por outro lado, a medida não passou por amplo debate entre o quadro de gestores envolvidos no processo decisório, pois só assim cada um, com as suas experiências, poderiam contribuir com informações que serviriam para a mitigação dos riscos envolvidos, além de tornar cada um, responsável pelos resultados, bem como, ampliar o grau de comprometimento, já que foram partícipes na construção do modelo. Mas, para não fugir a regra, a medida foi empurrada garganta abaixo e agora já começa a surtir resultados que parece não ser muito bons, já que pelo menos um grupo de gestores foi excluído do cumprimento da tal lateralidade. Também não é difícil de ouvir a bocas pequenas de gerentes executivos e coordenadores a maldição e o desejo de que se ponha fim a tal lateralidade.
De modo que já se pode presumir o estado de ânimo das pessoas envolvidas no processo e por extensão os resultados operacionais que a medida pode alcançar.
São medidas como essa que acabam por ter efeito rebote muito ruins no longo prazo, acabando por comprometer o patrimônio do Banco na esfera jurídica por indenização de danos morais, adoecimentos psicológicos ou até físicos como ler/dort e etc...
O Tribunal de Justiça do Trabalho da 8ª Região publicou recentemente no seu site, uma lista com as 100 instituições executadas em ações trabalhistas em ordem crescente de 1 a 100 considerando também do maior para o menor valor que estas instituições estarão obrigadas a pagar por tais execuções.
Na ordem, o Banco da Amazônia ocupa a 3ª posição com R$ 26.326.130,57 (vinte e seis milhões e trezentos e vinte e seis mil), só perdendo para as empresas Transbel Rio Ltda e Estacon Engenharia S/A, que são massas falidas.
Depois do Banco da Amazônia vem a União Federal e a Locadora Belauto Ltda, esta falida a mais de 20 anos. Na seqüência vem a CAPAF em 6º lugar que até o momento tem sido um ônus de responsabilidade direta do Banco da Amazônia com R$ 21.299.123,55 (vinte e um milhões e quase trezentos mil reais).
Diante de tal cenário ter-se-ia que perguntar por que isso ocorre.
Será por falta de sorte das diretorias que se vem sucedendo e dos gestores de plantão?
Ou porque o modelo está errado e por isso as decisões causam tantos estragos ao patrimônio da instituição?
Não se pode cair na asneira de considerar a primeira hipótese, já que as diretorias e o quadro de gestores tomam decisões descritas em manuais e segundo as suas alçadas, por isso devem tanto festejar os sucessos quanto chorar os fracassos dos resultados alcançados e serem capazes de assumir suas responsabilidades e corrigir as diretrizes das ações para que não haja reincidência.
Se a primeira hipótese não se aplica então o que está errado na segunda hipótese?
Para não tornar o texto muito longo assumo o compromisso em analisar a segunda hipótese neste mesmo espaço oportunamente.
Por Antonio Ximenes Barros
quarta-feira, 28 de agosto de 2013
Mais Médicos e menos “médicos”
Os gritos de “voltem pra senzala”, “incompetentes” e
“escravos” emitidos em forma de protesto pelos “médicos” cearenses evidenciaram
a mediocridade e a pobreza de caráter e ética que os mesmos deram como exemplo
ao recepcionar os médicos cubanos. Acima de tudo demonstraram que as suas
envergaduras morais estão no nível – 1 da escala da precariedade humana,
provavelmente, como as das suas escolas de medicina devem estar também, pois se
os mesmos são educados no caráter e na moral dessa forma imaginem a educação no
campo da inteligência e dos conhecimentos gerais e técnicos.
Nada e absolutamente NADA justifica o tratamento dispensado
aos profissionais cubanos. Acredito que nem um profissional de bom senso seria
capaz de oferecer uma descortesia dessas que subleva o espírito humano a uma
firmeza moral muito questionável, até porque (no acerto total das contas), os
mesmos em nada tem culpa das trapalhadas e do desserviço que os governos
(federal, estadual e municipal) tem causado a este país quando se trata de
saúde.
O reboliço causado no Ceará parece um mimo de filhinho de
papai, educado em colégio particular, que nunca usou transporte público porque
tem o seu carro particular, com uma visão míope da realidade brasileira e que
provavelmente jamais tenha lido um parágrafo se quer de Euclides da Cunha,
Machado de Assis, Joaquim Nabuco, Sérgio Buarque de Holanda, Gilberto Freyre
Raymundo Faoro, Florestan Fernandes, Antonio Candido, Celso Furtado, Caio Prado, ou melhor, alguma coisa no nível da idade mental de uma criança de dois
anos (se soubesse expor suas opiniões é claro).
Evidente que isso é imediatamente extensivo a todos os
“médicos” que silenciosamente ou pateticamente esclerosados comungam desse
espírito de “porco” (coloco entre aspas porque o animal porco não merece a
referência, mesmo que conotativa) de ofender o próximo em qualquer escala ou
circunstância, seja no Ceará, em Brasília ou em qualquer outra capital. Essa
mesma violência não seríamos capazes de presenciar em cidades como São João do
Jaguaribe, Saboeiro, Antonina do Norte e Eusébio. Sabe por qual razão? Simples,
não há médicos nesses municípios pra protestarem.
Talvez o Brasil não precisasse importar médicos cubanos se os
médicos brasileiros formados em faculdades públicas antes de servirem aos seus
interesses privados servissem aos interesses públicos - remunerados é claro –
como uma espécie de estágio probatório ao desempenho de suas futuras
atividades, afinal não há nada de ético ter seus estudos custeados pelos
impostos públicos e depois virar as costas para quem os ajudou formar. Tal
estágio seria, evidentemente, em regiões em que a taxa per capita de profissionais fosse menor, como é o caso do Estado do
Amapá que tem 1 médico para 1.200 habitantes. E a demanda se daria da menor
relação para a maior.
Outro aspecto importante a ser ressaltado é que todo o
candidato que pleitea fazer um curso público de medicina no Brasil sabe
exatamente da realidade desastrosa que cerca o segmento e que o cenário, diferente
do teorizado, não tem nada de status para esse profissional a começar pelo
próprio funcionamento do curso. A escassez de recursos em todos os níveis é a
tônica do universo público e no interior do país é quase um cenário de guerra
que se vê em algumas cidades.
Por vezes chego a pensar na existência de uma vocação
equivocada e turbinada por uma imagem social distorcida e marcada por uma
embalagem marqueteira do profissional
que já começa sendo chamado de doutor mesmo antes de fazer doutorado, sendo que
a maioria não faz. Mas essa já é uma outra estória. Bom mesmo é se começássemos
com o básico, e por assim dizer, com os velhos ensinamentos dados em casa e que
toda boa educação pede: cortesia, atitude gentil, disciplina, respeito ao
próximo, transparência, atenção aos horários, etc. Independente do contexto
existem coisas que são imutáveis e que não são determinadas por dinheiro e
ambiente.quinta-feira, 15 de agosto de 2013
2as feiras são boas para alguma coisa afinal: cirurgias.
Talvez você já tenha ouvido o conselho para evitar hospitais nas férias por conta das legiões de médicos recém-formados que podem matá-lo pela inexperiência. Até o momento a alegação, embora plausível, permanece sem fundamento. No entanto, um estudo recente mostrando uma variação na mortalidade após cirurgias dependendo do dia da semana em que foram realizadas, parece mais consistente.
Pesquisadores acreditam que uma explicação para isso é o alto risco relativo ao período de 48 horas após cirurgias, quando as pessoas estão em maior risco de complicações, como sangramento e infecção pós-operatória. As pessoas que têm a cirurgia no final da semana podem não ter pronto acesso a cuidados, tendo em vista que menos médicos e enfermeiros trabalham nos fins de semana do que durante a semana.
É importante notar que o risco ainda é baixo (em torno de 1,82%). Dito isto, obviamente não deveria haver uma variação tão notável na mortalidade com base no dia da semana em que a cirurgia é agendada. Uma solução para isso pode ser realizar cirurgias de alto risco no início da semana e as de menor risco no final da semana. Isso somado com esforços para educar os pacientes sobre como reconhecer sinais de que precisam procurar um médico, talvez possa equilibrar as estatísticas.
De acordo com um relatório publicado no British Medical Journal, o risco de morte após uma cirurgia não emergencial é menor às segundas-feiras (1%), e sobe a cada dia da semana. As pessoas que têm a cirurgia na sexta-feira têm 44% mais chances de morrer do que aqueles que são operados na segunda-feira (a taxa aumenta de 1% para 1,44%). A notícia é ainda pior para as pessoas que sofrem cirurgia nos fins de semana, quando o risco de morte por complicações sobe 82% comparado com a segunda-feira (a taxa aumenta para 1,82%).
Pesquisadores acreditam que uma explicação para isso é o alto risco relativo ao período de 48 horas após cirurgias, quando as pessoas estão em maior risco de complicações, como sangramento e infecção pós-operatória. As pessoas que têm a cirurgia no final da semana podem não ter pronto acesso a cuidados, tendo em vista que menos médicos e enfermeiros trabalham nos fins de semana do que durante a semana.
É importante notar que o risco ainda é baixo (em torno de 1,82%). Dito isto, obviamente não deveria haver uma variação tão notável na mortalidade com base no dia da semana em que a cirurgia é agendada. Uma solução para isso pode ser realizar cirurgias de alto risco no início da semana e as de menor risco no final da semana. Isso somado com esforços para educar os pacientes sobre como reconhecer sinais de que precisam procurar um médico, talvez possa equilibrar as estatísticas.
terça-feira, 13 de agosto de 2013
As 13 lições de liderança do filme Lincoln
Por um lado, a compra de votos, a quebra de confiança com integrantes da equipe e o não respeito às regras. Por outro, a visão, a liderança inspiracional, a diplomacia, o controle emocional, o foco na solução e a capacidade de mudar de ideia.
Provavelmente um dos maiores trunfos do filme Lincoln, de Steven Spielberg, que mostra o ex-presidente norteamericano que conseguiu a abolição da escravatura e o fim da Guerra de Secessão nos EUA, é mostrar um líder humano, com erros e acertos, dúvidas e certezas.
1. Nunca, nunca minta para sua equipe: um dos erros quase mortais de Lincoln no filme é que ele omite do secretário de Estado um acordo que havia feito com o líder dos republicanos para aprovar a abolição da escravatura. “Ele colocou em risco a confiança do principal funcionário. Deveria ter compartilhado e explicado o porquê da decisão. No mundo corporativo é tão difícil estabelecer alianças sólidas, que o melhor é sempre preservá-las”, avalia Van Marchetti, diretora da Attitude Plan. Homero Reis, coach ontológico e sócio-diretor da Homero Reis e Consultores concorda e explica o perigo da quebra da confiança. “O líder se fundamenta no processo da consolidação da confiança. Se ele chamasse o secretário e apresentasse a decisão como uma estratégia, seria melhor.” Como lidar com casos parecidos? “Chama antes e combina o jogo”, diz ele.
2. Respeite as regras: no filme, Lincoln resiste a dar dinheiro aos congressistas do partido Democrata, mas aceita dar empregos para que eles votem a favor da emenda abolicionista. Um presidente (ou ex-presidente) pode até sobreviver a um escândalo como esses. Mas uma atitude destas pode significar a morte de uma empresa.
3. Cuidado para não virar um ditador: símbolo da recém-conquistada democracia nos EUA, Lincoln chega a ser apontado como um ditador por insistir na luta pela abolição, enquanto adia o fim da guerra, o que implica um número maior de morte de civis. Reis compara Lincoln com o personagem do Mito da Caverna, de Platão. Na parábola, os homens moram em uma caverna e só conhecem o mundo por sombras. Um dos acorrentados foge, vê as coisas como elas são e volta para contar, mas acaba morto por seus companheiros. “Todo indivíduo que se sobressai na sociedade tem de fazer uma escolha. Geralmente ele escolhe algo que ninguém vê. E daí tem que dizer a que veio. O líder não pode ficar em cima do muro. Tem que escolher um lado e pular.”
4. Tenha visão e comprometa-se: em uma coisa os especialistas são unânimes. Lincoln é considerado um líder visionário e comprometido. Para Eliana Dutra, diretora executiva da Pro-Fit Coaching, ele tinha a capacidade de criar uma visão inspiradora e de explicar suas decisões com base racional, cobrindo tudo com um molho de humanidade. “Um líder paupável, mais próximo ao interlocutor.” Na opinião de Homero Reis, Lincoln era capaz de estar comprometido com as questões de seu tempo, sabia cultivar sua rede de relacionamento e tinha bom humor. “Dentro das organizações, esses são os líderes mais valiosos.”
5. Delegue: ele deixa espaço para sua equipe ir a campo. Mostra confiança, oferece segurança, monitora e intercede se necessário. O acordo com os democratas é todo feito pelo secretário de Estado e sua equipe.
6. Oriente. Sempre: além de delegar, o ex-presidente se reúne frequentemente com os liderados para averiguar resultados alcançados e mostrar o caminho para atingir a meta.
7. Compartilhe o poder: Lincoln incentivava sua equipe a assumir responsabilidades, gerando maturidade profissional. “Isso dá segurança e capacidade de resolução de problemas, mesmo diante de situações críticas”, diz Van.
8. Recheie seu discurso com empatia: grande parte do poder de oratória de Lincoln está no fato de ele conseguir mapear o interlocutor e, por meio de suas histórias, criar um link emocional (ou racional) com ele. Um bom exemplo é a cena em que Lincoln conversa com um operador de telégrafo. Primeiro ele pergunta sua profissão. Ao saber que o personagem havia se formado em engenharia, cita uma teoria de Euclides para falar sobre igualdade.
9. Foque na solução: todas as probabilidades estavam contra Lincoln. O ex-presidente não tinha o apoio do Congresso para a aprovação da emenda abolicionista, a guerra (seu maior argumento para acabar com a escravidão) estava para acabar e a maioria da população norteamericana não queria o fim da escravatura. Em vez de se sentir paralisado pelas dificuldades, o ex-presidente gastava sua energia encontrando soluções para cada uma dessas questões.
10. Cuide do seu equilíbrio emocional: apesar se ser um líder querido, Lincoln foi questionado por muitos de seus liderados. A primeira reação de qualquer ser humano frente a uma crítica é sentir raiva. “Quando você tem uma visão muito firme, o primeiro impulso é querer impor. ‘Como assim vocês não estão enxergando?’ Ele percebe que se não entrasse no mundo das pessoas e entendesse como elas pensavam, não conseguiria adesão. As pessoas pecam na falta desse equilíbrio emocional”, diz Van.
11. Vença sua batalha interna: administrar os republicanos, conquistar o voto dos democratas, convencer seus liderados sobre seus ideais e ainda lidar com os dramas familiares, definitivamente, não é para os fracos. Todo líder passa por esse dilema. Os bons líderes conseguem gerenciar todas essas questões ao mesmo tempo, sem cair na insegurança – o que acaba levando a decisões equivocadas.
12. Tenha a coragem de mudar de ideia: em uma cena, Lincoln mostra seu único momento de hesitação. Ele está prestes a ceder e terminar a guerra, mesmo sem a aprovação da emenda abolicionista. Chega a ditar a mensagem ao operador de telégrafo, mas muda de ideia. “O ser humano que não tem dúvidas está se enganando. Não justifico o líder que senta em cima das decisões e nunca define nada. Mas aquela coisa rígida de ‘eu tenho sempre razão’ é ruim e não é crível”, diz Eliana. Por mais que o líder acredite em algo, aquele é só um lado da verdade.
13. Não seja ingênuo: mesmo o mais querido líder das corporações nunca será uma unanimidade. Mas, no fim do dia, ele precisa ter mais seguidores que inimigos. Para tanto, use e abuse da diplomacia. “Há sempre o risco da demissão ou de ser colocado de lado. É um jogo, no qual é preciso medir as consequências. Os inimigos que não vão gostar do resultado são maiores ou menores que os beneficiados?”, questiona Van. Reis completa: “todos nós temos pessoas que jogam contra. Todos nós temos pessoas que nos seguem. É preciso conviver com isso com sabedoria.” Já para Eliana, ter mais seguidores que inimigos é fundamental para a sobrevivência do executivo. “O líder que não tem seguidores é só um sujeito dando um passeio.”
Fonte: adaptado de http://epocanegocios.globo.com/Inspiracao/Carreira/noticia/2013/02/13-licoes-de-lideranca-do-filme-lincoln.html
domingo, 11 de agosto de 2013
Pai Adelto
Talvez hoje você não me escute, não me ouças.
Como eu desejaria que fosse
Desejos são desejos, as vezes feitos de puro egoísmo
Quanta arrogância minha depois de tantos anos
Querer que me escutes, que me ouças
Nada paga e apaga de nossas lembranças
Os tempos de outrora
Quando a vida era mais vida
Quando desperdiçávamos saúde
Pelas bandas do Marahú
Seu eterno Marahú
Infinito Marahú
Que conhecestes por acaso
Em teus tempos de perdição
Mas que com esses mesmos tempos, tempos depois
Nos ajudou a encontrar o nosso canto mais certo
Canto de nossa mãe, de nosso irmão, meu, dos netos
De amigos, parceiros, companheiros de jornada e até
Não amigos e ex-amigos
Não irei reclamar da vida ou de Deus
Seria muito injusto de minha parte
Pecado
Irei tentar celebrar em meu íntimo
Sua vida, sua existência, nossas memórias
Seus ensinamentos, sua vontade em nos proporcionar
O melhor dos mundos
E assim foi, e assim será
Sempre, sempre, sempre
Para todo o sempre
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