Tudo agora se foi. Tudo agora está
fora de nossos pensamentos lógicos, fomos até onde o conhecimento, nossas
habilidades e a ciência dos outros podiam ir. Além disso, nada está mais aos
nossos alcances. Nossa pequena fé nos faz companhia em acreditar que nosso pai
esteja no lugar Merecido, o lugar só dele e para ele.
Nossa dor não foi só física. Foi moral,
mental, afetiva e espiritual. Quem sofre, como sofremos, precisa saber
submergir no sofrimento. A consciência do padecimento e aflição de alguém
próximo talvez seja uma maneira de transcendê-lo, e de transcendermos junto com
ele.
Estímulos e vivências inesperadas
desse gênero mudam radicalmente as nossas vidas, além do que nos traz uma
dimensão nova da existência humana e da sua finitude, sobretudo os vários
questionamentos e “porques”...
Quanto mais profunda a
espiritualidade, menos pesa a dor. O problema é onde buscar esse
fortalecimento, pelo menos a mim, isso continua a ser o maior desafio.
Por outro lado, observei que o
compromisso com os outros nos permite descobrir uma dimensão terapêutica do
amor. Quem se dedica aos outros esquece de si, ou pelo menos um pouco de si e
relativiza as próprias angustias e inquietações.
Tanto maior o amor, tanto menor a dor.
Ter amigos e ter conforto!
Nenhum comentário:
Postar um comentário