Não é de hoje que me vejo
obrigado a votar e, ainda por cima, votar no menos pior em todas as eleições.
Se não fosse obrigado talvez nem perdesse tempo e esperança na escolha de qual
político possui o “telhado de vidro” mais forte. Num país onde, para os ricos,
lei é, muitas vezes, potoca e se político pra cá triplica patrimônio de uma
eleição para outra sem a menor lógica financeira vejo que fico em alto mar sem
ajuda como náufrago. No mundo da transparência e da espetacularização parece
que Aécio Neves esqueceu de resolver um problema básico de todo político que
deseja alçar o cargo executivo mais alto desse país: suas pendências. Explicar
como dinheiro público foi usado para construção de uma pista de 1000 metros que
comporta jatos com capacidade de até 50 passageiros em terras particulares de
seu tio o deixou com explicações demasiadamente subjetivas. A enroscada leva
não só o então governador de Minas Tancredo Neves como também o seu neto Aécio
que 26 anos depois voltou a injetar dinheiro na pista já como governador do
Estado, lembrando que o mesmo possui uma fazenda a 6 km do aeródromo.
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