quinta-feira, 24 de julho de 2014

Telhados de vidro

Não é de hoje que me vejo obrigado a votar e, ainda por cima, votar no menos pior em todas as eleições. Se não fosse obrigado talvez nem perdesse tempo e esperança na escolha de qual político possui o “telhado de vidro” mais forte. Num país onde, para os ricos, lei é, muitas vezes, potoca e se político pra cá triplica patrimônio de uma eleição para outra sem a menor lógica financeira vejo que fico em alto mar sem ajuda como náufrago. No mundo da transparência e da espetacularização parece que Aécio Neves esqueceu de resolver um problema básico de todo político que deseja alçar o cargo executivo mais alto desse país: suas pendências. Explicar como dinheiro público foi usado para construção de uma pista de 1000 metros que comporta jatos com capacidade de até 50 passageiros em terras particulares de seu tio o deixou com explicações demasiadamente subjetivas. A enroscada leva não só o então governador de Minas Tancredo Neves como também o seu neto Aécio que 26 anos depois voltou a injetar dinheiro na pista já como governador do Estado, lembrando que o mesmo possui uma fazenda a 6 km do aeródromo. 

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