A condição humana é
realmente uma condição difícil: o sujeito não sabe de onde veio, não sabe pra
onde vai, não sabe o que ta fazendo aqui, não sabe por quanto tempo vai ficar
aqui, em resumo: é um desamparado total, um insignificante. Basta ir a praia
olhar pro céu e perguntar pras estrelas: quanto eu valho? Nada! Quase nada!
Talvez valha um grão de areia, cosmicamente falando. Em suma: cosmicamente o sujeito
não vale nada. Talvez por não valer muita coisa o sujeito seja tão fascinado em
valer um pouquinho a mais que os outros.
terça-feira, 13 de janeiro de 2015
domingo, 4 de janeiro de 2015
Marketing de incentivo
Não é de hoje que a indústria farmacêutica “incentiva”
médicos e parceiros a prescreverem produtos e serviços dos fabricantes. É desde
sempre. A experiência é questionável em seu plano teórico. Na prática
aberrações acontecem em nome da visão egocêntrica comum do sistema que orienta
seu funcionamento desde o início da carreira médica, com visitações ainda em
hospitais universitários e distribuição de “pequenos agradados” aos estudantes
com a finalidade de transmitir mensagens subliminares das marcas aos futuros
doutores que um dia terão o poder da caneta em suas mãos. Quanto aos hospitais
a lógica é a mesma. Minha “pós-graduação” de 17.520 horas por alguns hospitais
da região me permite afirmar tranquilamente que planos de saúde são seriamente
impactados com a indicação desnecessária de serviços a serem utilizados pelos
pacientes sem que, em muitos casos, haja necessidade real.
Assinar:
Comentários (Atom)