Não é de hoje que a indústria farmacêutica “incentiva”
médicos e parceiros a prescreverem produtos e serviços dos fabricantes. É desde
sempre. A experiência é questionável em seu plano teórico. Na prática
aberrações acontecem em nome da visão egocêntrica comum do sistema que orienta
seu funcionamento desde o início da carreira médica, com visitações ainda em
hospitais universitários e distribuição de “pequenos agradados” aos estudantes
com a finalidade de transmitir mensagens subliminares das marcas aos futuros
doutores que um dia terão o poder da caneta em suas mãos. Quanto aos hospitais
a lógica é a mesma. Minha “pós-graduação” de 17.520 horas por alguns hospitais
da região me permite afirmar tranquilamente que planos de saúde são seriamente
impactados com a indicação desnecessária de serviços a serem utilizados pelos
pacientes sem que, em muitos casos, haja necessidade real.
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