segunda-feira, 27 de junho de 2011
Nem Remo e nem Paysandu
Amigo Flavito! Não leve em consideração nenhuma gozação e tão pouco perca seu sono por motivos fúteis. O futebol paraense fere a lógica e a cabeça dos torcedores mais ainda. Falo isso com a propriedade de quem conhece esses gramados paraenses e desde a década de 80 acompanho os campeonatos do nosso Estado. Antes ainda tínhamos rivalidade. Hoje é uma rivalidade platônica entre Remo e Paysandu. Tudo ficou apenas na memória daqueles bons tempos, dos embates entre Luciano Viana e Vitor Hugo e tantas coisas boas que mais pra trás alegravam bicolores e remistas. Não virei a casaca até porque não me caberia sair da mediocridade para a lástima, mas deixei o remo de lado por que, também, não me caberia assumir mais um problema diante de tantos que já temos nessa vida. Ontem quase morro de rir meu amigo. Sinceramente ainda estou pra ver tanta ruindade concentrada num só lugar. Errar três pênaltis pra fora (eu digo PRA FORA!!!) é uma coisa sem palavras e suponho que cronista esportivo nenhum no mundo possa traduzir em texto ou comentários as aberrações da natureza. Meu Deus o que foi aquilo!!! Era preferível perder de goleada, de 10 a 0, de 5 a 0 do que permitir que uma coisa dessas acontecesse. Aos remistas, coitados. Lamento mas não sei o que dizer. Esses dias lendo o Jornal Pessoal vi que o Lúcio Flavio fez um comentário a respeito do remo dizendo que tudo ali deveria ser reinventado, que era chegada a hora dos dirigentes entregarem seus lugares e passarem a bola pra pessoas sérias e comprometidas com a camisa do clube. Nem Remo e nem Paysandu. Hoje são apenas boas lembranças.
sábado, 18 de junho de 2011
FHC versus Lula
Por ocasião do aniversário de 80 anos do FHC os jornais lançam créditos a troca de farpas entre os ex-presidentes, que sempre existiu, mas que agora toma uma proporção midiática bem maior. Lula acha que foi o inventor do Brasil com a sua célebre frase “nunca antes na história desse país...” e FHC se considera dr. honoris causa Brasil. O Lula já pegou o barco andando e se esquece que até “impechemado” Collor foi importante nesse processo quando abriu as portas da nação para o mundo e nos fez ter uma outra visão de modernidade além do Fiat 147. Entre Lula e FHC quem tem mais mérito é o sociólogo pela simples razão: nunca antes na história desse país alguém havia consigo implantar um modelo de estabilização econômica tão eficaz e que desse base pro seu sucessor (o Lulinha) conduzir a Nave Brasil numa ascendente. Ai poder..., sempre poder...
terça-feira, 26 de abril de 2011
CONCEITOS GERAIS DE COMUNICAÇÃO MERCADOLÓGICA
Para aqueles que possuem dúvida a respeito do tema.
Propaganda: é toda e qualquer forma paga de apresentação não pessoal de idéias, produtos ou serviços através de uma identificação do patrocinador
Publicidade: são estímulos não pessoais para criar demanda de um produto através de meios de comunicação como rádio, televisão, etc teoricamente com materiais não pagos pelo patrocinador
Merchandising: conjunto de operações efetuadas no ponto de vendas para ter no mercado o produto certo, na quantidade certa, ao preço certo, no tempo certo, com impacto visual e com exposição correta
Relações Públicas: é um processo de informação, conhecimento e educação, com fim social, para conquistar a boa vontade e a cooperação de pessoas com as quais uma entidade trata ou das quais depende.
Promoção de Vendas: qualquer atividade com intuito de incrementar as vendas, do tipo não pessoal, mas que freqüentemente inclui a propaganda. Exemplos: amostra grátis degustação em ponto de vendas, teste drive, leve 3 pague 2, etc.
Share of market: participação de Mercado – percentual de vendas da marca em relação ao total de vendas da categoria
Slogan: assinatura qualificativa do produto ou serviço
Spot: comercial de rádio.O termo, de origem americana, diz-se do texto gravado, sem música, por oposição a jingle, que é o comercial cantado
Target: alvo. Em marketing, designa público-alvo
Horário nobre: faixa horária nas emissoras de tv quando ocorrer a maior incidência de sintonia, em geral, entre 19 e 22 horas.
Ibope: fundado em 1942, é o mais antigo dos institutos que operam no campo da pesquisa de mídia, cobrindo os principais mercados do país e os meios de tv, rádio e jornal. Realiza pesquisas de audiência e fornece dados de sua qualificação. Oferece softwares para análise de informações de mídia. Realiza também pesquisas de consumo, de mercado e opinião pública, regulares ou ad hoc, além de prévias em países da América Latina e Europa.
Indor: painéis, cartazes ou quaisquer materiais ultilizados dentro do estabelecimento, metrô, ônibus, para divulgação de produtos.
Informe Publicitário: mensagem comercial sem as características usuais das mensagens publicitárias. Tem etilo e aparência editoriais, e a publicação/emissora identifica como tal, para distingui-lo da matéria não comercial. Reportagem comercial.
Jingle: modalidade de publicidade radiofônica, gravada, usando música e texto. As durações mais comuns são de 30 e 60 segundos.
Mídia segmentada: veículo ou campanha publicitária dirigida a determinado público definido por critérios de sexo, idade, classe social ou uma combinação destes. Pode-se também definir a segmentação por meio de fatores comportamentais ou posses de bens. Por exemplo: adultos que viajam freqüentemente ou crianças que possuam bicicletas. Uma mídia segmentada seria, assim, um veículo capaz de atingir com maior eficiência e economia esses públicos determinados ou uma campanha concebida e dirigida especificamente para esse público.
Multiplicidade: qualidade de comercial de tv que faz alusão, em áudio ou vídeo, a mais de um produto, serviço, marca ou empresa,
Vinheta: identificação breve do patrocinador de um programa de tv ou rádio, na abertura e/ou no fechamento de um intervalo.
Propaganda: é toda e qualquer forma paga de apresentação não pessoal de idéias, produtos ou serviços através de uma identificação do patrocinador
Publicidade: são estímulos não pessoais para criar demanda de um produto através de meios de comunicação como rádio, televisão, etc teoricamente com materiais não pagos pelo patrocinador
Merchandising: conjunto de operações efetuadas no ponto de vendas para ter no mercado o produto certo, na quantidade certa, ao preço certo, no tempo certo, com impacto visual e com exposição correta
Relações Públicas: é um processo de informação, conhecimento e educação, com fim social, para conquistar a boa vontade e a cooperação de pessoas com as quais uma entidade trata ou das quais depende.
Promoção de Vendas: qualquer atividade com intuito de incrementar as vendas, do tipo não pessoal, mas que freqüentemente inclui a propaganda. Exemplos: amostra grátis degustação em ponto de vendas, teste drive, leve 3 pague 2, etc.
Share of market: participação de Mercado – percentual de vendas da marca em relação ao total de vendas da categoria
Slogan: assinatura qualificativa do produto ou serviço
Spot: comercial de rádio.O termo, de origem americana, diz-se do texto gravado, sem música, por oposição a jingle, que é o comercial cantado
Target: alvo. Em marketing, designa público-alvo
Horário nobre: faixa horária nas emissoras de tv quando ocorrer a maior incidência de sintonia, em geral, entre 19 e 22 horas.
Ibope: fundado em 1942, é o mais antigo dos institutos que operam no campo da pesquisa de mídia, cobrindo os principais mercados do país e os meios de tv, rádio e jornal. Realiza pesquisas de audiência e fornece dados de sua qualificação. Oferece softwares para análise de informações de mídia. Realiza também pesquisas de consumo, de mercado e opinião pública, regulares ou ad hoc, além de prévias em países da América Latina e Europa.
Indor: painéis, cartazes ou quaisquer materiais ultilizados dentro do estabelecimento, metrô, ônibus, para divulgação de produtos.
Informe Publicitário: mensagem comercial sem as características usuais das mensagens publicitárias. Tem etilo e aparência editoriais, e a publicação/emissora identifica como tal, para distingui-lo da matéria não comercial. Reportagem comercial.
Jingle: modalidade de publicidade radiofônica, gravada, usando música e texto. As durações mais comuns são de 30 e 60 segundos.
Mídia segmentada: veículo ou campanha publicitária dirigida a determinado público definido por critérios de sexo, idade, classe social ou uma combinação destes. Pode-se também definir a segmentação por meio de fatores comportamentais ou posses de bens. Por exemplo: adultos que viajam freqüentemente ou crianças que possuam bicicletas. Uma mídia segmentada seria, assim, um veículo capaz de atingir com maior eficiência e economia esses públicos determinados ou uma campanha concebida e dirigida especificamente para esse público.
Multiplicidade: qualidade de comercial de tv que faz alusão, em áudio ou vídeo, a mais de um produto, serviço, marca ou empresa,
Vinheta: identificação breve do patrocinador de um programa de tv ou rádio, na abertura e/ou no fechamento de um intervalo.
terça-feira, 12 de abril de 2011
Brasil e China
Estou montando uma empresa de exportação de pagode universitário, funk, pancadão, axé e outros gêneros musicais emergentes pra China. Estou contratando um administrador que conheça o ramo. Já consegui passar pro mandarim versões do grupo Jeito Moleque, Tati Quebra-Barraco e DJ Malboro. Consegui também um pré-contrato da Claudia Leitte pra comandar a festa de aniversário do Mao Tsé-Tung.
sexta-feira, 8 de abril de 2011
Você e a Nasa
Hoje eu vou simular umas explosões tipo essas que a NASA faz quando tenta descobrir a origem do universo. Tô disposto a pegar o meu supercomputador e reproduzir a colisão de várias estrelas só pra ver no que dá. Só pra sentir o seu grau de resistência ao stresse e até onde vai a sua resiliência. Apesar de todo o seu magnetismo sua estrutura não comporta o choque, razão pela qual serei bastante proporcional em todos os eventos. Estudarei minuciosamente como poderei reorganizar sua vida no espaço e no tempo. Só não se torne novamente, antes de tudo terminar, aquela obra caótica e materialmente fraca.
Hoje percebi que de nada adianta ser cortês com você e planejar nos mínimos detalhes tudo, pois já fiz isso inúmeras vezes inclusive perdendo muitas noites de sono ao telefone. Tudo foi muito simulado. Todos os acontecimentos puderam ser vistos a 35 milisegundos, aproximadamente três vezes mais rápido do que um piscar de olhos. Provavelmente mais rápido que a avassaladora paixão a qual fui acometido assim que soube da sua existência nessa galáxia.
Hoje percebi que de nada adianta ser cortês com você e planejar nos mínimos detalhes tudo, pois já fiz isso inúmeras vezes inclusive perdendo muitas noites de sono ao telefone. Tudo foi muito simulado. Todos os acontecimentos puderam ser vistos a 35 milisegundos, aproximadamente três vezes mais rápido do que um piscar de olhos. Provavelmente mais rápido que a avassaladora paixão a qual fui acometido assim que soube da sua existência nessa galáxia.
sexta-feira, 1 de abril de 2011
O amor demais
Ao chegar em Belém na tarde de hoje passei em frente a um colégio público na Pedreira e li a seguinte frase: Hoje tem reunião da MADA – Mulheres que Amam Demais Anônimas. Pergunto. Que diabos deve ser essa reunião? De onde vêm essas mulheres que “amam demais”? Por quê elas se reúnem? O que elas devem falar sobre o “amor demais”? Qual metodologia deve ser emprega para o “amor demais”? Porque não anônimas? Será que a expressão “mulheres que amam demais” é um eufemismo para ocultar a loucura e o descompasso psicológico entre o amor e a merda do ciúme doentio? Alias, entre o amor e o desejo de poder manipular o outro? Se for isso, precisam fazer a reunião dos homens que “amam demais” também. Aí sim trataríamos as duas pontas. É impressionante como as pessoas são sucumbidas a total insegurança do mundo que se apresenta. Por quê tanto anseio em dominar tudo e controlar o outro?
segunda-feira, 7 de março de 2011
Espiões contra o mau atendimento
Cada vez mais empresas contratam consultores, atores ou mesmo clientes para avaliar qualidade de serviços prestados. Na TAM, passageiros ocultos fazem 400 viagens por ano
Paula Takahashi
Para garantir bom atendimento, infraestrutura e produtos que satisfaçam clientes cada vez mais exigentes, o comércio varejista e o setor de serviços estão aderindo a uma prática cada vez mais comum: a contratação de consumidores espiões. Fazendo-se passar por clientes comuns, consultores e até mesmo usuários do dia a dia são treinados para que usufruam do serviço prestado pela empresa com olhar de auditores.
A avaliação inclui desde o atendimento, postura dos funcionários e conhecimento técnico sobre a mercadoria até a limpeza do estabelecimento, organização da vitrine e variedade de produtos. Todas as informações coletadas são repassadas em formato de relatório, com diagnóstico e sugestões para que o empresário solucione os problemas constatados.
Os profissionais infiltrados podem estar em shoppings, postos de gasolina, academias de ginásticas, voos de companhias aéreas, supermercados, rede de hotéis, restaurantes, concessionárias de veículos e em diversos outros estabelecimentos preocupados em identificar falhas que só os consumidores conseguem enxergar. “Na TAM, o passageiro fantasma foi adotado há mais de 10 anos pelo comandante Rolim Amaro. Foi uma alternativa criada para identificar aquilo que ele não conseguia ver”, lembra o gerente de mercado e produto da TAM, Rodrigo Trevizan.
O consultor disfarçado de passageiro passa por todas as etapas do voo – compra do bilhete, a viagem propriamente dita e uma possível perda de bagagem. “Esse processo é feito em, no mínimo, 10 aeroportos brasileiros. Ao longo do ano, são 400 viagens realizadas por passageiros fantasmas”, conta Trevizan. Os cerca de 12 profissionais que realizam o serviço passam por um treinamento rigoroso. Eles têm de conhecer todos os procedimentos adotados pela companhia. “Ele sabe que em determinado momento a atendente teria uma fala determinada e deve checar se isso é cumprido. Existe um script de atendimento”, acrescenta.
Além disso, a empresa ainda estabelece seis perfis de consumidores: aquele que chega atrasado, um idoso, um cadeirante e outro que está com sobrepeso de bagagens. Com as informações levantadas, a empresa põe em prática planos de ação para tentar corrigir as falhas. “Quando são pontos individuais, passamos para correção da área responsável. Contamos também com uma diretoria responsável por disseminar a qualidade na linha de frente”, diz Trevizan.
Trabalho contínuo O trabalho do consumidor oculto não costuma acabar quando as ações de melhoria são implantadas. “É um esforço contínuo. O fato de hoje estar correto não garante que daqui dois dias isso vá ocorrer. Hoje, há uma rotatividade muito grande de funcionários nas empresas”, analisa o especialista em varejo da B1 Comunicação e Marketing, Bira Miranda. Procurado por empresas de diversos segmentos para colocar o cliente oculto em campo, o especialista explica como o trabalho é feito. “Conversamos com o empresário para levantar os aspectos a serem identificados. A partir daí, traçamos estratégias dos pontos que devem ser monitorados pelo cliente oculto”, explica.
Em geral, clientes corriqueiros são os ideais para o serviço. “Procuramos selecionar pessoas comuns que, de certa forma, têm hábitos relacionados ao produto”, explica Miranda. “Mas também contratamos atores para situações em que é preciso simular descontentamento ou raiva”, acrescenta.
As estratégias para identificação dos problemas incluem até filmagem. “Tem casos em que o cliente espião acaba filmando, com câmeras ocultas, o atendimento, por exemplo. É uma forma de fiscalização”, explica o diretor da solução de encantamento ao cliente da consultoria Franklin Covey, Carlos Eduardo Oshiro. O especialista pontua que as características de um bom consumidor oculto são o detalhismo, concentração e calma e ainda pondera que, para alcançar os resultados esperados e criar uma cultura da qualidade, são necessários de quatro a cinco meses, mas para perdê-los basta um.
RAIO X
Quem é o cliente espião?
Em geral são consultores, mas há situações em que consumidores comuns assumem o papel
Como são treinados?
A empresa interessada no serviço estabelece o que deve ser supervisionado. A partir daí, monta-se um script de todos os procedimentos que devem ser observados pelo cliente espião.
O que avaliam?
•Disposição dos produtos na vitrine
•Atendimento
•Cumprimento das regras de conduta da empresa
•Variedade de produtos
•Infra-estrutura (iluminação, equipamentos, entre outros)
•Limpeza
Resultados
A partir dos dados levantados, um relatório é produzido, com diagnóstico e sugestões de medidas que deveriam ser implantadas para melhoria dos procedimentos da empresa. Em geral, o cliente espião costuma voltar a avaliar o serviço alguns meses depois de adotadas as mudanças.
Fonte: 07/03/2011 - O Estado de Minas - MG
Paula Takahashi
Para garantir bom atendimento, infraestrutura e produtos que satisfaçam clientes cada vez mais exigentes, o comércio varejista e o setor de serviços estão aderindo a uma prática cada vez mais comum: a contratação de consumidores espiões. Fazendo-se passar por clientes comuns, consultores e até mesmo usuários do dia a dia são treinados para que usufruam do serviço prestado pela empresa com olhar de auditores.
A avaliação inclui desde o atendimento, postura dos funcionários e conhecimento técnico sobre a mercadoria até a limpeza do estabelecimento, organização da vitrine e variedade de produtos. Todas as informações coletadas são repassadas em formato de relatório, com diagnóstico e sugestões para que o empresário solucione os problemas constatados.
Os profissionais infiltrados podem estar em shoppings, postos de gasolina, academias de ginásticas, voos de companhias aéreas, supermercados, rede de hotéis, restaurantes, concessionárias de veículos e em diversos outros estabelecimentos preocupados em identificar falhas que só os consumidores conseguem enxergar. “Na TAM, o passageiro fantasma foi adotado há mais de 10 anos pelo comandante Rolim Amaro. Foi uma alternativa criada para identificar aquilo que ele não conseguia ver”, lembra o gerente de mercado e produto da TAM, Rodrigo Trevizan.
O consultor disfarçado de passageiro passa por todas as etapas do voo – compra do bilhete, a viagem propriamente dita e uma possível perda de bagagem. “Esse processo é feito em, no mínimo, 10 aeroportos brasileiros. Ao longo do ano, são 400 viagens realizadas por passageiros fantasmas”, conta Trevizan. Os cerca de 12 profissionais que realizam o serviço passam por um treinamento rigoroso. Eles têm de conhecer todos os procedimentos adotados pela companhia. “Ele sabe que em determinado momento a atendente teria uma fala determinada e deve checar se isso é cumprido. Existe um script de atendimento”, acrescenta.
Além disso, a empresa ainda estabelece seis perfis de consumidores: aquele que chega atrasado, um idoso, um cadeirante e outro que está com sobrepeso de bagagens. Com as informações levantadas, a empresa põe em prática planos de ação para tentar corrigir as falhas. “Quando são pontos individuais, passamos para correção da área responsável. Contamos também com uma diretoria responsável por disseminar a qualidade na linha de frente”, diz Trevizan.
Trabalho contínuo O trabalho do consumidor oculto não costuma acabar quando as ações de melhoria são implantadas. “É um esforço contínuo. O fato de hoje estar correto não garante que daqui dois dias isso vá ocorrer. Hoje, há uma rotatividade muito grande de funcionários nas empresas”, analisa o especialista em varejo da B1 Comunicação e Marketing, Bira Miranda. Procurado por empresas de diversos segmentos para colocar o cliente oculto em campo, o especialista explica como o trabalho é feito. “Conversamos com o empresário para levantar os aspectos a serem identificados. A partir daí, traçamos estratégias dos pontos que devem ser monitorados pelo cliente oculto”, explica.
Em geral, clientes corriqueiros são os ideais para o serviço. “Procuramos selecionar pessoas comuns que, de certa forma, têm hábitos relacionados ao produto”, explica Miranda. “Mas também contratamos atores para situações em que é preciso simular descontentamento ou raiva”, acrescenta.
As estratégias para identificação dos problemas incluem até filmagem. “Tem casos em que o cliente espião acaba filmando, com câmeras ocultas, o atendimento, por exemplo. É uma forma de fiscalização”, explica o diretor da solução de encantamento ao cliente da consultoria Franklin Covey, Carlos Eduardo Oshiro. O especialista pontua que as características de um bom consumidor oculto são o detalhismo, concentração e calma e ainda pondera que, para alcançar os resultados esperados e criar uma cultura da qualidade, são necessários de quatro a cinco meses, mas para perdê-los basta um.
RAIO X
Quem é o cliente espião?
Em geral são consultores, mas há situações em que consumidores comuns assumem o papel
Como são treinados?
A empresa interessada no serviço estabelece o que deve ser supervisionado. A partir daí, monta-se um script de todos os procedimentos que devem ser observados pelo cliente espião.
O que avaliam?
•Disposição dos produtos na vitrine
•Atendimento
•Cumprimento das regras de conduta da empresa
•Variedade de produtos
•Infra-estrutura (iluminação, equipamentos, entre outros)
•Limpeza
Resultados
A partir dos dados levantados, um relatório é produzido, com diagnóstico e sugestões de medidas que deveriam ser implantadas para melhoria dos procedimentos da empresa. Em geral, o cliente espião costuma voltar a avaliar o serviço alguns meses depois de adotadas as mudanças.
Fonte: 07/03/2011 - O Estado de Minas - MG
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