domingo, 13 de janeiro de 2013

Antes de partir

Com toda essa vivência de mais de 54 dias de hospital cuidando do meu pai é inevitável que tomemos conhecimentos de tantas coisas que vão desde novos amigos na sala de espera da UTI, momento este em que as estórias de sofrimentos se cruzam, conhecimentos técnicos a respeito da patologia e da medicina em geral e conhecimento de si mesmo (o mais importante) porque você a todo momento é testado em suas mais variadas emoções.

Mas uma coisa me chamou atenção peculiar. Desses 54 dias, 51 deles foram entrando e saindo do centro de terapia intensiva do Hospital Belém vendo diversos pacientes em seus últimos instantes e por diversas vezes em que meu pai não respondia a estímulo algum passei a completar meus 30 minutos de visita olhando para outros pacientes e tentar saber quais seriam as suas últimas lamentações naquela hora.

Coincidências a parte me deparei com uma reportagem na Folha de São Paulo, publicada ainda em 2012, quando estava a apenas 9 dias frequentando aquele ambiente inóspito, de uma enfermeira australiana chamada Bronnie Ware que através de uma pesquisa publicou um artigo que posteriormente veio a ser um livro intitulado "Antes de partir" o qual relata "Os Cinco Principais Lamentos dos que Vão Morrer",

O volume é dividido em cinco lamentos: "Desejaria Ter Tido Coragem de Viver uma Vida Verdadeira para Mim Mesma, Não a que os Outros Esperavam de Mim"; "Desejaria Não Ter Trabalhado Tanto"; "Desejaria Ter Tido Coragem de Expressar Meus Sentimentos"; "Desejaria Ter Ficado Mais em Contato com Meus Amigos"; "Desejaria Ter-me Permitido Ser Mais Feliz".

São verdadeiras lições de vida. Essa é a única mensagem que vem a minha mente.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

2013 um ano estoico


"Produz para ti próprio uma definição ou descrição da coisa que te é apresentada, de modo a veres de maneira distintiva que tipo de coisa é na sua substância, na sua nudez, na sua completa totalidade, e diz a ti próprio é seu nome apropriado, e os nomes das coisas de que foi composta, e nas quais irá resultar. Pois nada é mais produtivo para a elevação da alma, como ser-se capaz de examinar metodica e verdadeiramente cada objecto que te é apresentado na tua vida, e sempre observar as coisas de modo a ver ao mesmo tempo que universo é este, e que tipo de uso tudo nele realiza, e que valor todas as coisas têm em relação com o todo."

—Marco Aurélio, Meditações, iii. 11.

Nada como desejar aos meus pais, irmão, familiares, namorada, amigos, colegas de trabalho, parceiros de faculdade, alunos e em geral a todos um Novo Ano de muita Saúde e de Realizações. Penso que neste ano que entra devemos procurar seguir os ensinamentos estóicos mesmos que estes em sua plenitude sejam inatingíveis. Procurar a perfeição moral e intelectual seria a redenção ao não padecimento que as emoções destrutivas resultado de julgamentos errados fazem de nossas relações seres menores. A liberdade humana em conjunto com a crença de que estamos fazendo o bem como um modo de vida para que todos a nossa volta sejam beneficiados com os nossos comportamentos virtuosos parece ser um caminho para a felicidade.
FELIZ 2013 A TODOS!!!
Agradeço também em nome da família todos os votos, as orações e pensamentos positivos que familiares, amigos e vizinhos tem prestado solidariamente nesses últimos 40 dias. São faculdades que criam sinergia com o ambiente e vão ao encontro do bem e da saúde e da perspectiva de pronto restabelecimento do Adelto Rocha. Em especial agradeço a minha tia Margarida que abdicou de seu trabalho para passar alguns dias apoiando a gente por aqui por Belém.         

Meu e nosso agradecimento

Hoje não é um dia triste e nem alegre. Acima de tudo e de qualquer coisa é um dia de agradecimento. Como no ano passado nossa família está em meio a situações que nos impõe pensamentos de constante reflexão sobre a verdade existencial que paira em cada um de nós. Nosso pai se recupera lenta e gradualmente de um doloroso processo mal sucedido pós cirúrgico, o qual teve complicações pulmonares. Somam-se 41 dias de UTI, multiplicam-se pensamentos ansiosos e duvidosos a respeito de sua vida que neste momento são confortadas pelas palavras de médicos, fisioterapeutas e enfermeiros. Todos em um grau maior ou menor dizem que é uma questão de tempo, que tudo vai dar certo. A única coisa que sei dizer ao Pai de todos nós aos términos da visita noturna no espaço de oração do Hospital Adventista de Belém é agradecê-lo por tudo que ele nos tem imposto nesses últimos dias. Tudo deve ter alguma razão. Obrigado!

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Ensino técnico é salvação

Os estudantes Vinícius Braga, de 18 anos, Gabriel Coxir, de 17, e Mateus Rodrigues, de 17, acabam de finalizar o curso na Escola Técnica de Formação Gerencial de Belo Horizonte, (ETFG-BH), do Sebrae Minas. Antes de encerrar o curso, eles criaram plano de negócio para reaproveitar o lixo da Ceasa Minas. A ideia é a criação de usina que utiliza o húmus de minhoca para aumentar a qualidade do composto. O plano foi premiado e agora os jovens querem tirar o projeto do papel.
A empresa ganhou o nome provisório de Composita. O seu objetivo é transformar frutas, verduras e legumes, que atualmente são dispensadas em aterro sanitário, em adubo orgânico, por meio do processo de compostagem. “Fizemos três anos de ensino médio junto com o técnico. Primeiro foram formadas as ideias da empresa. No segundo fizemos a pesquisa de mercado e análises”, explica Coxir. O plano de negócio foi tão bem estruturado que ganhou, em outubro deste ano, o segundo lugar no concurso Jovem Empresário, promovido pela da Faculdade IBS, certificada da Fundação Getúlio Vargas (FGV). O prêmio foi um cheque no valor de R$ 2 mil.
A trajetória de Vinícius, Gabriel e Mateus é a prova da necessidade de o Brasil investir pesadamente em duas frentes: na qualidade do ensino fundamental e na educação profissionalizante, ainda no nível médio, para absorver 85% dos jovens que não conseguem acesso imediato ao ensino superior por falta de condições financeiras ou porque largaram os estudos e não concluíram o ensino médio.
Do total de 22,5 milhões de jovens entre 18 e 24 anos, apenas 3,3 milhões cursam ensino superior. Outros 19,2 milhões estão fora da faculdade. “Esse pessoal que vai para a universidade segue o seu caminho de um jeito ou de outro, mas 85% vão fazer o quê?”, questiona o diretor de Educação e Tecnologia da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Rafael Lucchesi, diretor-geral do Senai.
No entender dele, esse é o grande problema da matriz educacional brasileira, de “ser voltada fortemente para o modelo de educação regular, academicista, sem orientação para a educação profissional”. O professor Daniel Cara, coordenador geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, concorda e acrescenta que a educação regular ainda está gritando por socorro.
“O objetivo é uma aprendizagem medíocre, que não colabora com a formação de um cidadão nem de uma liderança no mercado de trabalho”, diz. Isso resulta em baixa produtividade desses futuros trabalhadores e, consequentemente, em empregos informais ou de salários menores. Daniel Cara lembra que o maior problema hoje do Brasil é a falta de técnicos. Mas as escolas técnicas federais hoje atendem apenas a minoria deles.
Empregabilidade O diretor da CNI e do Senai destaca que, no Brasil, apenas 6,6% dos jovens fazem educação profissional junto com o ensino regular, enquanto nos 30 países que integram a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), esse índice é de 42% do total de jovens. A taxa de empregabilidade dos que fazem curso profissionalizante do Senai é de 80%. Mas apenas 2 milhões são treinados a cada ano.
Levantamento do Senai revela que há demanda de 7,2 milhões de trabalhadores qualificados na área técnica de níveis fundamental e médio até 2015. Desses, 1,1 milhões deverão ser novos assalariados. Os outros serão treinados novamente. Os cursos são de 200 a 400 horas, para funções como as de soldador e operador de máquina. Rafael Lucchesi destaca que os 21 profissionais mais demandados pela indústria têm salário inicial de R$ 2,1 mil, podendo chegar a R$ 6 mil mensais após 10 anos de serviço.
Mesmo os jovens com apenas o ensino fundamental têm oportunidade. Lucchesi ressalta que 53% dos postos na indústria têm qualificação profissional de 200 horas, que exigem apenas essa primeira etapa do ensino. Outros 18% são de nível médio e 3%, superior.


URL desta notícia: http://impresso.em.com.br/app/noticia/cadernos/economia/2012/12/25/interna_economia,62477/ensino-tecnico-e-salvacao.shtml

25/12/2012 - O Estado de Minas on-line - MG

Venda de genéricos sobe 30% até novembro

A comercialização de medicamentos genéricos no país atingiu 621,4 milhões de unidades (caixas) no acumulado do ano até novembro, um crescimento de 19% sobre igual período do ano passado, segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos (Pró Genéricos). Em receita, as vendas totalizaram R$ 10,2 bilhões, aumento de 29% em relação aos 11 meses de 2011.

De janeiro a novembro, a venda total de medicamentos, incluindo os de referência, similares e genéricos, alcançou 2,371 bilhões de unidades (caixas) no acumulado, alta de 12% sobre igual período do ano passado, de acordo com dados da consultoria IMS Health. O faturamento do setor no período somou R$ 45,5 bilhões, aumento de 12% em relação aos 11 meses de 2011. Os valores até novembro deste ano já superaram as vendas de 2011, que encerraram R$ 42,8 bilhões. Vale lembrar que o IMS audita a receita bruta, sem as taxas de descontos concedidas pelos laboratórios.

As indústrias farmacêuticas foram uma das poucas que passaram longe da crise financeira global desencadeada em 2008, com expansão acima de dois dígitos, mas nos últimos meses começaram a sentir o impacto do desaquecimento da economia, com desaceleração das vendas. Para 2013, o setor está preocupado com a pressão dos custos. "As margens serão apertadas", afirmou ao Valor Telma Salles, presidente da Pró Genéricos.

De acordo com Telma, as taxas de descontos sobre os medicamentos genéricos que ficam, em média, em 50%, deverão ser menores a partir do próximo ano, considerando que os custos do setor, sobretudo com mão de obra, cresceram.

A participação dos medicamentos genéricos em unidades até novembro alcançou 26%. O setor busca superar 50% nos próximos anos, desempenho que já ocorre em países da Europa e nos Estados Unidos. A Pró Genéricos estima chegar a 30% no fim de 2013. "Vamos trabalhar para que o acesso aos medicamentos aumente a partir de políticas públicas", disse Telma.

O baixo crescimento da economia brasileira este ano acendeu um sinal de alerta no setor, que tem suas vendas respaldadas pela renda da população. Em alguns meses deste ano, a comercialização de medicamentos em volume deu sinais de desaquecimento.

Em 2012, as farmacêuticas produtoras de genéricos foram as que mais atraíram operações de fusões e aquisições no país, sobretudo de multinacionais. Os múltiplos pagos por ativos farmacêuticos neste ano superaram em 20 vezes o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebtida) - no mercado internacional os preços pagos pelos mesmos ativos giram em torno de sete a oito vezes o Ebtida. Um dos principais negócios do ano foi a aquisição do laboratório nacional Multilab pela multinacional japonesa Takeda, que quer expandir em genéricos em países emergentes.




URL desta notícia: http://www.valor.com.br/empresas/2950312/venda-de-genericos-sobe-30-ate-novembro

26/12/2012 - Valor Econômico - SP

Vendas do varejo farmacêutico vão crescer 16%

A vendas do varejo farmacêutico devem registrar crescimento de cerca de 16% neste ano, segundo dados da associação das redes Abrafarma, com base no dado acumulado até novembro.
O número, que está em linha com o desempenho dos últimos anos, tem sido mais expressivo entre as grandes redes do que nas drogarias independentes.
"Estamos crescendo sobre uma base alta e, se compararmos com Estados Unidos e Europa, que se estagnaram, o resultado é expressivo", diz Sergio Mena Barreto, presidente da entidade.
A participação das cadeias de farmácias no setor avançou de 36% para 50% nos últimos cinco anos e, de acordo com Barreto, deve seguir o mesmo ritmo de alta nos próximos anos.
"As independentes têm mais dificuldade em praticar preços agressivos devido ao volume menor de vendas."
A estratégia adotada pelas grandes redes foi investir em produtos de higiene e beleza de primeira linha.
"As independentes que que não acompanharem essa estrutura não resistirão", afirma Barreto.
"A classe C está usando produtos dermatológicos e cosméticos premium. Quem compra esses itens no Brasil é a classe C. A classe A compra fora. As redes reforçaram nessa categoria e as independentes que seguiram estão se dando bem", diz.



URL desta notícia: http://mais.al/economia-e-negocios/2012/12/25/17860/vendas-do-varejo-farmaceutico-vao-crescer-16

26/12/2012 - O Jornal on-line - AL