sábado, 23 de fevereiro de 2013

"Controle Remoto"

"Eu queria te falar de paz e amor, de filosofia
De cinema, de pintura, de música e de poesia
Eu queria te abraçar e te proteger de todo o mal
Reescrever a história e as notícias do jornal
Fazer um photoshop na realidade
Deletar toda miséria e a maldade
Mas a verdade é que não há como fugir
Temos que aprender a ser fortes, meu amor, fortes
E a lidar com as coisas da vida e da morte
Se eu pudesse mudaria o mundo na televisão
Com um toque no controle remoto aqui na minha mão
Tanta morte, tanto crime nesse mundo desigual
Se eu pudesse acabaria com as guerras ao mudar de canal
Mas a verdade é que não há como fugir
Temos que aprender a ser fortes, meu amor, fortes
E a lidar com as coisas da vida e da morte
Fazer as pazes entre Árabes e Judeus
Reconstruir mesquitas, sinagogas e museus
Mas a verdade é que não há como fugir
Temos que aprender a ser fortes, meu amor, fortes
E a lidar com as coisas da vida e da morte"

Frejat

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

A felicidade é algo tão frágil e fugaz que se não vivermos o momento incorremos o risco de perdê-la porque ela dura apenas 3 segundos. Após isso, tudo já passado.

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Meu Amor e o Tamisa

Fomos ao teatro, a praia, a lagoa, a zona sul e a Lapa. Bicicletas e pedaladas do Leblon ao Flamengo. Um amor que dá gosto e você botaria todas as suas vidas se fosse pra viver esse sentimento. Sem cansar de andar, por ruas e Vinicius, Nascimento e Silva, noites frias e quentes, com chuvas e lugares simples, embaixo de hotéis 7 estrelas comendo sushis e depois tomando caninha da serra no baixo Leblon. Pegar chuva no final da noite exausto de amar e se amado e terminar a noite bebendo cerveja preta num pub inglês como se estivéssemos a beira do Tamisa sabendo que assim como o rio seu amor, nosso amor também desagua no norte.

 

16 de fevereiro de 2013

16 de fevereiro de 2013. Uma data para se gravar na memória pessoal e familiar de quem viveu a vida. Momentos tortuosos de sofrimento que pairavam perdas irreparáveis das quais ficariam eternamente em lembranças esquecidas de momentos e recordações apenas familiares.

Que bom que você voltou. Isso é um sinal de que nossa estória não acabou e que ainda temos tempos a viver e esquecer o que passou sem perder o valor que tal situação trouxe a todos nós. Valorizar a vida e a cada momento em que respiramos e ainda temos tempo de dizer eu te amo e nada mais.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Retorno do e-mail

Olá Mariana, tudo bem!
Quero agradecer suas palavras de carinho e sua sensibilidade com minha causa pessoal. Realmente tempos difíceis surgem ao longo da nossa trajetória. Essa, até o presente, foi a maior delas e com mérito temos convido diariamente entre pensamentos positivos e negativos, dependendo do contexto em que a coisa se apresenta. Mas nada pode ser tão ruim assim... Dela (dessa situação) estamos tirando verdadeiras lições de vida, de amor, de dedicação, de perseverança, de pensamento positivo, de paciência, de tolerância, de tantas coisas que nem se quer posso imaginar o quanto isso me fez bem e me ajudou a crescer.
Estamos melhor. Acho que ainda não é dessa vez e nem por esse motivo que a ruptura se dará e os laços se cortarão fisicamente. Mas estamos mais fortes e preparados. Saio inevitavelmente melhor, bem melhor!
Um forte abraço e um ano formidável de Saúde e Harmonia.
Gualter Rocha

domingo, 13 de janeiro de 2013

Antes de partir

Com toda essa vivência de mais de 54 dias de hospital cuidando do meu pai é inevitável que tomemos conhecimentos de tantas coisas que vão desde novos amigos na sala de espera da UTI, momento este em que as estórias de sofrimentos se cruzam, conhecimentos técnicos a respeito da patologia e da medicina em geral e conhecimento de si mesmo (o mais importante) porque você a todo momento é testado em suas mais variadas emoções.

Mas uma coisa me chamou atenção peculiar. Desses 54 dias, 51 deles foram entrando e saindo do centro de terapia intensiva do Hospital Belém vendo diversos pacientes em seus últimos instantes e por diversas vezes em que meu pai não respondia a estímulo algum passei a completar meus 30 minutos de visita olhando para outros pacientes e tentar saber quais seriam as suas últimas lamentações naquela hora.

Coincidências a parte me deparei com uma reportagem na Folha de São Paulo, publicada ainda em 2012, quando estava a apenas 9 dias frequentando aquele ambiente inóspito, de uma enfermeira australiana chamada Bronnie Ware que através de uma pesquisa publicou um artigo que posteriormente veio a ser um livro intitulado "Antes de partir" o qual relata "Os Cinco Principais Lamentos dos que Vão Morrer",

O volume é dividido em cinco lamentos: "Desejaria Ter Tido Coragem de Viver uma Vida Verdadeira para Mim Mesma, Não a que os Outros Esperavam de Mim"; "Desejaria Não Ter Trabalhado Tanto"; "Desejaria Ter Tido Coragem de Expressar Meus Sentimentos"; "Desejaria Ter Ficado Mais em Contato com Meus Amigos"; "Desejaria Ter-me Permitido Ser Mais Feliz".

São verdadeiras lições de vida. Essa é a única mensagem que vem a minha mente.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

2013 um ano estoico


"Produz para ti próprio uma definição ou descrição da coisa que te é apresentada, de modo a veres de maneira distintiva que tipo de coisa é na sua substância, na sua nudez, na sua completa totalidade, e diz a ti próprio é seu nome apropriado, e os nomes das coisas de que foi composta, e nas quais irá resultar. Pois nada é mais produtivo para a elevação da alma, como ser-se capaz de examinar metodica e verdadeiramente cada objecto que te é apresentado na tua vida, e sempre observar as coisas de modo a ver ao mesmo tempo que universo é este, e que tipo de uso tudo nele realiza, e que valor todas as coisas têm em relação com o todo."

—Marco Aurélio, Meditações, iii. 11.

Nada como desejar aos meus pais, irmão, familiares, namorada, amigos, colegas de trabalho, parceiros de faculdade, alunos e em geral a todos um Novo Ano de muita Saúde e de Realizações. Penso que neste ano que entra devemos procurar seguir os ensinamentos estóicos mesmos que estes em sua plenitude sejam inatingíveis. Procurar a perfeição moral e intelectual seria a redenção ao não padecimento que as emoções destrutivas resultado de julgamentos errados fazem de nossas relações seres menores. A liberdade humana em conjunto com a crença de que estamos fazendo o bem como um modo de vida para que todos a nossa volta sejam beneficiados com os nossos comportamentos virtuosos parece ser um caminho para a felicidade.
FELIZ 2013 A TODOS!!!