
Recebi um e-mail de uma pessoa a qual, a princípio, não conheço e que continha um texto dizendo o que um bom político deseja ter, ou seja, quais seriam os atributos de competência que um cidadão que deseja acessar a vida pública deveria em tese possuir para ser reconhecido como tal
Como sempre, com a proximidade do pleito eleitoral começam a chegar mensagens, propagandas e todo tipo de conteúdo, as vezes marqueteiro, de futuros pretensos candidatos ou mesmo os velhos que desejam manter seu status quo e buscam com reeleição continuar se segurando no tradicional corrimão da profissão de político. Como sempre, também, os textos são bastante emotivos atendendo é claro aos princípios do bom marketing empresarial que busca com bastante assertividade conquistar seu público-alvo neutralizando seu poder de raciocínio lógico.
Alguns dos aspectos analisados no texto relatam que esse bom político deve ter ficha limpa, precisa ser transparente com uma conduta impecável e que deve ter a sua imagem preservada como bom chefe de família. Ao final, o texto prega que o político inteligente deve cuidar do lado de fora e do lado de dentro e que este não deve dar margem ao populismo ou tentar reconhecimento trilhando esse caminho. Não entendi o que é lado de fora e lado de dentro, mas tudo bem.
Caro Leitor deste blog, perceba que tempo vai, tempo vem, as coisas continuam na mesma. Na mesma mediocridade, na eterna pobreza e insuficiência de qualidade mesmo que num simples texto como esse que recebi. A falta de visão apurada traduz esse cenário de tantas incompetências de nossos homens públicos, principalmente pelas bandas de cá. É ridículo ter que pensar tão baixo e se nivelar ao que está bem abaixo da linha mediana do homem comum. Pedir zelo pela imagem, transparência nas relações, honestidade e responsabilidade com seus atos é tido como diferencial de campanha. Nossa!!!! Quanta pequenez reunida num só momento. Prezado Leitor, isso deveria ser pré-requisito! Desculpe, mas não deveríamos nem discutir coisas do tipo. Discordo do André Werner (autor do texto em anexo) pelo simples fato dele querer mostrar aos seus leitores que isso é um diferencial de homens da vida pública ou uma suposta vantagem. Para mim isso é algo que nem deveríamos discutir. Esses atributos a mim são tão naturais em todas as pessoas que nem se quer devemos pensá-los como algo fora do comum.
O bom político deveria sim liderar pelo exemplo. Deveria ser o sujeito que ao matricular seus filhos o fizesse em alguma escola de rede pública, que ao necessitar de algum procedimento médico se dirigisse a um posto de saúde, que morasse em casas ou apartamentos construídos pelo poder público, ou seja, que utilizasse sem exceção dos serviços públicos disponíveis ao cidadão comum. Isso sim seria apenas o começo da possível volta a credibilidade da classe.
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