O novo momento socioeconômico do país, somado ao contínuo desenvolvimento dos
meios tecnológicos, permeia a nova realidade do consumidor brasileiro. Segundo
estudo do
Ibope Media, o acesso à informação e a troca de ideias e
experiências entre as pessoas evoluíram o processo de
consumo para níveis
que vão além dos ditados pela moda e que potencializam a individualidade do
consumidor.
Números da nova base de dados do Target Group Index – estudo do
Ibope sobre
consumo de mídia, produtos, serviços, estilo de vida e
características sociodemográficas – indicam pouco mais de um terço dos
consumidores com 18 anos ou mais buscam seguir a moda. Entre a maioria, no
entanto, 58% afirmam que marcas conhecidas são melhores, considerando status
como sinônimo de qualidade; 72% das pessoas são fiéis às suas marcas e 66%
buscam por elas nas embalagens.
Porém, as novas formas de interação, a partir
dos avanços tecnológicos, intensificaram ainda mais a evolução dos hábitos do
consumidor, de acordo com o TG.Net, estudo que combina informações do Target
Group Index com uma pesquisa exclusiva feita com internautas.
A
internet atua hoje como um catalisador da decisão de compra, pois ela
viabiliza a troca de experiências entre os consumidores: 51% afirmam que podem
fornecer muita informação sobre algum tipo de produto, 41% conversam com muitas
pessoas diferentes sobre diversos produtos e 33% acham muito provável conseguir
convencer outros indivíduos com suas opiniões.
Já o ciclo de influência, de
acordo com o levantamento, é liderado pelas opiniões de familiares e amigos,
seguidas pelas experiências individuais anteriores. Em terceiro lugar está a
persuasão exercida pela mídia.
Para Juliana Sawaia, gerente de learning &
insights do
Ibope Media, experiência e relacionamentos são palavras-chave
do novo panorama do
consumo no Brasil. “A
internet atua no
processo de decisão como facilitador da interação e provedor de informação.
Independentemente da categoria de produtos, estes são os principais fatores
considerados em um ambiente no qual a web é mais utilizada como uma ferramenta
de apoio ao consumidor que uma mídia em si”, explica Juliana.
A necessidade
de estar conectado à
internet cresce com o surgimento dos novos padrões
de
consumo no Brasil. Hoje, cerca de 60% da população tem acesso ao meio,
contra apenas 13% em 2001.
Porta de entrada para a
internet, 81% dos
internautas acessam as mídias sociais regularmente.
Porém, outro fator
determinante para o incremento desse potencial é o atual interesse dos
consumidores pelo acesso à web móvel. Cerca de nove em cada 10 pessoas têm
aparelho celular, sendo que 21% deles possuem smartphones e 19% são usuários da
internet pelo telefone.
“Esse é um número que tende a crescer porque
existe uma valorização deste modelo de conexão e quanto mais conectadas as
pessoas estiverem, mais simultâneo será o
consumo de meios e ideias”,
afirma Juliana Sawaia.
A pesquisa - O estudo Target Group Index é realizado
nas regiões metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Curitiba,
Belo Horizonte, Salvador, Recife, Fortaleza, Brasília e nos interiores de São
Paulo e das regiões sul e sudeste. Ao todo, entre julho de 2011 e agosto de
2012, foram realizadas 20.736 entrevistas com pessoas de ambos os sexos das
classes AB, C e DE com idades entre 12 e 75 anos. A representatividade é de 49%
da população brasileira entre 12 e 75 anos ou 71 milhões de pessoas.
O TG.Net
é uma pesquisa online, realizada com 2.900 internautas de 15 a 75 anos no
Brasil. Fusionada com a base regular do Target Group Index, permite análises
diferenciadas em um único banco. O levantamento online foi realizado entre maio
e junho de 2012, nos mercados de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte,
Porto Alegre, Goiânia, Curitiba e Distrito Federal.
Para esse estudo foi
utilizado o filtro “consumidores dos últimos 30 dias com 18 anos ou mais”.
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