sábado, 14 de setembro de 2013

Pedagogia da hipocrisia

Nós temos um “quê” de hipocrisia quando exigimos nas redes sociais ou em conversas informais uma espécie de “pedagogia do trânsito”. Afirmamos que os órgãos fiscalizadores apenas atuam com a punição ao invés de educar mais e melhor os condutores. Porém que tipo de educação é viável para alguém que fura o sinal vermelho? Que pedagogia pode ser aplicada a quem estaciona em fila dupla quando vai deixar seu filho no colégio? Que processo de desenvolvimento deve ser aplicado a quem trafega pela contramão? As infrações no trânsito de Belém são vistas a todo momento independentemente do bairro, hora, dia, tipo de veículo, status do carro, etc. Nós adoramos ter direitos, mas temos sérios conflitos em cumprir com os nossos deveres. Saímos às ruas e fazemos passeatas exigindo menos corrupção, mais educação, moradia e saúde. Mas ficamos muito putos quando somos parados numa fiscalização de trânsito e estamos com o nosso carro em desacordo às normas; e o pior, se tivermos oportunidade oferecemos a aquela “onça” pro seu guarda liberar e esquecer do que viu.

 

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