Ser
simples é aceitar, por exemplo, a dúvida eterna. É manter a independência de
pensamento sem acreditar em doutrinas. É saber que todas as sociedades por mais
desenvolvidas que sejam possuem suas convenções. A simplicidade não é apenas
uma virtude moral, mas também uma virtude intelectual. A mente simples aceita a
complexidade do mundo, porém não deixa se enganar pelas tentações da
complicação gratuita.
“A inteligência é a capacidade de tornar simples as coisas complexas” já dizia André Comte-Sponville em seu Pequeno Tratado das Grandes Virtudes. Certa vez Michel Foucault,
que já andou por Belém em visita a UFPA, confessou: “Na França de hoje, você precisa falar e escrever de forma incompreensível;
pelo menos 10% do que você diz deve ser obscuro. Do contrário, as pessoas vão
achar que você não é um pensador profundo”, deixando claro um certo culto da obscuridade. Goethe: “Tudo é muito mais simples do que se pode imaginar e muito mais intricado
do que se pode conceber”.
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