quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Perseguição ou questão de conduta aos fumantes

Quando estive em Londres essa discussão já era muito forte por lá. Recentemente soube que o conselho de Norfolk, no Reino Unido, determinou que os funcionários locais fossem descontados pelas horas paradas em função da prática do vício. Parece perseguição, mas não é e vou lhes dizer por que não. O tempo médio gasto por um fumante gira em torno de 10% da sua jornada de trabalho semanal, ou seja, de 4 a 5 horas por semana com pausas para o fumo. Se multiplicarmos por 4 (semanas) chegaremos a um número de 20 a 25 horas mensais. A fonte dessa informação é do Instituto Nacional do Cancer – INCA e quem está a frente é a sanitarista Vera Colombo. Tirem as suas próprias conclusões.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

É sempre assim.

Segundo a reportagem da revista Veja da semana passada (edição 2191) o Brasil já acumulou cerca de R$41,5 bi em desvios de dinheiro provindos de esquemas de corrupção, pagamento de propinas, dentre outras. Imaginem o que não dava pra ser feito com um volume destes? Os cálculos apenas mostram o que foi descoberto de 1990 até hoje.
Infelizmente, no Brasil, vivemos a cultura do se dar bem a qualquer preço. Os fins, para muitos, justificam os meios e tal comportamento me parece muito entranhado em grande parte dos valores que ditam a nossa sociedade. Conheço alguns excelentes empresários que atuam a quase uma década em seus negócios e continuam batalhando muito, conquistando as coisas aos poucos, e que na hora da raiva ou de alguma situação desgastante já me disseram que gostariam de ter pelo menos 1% de bandidagem em seu sangue. Acreditam que se tivessem conseguiriam ser sair melhor em atos ilícitos ou propor esquemas do tipo e conseqüentemente obter maiores vantagens financeiras em suas transações.
Bom, isso antes de mais nada, é uma questão pessoal e de escolha e o máximo que posso fazer enquanto profissional é aconselhar que essa é a estratégia mais curta para o alcance do fracasso pessoal, moral e empresarial.
Ao abrir um jornal de Belém na data de hoje leio mais uma das dezenas de notícias que são veiculadas diariamente sobre a PF desmontando esquemas e prendendo “empresários”, "funcionários públicos" e “políticos”, inclusive ex prefeitos do interior. É sempre assim.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Gestão Afetiva

“Gestão Afetiva”. Já ouviram falar nisso? Pois é... Perguntem a Sílvio Santos depois que passou a conhecer o rombo do PanAmericano deixado pelos seus "excelentes" executivos. Quem sabe ele não responde através de um bilhetinho (rsrsrs). A propósito da dona Iris lançou na semana passada um livro intitulado de "Recados Disfarçados".

Meninas Super Poderosas

Lendo hoje o ranking do “FT” descobri um novo trio de meninas surper poderosas. Indra Nooyi (PepisCo), Andrea Jung (Avon) e Güler Sabanci (Sabanci Group) formam as executivas mais poderosas do mundo. Logo-logo os impérios estarão em mãos femininas. Ainda bem...

Os 10 Mandamentos do Barman

1. Barman é um artista e a coquetelaria uma arte, nutrida de espírito, sabor, aroma e cor.
2. A missão do Barman é alegrar, não embriagar.
3. Faça do cliente um amigo e não do amigo um cliente.
4. Não ofereça nunca um copo sem um sorriso.
5. Fale o necessário, não escute o alheio e esqueça das confidências do amigo.
6. Seja o mais limpo, o mais elegante, o mais cordial, o mais fino, em todo momento, em todo lugar.
7. Não faça trapaças com as bebidas, nem brinque com a confiança de seus amigos: sirva a eles sempre o melhor.
8. Seja paciente com os que o auxiliam no bar, ensine o seu ofício com amor.
9. Mantenha acesa a solidariedade profissional e não permita que ninguém a quebre.
10. Sinta o orgulho de ser barman mas mereça-o.

Bom, em se tratando de Belém do Pará acho que seria muito importante para donos e gestores de bares e restaurantes qualificarem melhor seu front office.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Classe D compra produto mais barato e faz crescer marca regional

Na última década, a classe C virou moda. Empresas de todos os setores começaram a prestar atenção nesse consumidor. Mas na esteira do crescimento do poder aquisitivo dessa população, brasileiros de faixas sociais inferiores também se deram bem. Eles são os integrantes das classes D.

Com ganho familiar mensal máximo de R$ 1.533, os integrantes da classe D têm neste ano uma renda estimada de R$ 381,2 bilhões , segundo cálculos da Data Popular. A quantia é expressiva. Ultrapassa o total disponível da faixa B (renda de R$ 5,1 mil a R$ 10,2 mil), de R$ 329,5 bilhões para 2010.

Mas o que compram os consumidores da classe D? Basicamente, os mesmos produtos consumidos pela classe C. Com uma diferença: as marcas preferidas não são as líderes de venda. São, na verdade, os itens mais baratos da prateleira. Graças a esse fenômeno, fabricantes regionais de alimentos e bebidas vêm ganhando amplitude nacional. Supermercados da periferia de grandes cidades têm sido a porta de entrada para essas empresas.

"Quando o consumidor da classe D começou a consumir novas categorias de produtos, nossa empresa, que sempre foi regional, começou sua expansão para outros Estados", conta Roberto Kümel, presidente do Moinho Arapongas, empresa paranaense dona da marca Floriani de macarrão instantâneo.

O lámen do Moinho Arapongas é um bom exemplo do que consome o brasileiro das faixas D e também da E. No supermercado Pedreira, do bairro de mesmo nome, na Zona Sul de São Paulo, o pacotinho de 85 gramas do macarrão instantâneo Floriani custava R$ 0,39 no fim de junho. A marca líder, a Nissin Lámen, estava por R$ 0,79 - mais que o dobro.

Isso se repete com outras marcas que uma consumidora das faixas A e B jamais ouviu falar. Na gôndola de catchup, por exemplo, o frasco da marca Heinz, importado dos EUA, de R$ 5,99, fica lado a lado do desconhecido Catchup Konsumo, de R$ 1,99. A gelatina Apti, produzida pela Apti Alimentos, de Chapecó, SC, sai por R$ 0,59 enquanto a tradicional marca Sol, da J.Macêdo, custa R$ 0,79. O suco concentrado Palmeiron, da pernambucana ASA Indústria e Comércio, é vendido por R$ 2,49 enquanto o líder Maguary sai por R$ 3,99.

Nesse mercado de 32 caixas, há mais de 9 mil produtos diferentes, segundo Marco Aurélio de Paiva, gerente da loja. "Há 15 anos só vendíamos arroz e feijão. Conforme a renda do consumidor foi melhorando o supermercado também foi crescendo", diz ele.

Por mais que as instalações sejam semelhantes a de qualquer supermercado tradicional, fazer compras em uma loja de periferia como o Pedreira é bem diferente de dar uma volta em um Pão de Açúcar ou em um Walmart. A prateleira de refrescos em pó - que em lojas de bairros ricos é cada vez menor - na periferia, é enorme. Há mais de 20 marcas diferentes e embalagens de até 1 quilo do produto (que rendem 10 litros de refresco por apenas R$ 2,49).

No corredor de bebidas, além de sucos prontos, metade do espaço fica com as bebidas mistas de frutas - uma espécie de refresco. A líder é a Tampico, da Ultrapan, com sede em Valinhos, SP. Mas além dela (uma das poucas encontradas em supermercados mais sofisticados) há pelo menos outras dez marcas diferentes. A Keko, produzida pela paulistana Armazém do Sabor, é uma delas. "A bebida mista é a alternativa saudável para o consumidor da classe D, e da E, que quer fugir do refrigerante", diz Dalton Lara, diretor da empresa. As garrafinhas do refresco Keko, no supermercado Pedreira, custam R$ 0,79. "O segredo do negócio é oferecer refrescância e gosto de fruta, tudo por menos de R$ 1", diz Lara.

Mas se engana quem pensa que o consumidor D não liga para qualidade. "Essas novas marcas só estão ganhando espaço no mercado porque a diferença de qualidade entre o produto líder e o mais barato disponível já não é tão grande como antes", diz Eugênio Foganholo, consultor especialista em varejo. "Se a gente vender porcaria, o consumidor não compra de novo", acrescenta Gustavo Morauer, presidente da Konsumo, que fabrica 30 toneladas diárias de catchup.

Roberval Dias Martins, diretor comercial da Alca Foods, de Itumbiara, GO, vai mais longe. "Além de qualidade, o produto precisa combinar com o gosto do consumidor D e E", diz ele, que produz cereais matinais com sabores como banana e morango com elite condensado. A receita tem dado certo. O faturamento, que no ano passado foi de R$ 26 milhões, este ano deve chegar a R$ 36 milhões.

Embalagens e nomes inspirados nas marcas líderes são armas para vender

Além do preço, as fabricantes de produtos destinados às classes D e E lançam mão de outros artifícios para garantir a entrada no carrinho do consumidor. Ter a embalagem parecida com a da marca líder é uma das armas dessas empresas.

Entre os produtos de higiene pessoal, os absorventes higiênicos da marca Seja Livre chamam atenção na prateleira dos supermercados de periferia. Produzidos pela empresa fluminense Aloés, o pacote com 8 unidades custa R$ 0,99. Já a marca que "inspirou" o nome Seja Livre, a Sempre Livre, da Johnson & Johnson, sai por R$ 1,49.

Outro produto que surpreende é o da linha de cereais matinais da Alca Foods, com sede em Itumbiara (GO). Lembrando a marca líder Kelloggs, cujo mascote é o tigre Tony, todos os cereais da Alca Foods têm um leão sorridente estampado na caixa do produto. "Um é o rei da selva, o outro não é", diz, brincando, o diretor comercial da empresa, Roberval Dias Martins.

A ideia do leão, segundo ele, não é confundir o consumidor, mas fazer uma versão "mais brasileira" do produto. É por isso, segundo ele, que um dos cereais chama-se "ChocoBol" e não "ChocoBall", em inglês.

Alguns fabricantes chegam a operar com liminares obtidas na Justiça, para deixar de pagar a diferença de ICMS entre os Estados. Isso acontece principalmente com empresas de Minas Gerais, Paraná e Santa Catarina, em relação ao ICMS paulista. "Esses fornecedores fazem o possível e o impossível para vender mais barato, pois o preço é o único instrumento que eles têm como diferencial", explica Martinho Paiva Moreira, vice-presidente da Associação Paulista de Supermercados (Apas).(LC)

Fonte: 20/07/2010 - Valor Econômico - SP

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Carreiras: 80% das demissões são por conta do comportamento

Dentre estes problemas, os mais comuns são as fofocas, falta de comprometimento e apresentação, diz especialista

Um levantamento realizado pela coach e consultora de gestão de carreira e imagem, Waleska Farias, aponta que 80% das demissões são motivadas por problemas comportamentais e não por incompetência, como se poderia imaginar.

Dentre estes problemas, segundo a consultora, os mais comuns são as fofocas, a falta de comprometimento do profissional com a empresa, a exposição inadequada em redes sociais e a apresentação, que inclui tanto a forma como a pessoa se veste quanto como se comunica.

“A apresentação compromete muito, especialmente no ambiente financeiro e na área médica.

Independentemente disso, o fato é que as empresas não querem ter sua imagem comprometida por uma apresentação ruim de um colaborador”, diz.

Características positivas:

Ainda segundo a consultora, são recorrentes as queixas de empresários sobre seus colaboradores, dada a dificuldade de se relacionarem em equipe. Assim, explica ela, mesmo com o conhecimento técnico e especializado sendo de fundamental importância, já que ele capacita ao desempenho das funções pelas quais a pessoa é responsável, o conhecimento emocional é que “permitirá a sustentabilidade pessoal e excelência nas relações de trabalho”.

Assim, dentre as características mais valorizadas, estão a empatia, autogestão, proatividade e flexibilidade.

“Certo ditado fala que “não somos o que dizemos, mas o que fazemos”. Fato esse que nos leva a refletir sobre como nossas atitudes influenciam na formação da nossa imagem, pois somos constantemente avaliados por nossas ações e reações e através delas é que as pessoas formam e expressam opiniões a nosso respeito”, diz.

Fonte: www.administradores.com.br