Sexta-feira, dia internacional da mulher e da cerveja. Combinação estrategicamente explosiva que se bem misturado o sucesso é garantido, caso contrário o drama vem no dia seguinte que diga os feras do sertanejo Munhoz e Mariano (rsrsrsrsrs).
"Meu Deus do céu aonde é que eu tô?
Alguém me explica, me ajuda por favor?
Bebi demais na noite passada
Eu só me lembro do começo da balada
Alguém do lado, aqui na mesma cama
Nem sei quem é mas tá dizendo que me ama
Cabeça tonta, cheirando cerveja
O som no talo só com moda sertaneja
Cadê meu carro, cadê meu celular?
Que casa é essa?
Onde é que eu vim parar?
O sol rachando, já passou do meio dia
Daqui não saio, daqui ninguém me tira
Achei meu carro dentro da piscina
E o celular no microondas da cozinha..."
sexta-feira, 8 de março de 2013
Brasil e Londres - o barulho infernal e o silêncio educado
Sou a favor de que no Brasil as montadoras retirem o opcional buzina do conjunto de equipamentos comercializados nos carros nacionais. A questão é cultural e vem de berço, é educação básica mesmo. Ninguém sabe usar a porra da buzina!!!
Telhados
Chuvas em Belém nesta época do ano são verdadeiros testes aos telhados. Competências se põe a prova e aí, muitas vezes, você percebe que comprou gato por lebre.
Marcas oportunistas
Certa vez tentei explicar a uma gerente de marketing que o oportunismo e a visão de curto prazo só ajudam a desvalorizar a marca, seja ela a de um produto específico, seja institucional. O excesso de promoções e o foco em prazo e preço só atraem consumidores tão oportunistas quanto o oportunismo de determinadas organições. Pois bem, agora veio um reforço maior e melhor. Ontem foi lançado um livro bastante interessante o qual indico que é Paixão e significado da marca de Arthur Bender. Recomendo.
quinta-feira, 7 de março de 2013
Faça a sua parte
Aos pais que nunca tem tempo de fazer a lição de casa com seus filhos aqui vai uma lição: Educação começa em casa. Pesquisas comprovam que crianças que fazem lição em casa aprendem mais, têm notas melhores e são mais seguras.
terça-feira, 5 de março de 2013
The top five regrets of the dying
Ao longo dos nossos quase 2 meses de visitação na UTI do hospital Aventista de Belém a qual tivemos muitos contatos de pacientes, familiares, médicos, enfermeiros, dentre outros pudemos acompanhar todo um processo doloroso e terminal para muitos. Para você ter uma idéia, dos internados que entraram junto com meu pai apenas 3 sairam do centro de tratamento intensivo. Se pensarmos que há pelo menos 10 leitos disponíveis fora o leito privativo para as doenças infecto-contagiosas a média foi de 30% de sucesso levando-se em consideração de que neste último leito raramente era habitado.
Falo no plural porque era eu e minha mãe, isto é, a partir do momento que criei coragem para frequentar com constância diária. Fora isso uma tia nossa de Goiânia nos ajudou muito ao largar suas atividades no tribunal eleitoral onde trabalha para nos dar suporte aqui em Belém. Não posso deixar de relatar aquela que hoje mais do que nunca vislumbro como minha parceira ideal, minha namorada, que não mediu esforços e esteve sempre que pode, presente, sentadinha na maioria esmagadora das vezes no jardim de entrada do hospital, aguardando os 30 minutos de visitação. A esta, penso que o propósito fala mais forte do que qualquer coisa na vida e ela esteve ali sempre me aguardando com notícias boas e não tão boas.
Uma das coisas que me chamou bastante atenção pelo momento e pela total identificação com todo o cenário que viviamos foi o livro lançado pela enfermeira Bonnie Ware intitulado The top five regrets of the dying (Os cinco maiores arrependimentos dos pacientes terminais). Este livro não me saia da cabeça ao olhar todos aqules pacientes inclusive meu pai em seus últimos momentos.
Abaixo transcrevo a entrevista com a média do Einsten especialista em cuidados paliativos a qual comenta cada um dos 5 arrependimentos.
Obs: só pra lembrar que graças aos 30% meu pai não esteve incluso entre os óbitos da UTI.
“Muitas pessoas reclamam de que trabalharam a vida toda e que não viveram tudo o que gostariam de ter vivido, adiando para quando tiverem mais tempo depois de se aposentarem. Depois, quando envelhecem, reclamam que é quando chegam também as doenças e as dificuldades”, conta.
2. Eu gostaria de não ter trabalhado tanto
4. Eu gostaria de ter mantido contato com meus amigos
“Esse arrependimento é uma conseqüência das outras escolhas. É um resumo dos outros para alguém que abriu mão da própria felicidade”.
Dica da especialista
Falo no plural porque era eu e minha mãe, isto é, a partir do momento que criei coragem para frequentar com constância diária. Fora isso uma tia nossa de Goiânia nos ajudou muito ao largar suas atividades no tribunal eleitoral onde trabalha para nos dar suporte aqui em Belém. Não posso deixar de relatar aquela que hoje mais do que nunca vislumbro como minha parceira ideal, minha namorada, que não mediu esforços e esteve sempre que pode, presente, sentadinha na maioria esmagadora das vezes no jardim de entrada do hospital, aguardando os 30 minutos de visitação. A esta, penso que o propósito fala mais forte do que qualquer coisa na vida e ela esteve ali sempre me aguardando com notícias boas e não tão boas.
Uma das coisas que me chamou bastante atenção pelo momento e pela total identificação com todo o cenário que viviamos foi o livro lançado pela enfermeira Bonnie Ware intitulado The top five regrets of the dying (Os cinco maiores arrependimentos dos pacientes terminais). Este livro não me saia da cabeça ao olhar todos aqules pacientes inclusive meu pai em seus últimos momentos.
Abaixo transcrevo a entrevista com a média do Einsten especialista em cuidados paliativos a qual comenta cada um dos 5 arrependimentos.
Obs: só pra lembrar que graças aos 30% meu pai não esteve incluso entre os óbitos da UTI.
1. Eu gostaria de ter tido coragem de viver uma vida fiel a mim mesmo, e não a vida que os outros esperavam de mim
“À
medida que a pessoa se dá conta das limitações e da progressão da doença, esse
sentimento provoca uma necessidade de rever os caminhos escolhidos para a sua
vida, agora reavaliados com o filtro da consciência da morte mais próxima”,
explica Dra. Ana Cláudia.
“É um
sentimento muito frequente nessa fase. É como se, agora, pudessem entender que
fizeram escolhas pelas outras pessoas e não por si mesmas. Na verdade, é uma
atitude comum durante a vida. No geral, acabamos fazendo isso porque queremos
ser amados e aceitos. O problema é quando deixamos de fazer as nossas próprias
escolhas”, explica a médica.“Muitas pessoas reclamam de que trabalharam a vida toda e que não viveram tudo o que gostariam de ter vivido, adiando para quando tiverem mais tempo depois de se aposentarem. Depois, quando envelhecem, reclamam que é quando chegam também as doenças e as dificuldades”, conta.
2. Eu gostaria de não ter trabalhado tanto
“Não é
uma sensação que acontece somente com os doentes. É um dilema da vida moderna.
Todo mundo reclama disso”, diz a geriatra.
“Mas o
mais grave é quando se trabalha em algo que não se gosta. Quando a pessoa ganha
dinheiro, mas é infeliz no dia a dia, sacrifica o que não volta mais: o tempo”,
afirma.
“Este
sentimento fica mais grave no fim da vida porque as pessoas sentem que não têm
mais esse tempo, por exemplo, pra pedir demissão e recomeçar”.
3. Eu
gostaria de ter tido coragem de expressar meus sentimentos
“Quando
estão próximas da morte, as pessoas tendem a ficar mais verdadeiras. Caem as
máscaras de medo e de vergonha e a vontade de agradar. O que importa, nesta
fase, é a sinceridade”, conta.
“À
medida que uma doença vai avançando, não é raro escutar que a pessoa fica mais
carinhosa, mais doce. A doença tira a sombra da defesa, da proteção de si mesmo,
da vingança. No fim, as pessoas percebem que essas coisas nem sempre foram
necessárias”.
“A
maior parte das pessoas não quer ser esquecida, quer ser lembrada por coisas
boas. Nesses momentos finais querem dizer que amam, que gostam, querem pedir
desculpas e, principalmente, querem sentir-se amadas. Quando se dão conta da
falta de tempo, querem dizer coisas boas para as pessoas”, explica a
médica.4. Eu gostaria de ter mantido contato com meus amigos
“Nem
sempre se tem histórias felizes com a própria família, mas com os amigos, sim.
Os amigos são a família escolhida”, acredita a médica. “Ao lado dos amigos nós
até vivemos fases difíceis, mas geralmente em uma relação de apoio”,
explica.
“Não há
nada de errado em ter uma família que não é legal. Quase todo mundo tem algum
problema na família. Muitas vezes existe muita culpa nessa relação. Por isso,
quando se tem pouco tempo de vida, muitas vezes o paciente quer preencher a
cabeça e o tempo com coisas significativas e especiais, como os momentos com os
amigos”.
“Dependendo da doença, existe grande mudança da aparência
corporal. Muitos não querem receber visitas e demonstrar fraquezas e
fragilidades. Nesse momento, precisam sentir que não vão ser julgados e essa
sensação remete aos amigos”, afirma.
5. Eu
gostaria de ter me deixado ser mais feliz“Esse arrependimento é uma conseqüência das outras escolhas. É um resumo dos outros para alguém que abriu mão da própria felicidade”.
“Não é
uma questão de ser egoísta, mas é importante para as pessoas ter um compromisso
com a realização do que elas são e do que elas podem ser. Precisam descobrir do
que são capazes, o seu papel no mundo e nas relações. A pessoa realizada se faz
feliz e faz as pessoas que estão ao seu lado felizes também”,
explica.
“A
minha experiência mostra que esse arrependimento é muito mais dolorido entre as
pessoas que tiveram chance de mudar alguma coisa. As pessoas que não tiveram
tantos recursos disponíveis durante a vida e que precisaram lutar muito para
viver, com pouca escolha, por exemplo, muitas vezes se desligam achando-se mais
completas, mais em paz por terem realmente feito o melhor que podiam fazer. Para
quem teve oportunidade de fazer diferente e não fez, geralmente é bem mais
sofrido do ponto de vista existencial”, alerta.Dica da especialista
“O que
fica bastante claro quando vejo histórias como essas é que as pessoas devem
refletir sobre suas escolhas enquanto têm vida e tempo para
fazê-las”.
“Minha
dica é a seguinte: se você pensa que, no futuro, pode se arrepender do que está
fazendo agora, talvez não deva fazer. Faça o caminho que te entregue paz no fim.
Para que no fim da vida, você possa dizer feliz: eu faria tudo de novo,
exatamente do mesmo jeito”.
De
acordo com Dra. Ana Cláudia, livros como este podem ajudar as pessoas a
refletirem melhor sobre suas escolhas e o modo como se relacionam com o mundo e
consigo mesmas, se permitindo viver de uma forma melhor. “Ele nos mostra que as
coisas importantes para nós devem ser feitas enquanto temos tempo”, conclui a
médica."
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