A população paraense está menos otimista no emprego neste início de ano em relação a igual período do ano passado. De acordo com os índices apurados pelo Centro do Comércio do Pará (CCP) da Confederação Nacional do Comércio (CNC), através da pesquisa Intenção de Consumo das Famílias (ICF), 51,3% dos paraenses sentiram-se mais seguros no emprego, no mês passado, contra 51,9%, no mesmo intervalo de 2011. O recuo de 0,6 ponto percentual neste indicador demonstra a preocupação das famílias em manter a empregabilidade, até porque o índice que mede o desemprego entre os entrevistados cresceu de 9,8% (janeiro de 2011) para 16,5% (janeiro de 2012). Também houve um descenso no percentual de pessoas que igualaram a situação do primeiro mês deste ano ao mesmo intervalo do ano passado: retraindo de 25,1% (2011) para 21,1% (2012).
O indicador que mede a perspectiva profissional positiva, que em janeiro do ano passado bateu a casa dos 75,2%, sofreu um arrefecimento de mais de quatro pontos percentuais, caindo para 70,6% no primeiro mês deste ano. Já o pensamento profissional negativo se manteve próximo dos 11%. A dúvida pairou na cabeça de 11,3% dos entrevistados, que não souberam opinar sobre o futuro - volume de pessoas que cresceu em relação a igual período do ano passado, quando o índice havia batido a casa dos 7,6%. No caso da situação da renda, houve um recuo de quase três pontos percentuais entre os trabalhadores que opinaram ganhar mais neste início de 2012, se comparado a janeiro do ano passado. O índice caiu de 65,5% (janeiro de 2011) para 62,4% (janeiro de 2012). O montante de pessoas que apontou a manutenção dos salários entre os dois anos aumentou de 22% para 28,6%.
EMPRÉSTIMO
Indagados sobre o acesso ao crédito e ao empréstimo, 62% acharam mais fácil contrair a dívida neste início de ano, contra 70,1%, que apontaram a facilidade no mesmo período do ano passado. O descenso no otimismo dos consumidores, na hora de negociar um financiamento, foi de quase oito pontos percentuais. O índice de trabalhadores que garantiram ter dificuldade em conseguir empréstimos no mês passado, teve uma variação pequena, girando em torno de 15% e 16% em relação a igual período de 2011. Já o volume de pessoas que respondeu não ter havido mudança - nem para mais, e tampouco para menos -, subiu de 10% (janeiro 2011) para 16,7% (janeiro 2012). Considerando os mesmos períodos, o número de entrevistados que não soube opinar quase dobrou, de 3,4% (2011) para 6,2% (2012).
23/02/2012 - O Liberal - PA
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