segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

2013 um ano estoico


"Produz para ti próprio uma definição ou descrição da coisa que te é apresentada, de modo a veres de maneira distintiva que tipo de coisa é na sua substância, na sua nudez, na sua completa totalidade, e diz a ti próprio é seu nome apropriado, e os nomes das coisas de que foi composta, e nas quais irá resultar. Pois nada é mais produtivo para a elevação da alma, como ser-se capaz de examinar metodica e verdadeiramente cada objecto que te é apresentado na tua vida, e sempre observar as coisas de modo a ver ao mesmo tempo que universo é este, e que tipo de uso tudo nele realiza, e que valor todas as coisas têm em relação com o todo."

—Marco Aurélio, Meditações, iii. 11.

Nada como desejar aos meus pais, irmão, familiares, namorada, amigos, colegas de trabalho, parceiros de faculdade, alunos e em geral a todos um Novo Ano de muita Saúde e de Realizações. Penso que neste ano que entra devemos procurar seguir os ensinamentos estóicos mesmos que estes em sua plenitude sejam inatingíveis. Procurar a perfeição moral e intelectual seria a redenção ao não padecimento que as emoções destrutivas resultado de julgamentos errados fazem de nossas relações seres menores. A liberdade humana em conjunto com a crença de que estamos fazendo o bem como um modo de vida para que todos a nossa volta sejam beneficiados com os nossos comportamentos virtuosos parece ser um caminho para a felicidade.
FELIZ 2013 A TODOS!!!
Agradeço também em nome da família todos os votos, as orações e pensamentos positivos que familiares, amigos e vizinhos tem prestado solidariamente nesses últimos 40 dias. São faculdades que criam sinergia com o ambiente e vão ao encontro do bem e da saúde e da perspectiva de pronto restabelecimento do Adelto Rocha. Em especial agradeço a minha tia Margarida que abdicou de seu trabalho para passar alguns dias apoiando a gente por aqui por Belém.         

Meu e nosso agradecimento

Hoje não é um dia triste e nem alegre. Acima de tudo e de qualquer coisa é um dia de agradecimento. Como no ano passado nossa família está em meio a situações que nos impõe pensamentos de constante reflexão sobre a verdade existencial que paira em cada um de nós. Nosso pai se recupera lenta e gradualmente de um doloroso processo mal sucedido pós cirúrgico, o qual teve complicações pulmonares. Somam-se 41 dias de UTI, multiplicam-se pensamentos ansiosos e duvidosos a respeito de sua vida que neste momento são confortadas pelas palavras de médicos, fisioterapeutas e enfermeiros. Todos em um grau maior ou menor dizem que é uma questão de tempo, que tudo vai dar certo. A única coisa que sei dizer ao Pai de todos nós aos términos da visita noturna no espaço de oração do Hospital Adventista de Belém é agradecê-lo por tudo que ele nos tem imposto nesses últimos dias. Tudo deve ter alguma razão. Obrigado!

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Ensino técnico é salvação

Os estudantes Vinícius Braga, de 18 anos, Gabriel Coxir, de 17, e Mateus Rodrigues, de 17, acabam de finalizar o curso na Escola Técnica de Formação Gerencial de Belo Horizonte, (ETFG-BH), do Sebrae Minas. Antes de encerrar o curso, eles criaram plano de negócio para reaproveitar o lixo da Ceasa Minas. A ideia é a criação de usina que utiliza o húmus de minhoca para aumentar a qualidade do composto. O plano foi premiado e agora os jovens querem tirar o projeto do papel.
A empresa ganhou o nome provisório de Composita. O seu objetivo é transformar frutas, verduras e legumes, que atualmente são dispensadas em aterro sanitário, em adubo orgânico, por meio do processo de compostagem. “Fizemos três anos de ensino médio junto com o técnico. Primeiro foram formadas as ideias da empresa. No segundo fizemos a pesquisa de mercado e análises”, explica Coxir. O plano de negócio foi tão bem estruturado que ganhou, em outubro deste ano, o segundo lugar no concurso Jovem Empresário, promovido pela da Faculdade IBS, certificada da Fundação Getúlio Vargas (FGV). O prêmio foi um cheque no valor de R$ 2 mil.
A trajetória de Vinícius, Gabriel e Mateus é a prova da necessidade de o Brasil investir pesadamente em duas frentes: na qualidade do ensino fundamental e na educação profissionalizante, ainda no nível médio, para absorver 85% dos jovens que não conseguem acesso imediato ao ensino superior por falta de condições financeiras ou porque largaram os estudos e não concluíram o ensino médio.
Do total de 22,5 milhões de jovens entre 18 e 24 anos, apenas 3,3 milhões cursam ensino superior. Outros 19,2 milhões estão fora da faculdade. “Esse pessoal que vai para a universidade segue o seu caminho de um jeito ou de outro, mas 85% vão fazer o quê?”, questiona o diretor de Educação e Tecnologia da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Rafael Lucchesi, diretor-geral do Senai.
No entender dele, esse é o grande problema da matriz educacional brasileira, de “ser voltada fortemente para o modelo de educação regular, academicista, sem orientação para a educação profissional”. O professor Daniel Cara, coordenador geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, concorda e acrescenta que a educação regular ainda está gritando por socorro.
“O objetivo é uma aprendizagem medíocre, que não colabora com a formação de um cidadão nem de uma liderança no mercado de trabalho”, diz. Isso resulta em baixa produtividade desses futuros trabalhadores e, consequentemente, em empregos informais ou de salários menores. Daniel Cara lembra que o maior problema hoje do Brasil é a falta de técnicos. Mas as escolas técnicas federais hoje atendem apenas a minoria deles.
Empregabilidade O diretor da CNI e do Senai destaca que, no Brasil, apenas 6,6% dos jovens fazem educação profissional junto com o ensino regular, enquanto nos 30 países que integram a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), esse índice é de 42% do total de jovens. A taxa de empregabilidade dos que fazem curso profissionalizante do Senai é de 80%. Mas apenas 2 milhões são treinados a cada ano.
Levantamento do Senai revela que há demanda de 7,2 milhões de trabalhadores qualificados na área técnica de níveis fundamental e médio até 2015. Desses, 1,1 milhões deverão ser novos assalariados. Os outros serão treinados novamente. Os cursos são de 200 a 400 horas, para funções como as de soldador e operador de máquina. Rafael Lucchesi destaca que os 21 profissionais mais demandados pela indústria têm salário inicial de R$ 2,1 mil, podendo chegar a R$ 6 mil mensais após 10 anos de serviço.
Mesmo os jovens com apenas o ensino fundamental têm oportunidade. Lucchesi ressalta que 53% dos postos na indústria têm qualificação profissional de 200 horas, que exigem apenas essa primeira etapa do ensino. Outros 18% são de nível médio e 3%, superior.


URL desta notícia: http://impresso.em.com.br/app/noticia/cadernos/economia/2012/12/25/interna_economia,62477/ensino-tecnico-e-salvacao.shtml

25/12/2012 - O Estado de Minas on-line - MG

Venda de genéricos sobe 30% até novembro

A comercialização de medicamentos genéricos no país atingiu 621,4 milhões de unidades (caixas) no acumulado do ano até novembro, um crescimento de 19% sobre igual período do ano passado, segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos (Pró Genéricos). Em receita, as vendas totalizaram R$ 10,2 bilhões, aumento de 29% em relação aos 11 meses de 2011.

De janeiro a novembro, a venda total de medicamentos, incluindo os de referência, similares e genéricos, alcançou 2,371 bilhões de unidades (caixas) no acumulado, alta de 12% sobre igual período do ano passado, de acordo com dados da consultoria IMS Health. O faturamento do setor no período somou R$ 45,5 bilhões, aumento de 12% em relação aos 11 meses de 2011. Os valores até novembro deste ano já superaram as vendas de 2011, que encerraram R$ 42,8 bilhões. Vale lembrar que o IMS audita a receita bruta, sem as taxas de descontos concedidas pelos laboratórios.

As indústrias farmacêuticas foram uma das poucas que passaram longe da crise financeira global desencadeada em 2008, com expansão acima de dois dígitos, mas nos últimos meses começaram a sentir o impacto do desaquecimento da economia, com desaceleração das vendas. Para 2013, o setor está preocupado com a pressão dos custos. "As margens serão apertadas", afirmou ao Valor Telma Salles, presidente da Pró Genéricos.

De acordo com Telma, as taxas de descontos sobre os medicamentos genéricos que ficam, em média, em 50%, deverão ser menores a partir do próximo ano, considerando que os custos do setor, sobretudo com mão de obra, cresceram.

A participação dos medicamentos genéricos em unidades até novembro alcançou 26%. O setor busca superar 50% nos próximos anos, desempenho que já ocorre em países da Europa e nos Estados Unidos. A Pró Genéricos estima chegar a 30% no fim de 2013. "Vamos trabalhar para que o acesso aos medicamentos aumente a partir de políticas públicas", disse Telma.

O baixo crescimento da economia brasileira este ano acendeu um sinal de alerta no setor, que tem suas vendas respaldadas pela renda da população. Em alguns meses deste ano, a comercialização de medicamentos em volume deu sinais de desaquecimento.

Em 2012, as farmacêuticas produtoras de genéricos foram as que mais atraíram operações de fusões e aquisições no país, sobretudo de multinacionais. Os múltiplos pagos por ativos farmacêuticos neste ano superaram em 20 vezes o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebtida) - no mercado internacional os preços pagos pelos mesmos ativos giram em torno de sete a oito vezes o Ebtida. Um dos principais negócios do ano foi a aquisição do laboratório nacional Multilab pela multinacional japonesa Takeda, que quer expandir em genéricos em países emergentes.




URL desta notícia: http://www.valor.com.br/empresas/2950312/venda-de-genericos-sobe-30-ate-novembro

26/12/2012 - Valor Econômico - SP

Vendas do varejo farmacêutico vão crescer 16%

A vendas do varejo farmacêutico devem registrar crescimento de cerca de 16% neste ano, segundo dados da associação das redes Abrafarma, com base no dado acumulado até novembro.
O número, que está em linha com o desempenho dos últimos anos, tem sido mais expressivo entre as grandes redes do que nas drogarias independentes.
"Estamos crescendo sobre uma base alta e, se compararmos com Estados Unidos e Europa, que se estagnaram, o resultado é expressivo", diz Sergio Mena Barreto, presidente da entidade.
A participação das cadeias de farmácias no setor avançou de 36% para 50% nos últimos cinco anos e, de acordo com Barreto, deve seguir o mesmo ritmo de alta nos próximos anos.
"As independentes têm mais dificuldade em praticar preços agressivos devido ao volume menor de vendas."
A estratégia adotada pelas grandes redes foi investir em produtos de higiene e beleza de primeira linha.
"As independentes que que não acompanharem essa estrutura não resistirão", afirma Barreto.
"A classe C está usando produtos dermatológicos e cosméticos premium. Quem compra esses itens no Brasil é a classe C. A classe A compra fora. As redes reforçaram nessa categoria e as independentes que seguiram estão se dando bem", diz.



URL desta notícia: http://mais.al/economia-e-negocios/2012/12/25/17860/vendas-do-varejo-farmaceutico-vao-crescer-16

26/12/2012 - O Jornal on-line - AL

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Mensagem de Natal aos Nossos Gerentes

PREZADOS GERENTES DE LOJA

Esse foi um ano de aprendizado e orgulho. A vida, as trocas de experiências com
vocês, os conflitos e as poucas comemorações que tivemos oportunidade de
realizar me ensinaram muito ao longo desses meses. Orgulho, porque trabalhar com
uma equipe gerenciada por cada um me trás um sentimento elevado de dignidade
misturado com o brio de perceber em cada um uma força interior capaz de elevar
a sua moral e a moral da equipe que vocês conduzem.

Percebi nesses poucos mais de um ano de Big Benn o valor dos grupos em suas
lojas e o quanto eles foram capazes de:

- aumentar a motivação da participação e o comprometimento de cada um;

- incrementar a satisfação de cada colaborador;

- melhorar a nossa comunicação;

- melhorar as nossas relações de trabalho;

- melhorar a nossa qualidade de vida pessoal;

- diminuir nossos custos;

- reunir e melhorar nossas competências.


O que Vocês me mostraram através da atitude ao longo desse ano de trabalho
foi:

Gerenciar loja exige paciência: vocês me ensinaram que paciência e
autocontrole são fundamentos do caráter de um líder assim como reagir de
acordo com os seus princípios morais acabam se tornando hábito no dia-a-dia da
loja;

Gerenciar loja exige gentileza: mostraram-me que dispensar atenção,
apreciação e encorajamento aos outros os tornam únicos; tratar com cortesia
os outros mesmos quando não o são é o diferencial que carregam;

Gerenciar loja exige humildade: mostraram-me cada um em seu tempo e nível que a
ausência de orgulho, arrogância ou pretensão desmensurada exprimem um
comportamento autêntico e real; saber dizer "Não sei", "O
que você acha?", "Desculpe, eu estava enganado", "Você
se saiu muito melhor do que eu seria capaz" os tornam homens e mulheres
verdadeiramente grandes!

Gerenciar loja exige respeito: você me mostraram esse aspecto tratando todas as
pessoas com a sua devida importância, delegando responsabilidades e
estabelecendo um pacto de confiança com todos os nossos colaboradores;

Gerenciar loja exige altruísmo: muitos de vocês me mostraram esse tópico
simplesmente atendendo as necessidades dos outros mesmos antes de suas próprias
necessidades. A vontade de servir foi maior do que a vontade de servir a si
mesmo. Para aqueles que desejam encorajamento a esse princípio eu deixo uma
frase do escritor russo Leon Tolstoi: "Todos querem mudar um mundo, mas
ninguém quer mudar a si mesmo";

Gerenciar loja exige perdão: aqui vocês deixaram o ensinamento que é
essencial aceitar as limitações dos outros e capacidade para tolerar a
imperfeição do outro sem se apegar a ressentimento;

Gerenciar loja exige honestidade: minha compreensão nesse ponto foi que a
integridade sempre esteve no plano mais alto, a relação baseada no respeito e
na honestidade em ser sincero e verdadeiro com todos não deixa rastro de
dúvidas nas ações que tomam em suas lojas. Comportamentos desleais e a
formação de "panelinhas" são alianças destrutivas para todo o
grupo e ao longo do tempo não se sustentam;

Gerenciar loja exige compromisso: aqui, a mensagem mais forte que todos vocês
me deixaram foi: TODOS FORAM INABALAVELMENTE FIEIS AS SUAS ESCOLHAS.

Neste Natal vamos recarregar nossas forças para então continuarmos nossa luta
com espirito renovado!!!

TENHAM TODOS UM FELIZ NATAL MEUS IRMÃOS

Gualter de Oliveira Rocha

Ricos gastarão mais que o dobro que classe média

Os consumidores da classe alta - com renda mensal per capita a partir de R$ 1.020 - vão gastar, em média, R$ 1.062 com presentes neste Natal, ante R$ 484 dos consumidores considerados da classe média - com renda per capita mensal entre R$ 292 e R$ 1.019 -, segundo dados divulgados nesta sexta-feira pelo instituto Data Popular. O valor dos gastos da classe baixa - com renda per capita de até R$ 291 por mês - será de R$ 288.

Segundo o levantamento, sete em cada dez brasileiros afirmam que irão comprar presentes de Natal. A pesquisa ainda aponta que as roupas são o principal item da lista de presentes dos consumidores, independente da classe econômica.

O estudo mostra que a maioria (36%) das pessoas da classe alta pretende comprar seis presentes ou mais na data. Na classe média, 23% afirmaram que vão comprar presentes para seis pessoas ou mais, enquanto que na classe baixa a maioria (59%) vai comprar apenas três presentes no Natal.



URL desta notícia: http://www.correiodoestado.com.br/noticias/ricos-gastarao-mais-que-o-dobro-que-classe-media_169649/

24/12/2012 - Correio do Estado on-line - MS

No Brasil, 44% da elite vêm de famílias pobres

A paraense Maria Goreth Medeiros de Miranda, 54 anos, contou com muito estudo, dedicação e trabalho para sair da pequena cidade de Prainha, na beira do Rio Amazonas, e conquistar um bem remunerado cargo de servidora pública em Brasília. Filha de uma família enorme—são 11 irmãos —, ela deixou a casa onde nasceu ainda menina, aos 11 anos, em busca de um futuro melhor do que a vida precária que os pais, ambos com apenas o ensino primário concluído, levavam.
Há 32 anos no serviço público, Goreth recebe hoje cerca de R$ 6 mil, que sustentam ela e a filha, Maíra, 23, em um apartamento no Guará. “Minha vida mudou muito. Depois de muitos anos morando de favor e dividindo o aluguel de um cômodo de um apartamento, comprei meu próprio imóvel, meu carro, além de dar um estudo de qualidade para a minha filha”, diz.
Transformação
Goreth é a síntese do forte processo de mobilidade pelo qual passa o Brasil. Dados do Instituto Data Popular comprovam que 44% dos brasileiros que hoje compõem as classes A e B são a primeira geração de endinheirados da família. Ou seja, nenhum de seus parentes chegou antes à elite do país. Na avaliação do presidente do Data Popular, Renato Meireles, esse movimento de ascensão social é fruto do crescimento e distribuição de renda no país, além do aumento nos níveis de escolaridade. Ele estima que cada ano de estudo pode resultar em uma elevação de até 15% nos salários. A Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) da Presidência da República estima que a renda familiar média mensal da classe A é de R$ 12.988, e a per capita, de R$ 4.687. Já o rendimento médio das famílias de classe B é de R$ 4.845 e o per capita, de R$ 1.503.


URL desta notícia: http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/politica-brasil-economia/33,65,33,3/2012/12/22/internas_economia,340650/no-brasil-44-da-elite-vem-de-familias-pobres.shtml

24/12/2012 - Correio Braziliense on-line - DF

2012: dez fatos para o mercado esquecer

Saia-justa entre a Fifa e o Governo Federal, intrigas nos bastidores do Festival de Cannes e até prisão de executivo do Google. O ano de 2012 rendeu uma série de notícias, no mínimo, desagradáveis para os mercados de comunicação, marketing e mídia pelo mundo. Meio & Mensagem selecionou os dez principais fatos do período que deveriam figurar na lista de itens para esquecer. Confira abaixo a seleção – o conteúdo na íntegra está publicado na edição 1540 de Meio & Mensagem.

1) As bolas-fora da Copa de 2014
“O Brasil precisa de um pontapé na bunda.” A expressão mal empregada pelo secretário-geral da Fifa Jérôme Valcke causou mal-estar entre os governantes do País e a entidade máxima do futebol. Mas o que a torcida brasileira realmente considerou uma bola-fora foram as escolhas dos nomes de dois símbolos da Copa do Mundo de 2014. No caso da bola, Brazuca venceu a eleição com 77,8% dos cerca de um milhão de votos, batendo Bossa Nova (14,6%) e Carnavalesca (7,6%). Já o tatu-bola definido como símbolo da competição foi batizado de Fuleco, após receber 1,7 milhão de votos (48%) na enquete — o nome é uma combinação das palavras futebol e ecologia. Ficou à frente dos não menos esquisitos Zuzeco (31%) e Amijubi (21%). Nas redes sociais, muitos internautas propuseram aos demais chamar o personagem apenas de Tatu-bola, e a bola de Gorduchinha, em referência ao famoso bordão criado pelo locutor esportivo Osmar Santos.

2) Intrigas nos júris de Cannes
Lado B do Festival de Cannes de 2012: um jurado expulso, um boicote à votação, acusações de favorecimento e dois Grand Prix suspeitos de serem fantasmas. A proeza da primeira expulsão da história coube ao espanhol Javier Curtichs, que estava fazendo negócios e atendendo incessantemente seu celular. Já o boicote ocorreu em Branded Content & Entertainment, em que três jurados liderados pelo argentino Rodrigo Figueroa Reyes, CEO da Fire, resolveram não participar da votação do GP, por considerar que os cases concorrentes ao prêmio não eram de branded content — incluindo o vencedor, “Cultivate”, da CAA para Chipotle. A acusação mais grave, no entanto, partiu de Martin Sorrell, CEO do WPP, que apontou intenção de jurados em votar contra as agências do grupo, na categoria Media Lions. Amir Kassaei, diretor global de criação da DDB, negou a possibilidade e afirmou que havia uma “tentativa de matar o Omnicom”, grupo da qual sua agência faz parte. Para terminar, dois GP de Outdoor suspeitos de serem fantasmas: “Invisible car”, da Mercedes-Benz, apontado como irreal porque seu efeito de invisibilidade não funcionava com o carro em movimento, e “Coke Hands”, da Ogilvy Shangai para Coca-Cola, que sequer é a agência do anunciante na China. Não foi um ano dos mais tranquilos na Côte d'Azur.

3) A novela das sacolinhas em SP
A polêmica cobrança pelas sacolinhas plásticas nos supermercados de São Paulo deixou o consumidor confuso e com a sensação de que elas escondem um mico. Entre idas e vindas, as sucessivas liminares tiraram o foco da questão central do problema, que está longe de carregar uma solução plausível. Inicialmente prevista para 15 de setembro, a data estabelecida para a volta da cobrança de R$ 0,59 pelas sacolas retornáveis foi prorrogada e segue sem definição. Também o consumidor continua sem esclarecimentos suficientes, nem incentivos concretos para mudar de hábito. Que em 2013 o mico não resolva pular da sacola para o colo do consumidor.

4) A prisão do diretor-geral do Google
Um vídeo no qual o candidato do PP à prefeitura de Campo Grande, Alcides Bernal, era acusado de praticar crimes levou à Polícia Federal, em São Paulo, o diretor-geral do Google, Fabio Coelho. O executivo ficou detido por algumas horas, em cumprimento à ordem judicial do Tribunal Regional Eleitoral do Mato Grosso do Sul. A detenção aconteceu porque o YouTube, controlado pela empresa, se recusou a retirar o vídeo do portal, segundo o despacho do juiz Flávio Saad Peren. No dia seguinte, Coelho informou que o vídeo havia sido bloqueado. E recorreu ao artigo 19 da Declaração Universal dos Direitos Humanos da ONU, que prevê: “Todo ser humano tem direito à liberdade de opinião e expressão; este direito inclui a liberdade de, sem interferência, ter opiniões e de procurar, receber e transmitir informações e ideias por quaisquer meios e independentemente de fronteiras.”


5) Tufão é pivô de “emboscada”
Ao longo de 17 horas, entre 8 e 9 de outubro, um vídeo foi exibido no canal da Vivo no YouTube tendo o ator Murilo Benício promovendo o plano “Vivo sempre internet”. A atuação incluía os trejeitos do personagem Tufão, de Avenida Brasil, novela arrasa-quarteirão que, naquela semana, vivia seu clímax. Criada pela Y&R (detentora de parte da conta da Vivo) e VML (agência digital também pertencente ao Grupo Newcomm), a ação irritou a Rede Globo, que se disse vítima de marketing de emboscada — pelas normas de relacionamento com o mercado, a emissora proíbe o uso comercial de personagens de suas tramas. Além de ameaçar os envolvidos com processos por perdas e danos, a Globo afirmou, em nota, que o episódio era “gravíssimo”. Para amenizar a situação, Roberto Justus, presidente do Grupo Newcomm, desculpou-se publicamente e assumiu o erro das agências. Passada a semana de crise, a Globo pôs fim à questão, afirmando que emissora, anunciante e agências seguiriam como “bons parceiros comerciais”.

6) Perdeu o amor, ganhou antipatia
O desafio da Nokia era destacar a câmera com altíssima definição de seu novo aparelho — mas a forma de fazê-lo, com uma ação viral, ganhou mais destaque (negativo) do que o próprio produto. Um vídeo muito bem produzido trazia Daniel, um jovem supostamente enfeitiçado por uma garota que havia conhecido numa balada na noite anterior, pedindo ajuda para encontrar a moça. Mesmo em dúvida sobre a veracidade do vídeo, muita gente o compartilhou. Apesar de o anunciante ter comemorado os resultados da ação, executada pela agência Na Jaca, uma maré negativa se seguiu à revelação da campanha. Além de críticas à marca (e à campanha, em especial), o caso virou objeto de investigação do Procon e do Conar — o órgão de autorregulamentação, porém, acabou absolvendo a Nokia.

7) Polêmica no Big Brother Brasil 12
Não foram brigas nem romances que mais chamaram a atenção dos espectadores da 12a edição do Big Brother Brasil. Na primeira semana de programa, o público foi surpreendido com uma suposta denúncia de abuso sexual ocorrido dentro da casa. O caso ganhou a atenção das redes sociais, da imprensa e até a polícia foi chamada ao local. Após as apurações, a Globo decidiu expulsar do programa o participante Daniel, que teria sido o autor do abuso — mesmo depois de Monique, a outra participante envolvida, tê-lo inocentado. Soube disso tudo, no entanto, apenas quem acompanhou a polêmica pela internet. Na TV, o apresentador Pedro Bial apenas informou a expulsão de Daniel, sem nenhuma satisfação ao espectador. A falta de transparência foi amplamente criticada e a Globo ainda ganhou um processo judicial, movido por Daniel. O BBB 12 teve uma das piores médias de audiência da história do reality.

8) Truculência nas redes sociais
As redes sociais intensificaram as relações entre marcas e clientes, propiciando um contato mais rápido e direto do que o proporcionado por canais tradicionais de atendimento ao consumidor. Mas a proximidade também potencializa os deslizes cometidos por profissionais mal preparados na condução desses diálogos. Em setembro, uma consumidora da loja virtual da Visou, insatisfeita com a demora na entrega de um produto comprado, optou por usar a página da marca no Facebook para cobrar soluções. Recebeu como resposta a sugestão de “procurar um macho”. No mês seguinte, um atendente do SAC online da Vivo recomendou que o cliente arremessasse o celular contra a parede para solucionar o problema de conexão com a internet 3G. “Resolve na hora”, garantiu. Em ambos os casos, as empresas, posteriormente, pediram desculpas — mas o estrago já estava feito.

9) A queda de Lance Armstrong
Diagnosticado com câncer no testículo, que também atingiu um pulmão e o cérebro, o ciclista Lance Armstrong encerrou sua carreira precocemente no meio da década de 1990 para se tratar. Contrariando as probabilidades, o atleta se curou, virou ícone de resistência física e construiu uma das mais vencedoras carreiras do ciclismo internacional, com sete títulos do Tour de France (entre 1999 e 2005). Em 2012, a bela história de recuperação virou umas das maiores fraudes do esporte mundial quando a agência antidoping dos Estados Unidos (Usada) o condenou por uso de substâncias ilegais, classificando o caso como o “mais sofisticado programa de doping que o esporte já viu”. Além dos sete títulos do Tour de France, Armstrong perdeu a credibilidade e, um a um, todos os seus patrocinadores — dentre eles Nike, Oakley e AB Inbev.

10) Ainda lembra da Rio+20?
A Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, que ocupou o Rio de Janeiro durante dez dias em junho deste ano, começou cheia de expectativas, mas resultou em poucas mudanças. O governo se disse satisfeito pela inclusão do Desenvolvimento Sustentável com a erradicação da pobreza no documento final da conferência. Mas as ONGs que ocuparam a cidade durante o encontro fizeram coro com algumas lideranças estrangeiras ao afirmar que nada de relevante ficou acertado. Pior: primeiro grande teste entre os que a capital carioca receberá até a Olimpíada de 2016, o evento causou muito tumulto na cidade. Parou o trânsito com longos engarrafamentos, registrou alta de preços e escassez de acomodações — o CEO do Mashable, Pete Cashmore, ficou em um albergue, pois não achou outro tipo de hospedagem.





URL desta notícia: http://www.meioemensagem.com.br/home/marketing/noticias/2012/12/21/2012-dez-fatos-para-o-mercado-esquecer.html

24/12/2012 - Meio e Mensagem on-line - SP

Os 10 anúncios mais virais de 2012

Alguns foram comerciais criados para serem virais, outros foram virais que se tornaram anúncios. Mas o que chama atenção na lista dos 10 anúncios mais compartilhados de 2012 é que o bizarro tem espaço garantido quando a questão é se espalhar na rede. Cachorros cantando a "Marcha Imperial" - tema do Darth Vader - e bonequinhos engraçados cantarolando sobre maneiras estúpidas de morrer são alguns exemplos. Confira abaixo os 10 anúncios que mais viralizaram em 2012:

10. PBS Studio - "Mister Rogers Remixed". Um auto-tuned bem humorado para promover um estúdio de mixagem. Foi partilhada 1.045.039 vezes.

9. Volkswagen - Cães latindo a "Marcha Imperial". Compartilhada 1.127.479 vezes.

8. Chevrolet - OkGo. Quando a montadora fez uma parceria com a sempre inovadora banda OkGo, estava na cara que sairia algo bom. Foi compartilhada 1.140.769 vezes.

7. Como tocar num ponto delicado como mortes acidentais nos trilhos do metrô? Simples, criando uma canção sobre as estúpidas maneiras de morrer. Compartilhado 1.217.751 vezes.

6. O Dancesport Studio é um local para aprender a dançar. Com isso em mente, eles lançaram o viral que, talvez, seja o mais fofo da lista. Compartilhado 2.094.766 vezes.

5. O comercial da P&G em homenagem às mães dos atletas olímpicos já é um clássico. Foi compartilhado 2.227.528 vezes.

4. Seguindo a linha "Red Bull" de ser, a DC Shoes lançou este vídeo alinhando a marca a uma ação radical. O vídeo foi compartilhado 2,292,354 times. Quer saber qual foi a façanha realizada? Veja o vídeo:

3. A Abercrombie colocou o pessoal para cantar a popular canção teen "Call Me Maybe". O resultado: 2.435.774 compartilhamentos.

2. A TNT inovou ao trazer o caos a um grupo de transeuntes desavisados. O anúncio foi compartilhado 4.352.283 vezes.

1. Você pode não lembrar do ditador Kony, mas, certamente, compartilhou seu vídeo em alguma rede social. O documentário denunciando os abusos do criminoso, idealizado pela ONG Invisible Children, obteve 10.068.928 compartilhamentos. Com informações do Business Insider.


URL desta notícia: http://www.adnews.com.br/pt/publicidade/os-10-anuncios-mais-virais-de-2012.html

24/12/2012 - Adnews - SP

Dez celebridades dos comerciais de TV

A voz rouca e o tipo bem brasileiro de Camila Pitanga dominaram os intervalos da programação televisiva em 2012. A atriz foi a personalidade mais vista pelos telespectadores na TV aberta, com 7.336 inserções. A forte presença na telinha foi alavancada pelos filmes da Caixa Econômica Federal, mas a artista também protagonizou campanhas para o Grupo Pão de Açúcar, Ferrero, Unilever e Rede Globo.

O segundo lugar ficou o galã Reynaldo Gianecchini, vice-campeão (5.870 aparições) graças às ações para marcas como Banco do Brasil e Catho, além de campanhas beneficentes para entidades de combate ao câncer, como Graacc e IBCC. A über model Gisele Bündchen, que havia liderado a lista em 2011 das celebridades mais vistas na publicidade, caiu para a terceira posição (5.686 inserções), estrelando campanhas para C&A, ONU, P&G e Sky.

Em quarto e quinto lugares, domínio absoluto do futebol: Neymar (5.303 aparições) e Ronaldo (4.243 aparições), respectivamente, foram garotos-propaganda de diversas empresas, como Ambev, Claro, Volkswagen e Hypermarcas, entre outras. Um detalhe curioso é que Neymar, em 2011, ocupava apenas a 72a posição, com 539 aparições.

Na lista dos dez mais vistos nos breaks figuram ainda a apresentadora Patrícia Abravanel (3.362 inserções), que faz as ações para a Jequiti; a atriz Lilia Cabral (2.863 inserções); a modelo e apresentadora Fernanda Lima (2.675); o ator Rodrigo Santoro (2.532); e a atriz Thaila Ayala (2.476).

“A marca faz um esforço gigantesco para reter a atenção e usa uma celebridade para ter mais resultado, mas são poucas que podem pagar para ter o Neymar, por exemplo”, diz Fabio Wajngarten, sócio da empresa Controle da Concorrência, que monitora as inserções do mercado publicitário e fornece dados, minuto a minuto, da presença dos anunciantes na TV.

O levantamento das dez celebridades mais vistas na propaganda de TV analisou os canais abertos Band, Globo, Record, RedeTV e SBT no período de 1o de janeiro a 30 de novembro, usando o sinal São Paulo SP1 (para a capital paulista), que contempla também net (os comerciais nacionais). Foram utilizados os formatos propaganda e patrocínio.

Craque dos intervalos

Já a celebridade que mais anunciou marcas diferentes durante o ano foi o jogador Neymar, que estrelou campanhas para 12 empesas: Ambev, Baruel, Claro, Grupo Santander, Gulliver, Johnson Controls, Lupo, Nike, Panasonic, Rede Globo, Unilever e Volkswagen. A cantora Ivete Sangalo também confirmou o título de rainha dos comerciais, sendo garota-propaganda de 11 empresas e instituições diferentes. SBT, Insinuante, L'Oréal, Giraffas, Governo da Bahia, Credicard Hall, Conselho Nacional de Procuradores, Avon, TAM, Schincariol e Tramontina apostaram no charme e talento da artista para divulgar suas marcas.

Em terceiro lugar aparece o ex-jogador e empresário Ronaldo (o Fenômeno), com nove marcas. Reynaldo Gianecchini vem na quarta posição, com oito marcas, e Sabrina Sato e Xuxa estão empatadas na quinta colocação, com sete empresas cada.




URL desta notícia: http://www.meioemensagem.com.br/home/comunicacao/noticias/2012/12/21/As-dez-celebridades-que-dominaram-as-campanhas-no-ano.html

24/12/2012 - Meio e Mensagem on-line - SP

EMS é eleita a melhor empresa na categoria genéricos pela Abrafarma

Aramis Domont, diretor da divisão EMS Genéricos, recebe prêmio Abrafarma

A EMS, por meio da divisão EMS Genéricos – detentora do maior portfólio de medicamentos genéricos do País, com mais de 500 apresentações de produtos –, foi vencedora do prêmio Parceiros do Ano 2012, idealizado pela Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias, a Abrafarma, na categoria Genéricos. Essa premiação reúne as maiores redes de farmácias e drogarias do País. A cerimônia de premiação aconteceu em São Paulo, no último dia 5, e contou com a presença de aproximadamente 500 empresários, executivos e profissionais do setor farmacêutico.
2012 tem sido mais um ano de bons resultados para a EMS Genéricos, que apresenta um crescimento acima do mercado farmacêutico graças à agilidade em disponibilizar, nos pontos de venda, frequentes lançamentos de medicamentos importantes. A equipe de profissionais da Força de Vendas está presente no dia a dia das farmácias em todos os estados do Brasil. São aproximadamente 20 mil pontos de venda atendidos. Desta forma, a prestação de serviços tem como principal objetivo promover o melhor atendimento aos consumidores.
A EMS Genéricos faz ainda constantes investimentos em PDV, como o ACADEMS (Projeto de Capacitação no Varejo Farmacêutico), e aposta no programa de visitação à fábrica da EMS em Hortolândia - SP, além de trabalhar na ampliação do Programa de Trade ‘Onda Azul', que já totalizou mais de 1,8 mil estabelecimentos atendidos ao longo de três anos.
O objetivo da EMS Genéricos é continuar crescendo, investindo em P&D e em novas tecnologias para o desenvolvimento de produtos e o aumento de portfólio e market share, ampliando sempre mais o acesso da população a tratamentos médicos.
Perfil da EMS - A EMS é o maior laboratório farmacêutico brasileiro, líder de mercado tanto em unidades comercializadas quanto em faturamento. Com quase 50 anos de história, o laboratório tem atuação nos segmentos de prescrição médica, genéricos, medicamentos de marca, OTC e hospitalar, produzindo medicamentos para praticamente todas as áreas da Medicina. Possui duas plantas produtivas: em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, e em Hortolândia, na região metropolitana de Campinas (SP), onde funciona um moderno complexo industrial, incluindo o Centro de Pesquisa & Desenvolvimento, um dos maiores e mais modernos da América Latina. A empresa está em franca expansão, com a construção de uma fábrica de comprimidos e cápsulas em Manaus (AM) e de uma nova unidade de embalagens de medicamentos sólidos em sua sede de Hortolândia. Além disso, uma unidade fabril em Brasília (DF) e outra em Jaguariúna (SP) também estão nos projetos de ampliação. Os medicamentos desenvolvidos e produzidos pela companhia são comercializados no Brasil e exportados para mais de 40 países. São mais de 2 mil apresentações de produtos fabricados sob rigorosos padrões de qualidade, eficácia e segurança. A EMS, como uma das farmacêuticas nacionais acionistas da recém-criada joint venture BioNovis, está investindo fortemente em 2012 e nos próximos anos no segmento de medicamentos biotecnológicos, considerados o futuro da indústria farmacêutica. Foi a primeira indústria brasileira a submeter à avaliação da Anvisa medicamentos biológicos biossimilares de alta complexidade.




URL desta notícia: http://www.revistafator.com.br/ver_noticia.php?not=223520

24/12/2012 - Fator Brasil - SP

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Exigente, classe C valoriza marcas e relação custo-benefício

 É  o que aponta a pesquisa “Brasil com S”, realizada pela agência Lua propaganda, em parceria com o Instituto APPM (Análise, Pesquisa e Planejamento de Mercado). Segundo o estudo, para a nova classe média não basta ter acesso a serviços e produtos básicos. Ela quer garantir a perenidade de sua melhora de condições comprando produtos melhores, guardando dinheiro e qualificando sua formação.

O levantamento foi feito a partir de 2.000 entrevistas com pessoas que têm renda mensal entre R$ 1,7 mil e R$ 6,2 mil, em oito capitais de todas as regiões do Brasil. Em relação ao consumo, 51% dos entrevistados responderam que “o que importa é a marca, mesmo que seja preciso juntar dinheiro ou parcelar para comprar”. Outros 18% dizem ser importante combinar qualidade e preço nas compras. Somente 7% consideram o preço o mais importante.

“A tendência é que essas pessoas passem a qualificar as suas compras”, afirma Átila Francucci, vice-presidente de criação e de planejamento da Lua Propaganda

A classe C também evita gastar mais do que ganha. 51% afirmam que “consomem de acordo com o que ganham, e não sobra dinheiro para poupar”. Outros 28% consomem menos do que recebem e conseguem guardar algum dinheiro. Somente 18% consomem mais do que ganham.

Em outros aspectos importantes, 27% querem abrir um negócio próprio, e a mesma porcentagem afirma que pretende cursar uma universidade.



URL desta notícia: http://www.sm.com.br/Editorias/Ultimas-Noticias/Exigente%2C-classe-C-valoriza-marcas-e-relacao-custo-beneficio-19506.html

20/12/2012 - Revista Supermercado Moderno online - SP

sábado, 15 de dezembro de 2012

O novo papel da loja

No World Retail Congress a loja esteve no centro das discussões. No futuro, com a aderência das compras on-line, as lojas serão maiores ou menores? Em maior ou menor número? É indicado praticar preços diferentes em cada canal? Perguntas que não receberam respostas unânimes nos três dias de evento

Varejistas de várias partes do mundo se reuniram em Londres em setembro, para mais uma edição do World Retail Congress. Este ano, o evento intensificou o assunto que mais tem tirado o sono dos executivos: multicanal. E a discussão desceu ao nível prático. O site realmente aumenta o tráfego na loja física? Posso ter preços diferentes na loja física e na on-line? As perguntas receberam respostas diferentes. Segundo Peter Gold, da consultoria CBRE, a resposta da primeira pergunta é sim: “na realidade o multicanal encoraja consumidores a visitar a loja e está direcionando vendas adicionais”. Para reforçar sua tese, dados da Deloitte dão conta que o uso de múltiplos canais aumenta da taxa de conversão. 85% dos americanos que usam aplicativo de celular ou acessam o site durante sua visita à loja fazem a compra naquele mesmo dia. Ou ainda, segundo Google, 37% das pessoas acabam levando mais alguma coisa quando passam na loja para retirar suas compras feitas on-line. É um dos benefícios da teoria do omnichannel que indica que todos os canais de compra, físicos ou virtuais, trabalham juntos.
Em relação à disparidade de preço, Steve Sadove, CEO da Saks, disse que é tudo uma questão de adequação. “No mercado de luxo, o consumidor procura por marca, experiência e tendências. Mas se ele visita nosso outlet, seu cardápio de exigências muda. Aqui, eu sei que ele valoriza a marca e o preço”. A Saks tem investido em segmentação on-line para fazer ofertas personalizadas. Assim, em vez de anunciar determinado produto com 25% de desconto para todo mundo, ele vai escolher para quem fazer a oferta. “Pessoas diferentes encontrarão preços diferentes. Não quero que minha marca perca valor com promoções e ofertas aleatórias”, alertou. “É complexo”, ele disse, e não funciona em qualquer segmento. No de eletrônicos, por exemplo, essa estratégia não funciona, já que a diferenciação é baixa e a guerra de preços, ferrenha. Outra dica, dessa vez disparada por Jim Fielding, CEO da Claires, rede de artigos e acessórios femininos: quanto menor o preço e, conseqüentemente, a margem, mais difícil e complexo é ser lucrativo com o multicanal. Para comparar, Gold, da CBRE, acrescentou que a maioria das varejistas que analisa em seus relatórios pratica preços iguais na loja e nos canais on-line.
Outra pergunta em evidência: afinal, com o advento do e-commerce, as redes terão menos ou mais lojas? Embora as consultorias afirmem que serão necessárias menos lojas, mas que essas devem ser melhores e mais elaboradas, e em locais de grande tráfego, quando a mesma pergunta é feita para os varejistas a resposta é diferente. Eles afirmam que não só vão abrir mais lojas, como elas serão ainda maiores. Foi o que revelou recente pesquisa da CBRE. O relatório da Deloitte, distribuído no evento, sugeria o caminho contrário. “As lojas de tijolo serão cada vez menores acompanhando o crescimento das vendas pelos canais on-line. Os quiosques dentro de loja substituirão departamentos inteiros”, dizia. “O varejista deve se perguntar”, continua: “Minha loja deve ser um showroom?”.
Esse descompasso ganhou eco em diversas palestras. Dan Cobley, por exemplo, diretor de marketing do Google, recomendou lojas menores em tamanho, mas com uma oferta ampliada. “A loja pode expor todo seu sortimento usando mecanismos digitais e não espaço físico”. Do lado varejista a marcha é outra. Flavio Rocha está no time dos que querem mais lojas. O presidente da brasileira Riachuelo subiu ao palco para falar sobre o potencial varejista do País. Ao som de “Mas que nada” – versão de Black Eyed Peas e Sergio Mendes –, Rocha contou que irá abrir 30 lojas em três anos. “O aumento da classe média forçou nossa empresa a se reinventar já que 85% de nossas vendas são feitas para essa mulher. Para ela, agora, moda não é só cobrir o corpo, mas, sim, uma forma de expressão”. A rede, que tem 150 lojas, controla todas as etapas do negócio, do desenvolvimento do design, à manufatura, supply chain, venda, até a operação financiamento – detém o maior cartão private label do Brasil, com 21 milhões de plásticos.
Saindo da retórica em torno do número de lojas, e analisando o fenômeno da multicanalidade Mindy Grossman, CEO da loja de departamento americana HSN, foi taxativa: “O conceito de canal morreu”. Para ela, “a empresa varejista precisa ter uma abordagem 360 graus, sem costuras em qualquer ponto de contato com o consumidor. Mas não basta estar em todos os lugares só por estar”, acrescentou. Nick Robertson, CEO da Asos.com, que vende roupas on-line, despertou a plateia para o perigo de ficar preso em silos. “O consumidor não está parado, é preciso ter a mesma mobilidade.”
O papel da loja ganha evidência à medida que toda discussão sobre multicanal ganha corpo. “O e-commerce transformou o comportamento do consumidor na loja”, disse Tony Stockill, CEO da consultoria Javelin. “Agora as lojas precisam se dedicar a estreitar o relacionamento com o consumidor, ajudando-o na compra, demonstrando produtos, prestando um ótimo serviço. Ele ficará marcado por essa experiência e ela influenciará seu comportamento nos demais canais.”
A lista “to do” dos varejistas cresceu e ficou mais pesada: não basta ser mais rápido, ter o preço mais competitivo, prestar o melhor serviço e, claro, superar as expectativas dos clientes. É preciso não ter arestas a aparar em nenhum canal de venda, que logicamente devem estar integrados e trabalhando em conjunto para melhorar as vendas e a experiência do consumidor com a marca. Entra na lista também estar aberto ao diálogo, pensar em formas inovadoras de engajar o consumidor e envolvê-lo, seja no mundo real ou virtual. É como disse Adam Bain, presidente de Global Revenue do Twitter: “Quem imaginaria, há dez anos, que falaria com um logo e ele, de fato, responderia”. Você?

O significado do multicanal, pela ótica do varejista
Muito se fala sobre multicanal, mas pouco sobre o real peso desse assunto na agenda dos varejistas. E por mais que ele seja relevante, não é mais importante que a abertura de novas lojas, por exemplo. A consultoria CBRE ouviu 50 líderes de varejistas europeus que têm atuação internacional (juntos somam 32 mil lojas) sobre suas percepções em relação às estratégias multicanal:
- 70% dos varejistas se veem prioritariamente como “loja de tijolos”. Entretanto em dois anos pretendem estar convertidos em negócios multicanais.
- Na média, as vendas on-line representam 5% de seu negócio; estimam em dois anos, chegar a 10%.
- Enquanto concordam que investimentos em multicanal são importantes; investimentos em novas lojas e reformas permanecem como a prioridade número um.
- Redes sociais e m-commerce são considerados assuntos secundários.
- A maioria dos varejistas quer aumentar sua capacidade multicanal oferecendo aplicativos para celular, sites mais comerciais (77%), ou ainda inserindo quiosques nas lojas (80%).
- Os varejistas preveem uma revolução no controle de estoque e inventário. Para dar conta da demanda multicanal, será preciso investir em mais centros de distribuição regionais.
- A maioria não pratica preços diferentes na loja e nos canais on-line, e não pretendem fazê-lo no futuro.

85% disseram que vão oferecer entrega gratuita. e 78% trocas gratuitas também.

77% vão ter sites adaptados ao celular até 2014.
60% querem lojas maiores, dizem precisar de mais espaço de loja como resultado de sua estratégia multicanal.
2/3 usarão o espaço da loja para estocar e entregar pedidos on-line.
72% disseram que vão precisar do mesmo número de lojas, ou talvez mais, no futuro.
No que os varejistas vão direcionar a maior parte dos investimentos:
12% – multicanal
24% – abrir lojas em novos países
27% – aumentar ou reformar lojas já existentes
37% – abrir novas lojas

Fonte: CBRE, EMEA Research and Consulting

O terno feito de garrafa pet
A rede britânica investe em programa de troca de roupas; presidente vestiu um terno reciclado no WRC.
O CEO da Marks & Spencer, tradicional varejista britânica, Marc Bolland, subiu ao palco do WRC vestindo um elegante terno feito de garrafas pet e poliester reciclado. Disse que é o primeiro “terno reciclado” do mundo. E para quem está pensando que isso cheira a algo alternativo e alegórico, um aviso: o terno, que já está à venda nas lojas M&S, custa € 394, leva a assinatura do designer Richard James e não se diferencia em nada de seus concorrentes “não reciclados” – tire suas próprias conclusões checando a foto.
Bolland falava o quanto tem dedicado tempo e energia a projetos que possam realmente fazer a diferença para o mundo. Como o projeto Shwopping (uma brincadeira que
mistura as palavras inglesas comprar+trocar), que incentiva as consumidoras a levar peças – de qualquer marca – que não usa para a loja e simplesmente descartá-las em uma cesta. As peças podem ser recicladas, revendidas ou doadas a necessitados.
Em seis semanas, as lojas arrecadaram 500 mil peças. “Se ele não comprou porque percebeu que já tem três blusas de verão, não importa. Saberei que fiz bem meu trabalho. Fiz ele pensar, ele pode gastar em outras coisas.” É possível saber quantas pessoas se identificam com as propostas sustentáveis e passam a comprar da marca por causa delas?, alguém da plateia o perguntou.”Não dá para saber. O consumidor não vem porque somos sustentáveis, mas porque representamos uma ajuda no seu dia a dia. Ações assim representam apenas 3% do nosso negócio hoje, mas já é um começo e o feedback é muito positivo.”

Logos que falam
O futuro do varejo não tem a ver com tecnologia, mas, sim, em como envolver pessoas.

“O futuro do varejo está na descoberta de como envolver as pessoas. Não tem nada a ver com tecnologia”. A frase veio de Adam Bain, presidente de Global Revenue do Twitter, empresa cuja plataforma esta sustentada 100% em, veja só, TECNOLOGIA. Para provar o que diz, Bain ilustrou com diversas ações que se passaram no Twitter recentemente. Como o caso da rede de restaurantes Morton’s: antes de pegar um vôo, um internauta postou que adoraria ser recebido por uma comida da Morton’s quando chegasse ao seu destino. E adivinha? Um garçom da Morton’s foi até o aeroporto com uma sacola cheia de comidas quentinhas recepcionar o surpreso tuiteiro que nunca pensou que seria atendido quando postou. Ele tirou sua foto com o garçom e ela passeou pelo mundo www. A marca ganhou publicidade gratuita por simplesmente fazer parte da brincadeira.
“Quem imaginaria, há dez anos, que falaria com um logo e ele, de fato, responderia”, brincou Bain. “No Twitter, assim como em outras redes sociais, envolver-se com o consumidor não é apenas uma questão de espalhar a mensagem, mas, sim, de empacotar tão bem essa mensagem a ponto dos outros espontaneamente a espalharem por você”, compartilhou.
Como exemplo, ele falou sobre o desfile que a Burberry fez há poucas semanas, e que permitiu aos seguidores do perfil da marca saber de tudo antes, literalmente. Quem estava assistindo ao desfile plugado ao Twitter, conferia, segundos antes de a modelo pisar na passarela, sua foto com o look. As fotos receberam mais de 800 retwits.

Pagamento por aproximação
Near Field Comunication (NFC). Anote esse nome, você ainda vai ouvir falar muito dele. No estande da Mastercard no WRC, o foco era o PayPass, tecnologia de pagamento por aproximação. Não chega a ser exatamente um lançamento para os mercados europeu, americano e australiano em que ele já é usado, mas para o Brasil a novidade é tremenda. Horst Müller, executivo da Mastercard Brasil, conta que até o final do ano essa tecnologia estará disponível no Brasil. Por ela, basta que o consumidor aproxime seu cartão do leitor.
Para o varejista, a solução significa agilidade e menos tempo na fila. O Carrefour já se beneficia disso na França – a Polônia também implantou o sistema de aproximação para os bilhetes do transporte público. Lá, telefones celulares habilitados com o NFC também fazem às vezes do cartão – basta aproximar.
Na verdade aqui, o cartão é apenas uma das possibilidades. O estande da Mastercard mostrava sobre a mesa, ao lado do leitor, uma pulseira, um chaveiro, um relógio e um pequeno adesivo para ser colado na traseira do celular. Todos eles podem ser usados para o pagamento, basta aproximar do leitor na hora do pagamento – as opções variam entre pré-pago, débito e crédito. No momento, Müller explica, as adquirentes brasileiras como Cielo e Redecard estão implementando seus POS para receberem o PayPass. “Até o final do ano os bancos começarão a emitir os cartões”, avisa. A expectativa é que a solução tenha penetração em transações de valores menores, dispensando a impressão do cupom.

Shopping feito de container
Boxpark, considerado o primeiro shopping pop up do mundo, fica em Shoreditch, Londres, num antigo galpão desativado. Abriu no último dezembro, deve fechar em cinco anos, e reabrir em qualquer lugar do mundo. Tudo muito simples: o shopping não passa de uma intrincada diagramação de 60 containers marítimos unidos um ao outro pelo lado ou pelo topo, formando andares, corredores, espaços de convivência e lojas assemelhando-o, de longe, aos tradicionais malls. Lá estão marcas consagradas como Diesel, Lacoste, Calvin Klein e Nike, e outras locais alternativas, além de dez restaurantes. “Eu queria criar um espaço de comércio que oferecesse aos varejistas um custo mais baixo de aluguel e um modelo mais eficiente que fizesse sentido, a antítese de um shopping tradicional”, comenta o CEO Roger Wade, dono da ideia.

Cultura multicanal
O programa “Shop your Way”, da Marks & Spencer, marca o esforço multicanal da varejista britânica. “Disponibilizamos internet grátis nas lojas e há um balcão exclusivo para entregar compras feitas na internet”, conta Laura Gery, diretora de multicanal da rede. Os vendedores estão melhores apetrechos também. Munidos de tablets, acessam na hora todas as informações sobre o produto que o consumidor está em dúvida. Há também, pelas seções, totens para que o consumidor navegue pelo aplicativo e confira vídeos com dicas do produto mais adequado. “Na seção de travesseiros, por exemplo, passamos a vender mais simplesmente porque o consumidor estava aprendendo sobre os diferentes tipos e tendo segurança para comprar.”

Junção de ícones
A Oxford Street ficou mais colorida com a parceria entre a multiartista japonesa Yayoi Kusama, Louis Vuitton e a loja de departamento ícone de Londres, Selfridges. A fachada e as vitrines dessa última ganharam estátuas de Yayoi com um vestido vermelho vibrante de bolinhas brancas, inspiradas em seu poema “Amor para Sempre”. Tudo para divulgar ainda mais a coleção de bolsas e acessórios que leva a assinatura da artista. Aberta em 1909, a Selfridges possui mais de 650 mil metros quadrados de área de venda e recebe mais de 350 mil consumidores por semana – 20 milhões por ano. Tem a maior seção de calçados femininos do mundo, são cem mil pares – vende sete mil por semana.

Digital total
Na recém-inaugurada loja londrina da Burberry, na Regent Street (sua maior do mundo), a marca reuniu as mais faladas inovações tecnológicas num mesmo ambiente físico. Tablets dispostos entre as peças mostram a coleção completa, além de detalhes e informações adicionais; nos provadores leitores de RFID reconhecem a peça e os espelhos refletem a apresentação dela na passarela, assim como dados da confecção e possíveis combinações. O megatelão no centro da loja exibe os mais recentes desfiles e campanhas. Há ainda uma seção onde o cliente pode desenhar seu próprio trenchcoat – feito sob medida, claro. Na hora de pagar, não é preciso se dirigir ao caixa, a vendedora traz a máquina do cartão junto com a sacola.

Roupa, livro e muito mais
A livraria chinesa Fangsuo Commune foi a vencedora na categoria “Design do Ano” na premiação do WRC. Ela não vende apenas livro – bem longe disso. Bebidas e comidinhas elaboradas, moda, artigos para casa e gadgets também estão no mix – cada um com um espaço dedicado na loja. Pode parecer confuso, mas não é. Tudo que está ali tem uma razão: está em sintonia com a filosofia “cultura e vida”. Desde os cardápios poéticos às mesas e expositores de madeira às paredes vivas, cada elemento tem inspiração artística. Sem contar que a loja é a única no país a vender mais de 20 marcas internacionais, e reúne todas as semanas apresentações de artistas e escritores.
Os jurados do prêmio se disseram impressionados pela originalidade do design e ambiente de compras que na visão deles “encapsulou perfeitamente a ideia do varejo de experiências”.

Do jeito que o consumidor quiser
O supermercado alemão Emmas Enkel, que vai completar um ano em Dusseldorf, apostou na conveniência total: é possível comprar no site e retirar na loja enquanto aguarda na cafeteria (ou pedir o delivery em até duas horas); ou levar a lista feita à mão e aguardar no sofá enquanto o atendente do balcão – sim, eles tem balcão igual aos mercados de antigamente - embala tudo; ou ainda pedir pelo telefone e depois parar o carro no drive-thru para ter o porta-malas preenchido pelo funcionário, ou ainda, se a loja estiver fechada, comprar via código QR na vitrine e receber em casa.... Ou qualquer uma das anteriores combinada a qualquer outra! O sócio Benjamim Bruser explica que descobriu em pesquisa que 45% das pessoas gostariam de comprar comida on-line, mas não o faziam porque consideravam complicado. Então Bruser se dedicou a excluir todos os pontos negativos que eram citados para justificar a não compra on-line. O que restou foi essa combinação mirabolante de possibilidades de compra, tornando a teoria do omnichannel real. “Os canais se misturam para estarmos sempre disponíveis”, conta. Na única loja de 300 metros quadrados estão a cafeteria, o balcão de pedidos e 500 itens à venda em prateleiras – outros 2.500 estão no estoque (de onde partem todos os pedidos). Eles inovaram também no site no qual é possível comprar por categoria ou tema, como por exemplo, “crianças” ou “futebol”.

Despertando o desejo
Algumas lojas da cara Hackett London, de moda masculina, oferecem lavanderia, engraxate e barbeiro. “É uma maneira de nos relacionarmos com homens que ainda não podem pagar por nossas peças, mas que querem estar ligados a nossa marca”, comenta o diretor Vicente Castellano, que acrescenta: “Temos clientes que sempre vêm à loja cortar o cabelo, nunca compraram uma peça, mas estão sempre namorando as vitrines”.

Muleta com design
A suíça Praktischön vende, num ambiente que em nada se assemelha a farmácia ou clínica, utensílios de segurança para idosos, como andador ou cadeira de roda, com design diferenciado e cores vibrantes. Na visão de Neil Stern, da Mc Millan Doolittle/Ebeltoft, a marca se destaca pela inovação verdadeira. “Não queremos ser lembrados de nossa mortalidade e essa loja faz isso muito bem associando itens de segurança com bem-estar”, comentou o especialista em varejo que citou a rede durante sua apresentação no WRC.

Espaço de convivência para mamães e bebês
A rede de lojas espanhola Baby Deli oferece, além de uma gama orgânica de produtos para bebês e uma deli com alimentos naturais, uma programação voltada tanto para mães como para filhos, como aulas de ioga, culinária, balé e artes. Reuniu tudo num só lugar: cursos, compras, comidinhas e espaço para brincar.


Cupcake 24 horas
Na Califórnia, a Sprinkles, rede de cupcakes gourmet, abriu uma série de vending machines aproveitando a fachada das lojas. A ideia é ter o produto disponível mesmo quando a loja está fechada. Por meio de uma tela sensível ao toque o consumidor escolhe (a qualquer dia e hora) o sabor e cobertura – apenas ficam disponíveis os bolinhos feitos naquele dia.

Você cria o cardápio
A lanchonete nova-iorquina 4Food usa o crowdsourcing para facilitar a vida dos frequentadores na hora de escolher o sanduíche. Ao criar sua combinação escolhendo entre uma variedade de molhos, pães, carnes e acompanhamentos, o sanduíche criado fica exposto no painel. A cada pedido dele, o autor ganha pontos que podem ser trocados na loja.

Cupom humano
Nessa ação criada pela Leo Burnett para a magazine suíça Micasa, o consumidor que tivesse o mesmo nome que o produto podia comprá-lo pela metade do preço. Assim a Marlene podia comprar a estilosa luminária com seu nome e economizar Fr 100; a Carlotta levar a cômoda por Fr 215 e o Luke a mesa por uma bagatela, já que o preço cheio era Fr 69. O site recebeu nos dois meses da promoção o dobro de cliques – todo mundo procurando o móvel que levava seu nome. Nas redes sociais, a marca ficou em evidência: muita gente procurava por pessoas com o nome do móvel que queria comprar para se aproximar e economizar uns trocados.

Já se atrasou para um filme?
No caótico trânsito de Hong Kong essa é uma situação corriqueira e, segundo o UA Cinemas, uma das principais razões para as pessoas irem menos ao cinema. Para que consumidor não desista no meio do caminho, quando já viu que perderá o início do filme, a empresa administradora de cinemas criou o serviço ULate Hotline. É um número de telefone que o consumidor liga e, enquanto corre para o cinema, vai ouvindo um locutor narrar o que se passou nos primeiros 15 minutos do filme.

A solução é o vácuo
A direção do português Freeport, maior outlet da Europa muito visitado por turistas, notou que eles tinham vontade de comprar mais, mas não o faziam pois temiam que as sacolas não coubessem na mala. Para abrir mais um espac€inho na bagagem, o shopping colocou a venda uma bolsa à vácuo por apenas € 3.

Fonte: http://www.portalnovarejo.com.br/distribuic-o/edic-es-impressas/novarejo-25-set-out/o-novo-papel-da-loja

Vários tons de cinza em 2013

ALKIMAR R. MOURA , E ANTONIO C. MANFREDINI OLIVEIRA, SÃO PROFESSORES DA EAESP/FGV - O Estado de S.Paulo

Na história recente do Brasil, poucos anos apresentaram desafio tão intratável para a construção de cenários econômicos quanto 2013. As dificuldades de realizar tal exercício para 2013 são muitas, começando por entender a situação da economia do País no final de 2012, com a surpreendente combinação de desaceleração do crescimento do PIB, inflação acima do centro da meta e um mercado de trabalho com indícios de plena ocupação. Esse cenário indigesto não fazia parte das previsões para este ano, realizadas há um ano pelos analistas do setor privado, do setor público e do mundo acadêmico.

Parece haver relativo consenso de que o desempenho recente da economia foi determinado por fatores ligados à demanda agregada. O mais significativo componente para explicar o crescimento do PIB parece ter sido a expansão do consumo das famílias e dos indivíduos, movido pelo incremento do emprego, da renda e, sobretudo, o notável crescimento do crédito bancário. Mas tal ciclo de expansão esbarra em limites definidos, seja do lado da demanda de crédito, pelo comprometimento da renda familiar com encargos do endividamento, seja pelo lado da oferta, pelo aumento da taxa de inadimplência sobretudo entre novos tomadores de empréstimos. Não se pode esperar, pois, a repetição do movimento de consumo movido a crédito para 2013.

O componente demanda do setor público enfrenta restrições ligadas à necessidade de geração de superávit primário. Do lado externo, pesam sobre a economia global três incógnitas interdependentes: a resolução do "abismo fiscal" dos EUA, a crise da dívida soberana na região da Eurolândia e o desempenho da economia chinesa. É difícil, pois, esperar um desempenho robusto da economia internacional em 2013. Por último, a taxa de investimento se reduziu nos últimos períodos. Assim, não é provável que a demanda agregada contribua para o crescimento em 2013.

Entre as opiniões convergentes sobre os desafios imediatos está a necessidade de abordar problemas que têm se acumulado do lado da oferta agregada. Especialmente saliente e não independente é a necessidade de promover as reformas e aumentar o nível de investimentos. Quanto ao último ponto, há pelo menos quatro aspectos ligados ao setor público que não têm contribuído para fazê-los deslanchar. O governo tem se atrapalhado em seu próprio jogo. São quatro tons de cinza: 1) qualidade da gestão dos empreendimentos do PAC; 2) desenho dos processos de concessão/privatização; 3) independência e qualidade das agências reguladoras; e 4) natureza distorciva dos recursos oriundos do BNDES. Nos quatro casos, o governo conspira contra os desejados investimentos, em geral, e contra os em infraestrutura, especificamente.

O primeiro tom de cinza vem desde os tempos de Lula, quando Dilma foi ungida a mãe do PAC. No novo governo, a presidente tornou-o a principal meta do Ministério do Planejamento. Ainda assim, problemas de implantação e gestão, basicamente associados à máquina pública, impedem o programa de deslanchar, mesmo após cinco anos e duas fases. Em parte, por reconhecer limitações de gestão, o governo decidiu abrir à iniciativa privada investimentos em infraestrutura. A estreia com os aeroportos não foi encorajadora e o próprio governo reconhece que o desenho do processo causou seleção adversa: trouxe concessionários nem sempre entre os mais desejáveis. A nova fase de concessões (portos, ferrovias) até agora não augura resultados auspiciosos. Problemas de desenho nas concessões ainda afugentam investidores desejáveis.

Muito se debateu a interferência do Executivo nas agências reguladoras, que deveriam ser instrumentos de Estado, independentes de governos. Isso estaria conspirando para afugentar potenciais investimentos em infraestrutura. Recentes episódios de indicação de gestores não qualificados para agências certamente não ajudaram a solucionar o problema - apenas somaram ingerência indevida à desqualificação e corrupção no coração das agências. Tom cinza pesado.

Por fim, há um problema de financiamento associado aos investimentos. A fonte generosa de recursos do BNDES tem sido, nos últimos anos, o Tesouro. O repasse oculta subsídios, diminuindo a transparência e a credibilidade da política fiscal. Não ajuda que pareça uma manifestação macroeconômica do efeito de contabilidade mental estudado em economia comportamental.

Os quatro problemas são originados de escolhas governamentais que, possivelmente, poderiam ser alteradas com certa facilidade. Nada impede que o governo mude a qualidade da gestão (se aceitar terceirizá-la em parte). Nada obsta o desenho de processos de concessão que evitem seleção adversa e, pois, atraiam interessados mais qualificados. Nada bloqueia a busca e indicação de gestores qualificados e independentes para as agências reguladoras. E nada torna impossível a mudança das fontes de financiamento do BNDES.

A paleta de investimentos pode ser menos monocromática e o futuro, mais brilhante.

Por que você não vai ler este artigo até o fim

Nos poucos minutos necessários para ler este artigo, você muito provavelmente vai fazer uma pausa para dar uma olhada no celular, responder a uma mensagem de texto, passar para o seu computador de mesa para ler um e-mail do subgerente, ou dar uma olhadinha nas mensagens do Facebook ou do Twitter que vão aparecendo no canto da sua tela. Fora da tela, no seu escritório sem paredes, uma conversa de outras pessoas sobre o filho pequeno da colega pode atrair você para longe, ou um colega pode dar uma paradinha na sua mesa para fazer uma pergunta rápida.

E os chefes ainda perguntam por que hoje em dia é tão difícil realizar qualquer tarefa.

A distração no escritório não é nenhuma novidade, mas à medida que as telas se multiplicam e os gerentes pressionam os funcionários estressados para que façam mais com menos, o problema está piorando e afetando os negócios, pelo que informam as empresas.

Embora as firmas reclamem que os funcionários perdem tempo surfando na internet, algumas estão percebendo que elas mesmas também têm culpa pelo problema.

Embora a tecnologia digital tenha levado a aumentos significativos na produtividade, a jornada de trabalho moderna parece feita sob medida para destruir a atenção individual. Os escritórios de ambiente aberto e a ênfase no trabalho colaborativo deixam os funcionários sem isolamento da conversa dos colegas. Uma maré incessante de reuniões e e-mails internos implica que os funcionários têm que se esforçar, cada vez mais, para fazer seu "trabalho de verdade", bem, nas horas vagas. E a sedução tentadora das mensagens das redes sociais e atualizações de status também levam os funcionários a interromper seu trabalho.

"É uma epidemia", diz Lacy Roberson, diretora de aprendizagem e desenvolvimento organizacional na eBay Inc. Na maioria das empresas, é uma luta "para realizar as tarefas do dia-a-dia, com todas essas coisas que não param de chegar até você", diz ela.

Os funcionários de escritório são interrompidos - ou interrompem a si mesmos - mais ou menos a cada três minutos, segundo estudos acadêmicos, com inúmeras distrações que não param de surgir, tanto em forma digital como humana. Uma vez interrompido o raciocínio, pode demorar até 23 minutos para o funcionário voltar à sua tarefa, diz Gloria Mark, professora de informática da Universidade da Califórnia que estuda a distração digital.

As empresas estão experimentando estratégias para manter os funcionários focados. Algumas estão limitando os e-mails - algumas, até, proibindo por completo - enquanto outras estão reduzindo o número de projetos que um funcionário pode assumir de cada vez.

No ano passado, Jamey Jacobs, vice-presidente de um setor da Abbott Vascular, divisão da empresa de saúde Abbott Laboratories, ficou sabendo que seus 200 funcionários estavam muito estressados por tentar comprimir mais trabalhos, de forma intensa e concentrada, em meio ao turbilhão diário de e-mails e reuniões.

"Ficou frustrante para eles, pessoalmente, não conseguir cumprir as tarefas que queriam realizar", diz ele. Nas reuniões os participantes ficavam checando o e-mail, tentando realizar várias tarefas ao mesmo tempo e, nesse processo, esquecendo-se do seu foco.

A solução para a equipe de Jacobs incluiu uma tecnologia de escritório que anda muito esquecida: o telefone.

Jacobs e o consultor de produtividade Daniel Markovitz descobriram que os funcionários se comunicavam quase inteiramente por e-mail, quer o assunto fosse banal, como um bolo servido na sala de descanso, ou urgente, como um problema de equipamento.

Os dois instruíram os funcionários para que se guiassem pela importância e a complexidade da mensagem para definir se deviam usar o celular, o telefone do escritório ou o e-mail. As mensagens urgentes e as questões complexas mereciam um telefonema ou uma conversa pessoal, e o e-mail ficou reservado para as mensagens que podiam esperar.

Roberson, da eBay, instituiu recentemente uma política de não permitir nenhum dispositivo durante algumas reuniões de equipe, mudança que, segundo ela, vem tornando as reuniões mais eficientes.

Nem todas as distrações no local de trabalho prejudicam a produtividade. Mark, a professora da Califórnia, descobriu que as pessoas tendem a trabalhar mais rápido quando sabem que haverá interrupções, comprimindo as tarefas em períodos mais breves. A exatidão do trabalho sofreu pouco em meio às interrupções frequentes, mas o estresse dos funcionários aumentou significativamente.

No grupo de Software e Serviços da Intel Corp., de 14.000 pessoas, os analistas estavam preocupados por não ter tempo para pensar profundamente sobre os problemas porque passavam boa parte do tempo dando conta das tarefas do dia-a-dia. Assim, há alguns meses os gerentes decidiram testar um programa piloto que permite aos empregados reservar várias horas por semana para o trabalho concentrado.

Durante quatro horas semanais de "tempo para pensar", monitoradas por meio de calendários e planilhas de trabalho coletivas, não se espera que o funcionário responda a e-mails ou participe de reuniões, a menos que seja algo urgente, ou que esteja trabalhando em um projeto colaborativo.

Como resultado, pelo menos um funcionário já desenvolveu um pedido de patente nessas horas, enquanto outros deram conta das tarefas que não conseguem realizar durante os dias de trabalho frenéticos, diz Linda April, uma gerente nesse grupo.

Dezenas de empresas de software já desenvolveram produtos para dominar os e-mails que chegam aos funcionários, que vão de software de gerenciamento de tarefas até programas que examinam e classificam os e-mails; mas sua eficácia é limitada se não houver mudanças organizacionais.

Talvez nenhuma empresa tenha enfrentado o problema do e-mail com tanto prazer como a Atos, empresa de serviços globais de tecnologia da informação sediada perto de Paris, com 74.000 empregados.

Depois que um estudo interno constatou que os funcionários passavam cerca de duas horas por dia administrando seus e-mails, a empresa prometeu eliminar gradualmente, por completo, os e-mails internos.

Os funcionários ainda podem mandar e-mails para os clientes externos, mas a orientação da gerência é que se comuniquem com os colegas por meio de uma rede social interna que a empresa começou a implementar há alguns meses, diz Robert Shaw, diretor global da iniciativa " E-mail Zero".

A Atos informa que ainda é muito cedo para dizer se o experimento teve sucesso, mas em um manifesto contra os e-mails publicado no site da empresa, o diretor-presidente Thierry Breton compara os esforços da Atos para reduzir o acúmulo de lixo digital às "medidas para reduzir a poluição ambiental depois da revolução industrial."



URL desta notícia: http://www.valor.com.br/impresso/wall-street-journal-americas/por-que-voce-nao-vai-ler-este-artigo-ate-o-fim

14/12/2012 - Valor Econômico - SP