sexta-feira, 3 de maio de 2013
A mão invisível não é pra todos
Não sou comunista e tão pouco penso que a intervenção
exagerada do Estado possa trazer benefícios à economia e ao mercado. No entanto,
penso que por si só a economia, as vezes, não é capaz de se auto-regular.
Algumas empresas não possuem o mínimo de critério ético ou de valor que
respeite seu consumidor. As operadoras de telefonia são um exemplo clássico. Não
oferecem um serviço condizente com o que propagam e costumam lançar planos que
não entregam o que prometem. Na outra ponta de exemplos de falta de respeito
estão os planos de saúde que maximizam os seus volumes de vendas em detrimento
das redes de atendimento e do próprio atendimento que, em muitos casos, pode
ser comprado ao sistema público de saúde (em relação ao Brasil é claro). Talvez
em economias mais amadurecidas a mão invisível de mercado possa ser regulada
por um comportamento mais condizente com as perspectivas do consumidor que por
sua vez tem mais recursos e aparelhamento a sua disposição no enfrentamento de
problemas advindos de sua relação de consumo em relação aos aspectos legais.
Entendo, também, que o nível de consciência desse consumidor atue em favor do
mesmo na medida em que o processo de escolha e decisão com relação à aquisição
de um produto ou serviço se paute pelas experiências anteriores seja sua ou
não.
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