segunda-feira, 30 de abril de 2012

BTG Pactual fica com 30% da rede de academias Bodytech

BTG Pactual fica com 30% da rede de academias Bodytech CRISTINA GRILLO DO RIO O banco de investimentos BTG Pactual anuncia na segunda-feira sua entrada na sociedade proprietária das redes de academias de ginástica Bodytech e Formula. O banco fará um aporte de capital suficiente para ficar com 30% de participação. O sócio majoritário continua sendo a Accioly Fitness, empresa que tem entre seus sócios os empresários Alexandre Accioly, João Paulo Diniz, Luiz Urquiza e o técnico de vôlei da seleção masculina, Bernardinho. Com a nova configuração, a Accioly Fitness terá participação de 64,2%. Os demais 5,8% ficam pulverizados entre pequenos sócios. A operação foi fechada ontem à noite, um dia depois de o BTG Pactual fazer seu IPO (primeira oferta pública de ações na Bolsa de Valores) para levantar até R$ 3,66 bilhões -o maior desde a operação do banco Santander Brasil, que em 2009 movimentou cerca de R$ 8 bilhões. O valor do aporte na rede de academias não foi divulgado, mas a estimativa de analistas é que tenha ficado em cerca de R$ 200 milhões. É a primeira vez que o banco investe no setor de Fitness, que teve faturamento em torno de R$ 2,2 bilhões em 2011. "Com a proximidade da Copa e da Olimpíada, a perspectiva é que esse mercado possa triplicar", diz Luiz Urquiza, um dos sócios e diretor-presidente da Bodytech. Atualmente, o BTG Pactual tem participação acionária em 25 empresas de setores variados -de redes de hospitais a montadoras de automóveis. O grupo Bodytech tem 33 academias em funcionamento (três delas da rede Fórmula) e outras 22 em construção (dez Fórmula), com previsão de abertura em 2013. São 65 mil alunos matriculados. A entrada do BTG é o primeiro passo para o IPO da rede de academias. Isso deve ocorrer até 2015. 28/04/2012 - Folha de S. Paulo - SP

Empresas renomadas ainda contam pontos no currículo

Empresas renomadas ainda contam pontos no currículo 30/04/2012 Por Lucy Kellaway Se você me perguntar sobre minha vida profissional, eu lhe direi que trabalho no "Financial Times" há um quarto de século. Se você me pressionar mais, talvez eu revele que há muito tempo trabalhei para o JP Morgan por um breve período. Também poderei acrescentar que cursei a Universidade de Oxford. Quando conheço outras pessoas, sempre fico um pouco curiosa em saber onde elas trabalharam e, em menor grau, onde estudaram. Ser um consultor da Bain, por exemplo, significa algo diferente de ser consultor em uma outra empresa qualquer. Do mesmo modo, Yale representa algo diferente de Tuskegee. Tais detalhes não são tudo, mas são um bom começo. Mesmo assim, de acordo com um blog da Harvard Business Review, esse tipo de citação institucional de nomes não só é fútil e superficial, como perdeu sua utilidade. Daniel Gulati, um empresário do setor de alta tecnologia, afirma que o prestígio simplesmente não tem mais tanto prestígio quanto antes. Para começar, diz ele, muitos dos grandes nomes não parecem mais tão impressionantes. Não reverenciamos mais o Goldman Sachs, a News Corp. ou a McKinsey como antes. Em segundo lugar, as redes sociais significam que não temos mais que depender dos nomes das instituições para nossas manifestações: podemos fazer isso por conta própria. Basta apresentarmos nossas realizações diretamente no Twitter ou no Facebook. A conclusão, diz Gulati, é que os jovens deveriam parar de brigar uns com os outros por empregos na Bain e no Morgan Stanley, na esperança de que esses nomes darão um impulso em suas carreiras. Tudo o que essas organizações fazem é rotular as pessoas. A única maneira certa de se destacar é parar de se concentrar em para quem você trabalha, e pensar no que você está fazendo. Deveríamos nos orgulhar de nossas realizações, e não dos nossos empregadores. Isso poderia ser uma das coisas mais encorajadoras dos últimos tempos. O problema é que está completamente errado. Gulati está correto ao afirmar que são as realizações que deveriam contar. Mas o fato é que a maioria das pessoas, com exceção de poucos empreendedores, não consegue nada muito tangível. E mesmo que conseguisse, é difícil medir as realizações. Se você é Mark Zuckerberg, não precisa ficar citando um monte de nomes conhecidos em seu currículo. Mas o resto de nós definitivamente precisa. Ter o nome associado a empresas vistosas é hoje mais importante do que nunca. Isso se deve em parte porque o mercado de trabalho está tão ruim que todo mundo precisa de toda a ajuda que puder. Além disso, conseguir bons empregos e bons diplomas está mais difícil do que antes. Na minha época, era possível entrar para uma grande universidade quase que por engano. Uma vez obtido o diploma, conquistar um emprego era muito fácil. E uma vez estabelecido, você ainda podia ter uma atuação bem medíocre sem correr o risco de ser demitido. O que contava era a sua criação e a sorte, com o esforço e as habilidades ficando em segundo plano. Hoje, essa ordem se inverteu. Uma pessoa que se agarra a um emprego no Goldman Sachs por uma década, por exemplo, conseguiu algo que pode não ser socialmente valioso, mas oferece uma prova conclusiva de que essa pessoa é brilhante e trabalha duro - além de possivelmente arrogante e gananciosa. Se é atrás disso que você está, a palavra Goldman em um currículo deve ser levada muito a sério. Gulati também erra ao dizer que a existência das redes sociais significa que não precisamos mais nos apegar às corporações para nos manifestarmos. Quanto mais informações houver por aí, mais precisamos de alguns nomes decentes em um currículo para se conseguir atalhos. Não consigo ver como ser grande no Twitter torna você atraente para futuros empregadores - certamente isso diz a eles que você passa mais tempo escrevendo mensagens tolas do que trabalhando. Ele também exagera o fato de que o prestígio de alguns empregadores que já foram grandes estar em declínio. Talvez o Goldman não tenha mais o mesmo peso de antes (tente dizer isso para o exército de pessoas que seria capaz de matar para trabalhar lá). Mas alguns nomes estão ganhando força, enquanto outros estão em queda. McKinsey e News Corp. estão em queda; Google e Facebook estão em alta. Portanto, aconselho os ambiciosos a buscar prestígio o tempo todo. É claro que isso é uma coisa superficial e injusta, mas funciona. Ter um empregador de prestígio é uma grande ajuda para encontrar um novo. A melhor coisa a respeito disso é que, mesmo que essas organizações não impressionem os outros (na maioria das vezes elas impressionam), elas podem fazer bem para você mesmo. Pela experiência que tenho, essas instituições poderosas funcionam como cobertores confortáveis, ventres protetores e muletas. Sou uma grande fã dessas três coisas. Lucy Kellaway é colunista do "Financial Times". Sua coluna é publicada às segundas-feiras na editoria de Carreira 30/04/2012 - Valor Econômico - SP

domingo, 29 de abril de 2012

Assaltos em farmácias

Bandidos agem em farmácias e no meio das ruas, atacando pessoas Na última quinta-feira, 26, dois homens armados invadiram uma farmácia localizada no cruzamento das avenidas Almirante Barroso e Júlio César, no bairro do Marco, e efetuaram um assalto. O alvo dos bandidos não era somente a renda do estabelecimento e, sim, os aparelhos celulares expostos nos quiosques da farmácia. No último dia 16 deste mês, o assalto ocorreu em uma farmácia na avenida Presidente Vargas, na Praça da República, de onde os bandidos levaram cerca de 50 celulares da loja. Os dois assaltos retratam uma nova modalidade criminosa que vem sendo executada pelas quadrilhas: o roubo de celulares em farmácias. A polícia ainda não possui dados sobre o número de ocorrências em farmácias, mas calcula-se que só nos últimos dois meses, quatro farmácias que oferecem venda de aparelhos celulares foram assaltadas em Belém e Região Metropolitana. A ação vem assustando proprietários, funcionários e clientes dos estabelecimentos, que temem pela violência da ação dos criminosos. "Pediram para abrir a vitrine onde estavam os telefones, mas tive dificuldade para encontrar a chave, e isso irritou o bandido, que passou a fazer ameaças com o revólver. Nunca vou esquecer o pânico que vivi durante um assalto na farmácia onde trabalho. Pensei que fosse morrer", comentou uma funcionária de uma rede de farmácias vítima de assalto e que preferiu não se identificar com medo de represálias. Segundo ela, a facilidade para executar o roubo em farmácias vem contribuindo para o aumento deste tipo de modalidade criminosa. "Nas farmácias os aparelhos ficam expostos nas vitrines logo na entrada do prédio, o que facilita a abordagem dos bandidos. Eles nem precisam se afastar da porta da farmácia, pois as vitrines ficam na entrada, por isso fogem rápido após o roubo. Já nos grandes magazines os telefones não ficam tão expostos, sem falar que são locais maiores com mais segurança, diferentes das farmácias que são estabelecimentos menores", destacou a funcionária. Segundo o gerente de um dos estabelecimentos comerciais visitados durante a reportagem, o prejuízo mensal com o roubo dos aparelhos gira em torno de 50 mil. "O prejuízo é grande, pois tem celular na vitrine que custa mais de mil reais. Na última ocorrência em nosso estabelecimento, há dois meses, tivemos um prejuízo de cerca de 50 mil, pois os bandidos levaram aparelhos caros, como Ipod, além de moldem para internet que também é vendido nos estandes", contou o gerente, sem se identificar. Procurados pela reportagem, nenhum proprietário das redes de farmácias quis falar com a imprensa sobre o assunto. Ação não deixa rastros para investigação Na feira do Barreiro a variedade de aparelhos celulares atrai compradores vindos de outros bairros da cidade. O mototaxista Raimundo, que não quis revelar o sobrenome, se dirigiu do bairro do Guamá até o Barreiro com um único objetivo: comprar um celular moderno. "Já comprei outras vezes e recomendo, pois aqui tem uma variedade de aparelhos. Vou tentar encontrar aqui um modelo bem moderno que vi na loja de um shopping. Só não comprei na loja por que o preço é muito caro", justificou o mototaxista, enquanto procurava os vendedores "especializados" da feira. "Tem um rapaz que só tem coisa boa aqui na feira. A pessoa que repassa pra ele só trás produto novo, por isso vale a pena", completou o cliente, enquanto se afastava da equipe de reportagem. O rapaz a quem o cliente se referia era um dos mais procurados na feira. "Ele sempre está por aqui com uma mochila cheia de aparelhos, mas hoje ainda não apareceu. Acredito que ele tenha avistado a reportagem, por isso sumiu", comentou uma das feirantes do local. O maior desafio da polícia para desarticular as chamadas "robautos" é a falta de provas. "Nem sempre a vítima registra ocorrência, por isso não tem como provar que aquele aparelho é roubado. Tem produto até com nota fiscal", comentou um dos policiais militares da 7ª Zona de Policiamento (Zpol). A Polícia não tem quantitativo fechado sobre os roubos de aparelhos celulares, mas recomenda que o usário comum tenha alguns cuidados na hora de usar aparelho, sobretudo em público, pois o ladrão pode estar observando a movimentação e pronto para agir. Nesses casos, recomenda a Polícia, o ideal é manter o aparelho guardado na bolsa e só utilizá-lo em local seguro longe da agitação. Ataques são rápidos e apavoram vítimas Nove em cada dez pessoas já teve o celular roubado. A dona de casa Francisca Silva (nome fictício para preservar a identidade da personagem) passou pela experiência de ter o celular roubado quando falava ao aparelho. "Estava caminhando tranquilamente e utilizando o celular, quando fui surpreendida por um bandido. Ele anunciou o assalto e encostou uma faca na minha barriga. Nem pensei duas vezes e entreguei o aparelho, pois minha vida é mais importante", declarou a dona de casa, que optou em ficar sem celular. "Fui roubada há três meses e de lá pra cá ainda não comprei outro aparelho. È bem mais seguro andar sem celular, pois assim não se atrai roubos. Não quero passar pela mesma sensação tão cedo, pois tive a faca encostada na minha barriga. Só imaginava que fosse morrer naquele momento", recordou. Carga furtada vai parar em feiras livres do barreiro e Paar A maioria dos celulares roubados das farmácias é revendida por valores bem abaixo do preço de mercado. Um modelo Iphone, por exemplo, vendido nas grandes lojas a R$ 999,00 pode ser encontrado nas feiras do Barreiro e do Paar pelo valor de R$ 200. As famosas "robautos" comercializam de tudo, mas a venda de celulares nesses espaços vem crescendo. A comercialização do produto é feita ali mesmo, no meio da rua e de forma rápida. "Sempre que preciso de um aparelho moderno por um preço acessível procuro o Canteiro Central do Paar. Lá é possível encontrar aparelho celular de última geração por um valor bem acessível. Se fosse comprar na loja sairia uma fortuna, mas na feira do Paar temos opções de preço e mercadoria", detalhou o autônomo Joaquim Miranda, que considera a venda na "robauto" natural. "Não estou roubando nada dos outros, apenas comprei um produto que estava à venda aqui na feira. Se é roubado, isso eu não sei e nem me interessa. Paguei pelo produto e estou com minha consciência livre", declarou o autônomo. A pena para quem compra produto roubado varia de um a quatro anos de reclusão em regime fechado. Comércio da presidente vargas perdeu dezenas de aparelhos No último dia 15 de abril dois bandidos assaltaram uma farmácia na avenida Presidente Vargas, de onde levaram todos os celulares que estavam em exposição. A dupla fugiu do local em uma motocicleta roubada. Houve perseguição e tiroteio, até o bairro do Umarizal. Os dois foram presos por policiais da 6ª Zona de Policiamento (Zpol) e os celulares recuperados. Segundo informou a Polícia Militar, os bandidos chegaram de moto na farmácia, localizada na esquina da Rua Manuel Barata, bairro da Campina, por volta das 10h da manhã. Eles renderam os seguranças e passaram a recolher os celulares que estavam em exposição. Ao todo foram pelo menos cinquenta aparelhos roubados. Segundo uma funcionária da farmácia, que não quis se identificar, tudo aconteceu de forma muito rápida. "um cliente que estava na loja durante o ataque foi quem chamou a Polícia. Foram momentos de pânico que jamais vou esquecer", recordou a funcionária. Ladrões fazem reféns durante fuga de assalto na área do Marco Outro assalto no dia 26 de abril, o alvo dos bandidos foi uma farmácia localizada no cruzamento das avenidas Almirante Barroso com a Júlio César, no bairro do Marco. Durante a fuga dos bandidos, um homem foi feito refém. A ação ocorreu por volta de 9 horas, quando dois bandidos armados entraram na farmácia e anunciaram o assalto. Houve perseguição e troca de tiros. Um dos bandidos foi baleado nas costas e, mesmo ferido, fez um homem refém na avenida Júlio César, próximo ao Aeroporto de Belém. O outro bandido conseguiu fugir. Utilizando um revólver calibre 38, os bandidos intimidaram os funcionários da farmácia, de onde roubaram vários celulares e a quantia de R$800. No momento em que deixavam o estabelecimento em uma motocicleta, os bandidos foram surpreendidos por uma guarnição da Ronda da Capital (Rondac) da Guarda Municipal de Belém, que saiu em perseguição aos criminosos. Uma viatura da 1ª Zona de Policiamento (Zpol), que passava pelo local, prestou apoio aos guardas municipais iniciando uma perseguição em direção do bairro de Val de Cães. Durante troca de tiros, um dos bandidos acabou atingido nas costas e caiu da moto.

sábado, 28 de abril de 2012

Taxa de desemprego em março é a menor em 11 anos

Taxa de desemprego em março é a menor em 11 anos SÃO PAULO - O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou ontem que a taxa de desocupação, ao atingir 6,2% em março, foi a menor para o mês da série histórica. Porém, foi superior ao percentual registrado em fevereiro e janeiro deste ano. De acordo com o gerente da Pesquisa Mensal de Emprego (PME), Cimar Azeredo, a explicação para este aumento é devido ao efeito sazonal do período. "Esse comportamento é justificado pela dispensa dos trabalhadores contratados no final de 2011, o que tradicionalmente acontece no primeiro trimestre de um ano", explica Azeredo. Para o professor no curso de Administração da ESPM, Adriano Gomes, mesmo sazonal, o ritmo de alta da taxa está "forte". "De fato, o percentual em março foi favorável. Mas o que preocupa é a evolução desde dezembro (4,7%), para janeiro (5,5%), fevereiro (5,7%) e março (6,2%). Coloca uma luz amarela no ritmo de desocupação no País", entende. Segundo ele, a explicação para esse ritmo é pelo desaquecimento da economia. Já o economista do Itaú Unibanco, Aurélio Bicalho, avalia que dados evidenciam a continuidade das condições favoráveis no mercado de trabalho, "com a população ocupada crescendo em ritmo condizente com a velocidade de recuperação da economia". "Avaliamos que a aceleração mais acentuada da atividade econômica na segunda metade do ano deve contribuir para que as condições se mantenham positivas para o emprego e para a renda em 2012 e em 2013", prevê. De acordo com o IBGE, a população ocupada em março (22,6 milhões) permaneceu estável na comparação com fevereiro. Em comparação com o mesmo mês de 2001, ocorreu crescimento de 1,6% nessa estimativa, para mais 367 mil ocupados. Apesar do número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado (11,1 milhões) não ter registrado variação na comparação com fevereiro, na comparação anual, houve uma elevação de 3,7%, a representar um adicional de 394 mil postos de trabalho. Por outro lado, a população desocupada (1,5 milhão de pessoas) cresceu 8,8% no confronto com fevereiro (mais 122 mil pessoas procurando trabalho). Frente a março do ano passado, a estimativa permaneceu estável. Mas, esse resultado, segundo o gerente da PME, é novamente explicado pela dispensa dos temporários. Salário e educação Outro resultado positivo da pesquisa do IBGE no mês passado é com relação ao rendimento médio real habitual dos ocupados, de R$ 1.728,40, o valor mais alto para o mês de março desde março de 2002. Com relação a fevereiro, o valor apresentou alta de 1,6%, e frente ao mesmo período de 2011, o montante subiu 5,6%. Desta forma, a massa de rendimento real habitual (R$ 39,4 bilhões) cresceu 2% em relação a fevereiro e 7% em relação a março de 2011. E a massa de rendimento real efetivo dos ocupados (R$ 38,9 bilhões), subiu 1,2% ante o mês anterior e 6,2% no ano. O professor da ESPM comenta, porém, que o resultado mostra que há um encarecimento dos salários no Brasil, o que prejudica a intenção dos empresários em elevar o número de contratações. "Isso também pode explica o aumento da taxa de desocupação", diz Gomes. O lado positivo é que o aumento do salário proporciona a expansão dos investimentos em educação - ideal para buscar qualidade no emprego. Essa é uma das explicações para que a estimativa de gastos nesse setor, de acordo com estudo do IBOPE Inteligência, seja de R$ 49,55 bilhões neste ano, o que dá um gasto per capita de R$ 303,92. Esses resultados mostram elevação em relação a 2011, quando o gasto com educação básica e superior foi de R$ 43,61 bilhões e o per capita, de R$ 267,68. O potencial de consumo da classe C, que representa 52,38% do total de domicílios urbanos no País (50,07 milhões), passou de 17,9% em 2011, para 18,67%, na previsão para este ano. Da Classe B (24,45% dos domicílios) teve um ligeiro recuou de 58,57% para 58,26%. Com relação à Classe D e E (20,58% das residências urbanas), caiu de 1,6% para 1,53%. E da Classe A (2,6% de domicílios), passou de 21,93% para 21,55%. 27/04/2012 - DCI - SP

A classe média toma o poder

A classe média toma o poder 27/04/2012 Tropeço a toda hora com previsões inabaláveis de que o futuro pertence à China. Ou de que o Reino Médio sempre terá dificuldades para desafiar a primazia dos Estados Unidos. Não pergunte como a Índia e Brasil se encaixam nessa história. Esse tipo de exercício sobre como será a reconstrução do cenário geopolítico, por mais divertido que seja, também acaba desviando um pouco as atenções. O século XXI não será modelado pelas escolhas abstratas de países. O poder transformador pertencerá à nova classe média mundial. A história dos últimos 20 anos foi a de uma grande transferência de peso econômico e influência geopolítica do Ocidente para o Oriente. Esse reequilíbrio ainda tem caminho a percorrer. As comparações sobre a posição relativa das potências estabelecidas e emergentes obscurecem alguns dos motores mais importantes da mudança. O que acontece dentro dos Estados é tão interessante quanto o que pode mudar nas relações entre eles. Em 20 anos, o mundo que agora é pobre de forma predominante passará a ser em sua maioria de classe média. Esses novos consumidores ainda terão renda disponível menor do que seus pares nos EUA e Europa. A proporção dos países ricos no consumo da classe média mundial, no entanto, deverá ser cortada em mais da metade, de 64% para 30%, até 2030. Os Estados, é claro, continuarão a forma dominante de organização política. É improvável que o aumento da riqueza remova identidades nacionais e culturais. Em alguns casos, pode muito bem reforçá-las. O nacionalismo ressurgente poderia mostrar-se uma das grandes ameaças à segurança e paz internacional. A forma como a maioria dos novos atores globais se comportará, no entanto, será guiada pela redistribuição inédita de poder, dos governantes para os governados. Os números brutos estão delineados em um relatório convincente - Tendências Mundiais 2030- recém-publicado pelo Instituto de Estudos de segurança (ISS, na sigla em inglês), com sede em Paris. Pelas tendências atuais, destaca o informe, as fileiras da classe média mundial passarão das cerca de 2 bilhões de pessoas atuais para 3,2 bilhões em 2020 e para 4,9 bilhões em 2030, quando a população mundial total seria de pouco mais de 8 bilhões. Dito de outra forma, pela primeira vez na história humana, haveria mais pessoas na classe média do que na pobre. Os economistas podem debater a definição precisa. Para o ISS, o que constitui ser de classe média é ter renda disponível entre US$ 10 e US$ 100 por dia. Outros elevam um pouco o nível, considerando valores a partir de US$ 15. Pelos padrões ocidentais mesmo essa faixa é bastante baixa - mas leve em conta, então, quantas pessoas sobrevivem com US$ 1 por dia. O mais importante é que mesmo as suposições mais conservadoras indicam que haverá uma redistribuição irrevogável de poder econômico. Como seria de se esperar, a transformação será mais pronunciada na Ásia. A China já possui mais de 160 milhões de consumidores de classe média, atrás apenas dos EUA. O número, contudo, representa apenas cerca de 12% da população chinesa. Até 2030, de acordo com as projeções da ISS, a proporção poderá ser de 74%. Na Índia, metade da população deverá supera o limite de US$ 10 diários antes de 2025. Em 2040, 90% estarão na classe média. Essas tendências irão além da Ásia. Quase 70% dos brasileiros deverão estar na classe média em 2030. No mesmo ano, a América Central e América Latina terão tantos consumidores da classe média quanto a América do Norte. A transição será mais lenta na África, mas mesmo lá os números deverão mais do que dobrar em relação a 2030. Esses novos consumidores ainda terão renda disponível bem menor do que seus pares na América do Norte e Europa. A proporção dos países ricos no consumo da classe média mundial, no entanto, deverá ser cortada em mais da metade, de 64% para 30%, até 2030. As implicações dessa transformação serão tão profundas para as dinâmicas da ordem política dentro dos Estados ascendentes quanto as relações entre esse países e as potências estabelecidas. Classes médias maiores e mais afluentes provavelmente exigirão maior prestação de contas por seus governos. Isso não significa necessariamente que haverá um clamor por democracias representativas no estilo ocidental. Indica, no entanto, que as elites atuais, muitas vezes autoritárias, ficarão pressionadas. A demanda das classes médias por mais voz na organização de suas sociedades será amplificada pelo maior acesso à educação - especialmente entre as mulheres - e pelo avanço incansável da tecnologia digital. O impacto da revolução digital já deixou sua marca no mundo árabe. O acesso compartilhado a comunicações instantâneas e praticamente gratuitas dá às classes médias mundiais uma arma potente na luta para ter maior controle sobre suas vidas. Já há mais usuários de internet na China do que cidadãos nos EUA. Para o Ocidente, a perspectiva encorajadora de bilhões de pessoas saindo da pobreza chega acompanhada da probabilidade de que muitos - talvez a maioria - acolherão valores básicos, como a liberdade individual, dignidade humana e o Estado de direito. Não há relação automática entre a riqueza de uma sociedade e o grau de liberdade individual. Nem uma linha direta entre prosperidade e democracia. Há evidências de sobra, no entanto, indicando que mais cidadãos se identificam com um amplo conjunto de valores universais, quanto mais ricos ficam e mais anos de ensino acumulam. Governos opressivos por todos os lados terão problemas para resistir a esse despertar político. Isso não quer dizer que o mundo será um lugar mais estável e pacífico. Grandes potências ainda concorrerão. Regimes sob pressão em casa podem muito bem sair à busca de inimigos externos. A concorrência por recursos naturais e a distância entre as expectativas da nova classe média global e a capacidade dos Estados de atendê-las será um convite para que regimes autoritários despertem os demônios da xenofobia. Uma provável desarticulação das instituições de governança global não será de nenhuma ajuda. Mas e quanto às perspectivas de um mundo universalmente mais próspero e mais comprometido com a liberdade? Certamente, surgirão boas notícias a partir disso. Philip Stephens é editor e comentarista político do FT. 27/04/2012 - Valor Econômico - SP

quarta-feira, 18 de abril de 2012

A armadilha brasileira

A armadilha brasileira

18/04/2012
Por Cristiano Romero

Baseado na expansão do consumo, o modelo de desenvolvimento adotado pelo Brasil condena a indústria a um papel menor. Esse modelo contribui para valorizar o real frente a outras moedas, prejudicando a competitividade industrial. A apreciação do real também é resultado da forma como o país se inseriu na economia mundial na última década, ao transformar-se em competidor imbatível no setor de commodities, principalmente, agrícolas e minerais.

Estimular o consumo e ser um produtor eficiente de commodities foram escolhas da sociedade, uma possível consequência da Constituição de 1988 e, portanto, das políticas adotadas pelos governantes eleitos desde então. O país pode conviver bem com essas opções, o Brasil não está em crise, muito pelo contrário, mas encontrar um caminho para a indústria, defende Luiz Guilherme Schymura, diretor do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getúlio Vargas (FGV), é uma necessidade, mais do que um capricho.

O debate proposto por Schymura é sofisticado e foge um pouco do clima de Fla-Flu com que o tema vem sendo tratado ultimamente. Sua preocupação é com uma possível reversão, embora neste momento remota, das condições que permitiram ao país viver a atual fase de solidez.

Modelo, sem reforma, condena indústria a baixo crescimento

Schymura argumenta que a economia brasileira atingiu um novo padrão de equilíbrio nas contas externas. O déficit em conta-corrente, inferior hoje a 2,5% do Produto Interno Bruto (PIB), não representa risco. O "credit default swap" (CDS) da dívida soberana, uma medida de risco, caiu de 3.500 pontos base (35%) em 2002 para algo próximo de 200 pontos (2%) hoje. As reservas cambiais somam US$ 367,3 bilhões e seguem crescendo.

No ano passado, o país foi, no mercado emergente, o segundo maior beneficiário de investimento estrangeiro direto, com US$ 66,6 bilhões, dinheiro mais que suficiente para cobrir o déficit externo. Os preços das exportações de bens primários subiram quase 260% entre 2001 e 2011, evidenciando a melhora nos termos de troca do país, isto é, na relação entre preços dos produtos exportados e os dos bens importados.

A base dessa solidez, assinala Schymura, está no setor exportador de commodities. É ele o alicerce da confiança do mundo no Brasil, o que diminui o risco-país e torna a economia mais atrativa a fluxos de capitais. A futura exploração de petróleo na camada pré-sal apenas acentuará essa característica. Num mundo com abundância de capitais e com as economias avançadas crescendo pouco, o Brasil tornou-se um polo de atração tanto para capital especulativo, movido pelo diferencial de taxas de juros, quanto para produtivo.

Esse quadro de fartura pode mudar. "Seria muito perigoso se o Brasil se acomodasse com os louros da atual bonança de forma pouco crítica. Afinal, a conjugação de fatores externos e internos pode se alterar, e, mesmo havendo o mecanismo de ajuste do câmbio flutuante, mudanças muito bruscas podem trazer transtornos e deslocamentos com fortes impactos econômicos, políticos e sociais", alega Schymura, que tratará do tema na próxima Carta do Ibre.

O modelo de desenvolvimento brasileiro é amparado na forte expansão do consumo. Entre 2004 e 2011, a demanda cresceu 40,1%, enquanto, no mesmo período, o PIB avançou 31,8%. Segundo o diretor do Ibre, desse hiato gerado ao longo de sete anos, 61% podem ser atribuídos à elevação da absorção de poupança externa - o país importa capitais porque não gera poupança doméstica suficiente para financiar os investimentos - e 39% aos ganhos nos termos de troca.

A ênfase no consumo aumenta, por sua vez, a demanda no setor de serviços, intensivo em trabalho. Decorre daí, portanto, a pressão sobre os salários da economia, que têm crescido acima dos níveis de elevação da produtividade do trabalho no setor industrial.

"Outro ângulo do problema é que a absorção de poupança externa provocada pelo excesso do consumo e do investimento em relação à renda nacional leva necessariamente a déficits comerciais no setor de produtos comercializáveis internacionalmente. Diante da hipercompetitividade das commodities, os déficits atrelados à absorção de poupança externa recaem inevitavelmente sobre os bens industriais", explica o diretor do Ibre. "Assim, o consumo turbinado é uma das raízes mais profundas dos problemas da indústria, da qual o câmbio valorizado é um reflexo."

Para Schymura, é equivocada a ideia de que políticas sistêmicas de redução do custo Brasil possam ser benéficas para a indústria. Segundo ele, é preciso verificar se essas políticas afetam positivamente as fábricas em comparação com os demais setores da economia que competem por fatores de produção. Por exemplo, a elevada carga tributária do setor de energia elétrica e o custo do gás natural, além das altas alíquotas de tributos como o ICMS, prejudicam mais a indústria do que outros setores.

A melhoria da logística e dos grandes eixos de transporte, por sua vez, sustenta Schymura, não beneficia tanto a indústria. Seus efeitos positivos são mais visíveis para o setor de commodities, que movimenta cargas maiores e geralmente por percursos mais longos. Na opinião do economista, as grandes obras de escoamento de commodities agrícolas e minerais deveriam ser preferencialmente financiadas com dinheiro privado por meio de contratos de concessão, liberando o Estado para gastos que gerem benefícios mais disseminados na economia.

Reformas que barateiem e ampliem o financiamento de longo prazo beneficiam, porém, mais a indústria, uma vez que esta, ao contrário do setor agrícola, tem maior dificuldade em se financiar. A melhora da educação também ajuda essencialmente o setor industrial, mais dependente de mão de obra, tanto em termos quantitativos quanto qualitativos, do que o agronegócio.

"Diante desse quadro, parece correta e sem maiores riscos a adoção imediata de uma agenda de medidas tributárias, financeiras e de aprimoramento de capital humano, que mitigue as pressões sobre as manufaturas", diz Schymura. Em certa medida, é o que o governo está fazendo, embora de uma forma um tanto atabalhoada. É possível avançar, como têm demonstrado países como o México, sem risco de retrocesso em conquistas obtidas na última década e meia.

Cristiano Romero é editor-executivo e escreve às quartas-feiras

E-mail: cristiano.romero@valor.com.br



18/04/2012 - Valor Econômico - SP

Remédios "de marca" custam 474% a mais

Remédios "de marca" custam 474% a mais

Publicado no Super Notícia em 17/04/2012

Médicos sabem que preço do genérico é mais em conta

Remédios com a mesma fórmula podem ter diferença de preços de até 474,39% em Belo Horizonte. A comparação é entre genéricos e de referência (de marca). A caixa de Captopril 25 mg com 30 comprimidos, remédio indicado para controle de pressão arterial, por exemplo, tem preço médio de R$12,46 para genéricos e até R$41,80 para remédios de marca, variação de 235,47%. O Losortan 50mg, caixa contendo 30 cápsulas, também usado tratamento de hipertensão, é outro que tem enorme diferença de preços.

Os dados são de pesquisa realizada pelo site Mercado Mineiro. Para o diretor presidente do site, Feliciano Abreu, com o aval do médico, o consumidor deve optar pelo genérico. "O mesmo princípio ativo exige o mesmo resultado, mas algumas pessoas ainda têm medo. Hoje, os médicos recomendam e sabem que o preço é mais em conta".

Ainda assim, Feliciano Abreu ressalta que, mesmo sabendo a tendência de os preços serem menores para os genéricos, a pesquisa é crucial para determinar em quais estabelecimentos o preço é melhor.





18/04/2012 - Super Notícia - MG

Preços de remédio variam até 539%

Preços de remédio variam até 539%

O preço dos medicamentos em Belo Horizonte apresenta variações surpreendentes e dispara um alerta para os consumidores, que podem conseguir boa economia se pesquisarem antes de comprar. Uma caixa com 30 comprimidos de um mesmo remédio pode apresentar variação superior a 500%. Isso significa que seis caixas podem ser compradas pelo preço de uma. Levantamento do site de pesquisas Mercado Mineiro mostra que as variações atingem os medicamentos de marca, genéricos e também aqueles manipulados.
Um dos destaques da pesquisa foi a sinvastatina de 20mg, medicamento usado para controle do colesterol. Entre os genéricos, a caixa com 30 cápsulas foi encontrada com preços entre R$ 8,90 e R$ 56,89, uma variação estratosférica de 539,21%. Se for manipulado, a variação máxima encontrada para o medicamento foi de 196,97%, com preços variando entre R$ 9,90 até R$ 29,40. Os chamados remédios de referência também não fogem à regra. A variação apurada para a sinvastatina foi de 169,3%. O preço em Belo Horizonte varia entre R$ 11,70 e R$ 34,96.
O levantamento pesquisou preços de 10 medicamentos em 16 farmácias e drogarias de Belo Horizonte, revelando que o consumidor deve mesmo pesquisar preços e ficar atento ao teto estipulado na tabela do governo federal, obrigatoriamente disponível nos balcões das farmácias. De acordo com a lei, os remédios genéricos devem custar pelo menos 35% menos que o medicamento equivalente de referência.
Na mesma pesquisa, o site Mercado Mineiro também comparou o preço médio das três classes: remédios manipulados, genéricos e de referência. Comparando preços médios foram encontradas variações de até 474,39%. Esse é o caso do Losartan 50mg, utilizado para controle da pressão arterial, que apresenta preço médio de R$11,05 (genérico) até R$ 63,47 (referência).



18/04/2012 - O Estado de Minas on-line - MG

Brazil Pharma compra 40% da Beauty’in

Brazil Pharma compra 40% da Beauty’in

16 de Abril de 2012 • 14:00


A empresária Cristiana Arcangeli acaba de vender 40% do capital total dos nutricosméticos Beauty'in para a Farmais Produtos, rede de drogarias comprada em 2009 pelo banco BTG Pactual, de André Esteves, dando origem à Brazil Pharma, que registrou lucro de R$ 5,5 milhões em 2011. O negócio pode passar de um valor inicial de R$ 30,6 milhões, o equivalente à subscrição de 6.668 ações ordinárias, para R$ 37,6 milhões, dependendo da trajetória de vendas da marca. A Farmais poderá ainda vender a sua participação acionária em junho de 2016, por R$ 15 milhões, caso as metas não sejam alcançadas.
De acordo com fato relevante divulgado nessa segunda-feira, 16, "a operação está sujeita a ajustes de participação, e a participação da Farmais pode variar entre 30% e 50% do capital social total e votante da Beauty'in, conforme desempenho da Beauty'in nos próximos três anos". A operação permitirá que a Farmais possa indicar dois dos cinco membros do conselho de administração da Beaty’in. Lançada em 2010, a linha hoje é formada por águas saborizadas, balas de colágeno, cereal em cubo e chás instantâneos.
O acordo prevê que a Farmais Produtos e a Farmais Franchising Farmais licenciem à Beauty’in o uso das marcas Musique, Farmais, Rosário, Mais Economia, Santana e Farmácia Guararapes, pelo prazo de dez anos, com a finalidade de fortalecer a atuação de produtos de marca própria. A transação, que ainda depende da aprovação de órgãos antitruste, insere o negócio de varejo farmacêutico do BTG no setor brasileiro de cosméticos, um mercado de mais de R$ 30 bilhões, o terceiro maior do mundo. Com 986 pontos-de-venda, a Brazil Pharma opera por meio das bandeiras BigBen, Guararapes, Sant'Ana, Mais Econômica e Rosário, além da Farmais.



17/04/2012 - Meio e Mensagem on-line - SP

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Vale a pena ser sócio de André Esteves?


Vale a pena ser sócio de André Esteves?

Saiba como participar da abertura de capital do BTG, que promete ser o grande lançamento do ano.

Por Fernanda PRESSINOTT e Fernando TEIXEIRA
13.ABR.12 - 21:00 | Atualizado em 13.04 - 21:23

A abertura de capital que promete chacoalhar a BM&FBovespa neste ano terá início na terça-feira 17. Nessa data começa o período de reserva dos papéis do banco de investimentos BTG Pactual, do banqueiro André Esteves. O lançamento promete reviver os momentos de euforia do mercado de ações. A demanda está aquecida. Profissionais do setor indicam que investidores, principalmente os qualificados, com mais de R$ 300 mil para aplicar, já fizeram inúmeros pedidos de reserva. Poucos bancos e corretoras comentam o assunto, porque quase todos estão envolvidos no IPO (sigla em inglês para Initial Public Offering).

A oferta será realizada simultaneamente no Brasil e no Exterior, inicialmente, com 90 milhões de papéis, sendo 72 milhões de units em oferta primária (novas ações) e 18 milhões de units em colocação secundária (dos acionistas vendedores). Há previsão de um lote suplementar de até 15% e de outro, adicional, de até 20%. O código a ser negociado na Bovespa é BBTG11. Os recursos levantados em bolsa devem financiar a expansão do banco. Em fevereiro, o BTG iniciou sua internacionalização com a compra da corretora chilena Celfin. Na ocasião, informou ter R$ 178 bilhões em ativos sob gestão. Ao anunciar essa transação, Esteves disse que o BTG não pretende atuar diretamente no varejo fora do Brasil, mas que há muitas oportunidades no atacado, financiando o comércio exterior e a consolidação das empresas na América Latina.

Por qualquer métrica, será um lançamento grande. O intervalo definido no prospecto está entre R$ 28,75 e R$ 33,75. Se as ações forem vendidas pelo preço máximo, o banco pode captar R$ 4,1 bilhões. Quem quiser associar-se a Esteves tem de ficar de olho no período de reserva das ações, que se encerra na segunda-feira 23 de abril. O valor definitivo só será conhecido na terça-feira 24. Vale a pena apostar no BTG? Para Silvio Alexandre, diretor da corretora paulista Novinvest, alguns setores do mercado são sempre atrativos – entre eles, o sistema financeiro. “Ações de bancos sempre devem marcar presença na carteira do investidor, mas para saber se um IPO vale a pena é preciso avaliar os pressupostos de rentabilidade e receita, que são divulgados pelo agente da oferta”, diz.

Em termos gerais, a queda dos juros vai aumentar o apetite dos investidores por papéis mais arriscados, afirma Samy Dana, professor de finanças da Fundação Getulio Vargas (FGV). No entanto, o banco tem algumas especificidades que podem provocar dor de cabeça nos acionistas. A principal é o fato de que a instituição presidida por Esteves é bem diferente de outras já listadas na bolsa. Luís Miguel Santacreu, analista de instituições financeiras da Austin Asis, pondera que a avaliação do BTG é singular porque o banco tem muitos concorrentes, dependendo da área de atuação. “Podemos dizer que a área de banco de investimentos é a mais destacada e se assemelha ao americano Goldman Sachs”, diz Santacreu. Na administração de recursos, o BTG pode ser comparado ao brasileiro Itaú BBA.

Já as atividades concentradas no PanAmericano são como as de qualquer banco comercial focado no crédito, ao passo que a aquisição da Brazilian Mortgage, no fim do ano passado, abriu as portas para o promissor mercado imobiliário. “O BTG também atua muito na tesouraria e tem tido bastante sucesso nessa atividade”, completa Santacreu. No entanto, essa gama extensa de atividades torna muito mais difícil para o investidor comparar o desempenho do BTG com o de seus pares. Além disso, o retorno do investimento vai depender, mais do que em outros casos, do preço final de venda. “Quanto mais perto dos R$ 33 for o preço, mais tempo o investidor terá de esperar para ver seu dinheiro voltar”, diz Ricardo Vitale, especialista em mercado de capitais.

No entanto, os pontos fortes do BTG são indiscutíveis. É uma das instituições financeiras mais agressivas, possui um time gerencial de primeiríssima linha e estabeleceu alicerces sólidos no financiamento ao consumo e nos imóveis. Ao mesmo tempo, porém, é preciso considerar que sua principal atividade, a atuação como banco de investimentos, possui poucas barreiras de entrada, atraindo novos concorrentes internacionais, da Ásia em particular. Mais um risco a considerar por quem quiser ser sócio de André Esteves e fazer companhia a potências das finanças como os fundos soberanos de Cingapura e o fundo J.C. Flowers, dos Estados Unidos, que investiram R$ 1,8 bilhão no BTG, em dezembro de 2010, aumentando o capital do banco de R$ 2,4 bilhões para R$ 4,2 bilhões.

O fim do executivo sabe-tudo?

O fim do executivo sabe-tudo?

MAURÍCIO OLIVEIRA

Até certo tempo atrás era comum ver executivos que passavam a vida inteira no mesmo empresa ou ate num só departamento. O sujeito iniciava como estagiário, era contratado e começava a subir os degraus. Se tudo desse certo, chegava lá em cima - conhecendo, e essa era a chave, o negócio de cabo a rabo. O presidente era, antes de mais nada, um grande especialista no mercado em que sua empresa estava imersa. Pois, há cerca de 20 anos, esse tipo de carreira ficou fora de moda: foi quando começou a onda generalista nas empresas. Só os executivos com passagem por diversos mercados, que conheciam um pouquinho de tudo, tinham chance de chegar ao topo das grandes companhias. Foi a era dos super-executivos, aquele punhado de profissionais que apareciam como eternos candidatos a qualquer vaga de presidente que surgisse. Caiu o chefão da Volks? Da Alpargatas? Da Unilever? Os nomes tidos como "pule de dez" para assumir o posto eram sempre os mesmos. Mas eis que um grupo de companhias como GE, Xerox, Basf e Unilever passou a se perguntar: esses sabichões realmente entregam tudo que prometem? A resposta: não. Para elas, o mundo precisa de menos executivos sabe-tudo e de mais especialistas.
Como costuma acontecer, os.primeiros sinais dessa nova onda surgiram nos Estados Unidos. Assim que assumiu a presidência mundial da Xerox em julho de 2009, Ursula Burns afirmou que um de seus maiores desafios seria segurar a ansiedade que os executivos têm de subir na carreira. Desde então, os funcionários da Xerox só podem pensar em mudar de cargo depois de conhecer a fundo O setor e traçar estratégias inovadoras. "Infelizmente, isso não leva um dia, mas alguns anos", disse Ursula na convenção anual de vendas em 2011. Mas o maior embaixador dessa nova onda de gestão é Jeff Immelt, presidente mundial da GE. Na gestão de seu antecessor, Jack Welch, a GE virou referência na formação de generalistas que pulavam de área em área, de negócio em negócio e, em duas décadas, estavam prontos a assumir a liderança de empresas. Agora, a prioridade da GE é formar administradores especializados nas áreas em que atuam. A razão principal é objetiva: Immelt está convencido de que os resultados no longo prazo tendem a ser melhores quando os gestores dominam os detalhes técnicos das áreas que comandam, inclusive porque isso faz estreitar o' relacionamento com os clientes. "O especialista voltou a ter força recentemente porque as empresas perceberam que, quando a coisa aperta, é ele quem encontra novos caminhos e consegue traçar estratégias inovadoras", diz Aline Souki, coordenadora do programa de gestão de carreiras da Fundação Dom Cabral.

Com menos rotatividade, as empresas conseguem avaliar melhor seus profissionais. Se o troca-troca é constante, as pessoas nem sequer têm tempo de começar e concluir seus projetos. O resultado é que os executivos com o discurso mais bem construído (os reis do PowerPoint) tendem a subir, enquanto quem de fato gera resultado fica em segundo plano. Para evitar esse tipo de problema, o grupo mineiro Algar, que tem nove empresas com atuação em setores como agroindústria e telecomunicações, não faz rotação entre seus 250 principais 'cargos executivos. "Não vejo sentido em um profissional abandonar uma área que conhece a fundo e se mudar para outra, em que precisa começar quase do zero", diz Cícero Penha, diretor de recursos humanos da Algar. "Nossos executivos conhecem em detalhes os clientes, os concorrentes e todas as tendências de cada setor. Qual a lógica de desperdiçar tudo isso?"
A busca por especialistas está se mostrando também uma maneira eficiente de funcionários - independentemente de sua idade. Nem todo mundo se sente
confortável em sercolecado constantemente contra a parede, num ambiente completamente desconhecido e tendo de mostrar resultados em poucas semanas. Mesmo entre os mais jovens, da famosa geração Y, um enorme grupo de executivos quer tranquilidade para se especializar e fazer carreira em uma mesma área. A subsidiária brasileira da Unilever percebeu isso e procura dar espaço aos irrequietos, mas também a quem deseja fazer carreira como especialista. "É preciso levar em conta o perfil de cada profissional. Não adianta a empresa planejar algo que vai na contramão do que a pessoa deseja para sua carreira", diz Jessica Hollaender, diretora de recursos humanos da Unilever no Brasil. Um exemplo de jovem profissional decidido a se tornar especialista na Unilever é o gerente de marketing de produtos Fernando Kahane, de 27 anos. Há sete anos na empresa, onde entrou como estagiário, Kahane já ocupou diversos cargos, mas sempre na área de alimentos, que inclui marcas como Knorr, Hellmann'se Arisco. Em comum acordo com seus chefes, ele descartou mudanças para outras áreas em que a empresa atua - como higiene, saúde, limpeza ou cuidados pessoais - para, no futuro, ocupar cargos de liderança nacional e até global em alimentos.
Na gigante química alemã Basf, a decisão foi abrir espaço para os dois tipos de profissional.Todos os funcionários têm o direito de escolher se pretendem seguir carreira como especialistas ou como generalistas. Trata-se de uma das diretrizes do novo programa-global de desenvolvimento, que foi trazido neste ano para a subsidiária brasileira. Nos próximos três anos, os funcionários passarão por uma avaliação em sete etapas para que a empresa entenda exatamente qual o caminho certo para cada um. Os sabe-tudo e os especialistas terão as mesmas chances de chegar lá em cima.




14/04/2012 - Revista Exame - SP

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Convergência de pontos de venda e mobilidade são as principais tendências para o Varejo em 2012

Convergência de pontos de venda e mobilidade são as principais tendências para o Varejo em 2012

23/03/2012

O Grupo ASSA, companhia líder na transformação de processos de negócio, aponta que a principal tendência para o Varejo brasileiro em 2012 é a convergência dos canais de venda, o chamado Omnichannel (Oni-canal). Com uma abordagem mais eficiente do cliente, padronização de processos e preços, e mudança conceitual de foco (do produto para o cliente) – tudo suportado por muita tecnologia – o setor já percebe a necessidade de mudança gerada por esse novo cenário de competitividade.

Para o Grupo ASSA, os sistemas convencionais (Sistemas de Suporte à Operação) de tecnologia continuarão a ser utilizados em conjunto ao desenvolvimento de soluções específicas, novos aplicativos e Cloud Computing. E as novas ferramentas, por sua vez, irão se configurar como viabilizadores operacionais, a exemplo do QR Code e do RFID. “A TI tem o desafio de prover o Varejo com soluções customizadas para atender às necessidades de margem reduzida de lucro e interesses do consumidor”, comenta Marcio Caputo, vice-presidente do Grupo ASSA. “É preciso associar os antigos sistemas às novas aplicações, o que fará com que o setor aumente sua eficiência operacional e mantenha sua margem de lucro”.

Conheça as quatro tendências importantes para o Varejo brasileiro e mundial, em 2012, para a companhia:

. Omnichannel: o conceito está baseado na igualdade entre canais como loja física e loja virtual, seja esta última na internet ou móvel. Assim, o cliente interage com o Varejo de diversas formas e, ao mesmo tempo, conhece o produto na loja e compra pela internet, ou o conhece pela internet e compra na loja, ou compra pelo celular, ou pesquisa o preço na loja concorrente mais próxima, entre inúmeras outras possibilidades. Neste conceito, ‘mobilidade' torna-se uma palavra fundamental e, o celular, um grande aliado nas compras e pesquisas. É neste modelo de negócio que o Cloud Computing torna-se um mecanismo fundamental para proporcionar flexibilidade para atendimento das demandas da empresa com baixo investimento.


. Marketing one to one: usar as informações disponíveis dos clientes (internas e externas à empresa) da forma mais personalizada possível. Essa evolução faz com que o cliente receba ofertas e benefícios personalizados, via SMS, e-mail etc. Significa associar novos dispositivos ao sistema já disponível para que a experiência do consumidor seja única, aumentando em muito as chances de atraí-lo para a efetivação do negócio.


. A loja não é mais o único ponto de venda: estudos do comportamento dentro da loja indicam como criar pontos de inspiração, desde a entrada até o momento da saída. O ambiente físico deve ser o lugar da experiência de compra para o consumidor - que o inspire a comprar e não sendo mais seu meio principal de acesso ao produto. A loja conceito garante ao consumidor a sensação física da compra, mas o pagamento via celular ou internet, e a possibilidade de pesquisar preços sem sair de casa, garantem a compra final.
. Comprador e consumidor: muitas campanhas têm foco no consumidor, mas nem sempre o consumidor é a mesma pessoa que o comprador. É preciso olhar para os hábitos do consumidor e para as motivações do comprador. Equilibrar esses dois pontos é fundamental.

# # #

Sobre o Grupo ASSA:
Grupo ASSA é uma companhia latino-americana líder em transformação de processos de negócios, que presta serviços de consultoria e outsourcing a grandes corporações de todo o mundo. É um dos casos emblemáticos de empreendimentos tecnológicos de alta performance nascidos na América Latina, que vem se expandido com êxito em toda a região, demonstrando sua inovação, especialização em indústria de Retail, Consumo, Healthcare, Recursos Naturais e Serviços Financeiros.


A companhia provê atualmente serviços de ‘application management’ a 54 mil usuários finais de SAP e Oracle J.D. Edwards nos cinco continentes. Fundado em 1992, o Grupo ASSA está entre o Top 10 Rising Stars® da indústria de outsourcing, segundo a IAOP (International Association of outsourcing Professionals) e conta hoje com mais de 1.200 colaboradores em oito escritórios na América Latina e representantes nos Estados Unidos e Europa.


Ao longo dos últimos anos, o Grupo ASSA tem implantado um modelo de multi-sourcing na América Latina, prestando uma combinação de serviços offshore de seus Delivery Centers em Buenos Aires, Tandil, Cidade do México, Monterrey e São Paulo, atendendo clientes como: AstraZeneca, Pfizer, Kraft Foods, Electrolux, Pernod Ricard, PepsiCo, , Telhanorte, Camargo Correa, Bayer e Amcor Rigid Plastics, entre outros. http://www.grupoassa.com.



26/03/2012 - Maxpress Net - SP

Firestone não quer mais ser só uma vendedora de pneus

Firestone não quer mais ser só uma vendedora de pneus

Gabriel Ferreira gferreira@brasileconomico.com.br A Bridgestone quer fazer muito mais do que pneus para crescer no Brasil. Para isso, a empresa tem investido na criação de uma rede de oficinas mecânicas sob a bandeira da Firestone. Nas unidades, batizadas de CarClub Firestone, a empresa oferecerá uma série de serviços que nada tem a ver com os pneus, como troca de óleo, manutenção de ar condicionado e da parte elétrica do carro. “Mais do que vendedores de pneus, agora somos prestadores de serviços”, afirma Alexandre Lopes, diretor de Vendas e de Marketing da Bridgestone no país. O modelo aplicado pela companhia no Brasil é baseado em uma experiência da Firestone nos Estados Unidos, onde as oficinas da empresa foram batizadas de Firestone Complete Auto Care. Praticamente desde sua origem, a empresa investe em serviços que, mesmo fora de seu negócio central, ajudam a fidelizar os clientes e diversificar as receitas. Hoje, a unidade de varejo da companhia conta com mais de 2.200 oficinas nos Estados Unidos. Segundo estimativas, o faturamento delas ultrapassa os US$ 2 bilhões. No Brasil, o modelo da Car- Club está em testes desde o final do ano passado e conta com duas unidades no estado de São Paulo. Até 2020, devem ser abertas entre 5 e 10 oficinas por ano, cada uma com investimento aproximado de R$ 800 mil. Nos primeiros anos todas serão administradas diretamente pela Bridgestone. “Só depois que já dominarmos todos os segredos do negócio vamos estudar algum modelo de licenciamento ou franquia”, diz Lopes. Frota A escolha da Bridgestone pelas oficinas mecânicas tem uma razão prática. Ao pesquisar esse mercado, a Bridgestone achou que havia uma grande lacuna que poderia ocupar.Quase 65% da frota de veículos brasileira tem mais de 5 anos. Nessa idade, as máquinas começam a ter mais problemas mecânicos, mas a garantia oferecida pelas montadoras já acabou. “Após o fim da garantia, sobravam como opção os mecânicos de bairro, que não tem grande estrutura”, afirma Lopes. & 9632;



12/04/2012 - Brasil Econômico - SP

Roche estuda mudança na aplicação de medicamento

12/04/2012
Por Mônica Scaramuzzo | De São Paulo
Conforme Almeida, diretor da Roche, a administração subcutânea pode ter a mesma eficácia da aplicação intravenosa

A farmacêutica suíça Roche está pesquisando novas formas de administrar seus medicamentos já consagrados em pacientes, mantendo a eficácia do tratamento. O Herceptin (trastuzumabe), indicado para o combate do câncer de mama, está em estágio avançado para um novo tipo de aplicação.

Medicamento biológico usado desde 1998 para o tratamento de quase 1 milhão de mulheres com câncer de mama tipo Her2, o Herceptin foi aprovado originalmente para aplicação intravenosa. Mas estudos realizados pela Roche mostram que a administração subcutânea pode ter a mesma eficácia. O câncer de mama positivo para Her2 acomete de 15% a 20% das mulheres que sofrem da doença e é um tipo agressivo do tumor.

A administração intravenosa demora de 30 minutos a 90 minutos, dependendo do estágio do tratamento. Enquanto na aplicação subcutânea, o tempo de aplicação, em média, dura cinco minutos, afirmou José Fernando de Almeida, diretor da área de oncologia da Roche no Brasil. "Estudos mostram a mesma segurança. A diferença na forma de administrar o produto pode trazer mais conforto ao paciente." Por ser menos invasivo e levar cinco minutos para ser administrado, a nova aplicação poderá reduzir os custos do tratamento em relação à forma padrão.

Essa nova aplicação, já na chamada fase três de pesquisa, permite a completa erradicação das células tumorais da mama (a chamada resposta patológica completa) que atualmente só é possível através do medicamento intravenoso, de acordo com estudos da Roche.

A múlti já submeteu o pedido da nova administração desse medicamento à aprovação da Agência Europeia de Medicamentos (Ema). O mesmo deverá ser feito na FDA, agência de vigilância sanitária dos EUA, e Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

Essa nova tecnologia poderá ser replicada futuramente para outros medicamentos oncológicos da Roche, afirmou Almeida. Na forma subcutânea, não é necessário usar dose de ataque nem ajustar a posologia pelo peso. Ou seja, aplica-se a mesma dose, independentemente do peso corporal da paciente.

A Roche também está pesquisando o uso de MabThera (rituximabe) por injeção subcutânea em linfoma não-Hodgkin e leucemia linfocítica crônica. No momento, o uso desse medicamento por injeção subcutânea não está aprovado nem licenciado em qualquer mercado. A Roche pretende encaminhar a primeira solicitação de registro na UE no final de 2012.

A Roche é a líder global em medicamentos biológicos, voltados para tratamento de câncer. A companhia tem em seu pipeline 32 novas moléculas em desenvolvimento para combater a doença. Nos próximos cinco anos, seis novos produtos deverão ser lançados.



12/04/2012 - Valor Econômico - SP

Estudo aponta risco de anticoncepcional da Bayer

Estudo aponta risco de anticoncepcional da Bayer

por Clarissa Thomé (agenciaestado) - 11/04/2012

A Bayer HealthCare Pharmaceuticals informou que atualizou as bulas dos anticoncepcionais contendo drospirenona nos Estados Unidos, seguindo a determinação do órgão regulador americano. O novo texto alerta que o medicamento com esse hormônio pode estar associado com 'risco mais elevado' de tromboembolismo venoso (TEV) do que outros remédios. No Brasil, o laboratório comercializa os anticoncepcionais Yaz e Yasmin com esse hormônio.
A empresa, no entanto, ressalta que 'dados clínicos de período de mais de 15 anos e os resultados de estudos de segurança realizados pós comercialização de até 10 anos' reforçam a conclusão da companhia de que os medicamentos são 'seguros e eficazes quando utilizados conforme orientação médica'. A Bayer também atualizou as bulas no Canadá, na Austrália e em países da Europa, a pedido de órgãos reguladores locais. Mas isso não deverá ocorrer no Brasil, informa a assessoria de imprensa da empresa, sem que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determine a mudança.
A agência brasileira informou que, quando os estudos foram publicados, no ano passado, os médicos foram convocados a denunciarem a formação de coágulos sanguíneos relacionados ao uso de drospirenona. Em seis meses, nenhum episódio foi relatado.
A agência informa ainda que tem acompanhado o caso e solicitou os estudos à FDA. 'Até o presente momento, não houve sinal de risco sanitário identificado no âmbito do Sistema de Notificações em Vigilância Sanitária - Notivisa'.
O vice-presidente do departamento de Doenças Cerebrovasculares da Associação Brasileira de Neurologia (Abneuro), Rubens Gagliardi, lembra que todo anticoncepcional tem risco de facilitar a trombose, que pode levar ao Acidente Vascular Cerebral (derrame). 'Esse tipo de suspeita (risco maior de provocar o coágulo sanguíneo) merece um estudo aprofundado, com segmento populacional grande, por três ou quatro anos. O risco de AVC é muito sério. Se for comprovado, deve ser divulgado na bula, sim'.



12/04/2012 - Diário da Manhã on-line - GO

Prati-Donaduzzi aposta nos remédios em fração para crescer

Prati-Donaduzzi aposta nos remédios em fração para crescer

Thais Moreira
tmoreira@brasileconomico.com.br

Enquanto grandes fabricantes de genéricos como EMS e Eurofarma colocam na geladeira os planos para vendas de medicamentos fracionados (vendidos sob medida, de acordo com a prescrição médica), a paranaense Prati-Donaduzzi faz apostas no nicho para longo prazo. “Em cinco anos, a cultura brasileira será a mesma de países ricos como Europa e Estados Unidos, onde não se compra doses a mais”, afirma Eder Maffissoni, vice-presidente da empresa. Nos mercados mais maduros, esse tipo de venda movimenta 80% de todo o negócio, segundo Maffissoni. Por aqui os números ainda são bem modestos e sequer há estatísticas fechadas sobre as vendas.

Adequação do varejo Segundo Maffissoni, a Prati-Donaduzzi investiu R$ 5 milhões no último ano para a adequação de estabelecimentos para a venda de fracionados, que hoje estão em 11,3 mil farmácias brasileiras, além da ampliação e da sua linha de produção em Toledo, de onde saem, em média, 460 mil unidades diárias de medicamentos genéricos e similares. A empresa cresceu em mé- dia 25% por ano nos últimos anos focada em vendas ao governo, que hoje representam 65% de seu faturamento, de cerca de R$ 400 milhões. O restante da receita fica por conta das farmácias. Agora, o desafio da Prati é disseminar os fracionados, uma vez que, em 2006, foi regulamentada por decreto presidencial esse tipo de venda.

Nelson Mussolini, vice-presidente executivo do Sindusfarma (Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos no Estado de São Paulo), afirma que a tarefa não será fácil. “Além de os fracionados necessitarem de armazenamento adequado, são necessárias mudanças nas má- quinas de embalar os remédios em um processo caro”. Mussolini destaca que quando a lei de incentivo à venda de fracionados foi implantada, os grandes laboratórios produziram embalagens picotadas, mas a ideia não foi bem recebida pelo mercado e nem pelo consumidor, que não queria comprar remédio fora da caixa. “Em mercados maduros, existem locais esterilizados para armazenagem, o que não existe aqui. Além disso, as doses devem conter as informações de horários e datas de vencimento”.



12/04/2012 - Brasil Econômico - SP

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Bancos mexicanos cancelam contas da Igreja Universal

Bancos mexicanos cancelam contas da Igreja Universal

Redação do DIARIODEPERNAMBUCO.COM.BR
08/04/2012 | 14h53 | Fraudes


Pelo menos três bancos do México cancelaram as contas da Igreja Universal do Reino de Deus, depois que o culto foi denunciado no Brasil por fraude e lavagem de dinheiro, noticiou a imprensa mexicana neste domingo.
"O Banamex, atendendo a seus interesses, tomou a determinação de dar por terminado o contrado com o senhor e, como consequência disto, procederemos ao cancelamento de contas e serviços", informou o banco aos encarregados da igreja no México em outubro passado, segundo o jornal Reforma.
Os bancos Santander e Ixe adotaram a mesma medida entre este mês e novembro.
Em setembro de 2011, o fundador e líder da igreja, bispo Edir Macedo, e outros três encarregados da instituição haviam sido acusados pelo Ministério Público de seu país de lavar dinheiro e enviá-lo ilegalmente aos Estados Unidos.
No total foram canceladas no México cinco contas de cheques e um investimento de prazo fixo e a igreja se viu obrigada a retirar os fundos que tinha nelas.
Como consequência, a Igreja Universal do Reino de Deus, que também se denomina pelo nome de seu programa televisivo "Pare de Sofrer", apresentou um amparo por considerar que tem tido negado "o acesso ao serviço que todo mexicano tem de acessar o serviço do Sistema Financeiro Mexicano", revelou o jornal Reforma.
Da AFP Paris






09/04/2012 - Diário de Pernambuco on-line - PE

Agências lutam por publicidade infantil

Agências lutam por publicidade infantil


Ofensiva das agências de publicidade tenta evitar leis que proíbam peças publicitárias para o público infantil

Campanha a favor da autorregulação e movimento contra a publicidade a crianças se enfrentam na web

MARIANA BARBOSA
DE SÃO PAULO
As agências de publicidade resolveram partir para a ofensiva no debate sobre a regulamentação da publicidade infantil, em discussão no Congresso.

No ar desde março, o blog Somos Todos Responsáveis reúne depoimentos de famosos e de pais e mães anônimos defendendo a liberdade de expressão.

Do ministro do Supremo Tribunal Federal José Antônio Dias Toffoli ao ministro da Saúde, Alexandre Padilha, passando pelo psiquiatra Içami Tiba, a "supernanny" Cris Poli e o desenhista Maurício de Sousa, depoentes defendem a autorregulamentação, em lugar de leis proibindo publicidade para as crianças.

"Somos contra o fim da publicidade infantil, mas acreditamos que podemos debater e discutir a evolução do conteúdo", diz o presidente da Abap (Associação das Brasileira das Agências de Publicidade), Luiz Lara.

"A criança se vê envolvida pela mídia em todo lugar. Você proíbe na TV e amanhã a criança vai se deparar com ações de merchandising nos outdoors, na internet. Não tem como restringir. É melhor evoluir."

A ofensiva dos publicitários é uma resposta ao movimento encabeçado por entidades como o Instituto Alana e o Idec (Instituto de Defesa do Consumidor), que têm pressionado congressistas e vêm ganhando expressão nas mídias digitais.

O blog Criança e Consumo, do Alana, tem mais de 7.000 seguidores no Twitter. Uma das campanhas do momento é para angariar 20 mil assinaturas para o movimento Publicidade Infantil Não.

Até a noite de sábado, o número de assinaturas estava em 16 mil.

"Entendemos que a criança não deveria ser destinatária de nenhuma publicidade e que a propaganda de produtos e serviços dirigidos à criança deveria ser voltada aos pais e responsáveis", diz Isabella Henriques, coordenadora do Instituto Alana.

A coordenadora do Alana considera a campanha Somos Todos Responsáveis, batizada de "STR" nas redes sociais, um "movimento natural de resposta a esse trabalho que a gente tem feito há mais de cinco anos".

Nem todo o debate é civilizado. Nas primeiras semanas, a página do STR no Facebook foi invadida por comentários raivosos. Três pessoas chegaram a ser suspensas e uma delas continua proibida de postar comentários.

O movimento contra a publicidade infantil chegou a criar um perfil de oposição ao STR no Facebook, chamado de Infância Livre de Consumismo (ILS), com o subtítulo "responsáveis somos nós".

Um dos focos do ILS é criticar ou comentar o que acontece no STR. Nos primeiros dias, o que mais se lia no perfil eram comemorações pelo fato de o ILS ter passado o STR em cliques de "curti".

"Infelizmente, a 'trolagem' [comentários abusivos] é uma praga do mundo virtual. Recebemos quase 2.500 mensagens formais de apoio. Cerca de 60% das 350 menções negativas partiram de 44 pessoas que agiram intensivamente para desqualificar a campanha", diz Alexandre Secco, diretor da Medialogue, agência contratada para desenvolver o projeto do STR na internet.

Segundo Secco, após ações de moderação e afastamento dos responsáveis pela 'trolagem', o perfil passou de 15 a mais de 100 adesões por dia.



09/04/2012 - Folha de S. Paulo - SP

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Venda de genéricos cresce 32%

Venda de genéricos cresce 32%

Venda de genéricos cresce 32%
A receita do setor também registrou alta, de 41%, elevando o market share dos genéricos de 17,6% em 2010 para 22,3% em 2011
JANAINA LANGSDORFF| » 08 de Fevereiro de 2012 • 09:00

Não é à toa que a indústria farmacêutica volta as suas estratégias para fortalecer cada vez mais a sua presença entre os genéricos, que chegam a custar, em média, 45% menos do que os remédios de marca. Responsável por uma economia próxima de R$ 20 bilhões desde 1999, quando o setor foi criado com base na promulgação da lei 9.787, esse tipo de medicamento somou alta de 32% em vendas, o equivalente à comercialização de 581 milhões de itens, e de 41% em receita, para R$ 8,7 bilhões, em 2011.
O desempenho eleva o market share dos genéricos de 17,6% em 2010 para 22,3% em 2011 no mercado total de medicamentos. A Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos (Pró Genéricos), estima que essa representatividade pule de 25% neste ano para 35% até 2015, índice ainda inferior à participação de 60% do segmento nos mercados da Europa e Estados Unidos.

A quebra de patentes e a ampliação do programa social Farmácia Popular, onde os genéricos respondem por 75% dos medicamentos, são dois dos principais motivos que explicam o otimismo do setor. Somente nos últimos dois anos, a americana Pfizer perdeu a exclusividade do Lipitor (atovarstatina) e do Viagra (sildenafil).
Já a AstraZeneca teve que passar a compartilhar a produção do rosuvastatina, princípio ativo do Crestor, e do quetiapina, nome comercial do Seroquel. A marca Diovan, produzida com o valsartana, da Novartis, é outra que perdeu a sua patente. A siprasidona, um antipsicótico da Pfizer, e o sirolimo, produto imunossupressor do laboratório Wyeth, estão entre os lançamentos prometidos para 2012. Em entrevista publicada na edição dessa quarta-feira, 8, pelo jornal Valor Econômico, Odnir Finotti, presidente da Pró Genéricos, afirma que até 2017 existe " uma relação de outros produtos que devem ter patente expirada até 2017”.
A situação dos laboratórios
A compra de laboratórios de pequeno e médio porte, além de licenças de medicamentos e a criação de novas fábricas devem ditar os rumos do setor em 2012. A previsão é que a indústria farmacêutica cresça, mas sem repetir a mesma performance registrada nos últimos cinco anos, período na qual o segmento avançou o dobro do PIB nacional. De acordo com informações da Sindusfarma (Sindicato das Indústrias de Produtos Farmacêuticos do Estado de São Paulo), os laboratórios devem concentrar seus negócios justamente nos medicamentos genéricos, que respondem por aproximadamente 25% do faturamento das farmacêuticas.



09/02/2012 - Meio e Mensagem on-line - SP

Uma nova dinâmica da economia

Uma nova dinâmica da economia

LUIZ CARLOS MENDONÇA DE BARROS


A reação dos consumidores tem sido a de pagar suas dívidas atrasadas e só depois voltar às compras

O analista neste início de ano tem que estar aberto para uma nova dinâmica da economia brasileira. Se não entender as novas forças que estão agindo sobre os mercados, corre o risco de errar em suas previsões.

Uma primeira lição que precisa ser aprendida é que hoje o Brasil segue de perto a dinâmica de economias de mercado mais estáveis e, portanto, dotadas de uma racionalidade própria. Livre dos choques inesperados que ocorriam no passado, o comportamento das variáveis macro e micro é mais fácil de ser entendido. Vou tratar hoje de um dos elementos mais importantes que visualizo nessa nova economia em nosso querido país: o comportamento do consumo das famílias, que é como o IBGE trata essa questão.

O consumo é hoje a força mais importante na formação do PIB no Brasil. Ele representa quase dois terços da demanda final contra 20% dos gastos do governo e 18% dos investimentos. O consumo é função de duas variáveis principais: renda real das famílias representada pela massa total de salários e crédito bancário. Vou mais longe nessa minha descrição: o consumo é hoje também influenciado pelo pagamento de dívidas das pessoas junto ao sistema bancário.

Essa variável ganhou importância nos últimos anos com a expansão do crédito às pessoas físicas. Segundo o Banco Central, o brasileiro gasta em média pouco mais de 20% de sua renda mensal com juros e amortizações de suas dívidas junto a bancos, cartões de crédito e cerca de 3% a 4% com outros compromissos com a compra de bens.

Essa maior alavancagem financeira faz com que as variações da renda real, gerada pela flutuação da inflação, tenham um impacto muito grande -muito maior do que em passado recente- nos gastos correntes da população e, portanto, na formação do PIB.

Vejamos o que aconteceu no segundo trimestre do ano passado, quando um choque de mais de 30% nos preços das commodities nos mercados internacionais chegou ao consumidor. O IPCA em 12 meses passou de 5,2% em outubro de 2010 para 7,3% em setembro de 2011, chegando a 5,2% em março de 2012.

Um ciclo de 12 meses na alta e de 6 meses na volta ao ponto de partida. A variação das taxas mensais foi maior ainda nesse mesmo período: em setembro de 2010 a inflação mensal era de 0,45% e chegou a 0,80% entre janeiro e abril de 2011, voltando a 0,21% agora em março.

A elevação brusca e inesperada da inflação fez com que o valor real dos salários despencasse e colocou o consumidor em dificuldade para honrar seus compromissos. Nessa situação, o consumo sofreu e a inadimplência junto aos bancos aumentou. O BC reagiu a esse pulo na inflação aumentando os juros, o que agravou ainda mais a situação do devedor. Finalmente -no último, mas previsível capítulo dessa história-, os bancos reduziram seu apetite para emprestar.

Nos meses seguintes o consumidor parou de gastar, principalmente em itens de maior valor, e aumentou sua poupança para normalizar sua situação junto a seus credores.

No Brasil de hoje, é muito difícil a vida do devedor inadimplente com todos os registros de seus atrasos circulando entre seus credores. O impacto sobre o crescimento demorou um pouco, mas chegou na segunda metade do ano passado.

Agora estamos vivendo o ciclo contrário. A inflação caiu -em março ela foi de apenas 0,21%-, os salários reais aumentaram e o dinheiro no fim do mês voltou a sobrar. A reação dos consumidores tem sido a de pagar suas dívidas atrasadas e só depois voltar às compras. Mas isso vai acontecer certamente nos próximos meses. Também os bancos vão mudar de comportamento e, com a queda da inadimplência que estará ocorrendo, vão voltar a emprestar ao consumidor.

O último capítulo dessa história vai trazer novo vigor nos investimentos das empresas, fazendo com que todos os motores que empurram o PIB estejam de volta ainda nos últimos meses do ano. Por essa razão, acredito que em 2013 as previsões sempre tão otimistas do ministro da Fazenda possam finalmente se realizar. E mais uma vez ficará claro para todos que um crescimento maior no Brasil ficará sempre dependente de inflação mais baixa.

LUIZ CARLOS MENDONÇA DE BARROS, 69, engenheiro e economista, é economista-chefe da Quest investimentos. Foi presidente do BNDES e ministro das Comunicações (governo Fernando Henrique Cardoso). Escreve às sextas-feiras, a cada 14 dias, nesta coluna.

lcmb2@terra.com.br

AMANHÃ EM MERCADO:
Roberto Rodrigues



06/04/2012 - Folha de S. Paulo - SP

Gastos com remédios sobem 13%

Gastos com remédios sobem 13%

Publicada: 05/04/2012 03:06| Atualizada: 05/04/2012 03:05


Cada brasileiro deverá gastar, em média, R$ 386,43 em medicamentos este ano, segundo estimativa do Pyxis Consumo, do Ibope. Ao todo, o comércio de medicamentos deve movimentar R$ 63 bilhões em 2012, uma alta de 13% em relação ao ano anterior.


A classe C deverá ser responsável pela maior fatia desse Consumo, de R$ 27 bilhões, seguida pela classe B, com R$ 23 bilhões – juntas, elas deverão representar 80% dos gastos com medicamentos no ano.

“A classe A, que corresponde a apenas 2,6% dos domicílios analisados, tem potencial de Consumo de R$ 6,55 bilhões, 10% do total”, afirma o levantamento do Ibope.

Por regiões, o Sudeste deve representar a maior parte do Consumo, de 51,50% do total de R$ 63 bilhões, o equivalente a R$ 32,45 bilhões. As regiões Nordeste e Sul devem ser responsáveis, respectivamente, por 17,5% e 17,35% dos gastos, seguidas pelo Centro Oeste (8,14%) e Norte (5,51%).



06/04/2012 - Tribuna da Bahia on-line - BA

terça-feira, 3 de abril de 2012

Homens e mulheres da terceira idade utilizam mais internet por banda larga do que os jovens.

Homens e mulheres da terceira idade utilizam mais internet por banda larga do que os jovens.

02/04/2012 - 23:04

A conclusão é da pesquisa do Instituto Qualibest (www.institutoqualibest.com.br), que divulgou os resultados do estudo, nacional, sobre os hábitos da terceira idade, e revelou ainda que 37% dos homens e mulheres da terceira idade usam celulares com conexão de alta velocidade, contra apenas 29% dos jovens. Já o acesso por computadores, via serviços convencionais de assinatura, esta diferença cresce ainda mais, pois 93% dos mais velhos contam com este serviço, contra só 66% dos jovens. Entre 3.700 entrevistados de todo o país, o instituto comparou duas amostras de homens e mulheres: 318 participantes de idade acima dos 60 anos e 1.184 pessoas entre 18 e 24 anos.
No uso da Internet pela terceira idade, os homens são mais ativos que as mulheres e representam 65% da amostra. Neste segmento, 85% estão na faixa dos 60 aos 69 anos - principalmente, nas capitais. Na comparação com os jovens, a terceira idade acessa mais a Internet quando o assunto envolve serviços online de notícias, bancos e sites ligados a viagens. Nestes aspectos, o estudo aponta que 78% dos homens e mulheres da terceira idade acessam portais de notícias, contra 68% do público jovem. Já com relação aos sites de e-commerce, esta proporção fica em 72% para 60%, respectivamente.
Com relação às redes sociais, 71% dos entrevistados da terceira idade acessam redes como Facebook, Orkut e afins. Dos entrevistados jovens, 91% são usuários das redes sociais.
Um dado interessante se refere à quantidade de horas que os internautas da terceira idade ficam conectados à Internet. Quando comparados aos mais jovens, a diferença do tempo médio de navegação fica em torno dos 40 minutos, sendo que jovens passam cerca de 4h49m conectados nos fins de semana e os mais velhos ficam online por cerca de 4h11m.
Com relação aos jogos online, a predominância é de jovens, pois 65% costumam jogar, contra apenas 43% dos representantes da terceira idade afirmaram jogar. Mas a maior diferença está no tipo de jogo escolhido por cada perfil. Os mais jovens costumam se envolver bastante com games mais "complexos" (RPG, jogos de guerra, vida digital, lutas etc.), enquanto os mais maduros preferem jogos originados no "mundo off-line", sem a necessidade de interações com outros jogadores, como cartas e tabuleiro (pocker, tranca, truco, gamão, damas, xadrez etc.).
No geral, não há grandes diferenças entre os dois públicos com relação aos canais usados para jogar via Internet. A maioria usa mesmo equipamentos desktop ou notebooks. Outra semelhança entre os perfis analisados, é que mais de 90% destes públicos declararam não pagar para jogar.








03/04/2012 - Monitor Mercantil on-line - RJ

Estudo mostra que Brasil é o menos competitivo entre emergentes

Estudo mostra que Brasil é o menos competitivo entre emergentes

por Agência Estado (diariodamanha) - 02/04/2012

Entre os países considerados emergentes, o Brasil foi o que apresentou os custos empresariais menos competitivos. China, Índia, México e Rússia saíram na frente com mão de obra mais barata ou carga tributária menor, por exemplo. Este foi o resultado de um estudo recente da KPMG Internacional, que confrontou resultados de 14 países diferentes com pesquisas em 110 cidades ao redor do mundo. No Brasil, as informações foram coletadas em São Paulo e Belo Horizonte.
"Os níveis salariais brasileiros, incluindo o salário mínimo, estão significativamente acima daqueles de outros países com alto crescimento estudados, e a alta carga tributária também causa impactos no desempenho total do País", afirmou, em nota, Roberto Haddad, sócio da área de Tributos Internacionais da KPMG no Brasil. Apesar de ter custos que o aproximaram dos países desenvolvidos, como o Reino Unido, o Brasil foi o quinto colocado, entre os 14, na listagem de 2012 da consultoria.
A pesquisa, que usou os Estados Unidos como referência, apontou Reino Unido e Holanda como líderes de baixo custo entre os mercados desenvolvidos, tendo o primeiro 5,5% de vantagem em relação aos EUA e, o segundo, 5,3%. O Brasil, cuja vantagem competitiva chegou a 7% em relação aos EUA, ficou bem atrás de China e Índia, ambos com custos mais de 25% inferiores aos norte-americanos. O último classificado, com maior desvantagem em relação aos EUA, foi o Japão.
Os países com menor custo de produção foram China, no setor de manufatura, e Índia, no segmento de serviços. Além de impostos, mão de obra, serviços públicos e imóveis, o estudo analisou também questões demográficas, educação, infraestrutura e condições de trabalho.
O ranking da KPMG é liderado pela China, seguida por Índia (2.º), México (3.º), Rússia (4.º), Brasil (5.º), Reino Unido (6.º), Holanda (7.º), Canadá (8.º), França (9.º), Itália (10.º), Estados Unidos (11.º), Alemanha (12.º), Austrália (13.º) e Japão (14.º).



03/04/2012 - Diário da Manhã on-line - GO

Estudos da IBM aponta transformações do varejo em 2012

Estudos da IBM aponta transformações do varejo em 2012

02/04/2012

Os varejistas precisarão passar por uma grande revisão de sua forma de atuação ao longo dos próximos anos para se adequarem ao canal digital e ao perfil de compra dos consumidores, que se transforma a cada dia. Esta foi a principal constatação feita por dois estudos recém-divulgados pela divisão de consultoria da IBM: “Winning over the Empowered Consumers e Collective Intelligence – Capitalizing on the crowd”.

O primeiro estudo, conduzido com 28 mil consumidores de 15 países, incluindo 1,8 mil brasileiros, apontou que as pessoas estão cada vez mais dispostas a revelar informações pessoais aos seus grupos favoritos de varejo em busca de uma experiência de consumo mais personalizada e eficiente. Cerca de 60% dos entrevistados se sentem confortáveis em divulgar nome e endereço aos varejistas e 59% não veem problemas em revelar conteúdo sobre estilo de vida, como quantidade de bens, frequência de viagens e número de filhos. Os brasileiros são um pouco mais contidos neste compartilhamento: 55% estão dispostos a passar dados demográficos básicos e 41% concordam em divulgar informações sobre estilo de vida.

Hoje, a maior resistência está em passar aos varejistas informações financeiras, como renda familiar mensal – 55% dos brasileiros responderam que não aceitam informar estes dados às empresas, contra 21% que concordam. Já 50% dos entrevistados não gostam de informar dados que permitam sua localização e 45% não aceitam passar o número de documentos pessoais, como RG e CPF.

O estudo também apontou que os consumidores querem usar cada vez mais dispositivos tecnológicos para pesquisar e realizar compras. Mais de 50% dos brasileiros preferem as compras em websites, pois acreditam que possuem mais variedade e oferecem preços menores, e 87% gostariam de usar dispositivos móveis para pagar por produtos e serviços.

Já o segundo estudo apontou alguns caminhos para o setor lidar com a complexidade proveniente dos múltiplos canais de vendas e interação com os clientes. O principal deles será a inteligência coletiva, uma abordagem capaz de desempenhar um papel importante no processo de geração e compartilhamento de ideias entre varejistas e consumidores. Este modelo tem como objetivo explorar com maior precisão e eficiência o conhecimento distribuído dentro e fora dos limites formais de uma organização.

“Os clientes comentam todo o instante sobre suas experiências na aquisição de produtos e serviços em sites e redes sociais e conquistam um maior controle e influência sobre as marcas”, afirma João Pissutto, líder da consultoria da IBM Brasil para o setor de distribuição. “As organizações que aprenderem a aplicar este conhecimento para oferecer benefícios tangíveis no desenvolvimento de novos produtos e serviços e para prever comportamentos futuros terão um grande diferencial competitivo frente à concorrência”, explica.

O estudo também indicou que a popularidade e a aceitação do e-commerce, dispositivos móveis e de mídia social continua aumentando, mas os clientes ainda apontam a loja como melhor forma de comunicação com os varejistas. Além de compras normais, importantes partes das transações móveis e de comércio eletrônico ainda ocorrem na loja, como entregas, devoluções e outros serviços, sendo que 85% das decisões de compra também são feitas na loja física. Atualmente, as tecnologias mais utilizadas para compras digitais são websites, celulares, tablets e redes sociais.

“Para acompanhar essa rápida mudança no perfil do consumidor, melhorar seus produtos e a experiência de compra os varejistas precisarão monitorar de perto os canais preferidos de seus clientes e ter uma visão 360º de seu mix de produtos, do posicionamento dos concorrentes e da visibilidade de sua marca no mercado, algo possível por meio da correta utilização de ferramentas de inteligência analítica”, complementa Pissutto.

Novas tecnologias para o setor

A IBM anuncia novos aplicativos para e-commerce voltados ao mercado varejista que permitirão que estas empresas ofereçam a seus consumidores a possibilidade de realizarem pesquisas e compras com maior facilidade por meio de dispositivos móveis e redes sociais. Os softwares da nova solução oferecem recursos como análise baseada na nuvem, que permitem à empresa monitorar a presença de suas marcas em tempo real por meio das mídias sociais, além da automatização de funções, como criação de campanhas e promoções, tanto online como para dispositivos móveis.

Estes softwares possuem funcionalidades móveis e sociais baseadas em Android e Apple que permitirão aos varejistas desenvolver rapidamente uma vitrine para um iPad, iPhone ou Droid. A solução também está disponível para usuários do Facebook e permite que as organizações divulguem campanhas de marketing personalizadas e baseadas no perfil social de cada cliente. Por exemplo, se um cliente ‘curte' ou ‘compartilha' um produto no Facebook o varejista poderá enviar um código promocional relacionado ao produto específico. Desta forma, a empresa também poderá premiar um consumidor por ser um divulgador da marca, aumentando o nível de confiança deste cliente.



03/04/2012 - Revista Executivos Financ. on-line - SP

Reino Unido e China dominam ranking de competitividade

Reino Unido e China dominam ranking de competitividade

02/04/2012

Entre os mercados desenvolvidos, Reino Unido e Holanda foram classificados como líderes de baixo custo, onde é recomendável fazer negócios, de acordo com levantamento da KPMG International. A mais recente pesquisa Competitive Alternatives (Alternativas Competitivas) testemunhou o movimento que alçou o Reino Unido do quarto lugar entre os países desenvolvidos em 2010 para a primeira posição do ranking neste ano, auxiliado por uma combinação de menores custos com mão de obra no período pós-recessão, instalações industriais e serviços públicos e por cortes de impostos para pessoas jurídicas e um menor valor cambial da libra esterlina devido à crise da dívida europeia.

Apesar de um aumento significativo no interesse de muitas empresas em atender o grande e crescente mercado doméstico brasileiro, os custos no Brasil são maiores que os observados em todos os outros quatro países de alto crescimento pesquisados, e se aproximam dos níveis de custos de alguns dos países desenvolvidos, de acordo com o estudo. Por exemplo, a vantagem competitiva dos custos no Brasil chega a apenas 7% em relação à economia norte-americana, percentual muito próximo ao do Reino Unido (5,5%). A China, que lidera a lista, tem custos 25,8% menores que os dos americanos, seguida pela Índia (-25,3%), México (-21%) e Rússia (-19,7%).


Os níveis salariais brasileiros, incluindo o salário mínimo, estão significativamente acima daqueles dos outros países de alto crescimento estudados, e a alta carga tributária também impacta o desempenho total de custos do Brasil”, afirma Roberto Haddad, sócio da área de Tributos Internacionais da KPMG no Brasil.

A pesquisa Competitive Alternatives estuda 26 elementos relevantes de custos empresariais, incluindo mão-de-obra, impostos, imóveis, e serviços públicos em mais 110 cidades de 14 países ao redor do mundo. Além disso, o levantamento apura dados não relacionados a custos que influenciam a capacidade competitiva dos países pesquisas, tais como questões demográficas, educação, condições de trabalho, aplicação de inovação e infraestrutura. No Brasil, foram apuradas informações nas cidades de São Paulo e Belo Horizonte.

A edição de 2012 é a primeira do estudo Competitive Alternatives da KPMG a examinar países de alto crescimento e a comparar a competitividade de custo no Brasil, Rússia, Índia, China e México. Com esse objetivo, o estudo constatou, portanto, que a China e a Índia são os líderes entre todos os países estudados, com custos empresariais gerais, respectivamente, 25,8% e 25,3% abaixo da base de referência americana, como já citado. Os baixos custos de mão de obra alicerçam a vantagem competitiva para China e Índia, com a primeira oferecendo os menores custos no setor de manufatura e, a segunda, nos segmentos de serviços.

Enquanto os custos com mão de obra variam muito entre os em desenvolvimento e os desenvolvidos, muitos outros custos empresariais nos países de alto crescimento são semelhantes aos dos países desenvolvidos, ou maiores que estes, em alguns casos. Por exemplo: o Canadá e os Estados Unidos oferecem custos de arrendamento de instalações industriais menores que aqueles oferecidos na China, México, Rússia, ou Brasil, enquanto que a Índia, Holanda, México e Alemanha são os países com os menores custos para arrendamento de escritórios. A alta carga tributária, especialmente em relação a impostos indiretos, também anula a economia obtida com baixo custo de mão de obra em alguns dos países de alto crescimento.

Mark A. Goodburn, Global Head da área de Advisory da KPMG, afirma que “muitas empresas estão procurando os mercados de alto crescimento para dar suporte e constituir uma efetiva rede global de suprimentos. As vantagens desses mercados não são apenas determinadas pelos custos, mas também pela geração de valor. Com a explosão das tecnologias, a capacidade produtiva e a especialização em planejamento, estes mercados conquistaram seu lugar entre os líderes em negócios globais. Apesar disso, complexidades nos mercados locais desses países podem ser intrincadas, desde a oferta de mão de obra, até a tributação, tornando vital a preparação de uma estratégia de negócios muito bem elaborada para se obter sucesso ali”.

Segundo Greg Wiebe, Global Head de Tax para a KPMG International, “as empresas ao redor do mundo estão lidando com um volume imenso de mudanças que são acompanhadas por muitos desafios. Isso é especialmente verdadeiro para aquelas que trabalham em múltiplas fronteiras. A questão principal é como gerenciar os riscos enquanto se agrega valor ao resultado final. Consequentemente, o entendimento de todos os elementos envolvidos para se operar em um país, em vez de outro, é de suma importância.”


Todos os indicadores

Entre os países do mercado de alto crescimento, a China teve índice de custo em 2012 de 74,2, com vantagem de custo ante os EUA de 25,8%. Logo atrás, o custo de índice de custo da Índia é de 74,7, com vantagem antes os EUA de 25,3%. Em terceiro lugar, na posição geral de 2012, o México possui índice de custo de 79 e vantagem ante os EUA de 21%. Em quatro lugar a Rússia, aparece com índice de custo de 80,3% e vantagem em relação aos EUA de 19,7%. O Brasil está em quinto lugar com índice de custo de 93 e vantagem ante os EUA de 7%.

Usando as mesmas bases de comparação, o mercado desenvolvido ocupa as posições seguintes em termos de custo e vantagem em relação aos Estados Unidos. Reino Unido (tem custo de 94,5% e vantagem de 5,5%), Holanda (custo de 94,7 e custo de 5,3%), Canadá (custo de 95 e vantagem de 5%), França (custo de 96,1 e vantagem de 3,9%), Itália (custo de 97,9 e vantagem de 2,1%), Estados Unidos (custo de 100%), Alemanha (custo de 100% e vantagem de -0,1%) e Japão (custo de 109,4 e vantagem de -9,4%).



03/04/2012 - Revista Executivos Financ. on-line - SP

domingo, 1 de abril de 2012

Carreiras: 45% dos profissionais de gerência não possuem ensino superior

SÃO PAULO – Qualquer profissional pode ocupar o cargo de gerência, contanto que consiga gerir pessoas rumo a um objetivo determinado e entregar resultados. Nesse sentido, um estudo revelou que 45% dos trabalhadores que ocupam tal cargo não possuem ensino superior.

De 382 pessoas que ocupam cargos gerenciais em vendas, atendimento, administração e finanças em pequenas, médias e grandes empresas de diversos setores, como indústria, varejo e prestação de serviços, 55% possuem ensino superior. Os dados fazem parte de um levantamento feito pelo grupo CDPV (Centro de Desenvolvimento do Profissional de Vendas).

Resultados
Dos que possuem ensino superior, apenas 8% cursaram pós-graduação e 1% tem mestrado. O levantamento também concluiu que, dos gestores da área de vendas, a entrega de resultados é o fator que determina sua permanência e seu crescimento na empresa e no âmbito financeiro.

Observa-se ainda que a busca por capacitação tem ampliado significativamente, mas de forma mais específica e técnica. Isso porque a maioria opta por treinamentos corporativos específicos e pontuais, em vez de optarem por cursos tradicionais de formação, como graduação e pós-graduação, custeados ou não pelas empresas.

Quanto ao conhecimento em outra língua, apenas 25% dos gerentes possuem um segundo idioma e, para a maioria, o idioma é o inglês. A pesquisa ainda revelou que, dos gerentes entrevistados, 27% são mulheres e 73% são homens.

A maioria (85%) possui idade entre 26 e 55 anos, com mais de 30% entre 26 e 35 anos. Outros 9% possuem mais de 55 anos e apenas 3% possuem menos de 25 anos. Quase 25% dos entrevistados não estão satisfeitos com a equipe que dirigem. Desse percentual, 64% falam que o principal problema de sua equipe é comportamental, enquanto 36% acham que o problema da equipe é técnico.

A pesquisa ainda indicou que 42% dos entrevistados acham que a principal carência de sua equipe é o treinamento. Outros problemas citados foram a inadequação do perfil ao cargo e problemas relacionados aos processos internos ou falta de tecnologia.

Fonte:http://www.infomoney.com.br/carreiras/noticia/2387242-carreiras+dos+profissionais+gerencia+nao+possuem+ensino+superior