sábado, 6 de outubro de 2012

Varejo e perspectivas de crescimento na reta final de 2012

Menor procura


Segundo o levantamento do Provar, 18,9% da renda familiar dos brasileiros está comprometida com crediários, sobrando apenas 9,4% de valores a serem utilizados além dos gastos básicos — como alimentação, habitação, vestuário, transporte, saúde e educação. Entre as principais categorias de bens de consumo do varejo, a de vestuário e calçados é a que mais atrai os consumidores (26,6%), seguida de viagens e turismo (12,4%), informática (10,8%), móveis (9,4%), eletroeletrônicos (8,6%) e linha branca (8,4%).

Desses, porém, a maioria terá queda significativa de procura se comparados ao fim do ano de 2011. Entre as maiores quedas estão cine e foto (-61,4%, telefonia e celulares (-44,6%), automóveis e motos (-42,1%), eletroeletrônicos (-38,6%), imóveis (34,9%), informática (34,1%). As altas ficam restritas aos segmentos de eletroportáteis (60%) e cama, mesa e banho (8,3%). A pesquisa ouviu 500 consumidores entre os dias 3 e 18 de setembro, na cidade de São Paulo.

Ainda positivo

Apesar do ânimo do brasileiro não estar mais no mesmo patamar de otimismo dos últimos anos, os profissionais envolvidos na pesquisa destacam que os resultados ainda são positivos. “Não é uma queda, mas sim uma desaceleração no crescimento. Crescer 8% ainda é um bom resultado para o ano”, avalia Nuno Fouto, coordenador de pesquisas do Provar/FIA. Em 2011, o varejo cresceu 6,89% em comparação a 2010, que por sua vez teve acréscimo de 11,97% frente ao ano anterior — de acordo com o Ipeadata.

No panorama traçado por Fouto, a comunicação será um fator ainda mais preponderante para este Natal, já que ainda há verba nas mão do consumidor, mas ela será mais restrita. “A renda ainda existe, apesar de menor. Com isso, a disputa por onde o consumidor vai aplicá-la é que vai ser maior. Algumas empresas poderão sim conquistar um crescimento bem acima da tendência, mas para isso terá que demonstrar competência de convencimento para tirar muito dos outros concorrentes”, ressalta o coordenador.





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